O georreferenciamento de propriedades com animais é uma das exigências do MAPA (BRASIL, 2009). Entretanto até outubro de 2009 das 2.701.141 explorações pecuárias existentes apenas 647.304 delas já haviam tido sua localização geográfica realizada e nenhuma UF havia realizado essa atividade em toda a sua área.
As médias, desvios padrões e coeficientes de variação de variáveis relacionadas ao trânsito de bovinos e bubalinos no Brasil no ano de 2009 estão descritas na Tabela 2.2 e as percentagens de unidades federativas classificadas de acordo com seu reconhecimento em relação à febre aftosa, habilitação para exportação para a UE, cobrança para emissão de GTA, densidade de bovinos e bubalinos, existência de cadastro informatizado de propriedades no ano de 2009 estão descritas na Tabela 2.3.
Tabela 2.2. Resumo das informações sobre trânsito de bovinos e bubalinos no Brasil no ano de 2009.
VARIÁVEL X S CV
Área das UF em Km2 ARE 304103 334231 110%
Densidade de bovinos e bubalinos (bovinos e bubalinos por Km2)
DEN
CAB 29,08 18 62%
Quantidade de GTAs emitidas por Km2 em 12 meses
GTA
AREA 1,07 0,89 83%
Porcentagem do bovinos e bubalinos movimentados em relação ao rebanho da UF
%
TRA 33,78 19,81 59%
Total de bovinos e bubalinos movimentados em 12 meses TRA 3484057 4597755 132%
Rebanho (quantidade) de bovinos e bubalinos da UF REB 7292764 7836071 107%
Quantidade de GTAs emitidas em 12 meses em relação ao rebanho da UF
GTA
REB 0,03 0,02 60%
Quantidade de locais de emissão de GTA em relação ao total de municípios da UF
%
LOC 1,08 1,01 93%
Quantidade de municípios da UF MUN 198,71 202 102%
Quantidade de locais de emissão de GTA da UF EM 162,64 168,23 103%
Quantidade de GTAs emitidas em 12 meses em relação à quantidade de locais de emissão de GTA da UF
GTA
EM 1594 1621 102%
Quantidade de GTAs emitidas na UF em 12 meses GTA 241891 289597 120%
Número de veterinários do órgão de defesa sanitária animal da UF - OESA VET 102,46 100,54 98%
Quantidade de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA
GTA
VET 2192 1947 89%
Rebanho de bovinos e bubalinos da UF em relação ao número de veterinários da OESA
REB
VET 72916 65617 90%
Tabela 2.3. Percentagem de estados ou zonas classificados de acordo com a sua condição sanitária, habilitação para exportação para a UE, cobrança para emissão de GTA, densidade de bovinos e bubalinos, existência de cadastro informatizado de propriedades no ano de 2009.
Variável 1 2 3
n (%) n (%) n (%)
Zona ou UF livre de febre aftosa (1 livre, 2 não-livre)
AFT 17 60,71 11 39,29 * *
Zona habilitada para exportação de carnes para UE (1 habilitada, 2 não-habilitada)
EU 9 32,14 19 67,86 * *
Cobra GTA (1 sim, 2 não)
CG 21 75,00 7 25,00 * *
Classificação da densidade de bovinos e bubalinos
(1- menos que 30 animais por Km2 e 2 -mais que 30 animais por Km2)
DEN 15 53,57 13 46,43 * *
Cadastro Eletrônico
(1-emissão eletrônica de GTA e cadastro informatizado de propriedades, 2- emissão de GTA e cadastro não-informatizado e 3-apenas cadastro informatizado
CE 13 46,43 6 21,43 9 32,14
% - porcentagem, n- quantidade, * - Não se aplica, ARE- área das UF em Km2 , DEN CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por
Km2, % TRA - % de animais transitados em relação ao rebanho, TRA - total de bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
A atividade pecuária representou papel importante na ocupação do país e está presente em todas as regiões (Triches et al., 2009), entretanto existem diferenças nas variáveis relacionadas à estrutura de fiscalização do trânsito, densidade e no tamanho dos rebanhos bovinos e bubalinos entre as zonas e UF (Tabelas 2.2 e 2.3).
As correlações entre as variáveis relacionadas ao trânsito de bovinos e bubalinos no Brasil estão na Tabela 2.4.
Tabela 2.4 Correlações entre os tratos relacionados ao trânsito de bovinos e bubalinos no Brasil ano de 2009. Brasília 2010.
