No GF I o termo “bebé” teve doze ocorrências (Quadro 4.1.9.1). As várias referências ocorreram sempre no sentido de explicar o nascimento e o tempo de gestação dos bebés.
No que concerne ao tempo de desenvolvimento uterino, RU começou por afirmar que os bebés apenas demoram “trinta dias a crescer na barriga”. Por sua vez MA referiu que o desenvolvimento uterino se resume a “três dias”. Já DA alegou que os bebés demoram “trinta e nove
dias a nascer”. No entanto, nenhum dos alunos se mostrou muito confiante na sua afirmação.
No que respeita ao processo de nascimento dos bebés, RU, MA, DA, FA e IN explicaram que os mesmos nascem através da barriga da mãe, porém não utilizaram a palavra cesariana nas suas declarações.
VI, reiterou as afirmações dos colegas relativas ao nascimento dos bebés pela barriga da mãe, mas acrescentou que o nascimento também pode ocorrer através da vagina. Desta forma, VI foi o único a referir a possibilidade dos bebés nascerem por parto natural, embora sem utilizar o conceito na sua intervenção.
Quadro 4.1.9.1: Ocorrência do termo pivô “bebé”, das suas reformulações e dos seus significados, deduzidos a partir do contexto, no GF I.
Aluno/a “Bebé” Reformulações Significados a partir do contexto
RU Bebé, 2
p.18:ln.14
Associado a:
p.19:ln.2 “O bebé demora trinta dias a crescer na barriga.” (p.18:ln.14)
- nascimento (cesariana), 1
“Corta-se a barriga, depois tiram o bebé, depois cosem e já está.”
(p.19:ln.2) 2 0 2 MA Bebé, 1 p.18:ln.15 Bebés, 1 p.18:ln.29 Associado a:
- tempo de desenvolvimento uterino, 1
“Eu acho que demora… três dias e depois o bebé nasce.” (p.18:ln.15)
- nascimento (cesariana), 1
“Eu acho que é como todos disseram e… depois eles põem os bebés no berço.” (p.18:ln.29) 2 0 2 DA Bebé, 3 p.18:ln.16 p.18:ln.22 Associado a:
- tempo de desenvolvimento uterino, 1
“Eu acho que o bebé demora trinta e nove dias a nascer.” (p.18:ln.16)
- nascimento (cesariana), 2 (p.18:ln.22)
“(...) deve ser assim… a mãe está deitada num sítio e os doutores estão a pôr a mão dentro da barriga e a tentar tirar o bebé. Eles abrem a barriga.” (p.18:ln.22) 2 0 2 FA Bebé, 2 p.8:ln.13 p.18:ln.18 Associado a:
- descrição da imagem de uma família, 1
“Estou a ver um bebé, o pai e a mãe.” (p.8:ln.13)
- nascimento (cesariana), 1
“Vai-se ao médico, ele rasga a barriga da mãe e depois tira o bebé.”
(p.18:ln.18) 2 0 2 VI Bebé, 2 p.12:ln.29 p.18:ln.20 Ele, 1 p.19:ln.5 Associado a:
- descrição da imagem de uma família, 1
“Uma família. É um homem, uma mulher e um bebé... e um cão.”
(p.12:ln.29)
- nascimento (cesariana), 1 (p.18:ln.20)
“A mãe está deitada e os médicos metem uma máscara para ela adormecer… cortam a barriga, tiram o bebé e metem dentro de um cubo. No fim cozem a barriga e já está.” (p.18:ln.20)
- nascimento (parto natural), 2 (p.18:ln.20; p.19:ln.5)
“Mas ele não sai pela barriga… enganei-me… sai pela pombinha, não sai pela barriga.” (p.5:ln.19)
2 1 3
IN
Bebé, 1 p.18:ln.26
Associado a nascimento (cesariana), 1
“Os médicos cortam a barriga, depois tiram o bebé e eles vão metê-lo em água para lavá-lo eee… depois os médicos cozem a barriga e já está.” (p.18:ln.26)
1 0 1
11 1 12
IR foi quem mais participou no âmbito deste termo, tendo somado seis ocorrências. Primeiro associou a possibilidade de “ter bebés” às mulheres, utilizando este critério para distinguir o sexo masculino do sexo feminino. Posteriormente, explicou que uma gravidez precoce pode originar deficiências nos bebés. Noutro momento, contou que a sua mãe já tinha “perdido” um bebé, embora sem utilizar a palavra aborto. A aluna declarou ainda não ter qualquer noção sobre o tempo de desenvolvimento uterino dos bebés, mas conseguiu enunciar a cesariana e o parto natural como formas de nascimento.
