Horiz. 1 Profund. 2 Cor Mat. 3
(Seca)
Textura Estrutura4 Porosidade5 Consistência6 Volumes ou
nódulos7 Cor - volumes e/ou nódulos Transição
8
PEDON 1
1 0-190 10YR 6/3 Areia Grãos simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj N, ar, mm, r-co 2,5Y 7/1 Clara, ond
3 190-250 10YR 5/1 Areia franca Maciça Int/Tub: mp-m, co M; fr; lpl, lpj --- --- Gradual, ond
5 250-350 10YR 5/3 Areia franca Maciça – sub Int/Tub: p-m, co Ld; f; lpl, lpj N, ar/o, mm-cm, co-ab 5Y 5/4 Clara, ond
6 350-360+ 2.5Y 6/2 Franco arenoso Maciça Tub, mp-m, co Md; f; pl e pj N, ar, mm-cm, r-co 5Y5/4; 2,5Y 2/1 ---
PEDON 2
1 0-70 10YR 7/3 Areia Grãos simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj --- --- Cl, ond, interd
3 70-75 10YR 4/2 Areia franca Maciça - sub Int/Tub: mp-m, co M; fr; npl, npj --- --- Cl, ond, interd
4 75-110 2,5Y 6/2 Areia Grãos Simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj V, along, mp-m, co-ab 10YR 4/2 Gradual, plana
5 110-160 2,5Y 6/2 Areia Maciça Int/Tub: p-m, co Ld; f; npl, npj N, ar/o, mm, r-co 5Y 5/2 Abrupta, ond
6 160-250+ 5Y 5/2 Franco arenoso Maciça Tub, mp-m, co Md; f; pl e pj N, ar, mm-cm, r-co 5Y5/4; 2,5Y 2/1 ---
PEDON 3
1 0-6 10YR 6/3 Areia Grãos simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj V, ar, co 2,5Y 7/2 Cl, ond, interd
3 6-12 10YR 5/3 Areia Maciça Int/Tub: mp-m, r-co M; fr; npl, npj V, ar, mm-cm, ab 10YR 3/1 Cl, ond, interd
4 12-65 2,5Y 6/2 Areia Grãos simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj V, along, mp-m, co-ab 10YR 3/1 Gradual, plana
5 65-78 2,5Y 5/1 Areia franca Maciça – sub Int/Tub: p, co Ld; f; npl, npj N, ar/o, mm-cm, ab 5Y 5/4 Clara, plana
6 78-91+ 5Y 5/2 Franco arenoso Maciça Tub, mp–m, co Md; mf; lpl e lpj N, ar, mm-cm, co-ab 5Y5/4; 2,5Y 2/1 ---
PEDON 4
2 0-5 10YR 4/1 Areia Grãos simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj --- --- Clara, ond
3 5-15 2,5Y 5/2 Areia Maciça Int/Tub: mp-m, r-co M; fr; npl, npj V, ar, mm-cm, ab 10YR 3/2 Cl, ond, interd
4 15-55 2,5Y 6/2 Areia Grãos simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj V, along, mp-m, r-co 2,5 5/2 Gradual, plana
5 55-80 2,5Y 6/2 Areia Maciça Int/Tub: p, co Ld; f; npl, npj N, ar/o, mm-cm, co 5Y 6/2 Abrupta, ond
6 80-100+ 5Y 6/1 Franco arenoso Maciça Tub, mp–m, co Ed; ef; lpl, lpj N, ar, mm-cm, co 5Y5/4; 2,5Y 2/1 ---
PEDON 5
2 0-5 10YR 4/1 Areia franca Prism – sub Tub: mp-m, ab Ld; f; mpl, mpj --- --- Clara, ond
3 5-20 10YR 4/2 Areia Maciça Int/Tub: mp-m, r-co M; fr; npl, npj --- --- Cl, ond, interd
4 20-40 2,5Y 6/2 Areia Grãos simples Int, mp-p, ab Sol; sol; npl, npj V, along, mp-m, r-co --- Clara, plana
5 40-90 2,5Y 5/1 Areia franca Maciça – sub Int/Tub, p, co Ld; f; lpl, lpj N, ar/o, mm-cm, co 5Y 5/1 Clara, ond
6 90-95+ 5Y 5/1 Franco arenoso Maciça Tub, mp-m, co Ed; ef; lpl, lpj N, ar, mm-cm, co-ab 5Y5/4; 2,5Y 2/1 ---
1 – Horiz=horizonte; 2 – Profund.=profundidade; 3 – Cor Mat.= cor da matriz; 4 – Sub=subestrutura em blocos subangulares; 5 – Int=intersticial intergrãos; Tub=tubular; mp=muito pequeno;
p=pequeno; m=médio; ab=abundante; co=comum; r=raro. Quando há porosidade intersticial e tubular (Int/Tub), as características descritas referem-se à da porosidade tubular; 6 – sol=solta; m=macio; ld=ligeiramente duro; md=muito duro; ed=extremamente duro; fr=friável; f=firme; mf=muito firme; ef=extremamente firme; npl=não plástico; lpl=ligeiramente plástico; pl=plástico; mpl=muito plástico; npj=não pegajoso; lpj=ligeiramente pegajoso; p=pegajoso; mpj=muito pegajoso; 7 – N=nódulos; V=volumes; along=alongados; ar=arredondados; o=ovais; mm=milimétricos; cm=centimétricos, mp=muito pequeno; p=pequeno; m=médio; r=raro; co=comum; ab=abundante;. 8 – Cl=clara; ond=ondulada; interg=interdigitada.