ARE DEN CAB AREA GTA TRA % TRA REB GTA REB LOC % MUN EM GTA EM GTA VET GTA VET REB VET
ARE DEN CAB -0,27 GTA AREA -0,29 0,77 % TRA 0,12 0,69 0,46 TRA 0,32 0,58 0,23 0,78 REB 0,40 0,51 0,21 0,68 0,96 GTA REB -0,22 0,27 0,74 0,13 -0,05 -0,01 %LOC -0,14 -0,13 -0,20 -0,08 -0,05 -0,08 -0,20 MUN 0,05 0,30 0,38 0,23 0,29 0,38 0,37 -0,27 EM 0,12 0,35 0,40 0,36 0,43 0,51 0,38 -0,18 0,92 GTA EM 0,16 0,46 0,32 0,55 0,60 0,59 0,17 -0,05 -0,15 -0,07 GTA 0,29 0,43 0,43 0,54 0,69 0,78 0,46 -0,10 0,66 0,79 0,45 VET 0,12 0,51 0,39 0,52 0,60 0,65 0,21 -0,16 0,76 0,84 0,17 0,73 GTA VET 0,19 0,35 0,49 0,45 0,43 0,50 0,57 -0,10 0,12 0,21 0,68 0,65 0,09 REB VET 0,41 0,20 -0,04 0,40 0,56 0,64 -0,19 -0,03 -0,14 -0,06 0,62 0,31 0,03 - 0,63
Correlações em negrito são significantes (P<0,05) % - porcentagem, n- quantidade, * - Não se aplica, ARE- área das UF em Km2 , DEN
CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por Km2, % TRA - % de animais transitados em relação ao rebanho, TRA - total de
bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
Como esperado há uma relação entre o tamanho dos rebanhos (REB) e um maior trânsito total realizado (TRA) e porcentagem de trânsito (% TRA). A densidade de animais (DEN CAB) está relacionada com um maior número de GTAs por área (GTA AREA) e um maior trânsito total realizado (TRA) e porcentagem de trânsito (% TRA), entretanto não está relacionada significativamente (P>0,05) com a quantidade de GTAS emitidas em relação à quantidade de animais do rebanho (GTA REB).
Na Tabela 2.5 pode-se verificar um número total de 15 componentes principais na análise dos valores e autovetores para as variáveis avaliadas, podendo reduzir as variáveis
originais a cinco componentes responsáveis por 89,9% da variação acumulada. O teste de Kayser-Meyer-Olkin (KMO), para a análise da adequabilidade da amostra apresentou um valor de 0,61, indicando que a amostra é passível de ser analisada pelas técnicas da análise fatorial.
Tabela 2.5 Análise dos valores e autovetores da matriz de correlação
Componente Principal
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Eigenvalue 6,36 2,81 2,03 1,34 0,96 0,45 0,37 0,26 0,17 0,10 0,08 0,04 0,03 0,01 0,01
% Variação 42,4 18,7 13,5 8,9 6,4 3 2,5 1,7 1,1 0,7 0,5 0,3 0,2 0,1 0
% Acumulada 42,4 61,1 74,6 83,5 89,9 92,9 95,4 97,1 98,2 98,9 99,4 99,7 99,9 100 100
O primeiro componente principal (PC1) mostra que Existe uma grande contribuição das variáveis GTA, REB, TRA, %TRA. A porcentagem de locais de emissão de GTA (%LOC) não foi importante. Existe 1,08 escritório dos OESA onde se realiza a emissão de GTA por município. Aparentemente este seria um dos motivos para a variável não apresentar importância, entretanto é necessário considerar que não foi avaliada neste trabalho a distribuição de locais de emissão entre os municípios, porque existem municípios com vários locais de emissão e municípios sem local de emissão de GTA e também municípios com grandes áreas em que apenas um local de emissão de GTA ocasiona grandes dificuldades de acesso dos produtores para retiradas das GTAs. As variáveis que mais contribuíram para o PC1 foram o total de GTAs emitidas (GTA), tamanho do rebanho de bovinos e bubalinos (REB), total de bovinos e bubalinos transitados (TRA) e porcentagem de bovinos e bubalinos transitados em relação ao rebanho existente (% TRA). O tamanho (REB) e a densidade (DEN CAB) dos rebanhos estão relacionados positivamente às variáveis relacionadas à fiscalização do trânsito e emissão da GTA, com maior volume de trânsito (TRA), emissão de GTA (GTA) e porcentagem do rebanho transitado (TRA), inclusive com maior número de veterinários nas OESA (VET). Na análise das variáveis que contribuíram para o segundo componente principal (PC2) destacam-se o tamanho do rebanho (REB), quantidade de veterinários da OESA (VET), quantidade de municípios (MUN), quantidade de GTAs emitidas por local de emissão (GTA EM) e quantidade de locais de emissão de GTA (EM). Com um aumento do número de municípios na UF (MUN) há um acréscimo do número de GTAs
emitidas em relação ao tamanho do rebanho (GTA REB), da quantidade de GTAs emitidas por área da UF (GTA AREA) e o número de veterinários da OESA (VET), mas está relacionado também a uma redução do tamanho do rebanho por veterinário da OESA (REB VET) e no número de GTAs emitidas por local de emissão (GTA EM) (Tabela 2.6 e Figura 2.3). A importância da pecuária nas UF maiores produtoras de bovinos, com maiores densidades e tamanho dos rebanhos se reflete no estabelecimento de políticas zoossanitárias para aquisição e manutenção da condição de livre de enfermidades (Melo, 2002) e o atendimento das exigências para exportações de produtos pecuários nestas UF, o que demanda muitos recursos físicos e financeiros (Braun et al., 2008) que não são prioridades de gastos para as UF onde a pecuária não apresenta tanta importância econômica.