IS começou por associar o termo em análise ao aborto, visto declarar que o seu maior receio (inerente à sua vida enquanto adulta) era “perder o bebé”. Depois referiu o tempo de gestação. Por último, demonstrou saber que os nascimentos podem correr por cesariana e, através da frase “pela
barriga dói menos”, revelou conhecer que também poderem ocorrer através de parto natural.
MO começou por mostrar discordância quanto a uma gravidez precoce, defendendo que esta pode causar riscos de doença ou perda do bebé. Na segunda intervenção explicou que o tempo de desenvolvimento uterino equivale a noves meses. A terceira e última referência foi para descrever o nascimento da sua irmã.
AL interveio apenas uma vez e para dizer que não sabia quanto tempo demora o desenvolvimento uterino dos bebés.
ME só proferiu o termo “bebé” uma vez, tendo-o feito no momento em que descrevia uma imagem de família projetada durante o grupo de foco.
Quadro 4.1.9.2: Ocorrência do termo pivô “bebé”, das suas reformulações e dos seus significados, deduzidos a partir do contexto, no GF II.
Aluno/a “Bebé” Reformulações Significados a partir do contexto
IR Bebé, 2 p.17:ln.30 p.20:ln.12 Bebés, 4 p.3:ln.12 p.14:ln.22 p.16:ln.1 p.20:ln.19 Associado a:
- características das mulheres, 2 (p.3:ln.12; p.16:ln.1)
“As mulheres têm peitos grandes. As mulheres também engravidam e têm bebés (...).” (p.3:ln.12)
- incapacidade das crianças terem bebés, 1
“E quando as crianças são pequenas ainda estão gerando tudo isso. Ainda não estão programadas para ter bebés.” (p.14:ln.22)
- aborto, 1
“(...) a minha mãe perdeu um bebé (...).” (p.17:ln.30)
- desconhecimento do tempo de desenvolvimento uterino, 1
“Eu não tenho a certeza do tempo que demora o bebé a nascer.”
(p.20:ln.12)
- nascimento (cesariana e parto natural), 1
“Os bebés podem nascer pela barriga ou pela vagina.” (p.20:ln.19)
6 0 6
IS Bebé, 3
p.18:ln.4
Associado a: - aborto, 1
p.20:ln.8 p.20:ln.26
“A mim o que mais me assusta também é perder o bebé.” (p.18:ln.4)
- tempo de desenvolvimento uterino, 1
“Sim, demora nove meses até o bebé nascer.” (p.20:ln.8)
- nascimento (cesariana), 1
“Pela barriga dói menos, porque nós tomamos um comprimido e eles abrem a barriga e tiram o bebé e nós ainda estamos a dormir.”
(p.20:ln.26) 3 0 3 MO Bebé, 2 p.18:ln.30 p.20:ln.7 Irmã, 1 p.20:ln.20 Associado a: - aborto / doença, 1
“Ou pode haver mais risco de doença ou de perder o bebé…”
(p.18:ln.30)
- tempo de desenvolvimento uterino, 1
“O bebé demora nove meses para nascer.” (p.20:ln.7)
- nascimento (cesariana), 1
“A minha irmã nasceu pela barriga, foi cesariana.” (p.20:ln.20)
2 1 3
AL
Bebé, 1 p.20:ln.12
Associado a desconhecimento do tempo de desenvolvimento uterino, 1
“Não tenho opinião sobre o tempo que demora o bebé a nascer.”
(p.20:ln.12) 1 0 1 ME Bebé, 2 p.25:ln.3 p.25:ln.11
Associado a família (descrição de uma imagem), 2 (p.25:ln.3; p.25:ln.11)
“É o homem, uma mulher e um bebé.” (p.25:ln.11)
2 0 2
14 1 15
O GF III apresentou doze ocorrências do termo “bebé” (Quadro 4.1.9.3).
HU utilizou o termo para mostrar o seu desejo em ser bebé, pois se assim fosse não tinha que
“aturar os pais”. A sua intervenção suscitou risos entre todos os colegas.
