1. Innledning
1.1. Tema og problemstilling
A segunda fase da presente pesquisa classifica-se como: a) Caracterização da Pesquisa
• Com relação à sua natureza, esta fase também foi considerada como pesquisa aplicada, pois como já exposto, objetiva gerar conhecimentos para a aplicação prática dirigida à solução de problemas específicos, envolvendo interesses locais;
• Com relação à abordagem do problema, foi definida como pesquisa qualitativa, cujo ambiente natural é a fonte direta para a coleta de dados, e o pesquisador é o instrumento- chave, não requerendo o uso de métodos e técnicas estatísticas (SILVA; MENEZES, 2001).
• Com relação ao tipo da pesquisa e seus objetivos, foi descritiva, pois visou identificar as características de determinada população ou fenômeno, ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática (GIL, 1991).
• Com relação aos procedimentos técnicos, a pesquisa pode ser caracterizada como estudo comparativo de casos. O estudo de caso é recomendado para o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento. Para essa fase, ocorreu a realização de um estudo comparativo de casos, ou emprego do método comparativo, que consiste em investigar coisas ou fatos e explicá-los segundo suas semelhanças e suas diferenças. Geralmente, o método comparativo aborda duas séries de natureza análoga tomadas de meios sociais ou de outra área do saber, a fim de detectar o que é comum a ambos (FACHIN, 2002).
O foco principal da seleção dos métodos de pesquisa foi a realização de estudo comparativo de caso em empresas de diferentes portes do setor hoteleiro da região central do estado de São Paulo. Esse setor já vem sendo estudado pelo Grupo de Estudos Organizacionais na Pequena Empresa (GEOPE) em pesquisas anteriores, há pelo menos sete anos.
b) Escolha das Empresas
Para essa fase da pesquisa, a amostra foi classificada como intencional. Houve a realização de um estudo comparativo de seis hotéis, escolhidos por conveniência da pesquisa, com a observação de “práticas gerenciais formais” em grandes e médias empresas, e a concordância dos dirigentes das pequenas empresas para um trabalho mais detalhado e sistematizado em seus estabelecimentos.
simultaneamente, um convite para a participação do estudo de casos (ver apêndice C). Para a amostragem da pesquisa, foram escolhidas duas grandes, que se acredita utilizarem de “práticas gerencias formais” no emprego da informação, e mais quatro empresas, duas pequenas e duas médias do setor de serviço hoteleiro da região central do estado de São Paulo. A escolha dessa amostra deve-se à intenção de realizar um estudo comparativo entre os três diferentes portes de empresas desse setor. Porém, o cerne da reflexão principal irá se constituir sobre as pequenas empresas. Trabalhar com um número maior de empresas não será possível neste momento, devido ao propósito de aprofundar e fazer análises qualitativas sobre a amostra escolhida.
c) Questões da Pesquisa
Optou-se pelo estudo comparativo, que possui como principal característica confrontar aspectos semelhantes ou divergentes do objeto estudado. Esta pesquisa deseja capturar as especificidades da gestão estratégica da informação da pequena empresa, objetivando propostas de melhorias na eficiência e na eficácia desse processo.
Com base nesses fatores e no significativo papel econômico das pequenas empresas, apresentam-se as seguintes questões da pesquisa:
• Quais as principais características da Gestão Estratégica da Informação nas empresas selecionadas?
• Quais são as principais semelhanças e diferenças entre as empresas de diferentes portes (do setor hoteleiro), com relação ao processo de GEI?
• Quais fatores contingenciais no porte de empresas sustentam essas diferenças nos procedimentos de GEI adotados?
• Quais as barreiras gerenciais à adoção desses procedimentos dentro das especificidades de gestão da pequena empresa?
• Por que as práticas das grandes empresas não podem ser “automaticamente” transportadas para as pequenas?