Tabela 2.6. Autovetores dos primeiro e segundo componentes principais de variáveis relacionadas ao trânsito de bovinos e bubalinos no Brasil em 2009.
Componente 1 Componente 2
Classificação Variável Autovetor Classificação Variável Autovetor
1 GTA 0,356 1 REB VET -0,46
2 REB 0,345 2 MUN 0,38
3 TRA 0,331 3 GTA EM -0,332
4 % TRA 0,309 4 EM 0,328
5 VET 0,299 5 GTA REB 0,306
6 DEN CAB 0,281 6 ARE -0,264
7 EM 0,276 7 AREA GTA 0,247
8 GTA VET 0,261 8 VET 0,227
9 GTA AREA 0,239 9 TRA -0,215
10 GTA EM 0,236 10 REB -0,202
11 MUN 0,233 11 GTA VET -0,169
12 REB VET 0,177 12 % TRA -0,118
13 GTA REB 0,157 13 %LOC -0,111
14 ARE 0,085 14 DEN CAB 0,063
15 %LOC -0,081 15 GTA 0,063
ARE- área das UF em Km2 , DEN CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por Km2, % TRA - % de
animais transitados em relação ao rebanho, TRA - total de bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
Os primeiros dois componentes principais para as variáveis relativas ao trânsito, responsáveis, respectivamente, por 42,4% e 18,7% (Figura 2.3).
Figura 2.3. Primeiros dois autovetores para tratos relativos ao trânsito de animais no Brasil no ano de 2009
ARE- área das UF em Km2 , DEN CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por Km2, % TRA - % de
animais transitados em relação ao rebanho, TRA - total de bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
Nas Tabelas 2.7, 2.8, 2.9 e 2.10 estão listadas as médias e os resultados da análise univariada realizada nas UF ou zonas classificadas de acordo com a sua condição sanitária, habilitação para exportação para a UE, cobrança para emissão de GTA, densidade de bovinos e bubalinos e existência de cadastro informatizado de propriedades no ano de 2009. Os resultados das análises do grupo “habilitado” e “não-habilitado” para a UE apresentaram diferenças significativas para os tratos GTA AREA, % TRA, TRA,
AUTOVETOR1 A U T O V E T O R 2
MUN, EM, GTA, VET e GTA VET, enquanto as análises dos dados referentes aos grupos “livre” e “não-livre” de febre aftosa apresentaram diferenças significativas para os tratos GTA AREA, % TRA, TRA, REB, MUN, EM, GTA, VET, GTA VET. Não houve diferença significativa em nenhuma das variáveis analisadas entre a UF ou zonas que cobram taxas pela emissão das GTAs e as que não cobram. A cobrança pela emissão de GTA é citada como uma das principais formas de financiamento das OESA, mas a sua cobrança não significou diferença nos parâmetros relacionados ao trânsito. Em relação aos sistemas informatizados apenas a existência de sistemas informatizados não apresentou nenhuma diferença significativa do grupo sem nenhuma informatização do seu trânsito, enquanto houve diferença significativa em GTA AREA e % TRA, entre o grupo com cadastro de propriedades e emissão de GTAS informatizado e o grupo com apenas o cadastro de propriedades informatizado. As variáveis ligadas a uma maior emissão de GTA relativa ao volume do trânsito e por área, independente do tamanho da pecuária das UF, indicam melhorias na fiscalização do trânsito. Freitas (2007) relacionou o efeito das auditorias fiscais e a conformidade de determinado setor demonstrando a importância da informatização de procedimentos de trânsito e sua melhoria nos procedimentos de fiscalização do trânsito.