LU foi quem mais vezes proferiu o termo “bebé”, tendo-o feito cinco vezes. Inicialmente utilizou o termo para descrever uma imagem de família. Depois, mostrou discordância (e incompreensão) relativamente a uma gravidez aos dez anos de idade, referindo que nesta situação o
“o bebé deve ser do tamanho da menina (mãe)”. Nas duas intervenções seguintes, defendeu
firmemente que “os bebés nascem da barriga”, sem que para isso tenha utilizado a palavra
cesariana. Na última participação, referiu-se à fecundação recorrendo a analogias.
AF explicou que só é possível retirar o bebé da barriga se alguém “entrar dentro dela”, utilizando a palavra “dela” para designar a barriga da mulher. No seu discurso percebeu-se que esta sua conceção não se aproximava das questões inerentes à cesariana, visto chegar mesmo a ponderar a possibilidade do homem retirar o bebé através da boca da mulher. Na segunda intervenção, referiu que o esperma (“líquido”) era essencial para ocorrer a formação e nascimento de um bebé. AF
mostrou muitas dificuldades em explicar os seus raciocínios, pois desconhecia os termos apropriados às situações que pretendia aflorar.
JA e HE, à semelhança de LU, utilizaram o termo no domínio da gravidez precoce, afirmando que essa gravidez pode trazer graves consequências para o bebé.
JA interveio mais uma vez para explicar como ocorre a fecundação.
HO proferiu o termo apenas uma vez para declarar que “os bebés nascem da barriga”.
Quadro 4.1.9.3: Ocorrência do termo pivô “bebé”, das suas reformulações e dos seus significados, deduzidos a partir do contexto, no GF III.
Aluno/a “Bebé” Reformulações Significados a partir do contexto
HU
Bebé, 1 p.8:ln.29
Associado a querer ser bebé para não ter que obedecer aos pais, 1
“Queria ser bebé, para não aturar os meus pais que são chatos.”
(p.8:ln.29) 1 0 1 LU Bebé, 4 p.12:ln.27 p.17:ln.27 p.19:ln.31 p.20:ln.3 Bebés, 1 p.18:ln.8 Associado a:
- descrição da imagem de uma família, 1
“Sim, só que o bebé quer brincar com o cão…” (p.12:ln.27)
- incompreensão relativa a uma gravidez aos dez anos, 1
“Aos dez anos? Hummm… O bebé deve ser do tamanho da menina… isto é impossível… ou a menina fez uma magia (...).” (p.17:ln.27)
- nascimento (cesariana), 2 (p.18:ln.8; p.19:ln.21)
“Ah! Os bebés nascem da barriga.” (p.18:ln.8)
- fecundação, 1
“Primeiro tem assim uma coisinha – não é bem marisco – e depois tem uma bolinha e isso (o “marisco”) rebenta a bolinha e o bebé vai crescendo.” (p.20:ln.3) 5 0 5 AF Bebé, 2 p.16:ln.26 p.20:ln.11 Associado a: - nascimento, 1
“O bebé fica na barriga, por isso só pode ir lá buscá-lo se entrar dentro dela.” (p.16:ln.26)
- esperma / nascimento, 1
“Depois aquele leite faz com que o bebé nasça… Não é bem leite, é mais um líquido.” (p.20:ln.11) 2 0 2 JA Bebé, 2 p.17:ln.17 p.19:ln.26 Associado a:
- deficiência do bebé face a uma gravidez aos dez anos, 1
“(...) pessoa é muito nova o bebé pode não ter o que é preciso para viver (…).” (p.17:ln.17)
- fecundação, 1
“O espermatozoide vai para o óvulo e depois vai começar a existir um bebé.” (p.19:ln.26)
2 0 2
HE
Bebé, 1 p.17:ln.24
Associado a deficiência do bebé face a uma gravidez aos dez anos, 1
“(...) se formos muito novinhos e tivermos um filho as nossas células podem não ser (...) suficientemente
fortes para aguentar o nascimento de um bebé e podem até faltar peças(...)”. (p.17:ln.24)
1 0 1
HO Bebés, 1
p.18:ln.2
Associado a nascimento (cesariana), 1
1 0 1
12 0 12
O GF IV foi o que apresentou maior frequência do termo “bebé”, num total de vinte referências (Quadro 4.1.9.4).
TE começou por explicar que a palavra “baby” é a tradução de bebé. Depois explicou que o desenvolvimento uterino do bebé demora nove meses. Referiu-se ao nascimento apenas por parto natural (“pela vagina”). Por último, evidenciou a influência dos livros na construção do seu conhecimento.
