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4. Resultat og analyse

4.2. Resultat, kommentarar og analyse av einskildoppgåver

4.2.2. Brøk som målestorleik

4.2.2.4. Tettleik Oppgåve 21

De acordo com o trabalho de Ehlers (1999), a agricultura moderna surge a partir dos séculos XVIII e XIX quando, em diferentes regiões do oeste europeu, intensificou- se a adoção de sistemas de rotação de culturas com plantas forrageiras, especialmente as plantas leguminosas, e as atividades agrícola e pecuária se aproximaram. Esta fase, conhecida como Primeira Revolução Agrícola, resultou em enormes aumentos de produtividade, atenuando os problemas de escassez crônica de alimentos em várias partes da Europa. No final do século XIX e início do século XX, uma série de descobertas científicas e tecnológicas, como os fertilizantes químicos, o melhoramento genético das plantas e os motores de combustão interna, possibilitaram o progressivo abandono dos sistemas rotacionais e a separação da produção animal e vegetal.

De acordo com a Nuclear Regulatory Commission (NRC) (1991), a literatura oferece uma série de definições de agricultura sustentável e todas abordam os seguintes assuntos:

b) mínimos impactos ao ambiente; c) retornos adequados aos produtores;

d) otimização da produção das culturas com o mínimo de utilização de produtos químicos;

e) satisfação das necessidades humanas de alimentos, trabalho e renda;

f) atendimento das necessidades sociais das famílias e das comunidades rurais. No que se refere às práticas agrícolas e à utilização dos recursos naturais, grande parte das citações incluem, por exemplo, a redução do uso de praguicidas e de fertilizantes solúveis, o controle da erosão dos solos, a rotação de culturas, a integração da produção animal e vegetal e a busca de novas fontes de energia elétrica (KEENEY, 1989 apud, EHLERS, 1994).

Segundo o United States Department of Agriculture (USDA) (1990), agricultura sustentável é: ambientalmente, agronomicamente e economicamente "correta".

Para Altieri (1994), sustentabilidade se refere à habilidade de um agroecossistema em manter a produção através do tempo, face a distúrbios ecológicos e pressões sócio-econômicas de longo prazo.

De acordo Siqueira (2010), diante da intensidade dos impactos provocados pela agricultura moderna, que busca atingir a produção de alimentos em larga escala, há a necessidade de se difundir uma agricultura mais sustentável.

Produzir de modo sustentável é um grande desafio, pois os limites, índices e padrões de sustentabilidade são difíceis de serem estabelecidos e sofrem grande influência da mídia e de uma sociedade urbanizada muito exigente, que não entende a complexidade dos agrossistemas e não valoriza a atividade agrícola.

Esta situação exige a revitalização da pesquisa agrícola, que deve ser estruturada em uma visão holística e interdisciplinar e deve ter uma abordagem mais enfática e integrada no que se refere a:

a) uso racional dos recursos naturais (solo, água e biodiversidade), que devem ser explorados de modo a minimizar as perdas da capacidade produtiva por erosão, salinização, exaustão nutricional, contaminação e infestação por pragas;

b) proteção da biosfera com ênfase na redução de emissão de gases e no fluxo hídrico e de nutrientes;

c) qualidade, segurança e padrões comerciais dos produtos agrícolas; d) aspectos éticos, estéticos, econômicos e equidade social.

Quando se pretende praticar uma agricultura sustentável, que é a união do conceito econômico de aumento de produtividade com o de harmonia ambiental e social, é preciso saber trabalhar conjuntamente muitas variáveis. A econômica, que se traduz através do lucro - se a agricultura não gerar lucro e renda ao agricultor, ela desaparece - a social, porque caso o homem neste meio não obtenha dividendos, a razão de ser da própria agricultura deseparece; e a ambiental, que é a própria sobrevivência da natureza, para que possa existir agricultura e ambiente sadio no futuro. O tripé do sustentabilidade l que abrange os fatores econômico, social e ambiental é o desafio atual da agricultura sustentável. Aumentar a produtividade com mais sustentabilidade requer a utilização e o domínio de técnicas, metodologias e instrumentos adaptados à realidade rural (SIQUEIRA, 2010).