65 1) O horizonte 1 estende-se lateralmente do terço superior até o final do terço médio, apresenta espessura entre 6 e 190 cm e torna-se gradativamente menos espesso no sentido cordilheira-lagoa salina. Caracteriza-se pelo matiz 10YR e pelo domínio de cores claras. É extremamente arenoso, apresenta-se em grãos simples e possui poros intersticiais intergrãos, muito pequenos a pequenos, abundantes. No trecho onde há vegetação (P1 e P2), há raízes fasciculadas com diâmetro <1 a 3 mm, comuns a abundantes. Em P1 foram ainda encontrados nódulos esbranquiçados, arredondados, milimétricos, raros a comuns. A transição vertical para o horizonte 3 é clara e ondulada, em alguns casos com algumas finas interdigitações.
2) O horizonte 2 substitui lateralmente o horizonte 1 e estende-se por todo o terço inferior. Possui pequena espessura, sendo de no máximo 5 cm. Caracteriza-se pelo matiz 10YR, mas possui cores bem mais escuras que o horizonte 1 devido à maior presença de matéria orgânica. Não há cobertura vegetal sobre este horizonte, mas é possível reconhecer restos de algas provenientes do espelho d’água da lagoa salina, em vários estágios de decomposição. No Pedon 4, apresenta textura areia, grãos simples e poros intersticiais intergrãos, muito pequenos a pequenos, abundantes, mas no Pedon 5, já a poucos metros do nível d’água superficial da salina, passa a ter textura areia franca, estrutura prismática e porosidade tubular, muito pequena a média, abundante. A transição vertical para o horizonte 3 é clara e ondulada.
3) O Horizonte 3 estende-se lateralmente por toda a topossequência. Sua espessura varia de 5 a 60 cm, sendo significativamente maior na borda da cordilheira (P1). Caracteriza-se principalmente pelo matiz 10YR e pelo domínio de cores bruno e bruno-escuras, aparentemente devido à maior presença de matéria orgânica. Em alguns pedons ocorrem volumes ainda mais escuros que a matriz, arredondados, milimétricos a centimétricos e abundantes. Não é possível, entretanto, reconhecer restos vegetais em decomposição, como no horizonte 2. A textura é areia ou areia franca, é maciço, mas com presença de subestrutura em blocos subangulares em alguns pedons. A porosidade é tanto tubular, muito pequena a média e rara a comum, quanto intersticial, muito pequena a pequena e comum. A transição para o horizonte 5 é gradual e ondulada e para o horizonte 4 é clara, ondulada e com interdigitações. 4) O Horizonte 4 ocorre desde parte do terço superior até o fim do terço inferior, com espessuras entre 20 e 53 cm. Este horizonte apresenta uma matriz com matiz 2,5Y e
66 com tonalidades claras, associada a volumes com matiz geralmente 10YR e tonalidades escuras, forma alongada, espessuras entre <1 e 3 mm, quantidade rara a abundante e disposição vertical a partir do horizonte 3 sobrejacente. Estas linhas verticais muitas vezes coalescem-se em profundidade, formando volumes irregulares e com maiores tamanhos (até 10 cm no eixo maior) e originando, em geral, uma contínua camada horizontal, com espessura máxima observada de 2 cm, exatamente no limite com o horizonte 5 subjacente.
