4 Methodology and research design
4.4 The empirical material – data construction
4.6.1 Análise estatística e interpretação dos dados
Tendo em mente a pretensão deste estudo, optamos por delinear um modelo metodológico que se adequasse às pretensões do nosso tema, tendo em conta, e tal como já foi dito anteriormente os seguintes fatores:
- A reduzida investigação empírica sobre a relevância e resultados das TIC aplicadas ao estudo instrumental, não obstante ser reconhecido que há benefícios na sua utilização;
- A tentativa mais pronunciada de expor argumentos que demonstrassem a mais-valia da introdução deste tipo de ferramentas, não obstante termos também enunciado alguns fatores menos
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Resposta dos alunos
A resolver melhor os problemas sozinho e de forma mais eficaz
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Resposta dos alunos
A procurar alternativas que se adaptassem melhor à tua forma de tocar
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A desenvolver a tua própria criatividade
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Resposta dos alunos
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positivos do ponto de vista pedagógico, mais do que tentarmos uma explicação efetiva e acabada sobre o fenómeno;
- Face ao conteúdo das questões e pelo facto da maioria das questões serem perguntas de resposta fechada e direta, a realização do inquérito aos alunos insere-se num enquadramento interpretativo, embora tenhamos apresentado os resultados de forma quantitativa. Assim, optamos por representar a maiorias das respostas através de gráficos quantitativos, onde se pode ler o número de alunos e respetiva resposta a cada item traduzindo também esses dados a nível percentual, cujos resultados estarão na base da nossa leitura;
- Optamos por ler os resultados por grau frequentado, por considerarmos que haveria uma maior uniformização e identificação das opiniões do que por escola/conservatório;
- Ao analisarmos esses dados, faremos referência àqueles que mais se destaquem, sejam eles positivos ou negativos, relembrando que a classificação 1, representará o mínimo possível e o 5 o valor máximo, à luz do que foi sendo descrito ao longo do trabalho teórico.
4.6.2 Análise dos resultados
Como podemos ver pelas respostas há uma preponderância dos valores mais altos, que é transversal a todos os graus de ensino.
Relativamente aos alunos do 1º grau há uma asseveração de que a utilização das tecnologias
aplicadas ao estudo do instrumento constitui, de facto, uma mais-valia (pelas classificações de 4 e
5) para a sua aprendizagem, e o mesmo pode ser inferido pela unanimidade das respostas dos alunos do 2º grau, com a classificação de 5 e dos alunos do 3º e 4º graus com avaliação de 4. Desta feita, 50% dos alunos classifica com 4 essa utilidade e os restantes 50% com 5.
Por se apresentarem como um recurso e uma metodologia atuais que acompanham o seu estilo de vida os alunos do 1º grau classificam com 5 essa relevância e os alunos do 2º, 3º e 4º grau pendem entre 4 e 5. Assim, 30% dos alunos classifica com 5 essa pertinência, enquanto que os restantes 70% classificam com 4. O valor é mais expressivo nos alunos do 1º grau, provavelmente, por ainda se encontrarem numa fase bastante inicial da sua aprendizagem.
Perante estes resultados podemos inferir que este pode ser um caminho para se proporcionar aos alunos uma experiência mais aproximada ao seu mundo, mas também, uma forma de o professor de instrumento poder criar experiências de aprendizagem autênticas e significativas, tal como foi a nossa apologia, ao longo do trabalho teórico.
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Os valores continuam igualmente altos no que diz respeito à aplicação das novas tecnologias nos contextos de aula, de audição e de estudo individual. Relativamente às aulas de instrumento, os valores variam em todos os graus entre o 4 (50%) e o 5 (50%). Onde se sente mais diferença é em
contexto de audição, em que 70% dos alunos classifica com 5 e 30% com 4 essa utilização. Sendo
de sublinhar que todos os alunos do 2º grau classificaram com 5 a sua importância em contexto avaliativo.
No que diz respeito à utilização deste tipo de ferramentas no estudo individual, os valores são mais dispersos pela escala, variando entre o 3 e o 5, sendo que 20% classifica com 3, 50% classifica com 4 e 30% classifica com 5 essa utilização. Umas das preocupações dos professores de instrumento é precisamente a continuidade do estudo fora da sala de aula. Neste caso a classificação maioritária de 4 e de 5, leva-nos a crer que as TIC se tornam um auxílio valioso para os alunos, nomeadamente, quando o professor não está presente e, como tal, não tem forma de controlar a quantidade e qualidade de estudo do aluno, estando dependente da sua disponibilidade e vontade para tal efeito.
Podemos inferir pelas respostas altas, que a utilização de ferramentas TIC motivam os alunos a estudar fora da sala de aula e, tal como demonstrado em experiências, com resultados bastante positivos, levadas a cabo através do ensino à distância, que este meio pode-se tornar importantíssimo para o acompanhamento dos alunos de instrumento fora do contexto escolar.
