• No results found

Handlingsreferat av Rosa. Af Student Parelius’ Papirer (1908)

Como ressaltado, o INAEt não é um indicador que procura medir o

consumo e a produção de uma economia de maneira direta (como o PIB), mas trata-se de um indicador antecedente que contribui para diagnosticar o nível da atividade econômica, que possui variáveis relativas a vendas do comércio e consumo de energia elétrica do setor industrial, mas que dá grande peso a variáveis que estão relacionadas à movimentação de pessoas e cargas, procurando-se associar essas variáveis ao nível de atividade econômica. As variáveis que o compõem são apresentadas nas figuras a seguir.

As variáveis apresentadas nas Figuras 2 a 6 são variáveis que possuem uma correlação direta com a movimentação dos agentes econômicos. Para a utilização destas variáveis, como destacaram AZZONI e LATIF (1995), partiu-se do pressuposto de que a movimentação da grande maioria das pessoas e cargas tem um substrato econômico evidente, dado que todo deslocamento feito pelos agentes econômicos envolve dois tipos de custo: o financeiro e o tempo perdido18.

AZZONI e LATIF (1995) destacaram ainda que de uma maneira simplificada, pode-se dizer que a decisão de realizar um deslocamento, seja no âmbito das pessoas ou das empresas, depende de uma comparação, quase nunca meticulosa, dos benefícios e custos da movimentação. Monitorando o deslocamento de pessoas e cargas, espera-se acompanhar, por associação, as motivações econômicas que fundamentaram aquela movimentação.

Assim como AZZONI e LATIF (1995), MEDEIROS JR. (2000) também utilizou variáveis como as apresentadas nas Figuras 2 a 6 para a construção de um indicador antecedente para a economia do Rio de Janeiro.

Na Figura 2 encontra-se a série do número de passageiros no aeroporto da Pampulha. Nela, pode-se observar uma periodicidade sazonal aparente de 12 meses, com quedas mais significativas nos meses de janeiro e fevereiro e elevações mais concentradas em meses do segundo semestre. Além disso, pode-se perceber uma tendência de crescimento para todo o período analisado.

18

Fonte: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH).

Figura 2 - Passageiros interurbanos - movimento operacional no Aeroporto da Pampulha do município de Belo Horizonte (número total de passa- geiros), janeiro de 1993 a outubro de 2001.

A Figura 3 mostra a série do movimento operacional do aeroporto da Pampulha com o total de cargas transportadas. Assim como a série do movimento de passageiros, esta série apresenta um periodicidade sazonal aparente de 12 meses atingindo valores mínimos nos meses de janeiro e fevereiro e elevações mais significativas meses do segundo semestre, além de ter uma tendência crescente.

Fonte: PBH.

Figura 3 - Movimento operacional no Aeroporto da Pampulha do município de Belo Horizonte (total de cargas), janeiro de 1993 a outubro de 2001.

meses valores 0 50000 100000 150000 200000 250000 0 50000 100000 150000 200000 250000

jan-93 dez-93 dez-94 dez-95 dez-96 dez-97 dez-98 dez-99 dez-00 out-01

meses valores 0 50000 100000 150000 200000 250000 0 50000 100000 150000 200000 250000

A Figura 4 mostra a série do número de passageiros transportados no sistema de ônibus municipal. Até o ano de 1995, está série possuía uma tendência de crescimento, quando, então, passa a ter uma tendência de queda. No que diz respeito à periodicidade sazonal, pode-se perceber uma sazonalidade aparente de 12 meses, com quedas mais significativas nos meses de janeiro e fevereiro.

Fonte: PBH.

Figura 4 - Passageiros urbanos - número de passageiros no sistema de ônibus urbano do município de Belo Horizonte, janeiro de 1993 a outubro de 2001.

A Figura 5 apresenta a série do número de passageiros pagantes no metrô. Com a exceção do ano de 1994, pode-se perceber nesta série a presença de uma periodicidade sazonal de 12 meses, com quedas mais significativas nos meses de fevereiro, apresentando também uma tendência crescente.

Na Figura 6 tem-se a série da demanda total de passageiros no metrô de Belo Horizonte (BH). Além de uma tendência de crescimento, essa série apresenta uma variação sazonal aparente com período aproximado de 12 meses, tendo quedas mais significativas sempre nos meses de fevereiro de cada ano. meses valores 20000000 25000000 30000000 35000000 40000000 45000000 50000000 55000000 20000000 25000000 30000000 35000000 40000000 45000000 50000000 55000000

Fonte: PBH.

Figura 5 - Passageiros urbanos - número de passageiros pagantes no metrô do município de Belo Horizonte, janeiro de 1993 a outubro de 2001.

Fonte: PBH.