O protocolo dessa fase da pesquisa é apresentado no apêndice D. d) Variáveis da Pesquisa
As variáveis da presente pesquisa estão apresentadas na figura 15, sendo:
• Processo Estratégico: refere-se às atividades de criação da estratégica, as quais podem ser deliberadas e sistemáticas de um processo de planejamento, ou socialmente construídas e emergentes de um processo de aprendizado (Capítulo 2);
• Especificidades Gerenciais da Pequena Empresa: referem-se às características gerenciais específicas das pequenas empresas que possuem necessidades particulares de gestão que diferem dos métodos utilizados nas grandes empresas (Capítulo 3);
• Gestão Estratégica da Informação: refere-se à administração do processo que envolve as atividades de criação, representação, organização, manutenção, visualização, reutilização, distribuição, comunicação e disposição da informação para fins estratégicos (Capítulo 4); • Melhoria na GEI: refere-se às propostas de aperfeiçoamento ao processo de GEI, nas
pequenas empresas hoteleiras.
Figura 15: Variáveis da pesquisa
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e) Técnica de Coleta de Dados
As técnicas de coleta de dados desta pesquisa foram entrevistas semi-estruturadas e observação livre nas empresas visitadas. Após a coleta, houve a tabulação dos dados, cujo objetivo foi a sistematização das respostas e descrição cuidadosa das entrevistas e observações realizadas in loco. É importante ressaltar que, na segunda fase do trabalho de campo, a presença do pesquisador foi imprescindível, pois proporcionou um maior contato com o ambiente investigado. Após cada entrevista ou visita para observação livre, houve um registro no diário de campo.
f) Análise dos Dados
Para a análise de conteúdo, utilizou-se a proposta de Bardin (1979), que a define como um conjunto de técnicas de análise das comunicações. O método escolhido, principalmente para a segunda fase da pesquisa se baseou nos três momentos da análise de conteúdo:
• Pré-análise – constitui o primeiro contato com os documentos e informações, o que Bardin (1979) chama de “leituras flutuantes”; é o que surge em função das teorias conhecidas. • Exploração do material – é a etapa mais longa, onde ocorre a realização das decisões
tomadas na pré-análise. É o momento da codificação em que os dados brutos são organizados. Essa codificação compreende:
As categorias: que são formas gerais de conceito, uma forma de pensamento ou reflexo da realidade. Sendo sínteses, em determinado momento se modificam, como a realidade;
As unidades de registro: é a unidade de significação a codificar, podendo ser o tema, palavra ou frase. Recorta-se o texto em função da unidade do registro;
E as regras de contagem: deve-se obedecer a algumas regras, escolhendo pela presença, ausência, freqüência, intensidade, direção, ordem de aparição e co- ocorrência.
• Tratamento dos resultados:
A inferência se orienta por diversos pólos de atenção, que são os pólos de atração da comunicação; numa comunicação há sempre o emissor e o receptor, ou seja, os pólos de inferência, além da mensagem e do seu suporte, ou canal;
Na interpretação o investigador passa da descrição à interpretação através de conceitos e proposições. Os conceitos sensibilizam o pesquisador, dando-lhe um sentido de referência geral.
A análise das duas grandes empresas foi o ponto inicial de análise da segunda fase da pesquisa. Ela partiu dos dados menos específicos, como a estratégia e gestão da empresa, até os mais específicos, como a gestão estratégica da informação. As análises também levaram em consideração as observações livres realizadas in loco. Após participar da coleta de dados, confeccionar e analisar os relatórios de campo, a pesquisadora estava apta a interpretar os fatos e apresentar um quadro sintético e sistematizado com as principais características da GEI nessas empresas. Esse quadro serviu como modelo das “práticas gerenciais formais” empregadas em grandes empresas do setor hoteleiro. As análises das duas médias e das duas pequenas empresas também se deram a partir do modo menos particular para o mais particular do tema da pesquisa. Mas cabe ressaltar que as pequenas empresas foram amplamente exploradas e investigadas, enquanto as grandes e médias foram utilizadas como referencial de “práticas gerencias formais” no emprego dos procedimentos de GEI.