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The fourth wave: Chinese students turned immigrants

In document A Long Journey (sider 93-97)

6.3 “Collective contract” (felleskontrakt)

7 The following waves

7.4 The fourth wave: Chinese students turned immigrants

Atualmente, apesar da adesão terapêutica se ter mostrado eficiente nos tratamentos e em tudo o que estes implicam, não há uma intervenção especifica e que sirva de suporte para

aumentar as taxas de adesão dos sujeitos com HTA à terapêutica (WHO, 2003). Sabe-se que, tal como outras patologias de etiologia crónica, a hipertensão arterial requer orientações terapêuticas prolongadas no tempo, o que implica, evidentemente, mudanças comportamentais que envolvem a adoção e manutenção de novos estilos de vida.

Tal como Bugalho e Carneiro (2004) referem, são as estratégias educacionais e comportamentais as que mais profícuas se têm demonstrado. As estratégias de intervenção

educacionais pretendem promover informação sobre a doença ou medicação, tendo em conta

os diferentes meios de disseminação da mesma (panfletos, filmes, documentários, entre outros), integrando programas educacionais individuais e de grupo. Neste sentido, torna-se preponderante adequar os diferentes meios de propagação da informação às características únicas de cada sujeito, utilizando uma linguagem clara e objetiva, isto é, que seja facilmente percecionada pelos recetores. Este tipo de estratégia, tem-se mostrado bastante eficiente no caso das terapias medicamentosas, envolvendo sempre os próprios indivíduos, os familiares e os seus cuidadores formais e informais, fomentando uma comunicação e relação adequada na díade médico-doente (Osterberg & Blaschke, 2005).

Face ao referido anteriormente, Gusmão e colaboradores (2009) preconiza que o facto de haver uma alta ou baixa adesão terapêutica depende, em grande medida, da relação que é estabelecida entre o profissional de saúde e o indivíduo, considerando esta premissa como o impulso para o sucesso de um tratamento. Tal é aplicável a qualquer patologia crónica, como o caso da HTA, sendo que para tal é fundamental: fazer entender, de forma adequada, ao sujeito e aos seus cuidadores a existência da patologia; esclarecer a necessidade e proficiência que o tratamento terá; ser claro e específico na delimitação da estrutura terapêutica; selecionar o medicamento de forma adequada, isto é, tendo em conta as características da pessoa e os efeitos colaterais que isso lhe pode causar; definir e explorar as contraindicações da medicação anti-hipertensiva; e, motivar a pessoa para uma participação ativa na doença, implicando o controlo e monitorização da mesma, garantido sempre uma compreensão por parte do mesmo (Gusmão et al., 2009).

No que concerne às estratégias comportamentais, os lembretes, a atribuição de recompensas, o suporte e reforço familiar, o papel ativo do portador da doença face ao tratamento e a estruturação e simplificação das medidas terapêuticas, têm sido fundamentais nas melhorias que a adesão terapêutica tem verificado ao longo do tempo (WHO, 2003; Bugalho & Carneiro, 2004). A relação terapêutica que é estabelecida, os estilos de comunicação e prescrição utilizados, são ferramentas imprescindíveis relativamente ao tema da adesão, pois é determinante que o indivíduo veja esclarecidas um conjunto de premissas fundamentais como: as indicações de como o tratamento deve decorrer; os efeitos secundários que podem advir da medicação e como podem ser ultrapassados; as alterações ao nível dos estilos de vida que devem ser feitas; e, a evolução e consequentes resultados que a terapia tem estado a produzir (Bugalho & Carneiro, 2004; Dias et al., 2011). O papel da

pessoa doente assume, neste sentido, um fator hegemónico na evolução e adesão ao tratamento, na medida em que devem ser dadas à mesma, ferramentas para que consiga adotar uma postura ativa e de cooperação face ao controlo e monitorização da doença. Assim, cabe, por um lado, ao sujeito reunir um conjunto de estratégias que lhe permitam prevenir possíveis esquecimentos, como por exemplo a adoção dos lembretes para a toma da medicação, e, por outro lado, cabe ao médico evitar a alteração repetida dos regimes terapêuticos (Bugalho & Carneiro, 2004).

Devido às características multifatoriais em torno da HTA, é necessária uma visão

multiprofissional que permita a implementação de ações únicas e individuais em cada

portador desta patologia crónica, de forma a que os regimes terapêuticos sejam adequados e prolongados no tempo (Gusmão et al., 2009). A adoção de equipas multidisciplinares é considerada por Jardim e Jardim e por Gusmão e colaboradores (2006; 2009) um meio proficiente para a adesão ao tratamento uma vez que permite uma diversidade de profissionais e, consequentemente, uma diversidade de perspetivas que levam a que sejam focadas as características que cada sujeito apresenta. Deste modo, a pessoa torna-se elemento ativo na mobilização do seu tratamento, havendo a necessidade transversal de um reforço contínuo, bastante característico desses grupos de profissionais.

Por forma a concluir o supracitado, é de evidenciar a atuação da díade médico-doente que, segundo a literatura, no caso da HTA o papel do cuidador também assume uma total importância na obtenção das metas terapêuticas (WHO, 2003; Jardim & Jardim, 2006; Gusmão et al., 2009).

Face ao referido anteriormente, Gusmão e colaboradores (2009) preconiza que o facto de haver uma alta ou baixa adesão terapêutica depende, em grande medida, da relação que é estabelecida entre o profissional de saúde e o indivíduo, considerando esta premissa como o impulso para o sucesso de um tratamento. Tal é aplicável a qualquer patologia crónica, como o caso da HTA, sendo que para tal é fundamental: fazer entender, de forma adequada, ao indivíduo e aos seus cuidadores a existência da patologia; esclarecer a necessidade e proficiência que o tratamento terá; ser claro e específico na delimitação da estrutura terapêutica; selecionar o medicamento de forma adequada, isto é, tendo em conta as características da pessoa e os efeitos colaterais que isso lhe pode causar; definir e explorar as contraindicações da medicação anti-hipertensiva; e, motivar o sujeito para uma participação ativa na doença, implicando o controlo e monitorização da mesma, garantido sempre uma compreensão por parte do mesmo (Gusmão et al., 2009).

In document A Long Journey (sider 93-97)