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The Generals and the Political Leadership

In document 05-03484 (sider 30-37)

3 CAUSES OF RUSSIAN MILITARY CORRUPTION

3.4 The Generals and the Political Leadership

A informatização da sociedade de forma acelerada e crescente atinge os campos educacionais e de lazer. Ao mesmo tempo, é comum manifestações de que o uso de computadores favoreça a rápida emissão de informações, com a percepção de que seja uma máquina fria e impessoal que no futuro poderá subjugar os humanos ─ um produto social considerado “inteligente" por possibilitar alterações nas relações entre as pessoas, transformando a forma pela qual as pessoas gerenciam conhecimentos.

Sem dúvida, as novas tecnologias fazem uso de códigos de linguagem e, pela conexão em rede, permitem o estabelecimento de novas relações sociais no meio virtual, rompem barreiras físicas, geográficas e culturais, favorecem novas relações com o mundo que nos cerca, interferem na formação dos sujeitos e põem em relevo a maneira como o professor lida com os alunos a partir desta nova realidade. Não cabe mais ao professor o papel de transmissor incondicional do conhecimento construído pela humanidade; ele deve preparar crianças e jovens para lidar com a informação de forma ética, autônoma e crítica, convivendo no âmbito do diálogo democrático, em realidades redefinidas e recortadas em velocidade acelerada e sem previsibilidade.

74 Ainda que a “tecnologia” seja percebida como circunscrita aos recursos informatizados mais recentes, tudo que desenvolvemos para ampliar nossas capacidades físicas e mentais pode ser considerado tecnologia; todo artefato pode ser considerado um

hardware, assim como, métodos e técnicas, são considerados softwares; se emitir sons é algo natural para o ser humano, a linguagem verbal é tecnologia, como a escrita, o papel, a imprensa, métodos e técnicas, os computadores (LEVY, 1993). Portanto, sempre fizemos uso de alguma tecnologia em processos educativos.

A teoria sociointeracionista de Vygotsky, construída dentro da tradição marxista, apresenta uma visão do humano como um organismo ativo, cujo pensamento é constituído em um ambiente histórico e cultural, como resultado de processos interativos que se dão ao longo do tempo, uma dupla estimulação: tudo que está no sujeito existe antes no social e quando é apreendido e modificado pelo sujeito, retorna para a sociedade, passa a existir no plano interno ao sujeito. Numa dança dialética, sujeito e objeto modificam-se mutuamente.

À medida que desenvolve a aprendizagem, a criança vai se modificando por meio de instrumentos físicos ou psicológicos; nessa direção, a linguagem é uma tecnologia que o autor concebe socialmente formada e incorporada gradativamente pela criança por meio das interações que realiza desde o interior da família; esse processo é fundamental na construção da inteligência humana, resultado da relação dialética entre meio social e as variáveis biológicas, o que significa que a questão dos impactos da linguagem informática nos processos cognitivos requer apreciação pelo conjunto da sociedade, especialmente os profissionais da educação, sem animosidade gerada pela percepção de que tal artefato constitua ameaça.

Segundo Vygotsky (1988, p.62), a ação humana sobre algum objeto se serve de um instrumento com o qual controla e domina a natureza enquanto que os signos são um meio da atividade interna dirigida para o controle do próprio indivíduo. A linguagem enquanto sistema de signos, embora dirigida ao mundo social, tem como atributo servir ao domínio de si.

Ainda que o signo seja considerado como meio interno capaz de alterar o caráter da atividade humana e a ferramenta tida como meio externo pelo qual o sujeito transforma a

realidade, ambos têm como propriedade a mediação e a partir dela o ser humano interfere na natureza transformando-a, e nesse processo transforma a si mesmo.

Enquanto objeto social, o computador é instrumento que resulta do desenvolvimento cultural, social, econômico e tecnológico da sociedade humana; a mediação promovida por tal artefato, pleno de signos e simbologias, nas atividades humanas e nas interações entre as pessoas na realização de diferentes atividades tem promovido mudanças importantes na forma como se organiza a maneira de ser e estar no mundo.

Nessa direção, a formação de professores deve considerar a realidade da sociedade, na qual estamos inseridos, marcada pela forte e universal presença de novas tecnologias e como fazer delas ferramentas para a transformação social.

Vivemos num mundo globalizado e o futuro docente dever ter clareza dos condicionantes do exercício profissional numa sociedade em que o conhecimento é elemento de geração de riquezas, ao mesmo tempo que as transformações vividas demandam saberes representados pelos “Quatro Pilares da Educação” da UNESCO: a formação da pessoa contemplada no aprender a ser, a formação cidadã que corresponde ao aprender a conviver, a formação profissional, ou o aprender a fazer, e a formação para “saber”, relativo ao aprender a aprender. Tais pilares implicam cultivar características pessoais coerentes com essa nova situação, ter paixão pelo seu trabalho sem se sentir incomodado em abandonar os holofotes, satisfeito em ver seu aluno como protagonista.

O grande desafio para a qualidade do trabalho docente não se esgota na experiência universitária; impõe políticas públicas de formação continuada e em serviço que ofereçam condições de desenvolvimento de um profissional capaz de unificar a teoria e a prática tendo no horizonte a importância da linguagem informática nas dinâmicas sociais e, especialmente, na construção da inteligência e do processo de nossa hominização. A presença do computador na escola é pensado em termos metodológicos, mas me parece que as questões sociológicas que a ferramenta carrega estão limitadas à inserção no mercado do trabalho, haja vista que em geral as aulas são pensadas como aulas de informática em um laboratório de informática.

Engels (2005), no início de seu texto afirma “o trabalho é a condição básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau que, até certo ponto, podemos afirmar que

76 o trabalho criou o próprio homem”. Cabe em nosso tempo, considerar as implicações em um trabalho marcado pelas novas tecnologias nos humanos contemporâneos.

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