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Terrenginngrep og istandsetting

5 NVEs vurdering av detaljplan

6.2 Terrenginngrep og istandsetting

A pesquisa empírica cuja especificidade é a ida a campo e o contato direto com os sujeitos pesquisados, pode contribuir para nosso entendimento sobre a compreensão dos professores quanto aos desenhos animados que se inserem no espaço da Educação e a prática pedagógica que desenvolvem. O que se justifica pelo fato de partirmos da premissa de que, na contemporaneidade, as crianças trazem para dentro do contexto educacional elementos das mídias, especialmente da mídia televisiva. O que nos leva a crer que, também a instituição eleita como campo desta pesquisa terá elementos de desenhos animados invadindo as experiências das crianças em seu contexto.

A metodologia adotada foi o estudo de caso que, para Yin (2005, p. 19), representa a “a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real.” Entendemos os desenhos animados e o impacto dessas mídias no espaço educativo como fenômenos contemporâneos e envoltos por uma série de inquietações dos profissionais da área da educação. Diante disso, reconhecemos o estudo de caso como a metodologia de pesquisa apropriada para a nossa investigação que se propõe a refletir sobre como os/as professores/as e auxiliares de sala compreendem e tratam os desenhos animados na sua prática pedagógica.

Segundo Yin (2005, p.86), num estudo de caso, a coleta de dados não é sinônimo de registro mecânico de informações:

“Você deve ser capaz de interpretar as informações à medida que estão sendo coletadas e saber imediatamente, por exemplo, se as diversas fontes de informação se contradizem e levam à necessidade de evidências adicionais – como faz um bom detetive.” O autor61 explica ainda que:

[...] O estudo de caso conta com muitas técnicas utilizadas pelas pesquisas históricas, mas acrescenta duas fontes de evidências que usualmente não são incluídas no repertório de um historiador: observação direta dos acontecimentos que estão sendo estudados e entrevistas das pessoas neles envolvidas. [...] o poder diferenciador do estudo de caso é a sua capacidade de lidar com uma ampla variedade de evidências – documentos, artefatos, entrevistas e observações – além do que pode estar disponível no estudo histórico convencional.

A “flexibilidade” que configura os estudos de caso ao aliar a aproximação dos sujeitos pesquisados e seu contexto de vida, com o reconhecimento de que, em função das informações obtidas empiricamente no decorrer da investigação, os procedimentos metodológicos podem ser alterados será uma das características da pesquisa. Conforme Meksenas (2002, p.121), “[...] um estudo de caso não é um método em que o pesquisador tem de antemão (a priori) todos os elementos da pesquisa que irá conduzir”.

A pesquisa em questão possui caráter qualitativo, pois nossa intenção não é trabalhar na perspectiva da quantificação de dados, tampouco na generalização das conclusões, mas sim na obtenção empírica de uma maior compreensão e condições de interpretação sobre a forma com a qual os desenhos animados estão sendo tratados pelas práticas pedagógicas dos/as profissionais da Educação Infantil daquele determinado grupo de crianças. Segundo Meksenas (2002, p.123), uma

pesquisa é qualitativa porque: “[...] se atém apenas à unidade investigada e por isso pode utilizar, simultaneamente, vários instrumentos de coleta de dados sem dar a eles um tratamento estatístico.” O autor62 explica ainda que os “dados qualitativos” de um estudo de caso podem ser obtidos por variadas fontes: 1) entrevistas dirigidas; 2) entrevistas semidirigidas; 3) diário de campo ou observação; 4) registro de conversas informais; 5) produção textual ou de imagens elaboradas pelos sujeitos pesquisados; 6) gravações sonoras ou registro de imagens; e 7) documentos de qualquer espécie.

Para a obtenção dos “dados qualitativos” utilizamo-nos em nosso estudo de caso dos seguintes procedimentos: entrevista com a professora e a auxiliar de sala, observação direta da prática pedagógica desenvolvida pela professora e auxiliar de sala junto às crianças no que diz respeito aos desenhos animados e brincadeiras das crianças, questionário enviado aos pais/responsáveis pelas crianças, registro em diário de campo, gravações de voz e obtenção de imagens fotográficas63 e aproximação aos desenhos animados mais citados pelas crianças. Contudo, Meksenas64 alerta:

[...] a pesquisa empírica não é mera descrição do real como este se apresenta aos olhos do investigador. Ao contrário, é preciso que tais “olhos” sejam municiados de instrumentos analíticos: conceitos, teorias, concepções de filosofia, entre outros. A teoria no estudo de caso não deve converter-se num modelo rígido – como uma “camisa de força” -, mas, por outro lado, também não é dispensável. Sem as referências teóricas que são construídas antes mesmo do momento

62 Ibid., p. 121.

63A estratégia na inclusão da câmera foi utilizá-la apenas a partir do momento em que a aproximação junto ao grupo estivesse bem consolidada, de modo a diferenciar se as crianças e professoras estarão dirigindo suas ações em função da câmera ou se estarão agindo espontaneamente.

da pesquisa, não é possível realizar um estudo de caso.

Desta forma, ressaltamos que os dados foram analisados levando-se em conta nosso quadro teórico de referência, que em sua composição traz autores que discutem Educação Infantil, Educomunicação, Desenhos Animados e a Prática Pedagógica, que permeia toda a discussão proposta nesta pesquisa. Ainda em relação à análise dos dados, optamos pela utilização análise de conteúdo de Bardin (2009) como instrumento metodológico.