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9.1. TEST OF FIRETRACKER IN SMOKE DIVING EXERCISES 73

A informação nem sempre está dissociada dos “mandos”2 do poder e muito menos da produção, apropriação e gestão do excedente. Em se tratando da organização geopolítica deve ser tratada como conseqüência da própria dinâmica do desenvolvimento e não de forma estática e definitiva. Diante dessa ótica, Costa (1982, p. 41) afirma como três fases distintas na administração política e social no Brasil: período colonial, período imperial e período republicano. Sendo que cada época exigiu diferentes assentamentos territoriais.

De Holanda identifica o início do período colonial no Brasil:

As tentativas de colonização, relacionadas com a ação particular dos chamados donatários das capitanias hereditárias, parecem ter sido feitas à custa de um pequeno contingente de povoadores que resumiam até certo ponto a sociedade portuguesa da época. Donatários, governadores- gerais, jesuítas, senhores de engenho e contratadores de diamante, tiveram sempre que fazer vistas grossas no tocante à seleção dos pequenos contingentes humanos que concordaram em atravessar o grande oceano em minúsculas caravelas. (DE HOLANDA, 1985a, p.68).

Vale salientar que a falta de mão de obra era resolvida com adoção da mão de obra escrava, forçando a transplantação do elemento negro para os focos de trabalho recém - criados no Brasil. Ainda segundo De Holanda (1985b, p. 69),“a verdadeira colonização se iniciou com a fundação de vilas e cidades em pontos privilegiados da costa brasileira, as primeiras ligadas à iniciativa dos donatários e as últimas erigidas pela ação direta da administração portuguesa. Tais aglomerados pioneiros redundaram na criação de pequenas áreas agrícolas, em seus arredores, destinados ao abastecimento imediato das populações.

De acordo com Prado Junior, referindo-se a vinda da família real para o Brasil:

[...] em 1808 veio dar à nossa emancipação política um caráter que a singulariza no processo histórico da independência das colônias americanas. Todas elas, mais ou menos pela mesma época, romperam os laços de subordinação que as prendiam às nações do Velho Mundo. Mas, enquanto nas demais a separação é violenta e se resolve nos campos de batalha, no Brasil é o próprio governo metropolitano quem, premido pelas circunstâncias, embora ocasionais, que faziam da colônia a sede da monarquia, é o governo metropolitano quem vai paradoxalmente lançar as bases da autonomia brasileira. (PRADO JUNIOR 1985a, p. 45).

Para Prado Junior (1985b, p. 45) a vinda da corte “em última análise, representa muito mais uma hábil manobra da diplomacia britânica”. Interessava sobremaneira o comércio com o Brasil, que: O primeiro ato do regente [...] foi franquear os seus portos ao comércio das “nações amigas”, leia-se, a Inglaterra. (p. 46).

Um dos movimentos importantes, sobretudo da corte portuguesa e os interesses da InglaTerra na então colônia – Brasil foi também mais tarde no período imperial, motivo de rompimentos, como pode ser observado a seguir no período que se segue, denominado de período imperial.

O período Imperial no Brasil3, que tem como marco a independência do Brasil e vai até a proclamação da república, é marcado por profundas transformações que vão desde a carta institucional de 1824 e as crises econômicas no primeiro reinado até o auge do café no segundo reinado.

3O período imperial no Brasil vai do ano de 1822 até 1889, desde a Independência às margens do Riacho

Ipiranga no dia 07 de setembro, com o grito de independência de D. Pedro, a 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República, com o fim da Monarquia e início da República presidencialista. O império foi dividido em duas grandes fases: O primeiro reinado inicia em 1822 e finaliza -se com a abdicação de D. Pedro I em 1831, inicia-se ai o período regencial e nesse ano o Segundo reinado que perdura até a proclamação da república.

Vale dizer que no primeiro reinado em 1824 é imposta uma carta institucional, que desagradou os brasileiros e o primeiro reinado se caracteriza pela disputa entre duas forças políticas no Brasil, uma do partido brasileiro como oposição ao partido português que vai até 1831 e a partir daí o Brasil vai ser governado por brasileiros. Período marcado ainda pela Confederação do Equador e pela Guerra da Cisplatina.

Entre o primeiro reinado e o segundo reinado temos o período regencial que vai de 1831 a 1840, di vido basicamente em dois períodos que foi o Avanço liberal e o Regresso conservador. Tanto o primeiro reinado como o da regência é um período de profunda econômica no Brasil.