Figura 6 - Passageiros urbanos - demanda total de passageiros no metrô do município de Belo Horizonte, janeiro de 1993 a outubro de 2001.

meses valores 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 3000000 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 3000000

jan-93 dez-93 dez-94 dez-95 dez-96 dez-97 dez-98 dez-99 dez-00 out-01

meses valores 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 3000000 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 3000000

De maneira geral, o que se pode observar, em termos de comportamento, nas séries das Figuras 2 a 6 é a presença de uma tendência de crescimento em todo o período analisado, com exceção da série de números de passageiros no sistema municipal de ônibus urbano (Figura 4), que possui uma tendência de queda. Em termos de periodicidade sazonal, pode-se observar uma sazonalidade aparente de 12 meses, com quedas mais significativas nos meses de janeiro e fevereiro, quando se tem o período de férias e festas populares como o carnaval.

As Figuras 7 e 8 mostram variáveis que estão relacionadas à atividade comercial em BH e diz respeito ao nível de consumo no comércio varejista do referido município.

Apesar de estas variáveis não estarem relacionadas com a movimentação dos agentes econômicos, elas foram incluídas no INAEt tendo

por objetivo captar as flutuações econômicas existentes no setor comercial de BH.

Para a utilização destas variáveis, partiu-se do pressuposto de que para períodos em que a atividade econômica esteja aquecida as mesmas tenham tendência crescente, refletindo o maior nível de consumo na economia do município. Já quando a economia do município estiver desaquecida, essas variáveis terão um tendência de queda, refletindo um menor nível de consumo.

Fonte: PBH.

Figura 7 - Índice de consumo no comércio varejista do município de Belo Hori- zonte - Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (base: ago./94=100), janeiro de 1993 a outubro de 2001.

meses valores 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 3000000 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 3000000

Fonte: PBH.

Figura 8 - Índice de consumo no comércio varejista do município de Belo Horizonte - Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL-BH (base: ago./94=100), janeiro de 1993 a outubro de 2001.

MEDEIROS JR. (2001), que tinha por objetivo elaborar um indicador antecedente para a economia do Rio de Janeiro, também utilizou essa variável como proxy para observar o movimento do comércio.

Em termos de comportamento, pode-se observar que a série da Figura 7 possui tendência de crescimento durante o período analisado tendo a presença de uma sazonalidade aparente com periodicidade de 12 meses, registrando picos no mês de dezembro e quedas significativas no mês de janeiro e fevereiro, conforme o próprio movimento do comércio. Possui ainda elevações menos significativas nos meses de maio, junho e agosto, devido a datas comemorativas como o dia das mães, namorados e dia dos pais.

Para a série da Figura 8 pode-se notar também a presença de uma tendência crescente no período analisado. Em termos da componente sazonal, não é possível dizer se esta série possui sazonalidade com periodicidade de 12 meses, pois apesar de ela ter comportamento mais definido a partir do ano de 1995, para os anos anteriores não se pode detectar nenhum tipo de comportamento sazonal.

A Figura 9 mostra o consumo industrial de energia elétrica no município e está relacionada com o setor industrial. Assim como as variáveis apresentadas nas Figuras 7 e 8, esta também não está diretamente relacionada com a movimentação dos agentes econômicos. Todavia, ela foi

meses valores -100 0 100 200 300 400 500 600 -100 0 100 200 300 400 500 600

utilizada no INAEt como proxy da produção industrial. A hipótese é

correlacionar o consumo de energia elétrica com a produção das indústrias, pressupondo-se que o maior consumo deste fator reflita numa maior produção das indústrias e vice-versa.

Fonte: PBH.

Figura 9 - Consumo industrial de energia elétrica do município de Belo Horizon- te (em kw/h), janeiro de 1993 a outubro de 2001.

Este procedimento foi utilizado pela Fundação João Pinheiro para elaborar o PIB anual dos municípios de Minas Gerais, por AZZONI e LATIF (1995) para a construção do IMEC-FIPE, por RIBEIRO e BARROS (2000) para a construção do IAE e por MEDEIROS JR. (2001) para a elaboração de um indicador antecedente para a economia do Rio de Janeiro.

A principal vantagem desta variável é resumir um conjunto muito grande de informações em relação à produção industrial, podendo-se estimar o valor da produção industrial sem precisar de procedimentos mais complexos que demandariam gastos e tempo para serem realizados. Sua principal desvantagem seria não captar a redução do consumo de energia em decorrência dos investimentos em tecnologias poupadoras ou substitutas de energia elétrica bem como o racionamento de energia elétrica.

No que se refere ao comportamento da série em termos de sazonalidade, pode-se observar na Figura 9 que não existe a presença de tal

meses valores 20000000 30000000 40000000 50000000 60000000 70000000 80000000 90000000 100000000 20000000 30000000 40000000 50000000 60000000 70000000 80000000 90000000 100000000

componente. Todavia, a série possui tendência de queda durante todo o período em análise19.