HL fez três referências ao termo “bebé”. A primeira foi para descrever uma imagem de família, a segunda para referir o tempo necessário para o bebé completar o seu desenvolvimento uterino, e a terceira intervenção para explicar como nascem os bebés.
DI participou para questionar a possibilidade de um homem engravidar, sustentando a sua interrogação numas imagens que tinha visto através da televisão. Neste sentido, JU explicou ao colega que o que ele tinha visto era um transexual e não uma pessoa do sexo masculino. Para além desta questão, DI referiu-se ao tempo que o bebé demora a crescer na barriga, mas demonstrou que a sua intervenção foi pouco refletida e até aleatória.
JU iniciou a sua participação para discordar dos factos presentes na notícia do Jornal Expresso (anexo V), referindo-se à gravidade de uma gravidez aos dez anos fundamentando com a dificuldade da mãe para “amamentar o bebé”. Noutro momento, e à semelhança de TE, explicou que aprende muito sobre estes assuntos nos livros, acabando assim por realçar a papel destes como agentes de educação sexual. A aluna expôs ainda que o tempo necessário para o desenvolvimento uterino do bebé corresponde aos nove meses, mas esclareceu que há bebés que nascem antes. Por último, referiu-se às formas possíveis para o nascimento.
JO fez quatro intervenções recorrendo ao termo. O aluno começou por associar relações incestuosas a deficiência do bebé. Este aluno foi, assim, o único de todos os grupos focais a abordar a questão do incesto. Curiosamente, a sua intervenção não suscitou grandes reações entre os colegas. Numa outra perspetiva, o aluno fez três declarações similares para contar que nasceu prematuramente.
Quadro 4.1.9.4: Ocorrência do termo pivô “bebé”, das suas reformulações e dos seus significados, deduzidos a partir do contexto, no GF IV.
Aluno/a “Bebé” Reformulações Significados a partir do contexto
TE Bebé, 2 p.12:ln.15 p.22:ln.15 Bebés, 2 Ele, 1 p.22:ln.20 Associado a:
- tradução da palavra baby, 1
“Baby é bebé.” (p.12:ln.15)
p.23:ln.4 p.23:ln.25
“Ele nasce ao fim de nove meses.” (p.22:ln.20)
- nascimento (parto natural), 1
“Os bebés nascem pela vagina.” (p.23:ln.4)
- influência dos livros na obtenção de informação, 1
“Vejo nos livros… e vi que os bebés tinham uma coisinha a segurar neles…” (p.23:ln.25) 4 1 5 HL Bebé, 2 p.17:ln.5 p.22:ln.16 Bebés,2 p.23:ln.3 p.23:ln.9 Associado a:
- descrição da imagem de uma família, 1
“É um casal e um bebé.” (p.17:ln.5)
- tempo de desenvolvimento uterino, 1
“O bebé deve demorar oito meses... nove!” (p.22:ln.16)
- nascimento (cesariana e parto natural), 2 (p.23:ln.3; p.23:ln.9)
“Os bebés nascem pela barriga ou pela vagina (...).” (p.23:ln.3)
4 0 4 DI Bebé, 2 p.19:ln.26 p.22:ln.12 Associado a: - homem grávido, 1
“Ouvi dizer que um homem adulto pode ter um bebé na barriga.”
(p.19:ln.26)
- tempo de desenvolvimento uterino, 1
“O bebé demora mil horas a crescer na barriga.” (p.22:ln.12)
2 0 2 JU Bebé, 3 p.20:ln.18 p.23:ln.10 p.23:ln.13 Pessoas, 1 p.22:ln.21 Nosso, 1 p.23:ln.26 Associado a:
- amamentação / gravidez aos dez anos, 1
“Pode ser grave! Ela pode não conseguir amamentar a bebé.”
(p.20:ln.18)
- influência dos livros na obtenção de informação / desenvolvimento uterino, 2 (p.22:ln.21; p.23:ln.26)
“Eu li, num livro, que aos três meses já se começa a notar a barriga e já se tem enjoos e… pode-se nascer aos nove meses, mas há muitas pessoas que nascem aos oito meses, como eu.” (p.22:ln.21)
- nascimento (parto natural e cesariana), 2 (p.23:ln.10: p.23:ln.13)
“(...) às vezes, faz-se cesariana, que é perto da barriga… isso é quando os bebé não conseguem sair pela vagina (…).” (p.23:ln.13)
3 2 5 JO Bebé, 2 p.21:ln.25 p.22:ln.25 Eu, 2 p.22:ln.23 p.22:ln.28 Associado a:
- incesto como causa de deficiência do bebé, 1
“(...) se um irmão e outro irmão fizerem sexo o bebé pode nascer deficiente ou não.” (p.21:ln.25)
- bebés prematuros, 3 (p.22:ln.23; p.22:ln.25; p.22:ln.28)
“Eu nasci prematuro... fui um bebé prematuro.” (p.22:ln.23)
2 2 4
15 5 20
O anexo XV apresenta a “árvore” do termo pivô “bebé”, através da qual se pode ter uma visão geral das principais referências do termo em análise, ao longo dos quatro grupos de foco.