Quanto aos itens mais específicos relacionados com o estudo do oboé através de ferramentas e recursos tecnológicos, no que diz respeito:
- Ao dinamismo do estudo, as respostas variam entre 3 e 5, sendo que 20% das classificações são de 3, 40% são de 4, e 40% são de 5, indicando como tal, valores bastante elevados quanto à vitalidade que as TIC trazem no estudo do oboé;
- Ao facto de tornar o estudo mais divertido e constituir uma ajuda na concentração, os alunos classificam de forma igualitária os dois itens, 20% com 3, 50% com 4, e 30% com 5. O facto das TIC tornarem o estudo mais dinâmico e prazeroso, vem exatamente ao encontro do defendido por nós, e por vários especialistas da área, relativamente à importância que a diversão e o gosto desempenham no estudo de um instrumento, pois é esse prazer que pode garantir a presença da motivação, o desenvolvimento da motivação intrínseca e a continuidade do estudo por parte dos alunos;
- A uma melhor compreensão rítmica e a um maior controlo sobre a pulsação, mais uma vez os alunos classificam de forma igual os dois itens, sendo que 30% classifica com 4 e 70% com 5
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esse auxílio, provavelmente explicado, no caso de um play-along, por ser uma tarefa continuada, que não lhes permite parar.
- Ao desenvolvimento de técnicas de memorização e à motivação, mais uma vez com classificações idênticas nos dois parâmetros, 20% dos alunos classifica com 3, 50% com 4 e 30% com 5 esse auxílio.
Como vemos os valores para todos os parâmetros são bastante positivos e altos, sendo de sublinhar que os alunos do 1º grau classificam com a pontuação máxima o item da diversão e da motivação, o que vem ao encontro do defendido por nós, que os alunos mais novos necessitam de maior motivação externa (daí a importância de pais, professores e tarefas dadas) para desenvolverem a sua motivação interna.
Quanto ao item, que diz respeito à autoeficácia, “resolver melhor os problemas sozinho e de
forma mais eficaz” é aqui que encontramos a maior dispersão de resultados, havendo pela primeira
vez um resultado negativo: 10% dos alunos responde 2, 20% dos alunos responde 3, 60% responde 4 e 10% responde 5. Ainda que a preponderância seja maioritariamente positiva, há um aluno do 2º grau, que não sente que a utilização das TIC tenha impacto sobre a sua autoeficácia.
Relativamente ao parâmetro em que as TIC podem auxiliar o aluno “a procurar alternativas
que se adaptassem melhor à tua forma de tocar”, que não deixa de ser mais um aspecto da
autoeficácia e da autorregulação, as respostas vão muito ao encontro do respondido ao item anterior, embora, já não haja uma resposta negativa, sendo que 20% dos alunos responderam 5 e os restantes valores mantêm-se iguais.
No que diz respeito à questão da criatividade, 50% dos alunos classificam com 3 esse auxílio e os restantes 50% respondem com 4. Aqui podia-se indagar, efetivamente, até que ponto, os recursos utilizados fomentam ou limitam a criatividade dos alunos, mas provavelmente teríamos opiniões diferentes conforme o recurso utilizado.
Quanto à questão da autonomia, 20% classifica com 3, 10% indica 5 e uma grande maioria, cerca de 70%, avalia com 4 esse auxílio. Não nos esqueçamos que sempre defendemos que as TIC, num contexto de ensino-aprendizagem e de acordo com o paradigma construtivista é uma excelente forma de desenvolver a autonomia dos alunos, que deve ser essa, em última análise a maior pretensão de todos os docentes, incluindo os professores de música.
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4.7 Considerações finais reflexivas e limitações do estudo
Pelos resultados obtidos, podemos concluir que a aplicação e integração das TIC no processo de ensino/aprendizagem de um instrumento musical, nas suas variadas vertentes e utilizações é bastante considerável, embora seja necessário investigar com mais profundidade as suas aplicações, e desenvolver outro tipo de mecanismos e ferramentas que se adequem ao ensino da música instrumental e mais especificamente a cada instrumento.
Tendo em mente o trabalho teórico e os resultados da investigação empírica acreditamos que a pesquisa cumpriu com os seus objetivos e revelaram de modo geral que os benefícios são bastantes, principalmente nos alunos mais novos. Acreditamos que é necessário potencializar a utilização das TIC como uma ferramenta verdadeiramente pedagógica e construtiva a par do conhecimento docente, que consiga acompanhar todas as transformações sociais e educativas da nossa contemporaneidade e que privilegie as experiências autênticas e significativas.
Acreditamos que conseguimos estabelecer o paralelismo, que fomos defendendo ao longo do trabalho teórico, entre o facto de ser uma ferramenta que torna o estudo mais divertido e dinâmico, o que assume uma enorme importância no desenvolvimento da motivação intrínseca e da continuidade do estudo de um instrumento, bem como a sua utilidade nos vários contextos, principalmente em contexto de audição, que se constitui como um momento de avaliação e de exposição pública, o que por si só acarreta medos e ansiedades, muitas vezes difíceis de lidar. Acreditamos que conseguimos demonstrar a sua utilidade na construção da autonomia e da independência através de uma metodologia essencialmente construtivista que dá aos alunos as rédeas da sua própria aprendizagem.
