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Undervisning om talforståing – «Number sense»

2.4. Å arbeida med omgrepsdanning i skulen

2.4.2. Undervisning om talforståing – «Number sense»

Na área empresarial, a preocupação com a sustentabilidade tem se generalizado, e um grupo mais envolvido com esta inquietação criou uma entidade, chamada Instituto Brasileira de Governança Corporativa (IBGC), voltada à sustentabilidade empresarial e ligada ao movimento internacional de empresários com este foco (ALTENFELDER, 2004). Outras instituições também foram criadas com esse mesmo propósito como, por exemplo, o Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e o Instituto Ethos.

As empresas ligadas a essas instituições devem ter um posicionamento claro, tornar-se um agente de mudanças, levando em conta que os resultados podem ser medidos pelos fatores econômicos, sociais e ambientais e, também, adaptar e levar o conceito a todos os seus stakeholders, para que participem e tomem conhecimento de forma clara e contínua dos processos e das mudanças organizacionais e empresariais (STEFFE, et al., 2012).

Para Coral (2002), tradicionalmente, o objetivo fundamental de qualquer organização tem sido obter o maior retorno financeiro possível sobre o capital investido.

Para tanto, utiliza-se de ferramentas disponíveis para estar à frente dos concorrentes, obtendo maiores margens e fatias de mercado. No entanto, com as mudanças em sentido global, além dos fatores econômicos e estruturais, outros começam a fazer parte da responsabilidade das empresas, que são as questões do meio ambiente natural e as questões sociais.

Para que as organizações possam contribuir para a sustentabilidade, elas devem modificar seus processos produtivos. Isso implica em construir sistemas de produção que reduzam, constantemente, impactos negativos, mesmo que estejam contribuindo para a recuperação de áreas degradadas ou oferecendo produtos e serviços que contribuam para a melhoria do desempenho ambiental dos consumidores e clientes de uma indústria (CORAL, 2002).

Coral (2002) define sustentabilidade como a soma das dimensões sustentabilidade econômica, sustentabilidade socioambiental e sustentabilidade social, sendo que cada dimensão apresenta os seus respectivos indicadores: vantagem competitiva, qualidade e custo, foco, mercado, resultado e estratégicas de negócios para a dimensão sustentabilidade econômica; tecnologias limpas, reciclagem, utilização adequada de recursos naturais, atendimento a legislação, tratamento de efluentes e resíduos e impactos ambientais para a dimensão sustentabilidade socioambiental; e assumir responsabilidade social, suporte para o crescimento e desenvolvimento da comunidade e promoção e participação em projetos de cunho social para a dimensão sustentabilidade social, a serem aplicados e avaliados pelas empresas, como instrumento no planejamento estratégico e nas tomadas de decisões dos seus stakeholders (CORAL, 2002).

No Brasil, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), (CEBDS, 2011), desde a sua criação, em 1997, tem lançado, a cada dois anos, o Relatório de Sustentabilidade Empresarial. Trata-se de um documento no qual as empresas associadas expõem suas ações nas áreas de ecoeficiência e responsabilidade social e, sobretudo, demonstram a visão estratégica de conduzir seus negócios no rumo do desenvolvimento sustentável. Atualmente, o relatório é uma ferramenta usada por boa parte das empresas, não só para descrever suas atividades, mas também para conhecer melhor os procedimentos em relação aos aspectos econômicos, sociais e ambientais do seu processo produtivo. São várias as empresas

parceiras: Raizen Energia elétrica S.A., Shell, Wal-Mart Brasil, S.A. Indústrias Votorantim, Vale, Unilever, Petróleo Brasileiro S.A., Organizações Globo, entre outras. No mundo, das duas mil empresas que realizam os Relatórios de Sustentabilidade no modelo e diretrizes do GRI (Global Reporting Initiative, Quadro 2), 135 são brasileiras. Das empresas associadas ao CEBDS, 46% delas realizam os Relatórios nos padrões do GRI. Além dessas, as empresas que utilizam o Better Sugarcane Initiative, ou Bonsucro, e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) também seguem os padrões GRI.

Quadro 2. Principais indicadores de sustentabilidade. Fonte: GRI (2008).

Dimensões de Sustentabilidade e Indicadores de Desempenho

Dimensão Ambiental e seus Respectivos Indicadores

Dimensão Econômica e seus Respectivos Indicadores

Dimensão Social: Práticas

Trabalhistas e Responsabilidade sobre o Produto e seus Respectivos Indicadores

Materiais Desempenho econômico Emprego

Energia elétrica Presença de mercado Relação entre os trabalhadores e a

governança

Água Impactos econômicos diretos Saúde e segurança

Biodiversidade --- Treinamento e educação

Emissões, efluentes e resíduos --- Diversidade e igualdade de

oportunidades

Conformidade --- Responsabilidade sobre o Produto

Transporte --- Saúde e segurança do cliente

Geral (acordos) --- Rotulagem de produtos e serviços

Certificação --- Comunicação e marketing

--- --- Compliance = multas

O Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável - CEBDS (2011) - aborda indicadores empresariais de sustentabilidade nas dimensões ambiental, econômica e social, apresentados nos Quadro 3.

Quadro 3. Principais Indicadores Empresariais em Relação à Sustentabilidade. Fonte: CEBDS (2011).