A matriz apresenta textura areia e ausência de estrutura (grãos simples). A porosidade é principalmente intersticial intergrãos, muito pequena a pequena, abundante. Em algumas amostras foram observados nódulos cinzento-claros (2,5Y 7/1), pretos (10YR 2/1) ou oliva (5Y 5/4, semelhante ao horizonte 6), arredondados, milimétricos, raros e duros. A transição para o horizonte 5 é gradual ou clara e plana.
5) O horizonte 5 está presente em toda a extensão lateral da topossequência, apresentando espessuras entre 13 e 100 cm. Caracteriza-se principalmente pelo matiz 2,5Y, havendo uma variação de cores com diferentes combinações de bruno e cinza. A textura dominante é areia ou areia franca, mas geralmente com maior presença de argila do que o horizonte sobrejacente. É maciço, mas apresenta subestrutura em blocos subangulares. Há tanto poros intersticiais, muito pequenos a pequenos e comuns, quanto poros tubulares, pequenos a médios, comuns.
No limite inferior, há nódulos principalmente esverdeados (semelhantes ao horizonte 7 subjacente), arredondados ou ovais, com tamanhos entre 1 mm e 7 cm no eixo maior, raros a abundantes e duros. A transição para o horizonte 6 é clara ou abrupta e principalmente ondulada.
6) O horizonte 6 está presente em toda a extensão lateral da topossequência. O matiz dominante é o 5Y e as cores são sempre esverdeadas. Caracteriza-se pela textura franco arenosa, sendo nitidamente mais argiloso que os horizontes sobrejacentes. Verificou-se, entretanto, cores verdes mais claras e menor quantidade de argila com o aumento de sua profundidade. É maciço e apresenta porosidade tubular, muito pequena a média, comum, havendo também uma quantidade média de planos estruturais com direção vertical dominante. No interior dos poros e dos planos estruturais foi observada cerosidade contínua, comum a moderada. Uma de suas características mais marcantes é a consistência muito dura e firme no terço superior
67 (P1 e P2) e muito a extremamente dura e muito a extremamente firme nos terços médio e inferior (P3, P4 e P5).
Ressalta-se a presença de nódulos: a) esverdeados, arredondados, com diâmetro entre 1 e 3 mm, comuns a abundantes, firmes e extremamente duros, muito semelhantes aos do horizonte sobrejacente e; b) próximos ao preto, arredondados, com tamanhos entre <1mm a >1cm no eixo maior, raros a comuns.
3.3.2 – Propriedades físicas e químicas dos solos
A granulometria dos solos está exposta na Tabela 3.3. Os horizontes apresentam entre 700 e 961 g/kg de areia total, com maiores quantidades nos horizontes mais superficiais (1, 2, 3 e 4). A areia fina e a areia muito fina são fortemente dominantes, perfazendo juntas quase a totalidade da fração areia. Os teores de argila total, por sua vez, estão entre 28 e 190 g/kg, com maiores concentrações nos horizontes mais profundos (5 e 6). Destacam-se, entretanto, quantidades significativas de argila total no horizonte 3 de P1 e no horizonte 2 de P5. A argila grossa é dominante na grande maioria das amostras.
O pH (H2O) varia de 5,40 a 11,03, mas 93% dos valores são maiores que 8,5, sendo
então fortemente alcalinos (Figura 3.4, Tabela 3.4). Os valores tendem a ser maiores com o aumento da profundidade, sendo que os mais altos estão invariavelmente no horizonte 5 ou 6. Os valores mais baixos são encontrados no horizonte 1 de P1 e P2, os dois pontos mais próximos da cordilheira.
Os valores de condutividade elétrica (CE) estão entre 0 e 43 dS/m,sendo geralmente superiores nos 3 pedons mais próximos a lagoa salina (P3 a P5) (Tabela 3.4). Já os teores de carbono orgânico (CO) variam de 0 a 22 g/kg, mas são em geral menores que 2 g/kg. Não há uma tendência clara de diminuição de CO das menores para maiores profundidades. O horizonte superficial 2 possui os maiores teores de CO de P4 e P5, mas valores relativamente altos também podem ser encontrados nos horizontes 1, 5 ou 6 de todos os pedons (Tabela 3.4).
A capacidade de troca catiônica (CTC) varia de 4 a 207 cmolc/kg e, assim como os
valores de CE, tende a ser maior nos 3 pedons mais próximos a lagoa salina (P3 a P5) (Tabela 3.4). Nestes pedons, os valores mais altos estão geralmente nos horizontes superficiais. A saturação em Na+ é de 58 a 96%, sendo este cátion, portanto, fortemente dominante no complexo de troca. Cálcio e K+ são os cátions mais abun-