ou não-livres de febre aftosa
Variável Livre Não-Livre
GTA AREA 1,48A 0,41B % TRA 44,89A 16,60B TRA 5475959A 405664B REB 10676831A 2062842B GTA REB 0,039A 0,025A % LOC 124,86A 83,39B MUN 239,47A 135,73A EM 204,35A 98,18A GTA EM 2349,6A 425B GTA 369065A 45348B VET 136,47A 49,91B GTA VET 3065,3A 843,2B REB VET 93142A 41657B
Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna são significativamente diferentes utilizando o teste de Tukey (p<0,05)
ARE- área das UF em Km2 , DEN CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por Km2, % TRA - % de animais
transitados em relação ao rebanho, TRA - total de bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
Tabela 2.8. Média dos tratos relacionados ao trânsito em zonas ou UF classificados como habilitados ou não-habilitados a exportar carne bovina para a UE
Variável Habilitados Não-Habilitados
GTA AREA 1,50A 0,86B % TRA 51,12A 16,60B TRA 8022705A 1334172B REB 14710373A 3779160B GTA REB 0,0336A 0,0329A % LOC 116,22A 92,41A MUN 358,78A 122,89B EM 303,22A 96,05B GTA EM 1972,5A 1414A GTA 455115A 140890B VET 209,11A 51,95B GTA VET 2287,5A 2147,2B REB VET 83274A 68009A
Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna são significativamente diferentes utilizando o teste de Tukey (p<0,05)
ARE- área das UF em Km2 , DEN CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por Km2, % TRA - % de animais
transitados em relação ao rebanho, TRA - total de bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
Tabela 2.9. Média dos tratos relacionados ao trânsito em zonas ou UF que cobram pela emissão de GTA e que não cobram pela emissão de GTA
Variável Cobra Não cobra
GTA AREA 1,14A 0,84A % TRA 35,32A 29,14A TRA 4061895A 1750546A REB 8361538A 4086441A GTA REB 0,0344A 0,0301A % LOC 89,23A 166,60A MUN 201,95A 189,00A EM 165,29A 154,71A GTA EM 1801,1A 970,7A GTA 275646A 140625A VET 107,81A 86,43A GTA VET 2453,2A 1409,7A REB VET 82186A 45106A
Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna são significativamente diferentes utilizando o teste de Tukey (p<0,05)
ARE- área das UF em Km2 , DEN CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por Km2, % TRA - % de animais
transitados em relação ao rebanho, TRA - total de bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
Tabela 2.10. Média dos tratos relacionados ao trânsito em zonas ou UF que realizam a emissão eletrônica de GTA e possuem cadastro informatizado de propriedades, possuem apenas cadastro de propriedades informatizado e não utilizam nenhum sistema informatizado para controle de trânsito de animais.
Variável 1 2 3 GTA AREA 1,49A 0,71B 0,77B % TRA 47,20A 23,24B 24,08B TRA 5016025,5A 2015470B 2583668AB REB 9447923,83A 4053171,29B 6938900,11AB GTA REB 0,04 0,03 0,03 % LOC 138,41 83,84 88,03 MUN 266,17 101,29 184,56 EM 228,08 66,43 150,22 GTA EM 1877,30 1544,91 1252,92 GTA 333717,5A 98061B 231322,33AB VET 147,17A 61,29B 74,89AB GTA VET 2543,41 1128,22 2551,83 REB VET 73394,97 42614,33 95845,29
Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna são significativamente diferentes utilizando o teste de Tukey (p<0,05) 1-emissão eletrônica de GTA e cadastro informatizado de propriedades, 2- emissão de GTA e cadastro não-informatizado e 3- apenas cadastro informatizado. ARE- área das UF em Km2 , DEN CAB - bovinos e bubalinos por Km2, GTA AREA - GTAs emitidas por
Km2, % TRA - % de animais transitados em relação ao rebanho, TRA - total de bovinos e bubalinos movimentados, REB - rebanho de bovinos e bubalinos, GTA REB - GTAs em relação ao rebanho, % LOC - locais de emissão de GTA em relação aos municípios, MUN - número de municípios da UF, EM – número de locais de emissão de GTA, GTA EM - GTAs emitidas em relação à quantidade de locais de emissão, GTA – número de GTAs emitidas, VET – número de veterinários oficiais, GTA VET – número de GTAs emitidas na UF em relação ao número de veterinários da OESA e REB VET - rebanho de bovinos e bubalinos.