O processo de modernização da agricultura no Brasil iniciou-se na década de 50 com a chegada de técnicas mais avançadas oriundas de outros países. Foi somente nos anos 60, com a instalação no país de um setor industrial voltado para a produção de equipamentos e insumos para a agricultura, que o processo de modernização se concretizou. Dessa forma, nos anos 70, a modernização do processo produtivo na agricultura se tornou requisito indispensável às novas exigências do setor social e econômico, haja visto, os efeitos adversos (Quadro 7) provocados pelo padrão predominante chamado de agricultura convencional (SILVA e RIBEIRO, 2011).

Quadro 7. Vantagens e inconvenientes da agricultura convencional. Fonte: Costa (2010a, p. 5).

As consequências negativas observadas na agricultura convencional têm induzido a procura de paradigmas alternativos para o desenvolvimento de uma agricultura que visa a sua sustentabilidade, em todas as partes do mundo. É o caso da

Agricultura Biodinâmica (Áustria); da Agricultura Biológica (Estados Unidos e Portugal); da Agricultura Ecológica (Espanha); da Agricultura Natural (Japão); da Agricultura Orgânica (Inglaterra); e da Agricultura Regenerativa (França). Os movimentos que defendem uma produção agrária de maior qualidade surgem, nos diferentes países, com nomes distintos, mas com princípios semelhantes, é chamado, no Brasil, de agroecologia (COSTA, 2010a).

De acordo com o Cadernos de Educação Ambiental (2011), no Brasil, alguns pesquisadores deixaram grandes contribuições ao desenvolvimento da agricultura sustentável, uma vez que contestaram o modelo vigente e apresentaram propostas de um novo padrão produtivo. Destacam-se os trabalhos de Adilson Paschoal, Ana Maria Primavesi e José Lutzemberger. Em 1976, José Lutzemberger lançou o Manifesto

ecológico brasileiro: Fim do Futuro? Como tinha grandes conhecimentos no setor de

agrotóxicos, pois havia trabalhado durante 15 anos na área, o pesquisador fez severas críticas à agricultura convencional e propôs uma agricultura mais ecológica. Em 1979, Adilson Paschoal publicou Pragas, praguicidas e crise ambiental, que recebeu o Prêmio Ipês de Ecologia, concedido pela Fundação Getúlio Vargas, para trabalhos sobre ecologia no Brasil. O livro mostrou que o aumento do consumo de agrotóxicos vinha provocando o aumento do número de pragas nas lavouras por eliminar, também, grande parte dos inimigos naturais e por proliferar pragas resistentes às aplicações.

Segundo Ehlers (1999), nos anos 80 já haviam dezenas de organizações não governamentais que criticavam os efeitos adversos do padrão convencional e divulgavam propostas alternativas. A ação destas entidades contribuiu para que alguns ideais alternativos penetrassem nas esferas do poder público.

Ainda no ano de 1980, Ana Maria Primavesi lançou o livro Manejo Ecológico

do Solo em que destaca a importância do manejo adequado dos recursos naturais na

agricultura tropical. Contudo, a importância de Primavesi extrapola a área técnica. Considerada a mãe da agricultura sustentável, a autora deu grande contribuição para a base científica da Agricultura Sustentável e para o movimento agroecológico brasileiro. Na segunda metade dos anos 1970, formou, na AEASP – Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo, um grupo de “agricultura alternativa”, termo usado naquele período para designar as várias experiências de contestação à agricultura

convencional. O grupo discutia os problemas sociais, ecológicos e econômicos da agricultura convencional (Quadro 8) e propunha alternativas mais sustentáveis.

Quadro 8. Processos que influenciam o grau de sustentabilidade do ecossistema. Fonte: Costa (2010a, p. 8).

Durante esse período, o movimento da agricultura sustentável ganhou força com a realização de três Encontros Brasileiros de Agricultura Alternativa (EBAAs). De início, as discussões eram mais focadas em aspectos tecnológicos e na degradação ambiental provocada pela Revolução Verde. No terceiro EBAA, o foco se voltou às questões sociais da produção, sobrepondo as questões ecológicas e técnicas. A partir deste encontro, foram realizados diversos Encontros Regionais de Agricultura Alternativa (ERAAs), nos quais foram incorporados, de modo permanente, os aspectos socioeconômicos aos ecológicos e técnicos.