No segundo reinado, sobretudo a partir de 1840 a cafeícultura era o produto de ex celência no país e essa estabilidade econômica é garantida pelo trabalho escravo. Fatos como: Tarifa Alves Branco – taxação dos produtos importados/alta do preço dos importados (1844), Bill Aberdeen – Direito aos navios ingleses interpelarem todos os navios que estivessem traficando escravos (1845), Lei Eusébio de Queirós – fim do tráfico negreiro (1850) e ainda a Lei de Terras - acesso a Terra somente comprando-a. Para frear o acesso as Terras aos imigrantes e aos escravos, que elevou tremendamente o preço das Terras.

A terceira fase denominada de republicana, a República4 sucede o período denominado de Império que se inica em 1889 e vigora até hoje. Em 15 de novembro de 1889 é proclamada a República no Brasil.

No período que compreende a data da proclamação da república até 1930, essa fase da história, é denominada de República Velha apresenta-se como continuidade do império e o café continua sendo o “carro chefe”5 da economia do país, com as grandes extensões de Terra e as grandes plantações podem ser constatados em Edgard Carone:

O cafezal é um dos elementos de produção desta acumulação capitalista na agricultura: outros também são fundamentais. A terra apropriada para agricultura, estendendo-se por áreas infinitas, é básico para a formação de grandes latifúndios. À medida que avançam as grandes plantações, contínuas oscilações de preço tornam impossível a existência da pequena produção: esta não se sustenta diante da incerteza de preços e crédito. De outro lado, a terra sofre continuamente os efeitos da valorização e da especulação. Daí apresentar a agricultura duas constantes: o latifúndio e a monocultura. Devido ao capitalismo excessivo, e a outros fatores [...], tudo funciona na base do café, com um mínimo de diversificação: o cereal existe abundantemente durante a formação do cafezal [...]. A fazenda só mantém o imprescindível [...] para sua sobrevivência. A monocultura é conseqüência do latifúndio cafeeiro.[...] (CARONE, 1978a, p.32).

Esse período é marcado sobremaneira por inúmeros acontecimentos no país, valendo mencionar a Constituição de 1891, a primeira constituição republicana e a segunda do Brasil, dentre outros eventos como a república das oligarquias6, a política do café com leite7, a política dos governadores8, Convênio de Taubaté9, bem como a crise da república velha10, a opção nesse espaço foi de situar no tempo com acontecimentos marcantes desse período da história do Brasil.

41 A coisa pública. 2 O Estado no sentido geral, seja qual for a forma de governo. 3 A comunidade dos

cidadãos. 4 Forma de governo em que o povo exerce a sua soberania por intermédio dos seus delegados e representantes e por tempo fixo. 5 O Estado que governa deste modo. Definição disponível em: <http://www.dicio.com.br/republica/>. Acesso em 12 abr. 2013, às 00h.

5 Grifo do autor.

6 Presidentes do Brasil que implementaram políticas visando favorecer especialmente os fazendeiros de

café.

7 Café (paulista) e leite (mineiro).

8 Troca de favores políticos entre governadores e presidente.

9 Governo beneficiava os cafeicultores em momento de crise, comprando o café quando os preços estavam

baixos e o produto era estocado, desta forma só era comercializado quando estivesse em alta. Assim, o principal produto de exportação garantia que os cafeicultores tivessem lucro garantido.

10 Eleição para presidência do país, de acordo com o revezamento de São Paulo e Minas Gerais (política

do café com leite), sendo a vez de assumir um político de Minas, sendo que o governo de Washington Luís indicou um paulista para sucessão, rompendo com as oligarquias hegemônicas dominantes. Formou - se a aliança liberal, visando lançar a presidência Getúlio Vargas e Prestes foi eleito. Sob a liderança de

Avançando consideravelmente no tempo chegamos nessa linha histórica na ditadura militar11 ocorrida nos paises da América Latina, bem como no Brasil. Em meados de 1985, a democracia começa a ser instalada no país, em um processo que se consolida até a atualidade.

Como foi tratado no capítulo 1, o poder e a política foram elementos presentes na formação da cultura e identidade do povo nortense, no caso o goiano. O esforço em caracterizar os principais acontecimentos desde a colônia, o império até a república bem como a ditadura militar instalada na década de 1960, considerando o fim da ditadura na década de 1980, propicia que se entenda no estudo, as transformações que se chega no ano de 2013, e formação do Tocantins.