É na quantidade da amostra que detetamos uma das limitações deste estudo, por ser reduzida em número, o que impede maiores ilações sobre as nossas próprias premissas. Todavia podemos presumir, que ainda que haja esta limitação na quantidade, a qualidade do trabalho poderá trazer algumas contribuições teóricas e práticas que possam abrir caminho para investigações futuras e que fomente o papel do professor como um orientador e facilitador de aprendizagens através da criação de tarefas e recursos que permita a centralização do aluno como construtor do seu próprio saber.
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Conclusão
Como vimos, estamos numa fase de mudança e de adaptação quer pela escola, quer pelos professores, à qual os professores de instrumento também não se podem alhear.
Discorremos também sobre a importância de formular estratégias de aprendizagem onde se incluam a utilização de ferramenta e recursos de cariz tecnológico, de forma a propiciar uma aprendizagem construtiva através de experiências enriquecedoras, diversificadas, autênticas e significativas, que despertem o interesse dos nossos alunos, abraçando o mundo que estes conhecem e vivem, e que não os leve a desistir da continuidade de estudar um instrumento, com todos os sacrifícios que tal implica.
E, como sabemos, o estudo de um instrumento implica indubitavelmente muito empenho e compromisso por parte de uma criança pois, em última análise, é ela que decide se vai ou não estudar em casa, o que vai praticar e durante quanto tempo. Daí, ser tão importante definir que tipo de objetivos é que o professor vai delinear, bem como a criação de estratégias e recursos que promovam o desejo de estudar e por conseguinte a motivação intrínseca, bem como, o sentido de desafio por parte da criança, apontando sempre baterias para a sua própria autonomia.
Ao longo da nossa experiência como professor de instrumento, fomos incluindo métodos e recursos tecnológicos como CD’s, ficheiros MIDI e MP3, que auxiliassem os alunos no seu estudo, nomeadamente no seu estudo individual e em contexto de audição. Embora tenhamos tido sempre um feedback positivo sobre a sua utilização, e apesar de considerarmos este tipo de ferramentas altamente motivadoras queríamos indagar até que ponto estas premissas são realmente verdadeiras e como é que os alunos apreendem a inclusão das TIC adaptadas ao estudo instrumental. Estas serão as duas grandes proposições que estão na base do nosso trabalho de investigação-ação realizado com os alunos de oboé.
Gostaríamos ainda de realçar que este trabalho deu-nos a possibilidade de conhecermos recursos e ferramentas que desconhecíamos e que pretendemos adotar e integrar na nossa prática e metodologia, assim que possível e se as circunstâncias físicas dos espaços o permitirem.
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ANEXO I
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Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares Jean Piaget
Viseu
Mestrado em Ensino de Música GRUPO A
1. Classifica de 1 a 5 (sendo 1 o valor mais negativo e o 5 o mais positivo) a pertinência da utilização das novas tecnologias aplicadas ao estudo do instrumento, como forma de melhorar a tua aprendizagem:
1 2 3 4 5
2. Classifica de 1 a 5 (sendo 1 o valor mais negativo e o 5 o mais positivo) a utilização das novas tecnologias aplicadas ao estudo do instrumento, como uma ferramenta atual e que acompanha o teu estilo de vida:
1 2 3 4 5 GRUPO B
1. Classifica de 1 a 5 (sendo 1 o valor mais negativo e o 5 o mais positivo) a utilização das novas tecnologias aplicadas ao estudo do oboé:
1 2 3 4 5 a) Nas aulas de instrumento.
b) Nas audições de instrumento. c) No estudo individual.
2. Durante o teu estudo do oboé classifica de 1 a 5 (sendo 1 o valor mais negativo e o 5 o mais positivo) a utilização das novas tecnologias aplicadas ao estudo do oboé:
1 2 3 4 5 a) O estudo torna-se mais dinâmico.
b) O estudo torna-se mais divertido. c) Ajuda-me na concentração.
d) Ajuda-me a compreender melhor o ritmo. e) Ajuda-me a controlar melhor a pulsação.
f) Ajuda-me a desenvolver técnicas de memorização. g) Sinto-me motivado.
GRUPO C
1. Classifica de 1 a 5 (sendo 1 o valor mais negativo e o 5 o mais positivo) a utilização das novas tecnologias aplicadas ao estudo do oboé, como uma ferramenta que te ajudou:
1 2 3 4 5 a) A resolver melhor os problemas sozinho e de forma mais eficaz.
b) A procurar alternativas que se adaptassem melhor à tua forma de tocar. c) A desenvolver a tua própria criatividade.
d) A ser um aluno mais autónomo.
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