Segundo LYRA e SILVA (2004), uma série de medidas de controle sanitário realizadas pelos OESA são necessárias para manutenção da condição da zona livre de febre aftosa no Brasil. No presente estudo, utilizando-se o procedimento STEPDISC foram selecionadas quatro que contribuíram para explicação da maior variação entre os grupos “livres” e “não- livres” de febre aftosa: a porcentagem de animais transitados em relação ao rebanho total (% TRA), o número de GTAs emitidos em relação ao tamanho da UF (GTA ÁREA), a percentagem de locais de emissão de GTA em relação ao número de municípios (% LOC) e o rebanho bovino pelo número de veterinários oficiais (REB VET). As variáveis selecionadas demonstram a importância da presença e participação dos serviços oficiais no controle de trânsito e que a variação entre os grupos “livres” e “não-livres” não tem o tamanho e densidade dos rebanhos de bovinos e bovinos como fatores mais importantes na separação entre as UF.
Destaca-se que todas as UF “habilitadas” a exportar carne para UE são integrantes do grupo “livre” de febre aftosa. Também foram selecionadas quatro variáveis para explicar a maior variação entre o grupo de “habilitados” e “não-habilitados” a exportar carne bovina para a UE: número de veterinários oficiais (VET), trânsito total de bovinos e bubalinos (TRA), número total de GTAs de bovinos e bubalinos emitidas na UF ou zona (GTA) e total de municípios da UF ou zona (MUN). Neste caso a importância do tamanho das UF e de seus respectivos serviços veterinários oficiais é evidente. Apesar de o Bloco Europeu adotar o princípio da regionalização sanitária do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC), que permite que as enfermidades sejam consideradas restritas a determinadas regiões geográficas mantendo as exportações do restante do país, a escolha das zonas ou UF para exportarem carne bovina para UE é feita após auditoria do serviço veterinário da UE (Tirado, 2009) e não segue exatamente o reconhecimento de zonas livres de enfermidades da OIE (OIE, 2009). Nos processos de avaliação sanitária, tal condição pode implicar interesses políticos e populares, uma vez que a determinação de qual conhecimento científico aplicar é uma decisão dos governos (Garcia, 2009).
Melo et al. (2006) utilizaram a análise discriminante para classificação de estados brasileiros considerando o seu endividamento. Na análise discriminante entre os grupos “livres” e “não-livres” de febre aftosa (Tabela 2.11), foi verificado que nos dois grupos houve classificação correta de todas as UF ou zonas avaliadas (Tabela 2.12).
Tabela 2.11. Função discriminativa linear de UF ou zonas como livres ou não-livres de febre aftosa Livre Não-livre Constante -56,36 -23,04 ARE 0 0 DENCAB 0,57 0,59 GTAAREA 1,19 -8,86 % TRA 1,12 0,43 TRA 0 0 REB 0 0 GTA REB 989,33 836,71 %LOC 0,12 0,07 MUN 0,07 0,03 EM -0,12 -0,02 GTA EM 0 0 GTA 0 0 VET -0,06 -0,02 GTA VET -0,02 -0,01 REB VET 0 0
Tabela 2.12. Número e percentagem de classificação correta de UF ou zonas como “livres” ou “não-livres” de febre aftosa. Brasília, 2010.
UF ou Zona Livre UF ou Zona Não-livre Total
UF ou Zona Livre 100% 0% 100%
UF ou ZonaNão-livre 0% 100% 100%
Total 60,71% 39,29% 100%
A escolha para auditoria de zonas ou UFs grandes produtoras de bovinos não é um regulamento da EU, o que possibilitou a escolha de UF ou zona que não atendesse à função discriminativa entre os grupos (Tabela 2.13). No caso dos grupos classificados como
“habilitados” ou “não-habilitados” a exportar carne bovina para a UE, houve uma UF ou zona classificada equivocadamente como “habilitada” e também uma UF ou zona classificada equivocadamente como “não habilitada” (Tabela 2.14). A habilitação das zonas como “habilitadas” a exportar carne bovina para a UE seguiu em parte a cronologia de reconhecimento de zonas livres de febre aftosa e também a localização geográfica dos