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Teoretisk refera nsera mme

In document Eldre og ernæring (sider 11-0)

A maioria dos estudantes entrevistados acredita que a melhor maneira de combater a discriminação e o racismo ainda são as políticas universais, mas não descartam as políticas específicas, principalmente as cotas.

Na visão de Patrícia, as políticas específicas aumentariam a discriminação, portanto ela acredita em políticas que contemplem as duas populações:

Quando perguntada se o Governo deveria criar políticas específicas para para a população negra, assim ela se coloca:

“Eu acho que não, porque aumentaria a discriminação. ...Para os dois, tanto pro branco pobre, eu sei que existe dentro do mercado de trabalho, eles escolhem o branco, mas assim tendo só aquela participação só de negros, eu acho que ia ter mais discriminação. Eu acho que a discriminação aumentaria.”

Andréia, jovem parda, acredita que a cota não deveria existir, mas como existem pessoas preconceituosas o governo deve implementar:

“Eu concordo sim. É uma coisa que não deveria existir ? não deveria. Mas, eu, você,

o João e a Maria, não tem preconceito, e os outros ? Existe demais, o preconceito é grande, as pessoas falam o preconceito está acabando, não. O preconceito cada dia que passa aumenta, então infelizmente, como existe preconceito, tem que existir política. Não é que nós somos melhores, não, jamais, só que o ser humano, não evolui a ponto de ver, que é tudo igual, o que muda é a cor da pele.”

Ariadne acredita que não deveriam ser criadas políticas específicas para os negros, mas para a comunidade carente em geral:

“Seria não só a população negra, mas um projeto para a comunidade carente em geral, porque tem negros, eu acho que o projeto deveria ser voltado inteiramente

para a comunidade carente, porque na comunidade carente tem negro sim, a maioria, mas também tem branco que necessita também dos mesmos recursos que o negro também estava em busca. Eu acho que deveria ser voltado para um todo. “

Bruno é favorável às ações afirmativas, pois acredita que elas seriam um mecanismo para compensar as vítimas da escravidão:

“Sou a favor. Porque acho que quando houve a ditadura militar que morreu muita

gente depois que acabou a ditadura, eles indenizaram muitas famílias, e no caso do negro não, o negro vem de uma opressão atrás da outra, se a gente for analisar a escravidão está há pouco tempo, então é uma coisa enraizada, que a gente vê ainda até hoje na sociedade, então eu acho que essas ações afirmativas são uma forma de priorizar o negro, estar indenizando ele de forma para promover ele, eu não estou dando nada de graça para ele, estou incentivando ele, por esse caminho ele terá uma condição de vida melhor. Por isso eu sou a favor das ações afirmativas. Mas eu sou a favor também não só de ações afirmativas, porque muda educação, porque daqui uns anos, não tem mais ações afirmativas, porque a educação daqui a 20, 30 anos, ela dê condições tanto para o negro quanto para o branco. Isso é a minha concepção.”

Quando perguntado sobre quais políticas seriam mais eficazes, ações afirmativas ou de combate à pobreza, Bruno deixa claro a necessidade de ambas estarem conectadas:

“As duas coisas têm que estar atuando juntas, porque tipo assim, as ações

afirmativas é um conjunto de medidas, pelo que eu entendi é um conjunto de medidas, que têm que estar agindo juntos, então é educação e cultura, saúde, senão melhorar pelo menos educação e saúde, para essa população pobre, eu acho que não vai ter como atingir o ideal que é a integração dessas pessoas, a integração social, eu poder sair e falar assim: Oh! O meu filho vai crescer, ele não precisa, não é por causa da cor dele que ele não vai alcançar o seu objetivo, entendeu eu acho que deve ir mais para esse lado. “

Helena acredita que as políticas públicas deveriam ser para toda a população pobre, mas não descarta o uso das cotas para negros, na sua visão é uma chance que não pode ser desperdiçada:

“Tendo uma política voltada para a população pobre nós, negros, estamos dentro desse quadro. Sabe, eu acho que tem que ter uma política voltada para a população

que não houvesse, essa coisa de negro, mas já que está sendo colocado, eu não vou desperdiçar essa chance. ....Cotas para uma classe menos privilegiada, mas já que eles estão colocando como negros eu aceito também. Porque se não começar de um lado, nunca vai haver uma melhoria da educação, porque para mim a tendência da cota é levar uma melhoria do ensino fundamental, e onde está a maior parte da população pobre, essa população pobre abrange muitos negros.”

Ana, dos alunos entrevistados, é a única que diz não ter uma opinião formada sobre o assunto que, segundo ela, é muito “complicado”. Apesar disso, subentende- se pelo seu depoimento que ela é contra:

“Isso é uma questão muito c omplicada, eu tenho visto essa questão de cotas para o vestibular, é uma questão bem complicada de se falar nisso, e que, sei lá, às vezes se você levar uma parte, para a pessoa negra, já pode estar, prejudicando o outro também, sendo uma forma de racismo também, é uma questão que tem que pensar muito, que vai dar bastante trabalho para pensar sobre isso. ... porque as vezes o governo oferece suporte, e a pessoa que tem esse suporte, não dá valor, não mereça esse suporte. Por isso que eu acho, que é uma questão bastante complicada, do suporte que é dado, da consciência da pessoa que está recebendo o suporte.”

Quando perguntada sobre sua opinião sobre as cotas:

“Não tenho. Eu já pensei sobre isso, e eu tive bastante dificuldade de chegar a uma conclusão sobre isso. Porque tem vários lados, é bem complicado essa questão.”

Lucas acredita que o melhor seria uma política geral, mas não descarta as cotas, que na sua visão podem ser uma forma de “forçar” a sociedade a aceitar o negro:

“Bom até então eu acharia melhor, política geral, porque aí abrangeria toda a classe, eu vejo que na sociedade, está caminhando para acabar com isso daí, então já tem muitos incentivos eu vejo. Para conseguir emprego, pessoas negras, pelo menos que vejo falar, não tem tanto discrimin ação mais. Também na universidade, mas se ainda existe muito esse forte preconceito ainda, se você criar uma política só voltada para eles, pode ser que resolva...Eu sou favorável, se bem que isso aí, eles estão criando isso aí, é um jeito de forçar, de fazer a sociedade aceitar, não é ?...Então, é meio estranho, estaria aceitando, porque existe a cota, não por livre e espontânea vontade. Quer dizer que ainda existe preconceito. Se não, não precisaria ter cota.”

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