Tendo em consideração que no decorrer dos últimos três termos pivô apresentados (“sexo”, “engravidar” e “bebé”) foram verificadas conceções bastantes distintas sobre os fenómenos que estão na base da reprodução, e tendo ainda em consideração que estes dados são cruciais para a discussão das perceções acerca deste tópico, optamos por elaborar um quadro (Quadro 4.1.9.5) que agrupa-se as argumentações dos alunos sobre a reprodução humana em três categorias: biológica, afetiva e biológico-afetiva, para que a discussão (Capítulo V) em torno deste assunto possa ser mais circunstanciada.
Quadro 4.1.9.5: Distribuição das conceções sobre reprodução humana por categorias e subcategorias.
Categorias Subcategorias Argumentações dos Alunos
Biológica
“semente”
- “Para a mãe ficar grávida, o pai põe a semente e nasce um bebé (...) na
barriga da mãe (...) tem a pera e o papá põe a semente na pera (...).” (IN –
GF I);
- “Para a mãe ficar grávida o pai dá a semente à gaivota e a gaivota leva a
semente à mãe.” (MA – GF I);
- “Para engravidar é preciso ter uma semente (…).” (TE – GF IV);
- “A mulher tem que ir ao hospital e o médico põe uma semente na barriga
para ela engravidar.” (VI – GF I).
espermatozoide/óvulo
- “(...) depois os espermatozoides passam para a mãe. O espermatozoide
vai para o óvulo e depois vai começar a existir um bebé.” (JA – GF III);
- “Dois homens não conseguem fazer um ser. Só conseguem fazer um ser
se for um homem e uma mulher, porque precisa de um óvulo e um espermatozoide (ou mais).” (JU – GF IV);
- “O óvulo é… é… é… o que a mulher tem e o espermatozoide é uma coisa
muito pequenina que não se vê e quando se faz sexo… se o pénis e a vagina se juntarem, o espermatozoide passa para a vagina e entra no óvulo e a partir daí forma-se um novo ser.” (JU – GF IV).
esperma/vagina
- “O homem deita uma coisa do pénis que é parecida com leite (...). Deita
para dentro da mulher… para a vagina e ela engravida.” (AF – GF III);
- “(…) para isso acontecer é preciso «meita».” (HO – GF III).
sexo
- “Para engravidar o homem tem que pôr o pénis na vagina da mulher.”
(IS – GF II) - “Ah! Podes falar normal: sexo.” (IR – GF II); - “(…) para engravidar, têm que se fazer sexo.” (HL – GF IV); - [Para ter filhos é preciso fazer…] “Sexo.” (HO – GF III);
- “(...) quando se faz sexo… se o pénis e a vagina se juntarem (…)” (JU – GF IV);
- “Para engravidar não podem ter proteção.” [Enquanto se faz sexo] (MO – GF II).
- “Fazer amor é sexo.” (IS)
junção dos corpos
(homem/mulher)
- “Penso que se pode engravidar se os corpos se juntarem.” (HE – GF III); - “Para engravidar têm de ir os dois para a cama.” (HO – GF III).
intervenção médica - “A mulher tem que ir ao hospital e o médico põe uma semente na barriga
para ela engravidar.” (VI – GF I).
- “Uma mulher engravida comendo…” (HO – GF III).
Afetiva
casamento - “Podes ter filhos depois de casar…” (HE – GF III);
- “Não, é depois do casamento que se têm filhos.” (HL – GF IV).
amor - “Fazer amor é sexo.” (IS – GF II)
intervenção divina - “Os pais levam uma carta à igreja e depois o Jesus responde se podem ou
não engravidar.” (FA – GF I, com concordância de DA – GF I).
Biológico-
Afetiva fazer amor - “Fazer amor é sexo.” (IS – GF II)