A divulgação de boas práticas no contexto empresarial, avaliado pelos indicadores apresentados no Quadro 3, é um incentivo para a reflexão sobre exemplos distintos do paradigma dominante. A troca de experiências entre as organizações que participam desse esforço promove o desenvolvimento empresarial, estimulando a adoção de práticas pela melhoria do desempenho ambiental e aumento da competitividade das organizações (CEBDS, 2011).

Os indicadores do Quadros 3 podem ser aplicados e avaliados pelas empresas como instrumentos para o planejamento estratégico e as tomadas de decisões dos seus

stakeholders.

É importante salientar que, dentro dos princípios de sustentabilidade, adotados nesse trabalho, não se pode separar as questões sociais das questões ambientais e, por isso, quando uma organização busca agir de forma sustentável, ela também estará atuando de forma socialmente responsável, de forma a atender os interesses de todos os

stakeholders que afetam ou são afetados por suas atividades. É evidente que o aspecto

financeiro também é de interesse dos stakeholders, mas nesse trabalho não foi estudo diretamente.

Vale ressaltar que as certificações socioambientais ou de qualidade (ISO 14.001, ISO 9.000, ISO 18000, Produção Mais Limpa (P+L), Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e outras), adotadas no mercado, podem ajudar as empresas no seu processo em busca da sustentabilidade ambiental (BARATA, 2007).

Outro exemplo a ser aplicado pelas empresas é a introdução de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que estimula a compra e a venda dos níveis de emissões dos gases que provocam o efeito estufa para cada um dos países que aderiram ao Tratado de Kyoto, promove-se o desenvolvimento de novas tecnologias que contribuem com a redução de custos de produção, gerando oportunidades para a criação de novos mercados e/ou ampliação do potencial competitivo das empresas. Especificamente no caso das empresas brasileiras, constatou-se esse movimento nas décadas de 1990 e 2000 (BARATA, 2007).

Somando-se a essa postura empresarial, em 1999, houve a criação do Dow Jones

Sustainability Index – DJSI, no qual investidores se utilizam de critérios sociais e

ambientais na hora da decisão sobre suas aplicações.

Em 2005, foi criado no Brasil o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), o primeiro da América Latina. De acordo com a BOVESPA (2013), este índice busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações. Foi originalmente financiado pela International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, e seu desenho metodológico é responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVCes), da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), de São Paulo.

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa do desempenho das empresas listadas na BM&FBOVESPA sob o aspecto da sustentabilidade corporativa. Tal sustentabilidade é baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. O ISE também amplia o entendimento sobre empresas e grupos comprometidos com a sustentabilidade, diferenciando-os em termos de qualidade, nível de compromisso com o desenvolvimento sustentável, equidade, transparência e prestação de contas, natureza do produto, além do desempenho empresarial nas dimensões econômico-financeira, social, ambiental e de mudanças climáticas.

No Brasil, várias instituições como a Associação Brasileira dos Fundos de Pensão (ABRAFP), Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do

Mercado de Capitais (APIMEC), Instituto Brasileira de Governança Corporativa (IBGC), International Finance Corporation (IFC), Instituto ETHOS e o Ministério do Meio Ambiente utilizam esse índice (ISE). Essas organizações formaram um Conselho Deliberativo presidido pela BM&FBOVESPA, que é o órgão máximo de governança do ISE e tem como missão garantir um processo transparente de construção do índice e de seleção das empresas. A Bolsa é responsável pelo cálculo e pela gestão técnica do índice.

O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (CES- FGV) avalia o desempenho das empresas na BM&FBOVESPA com relação aos aspectos de sustentabilidade. Para isso, desenvolveu um questionário que busca aferir o desempenho das companhias emissoras das 200 ações mais negociadas da BM&FBOVESPA. A avaliação envolve elementos ambientais, sociais e econômico- financeiros, critérios gerais (que questiona, por exemplo, a posição da empresa perante acordos globais e se a empresa publica balanços sociais), critérios de natureza do produto (que questiona se o produto da empresa acarreta danos e riscos à saúde dos consumidores, entre outros), critérios de governança corporativa e critérios relacionados às mudanças climáticas de forma integrada.

As dimensões ambiental, social e econômico-financeira são divididas em quatro conjuntos de critérios: a) políticos (indicadores de comprometimento); b) gestão (indicadores de programas, metas e monitoramento); c) desempenho; e d) cumprimento legal. No que se refere à dimensão ambiental, há uma diferenciação dos questionários por grupos de setores econômicos, isso visa considerar as especificidades de cada setor quanto a seus impactos ambientais. Os quatro conjuntos de critérios da dimensão governança corporativa são: a) propriedade; b) conselho de administração; c) auditoria e fiscalização; e d) conduta e conflito de interesses. A dimensão geral é composta pelos seguintes critérios: a) compromissos; b) alinhamento; c) transparência; e d) corrupção. A dimensão Mudanças Climáticas possui os seguintes critérios: a) política; b) gestão; c) desempenho; d) reporting. A dimensão Natureza do Produto analisa os critérios relacionados a: a) impactos pessoais; b) impactos difusos; c) princípio da precaução; e d) informação ao consumidor.

O preenchimento do questionário, que tem apenas questões objetivas, é voluntário. As respostas das companhias são analisadas por uma ferramenta estatística

chamada análise de clusters, que identifica grupos de empresas com desempenhos similares e aponta o grupo com melhor desempenho geral que irá compor a carteira final do ISE (BOVESPA, 2013).