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En tegning av Carl Ludwigs kymograf som Christian Boeck laget sin egen modifiserte versjon av. En snor med lodd (i)

Moderne avstand og nærhet: Medisinernes studier av sykdom i samfunnet og sykdommenes natur

Illustrasjon 2-3: En tegning av Carl Ludwigs kymograf som Christian Boeck laget sin egen modifiserte versjon av. En snor med lodd (i)

A morfologia urbana trata das formas dos aspectos exteriores do meio urbano – dos elementos morfológicos . , de suas relações recíprocas, da sua produção e transformações ao longo do tempo. De acordo com Lamas (1992, p.44), a forma urbana pode ser analisada sob os seguintes aspectos:

a) aspectos quantitativos: são os que se referem a uma organização quantitativa, tais como densidades, superfícies, fluxos, coeficientes volumétricos, dimensões, perfis, etc;

b) aspectos de organização funcional: relacionam.se com as atividades humanas e aos usos do espaço urbano, o residencial, o comercial, o industrial, o escolar, etc;

c) aspectos qualitativos: referem.se ao conforto ambiental dos espaços; nos espaços urbanos se referem à adequação ao clima, à acessibilidade, ao estado de conservação;

d) aspectos figurativos: relacionam.se com a comunicação estética do espaço urbano.

Esses quatro aspectos da forma urbana estão inter.relacionados, e uma análise mais aprofundada do espaço urbano não pode deixar de considerar todos eles. Entretanto, neste trabalho, investigam.se as relações existentes entre os aspectos quantitativos e os qualitativos, considerando que as condições microclimáticas geradas nos ambientes urbanos são decorrentes das características desses espaços.

O espaço urbano pode ser analisado por seus elementos morfológicos e pela maneira como esses se organizam e se estruturam no território, a partir de sua topografia e de outros aspectos da paisagem natural. O edifício é o elemento mínimo identificável na cidade e, a

partir do arranjo entre os edifícios, o espaço urbano é constituído, e são organizados os diferentes espaços urbanos: as ruas, as praças, os becos, as avenidas.

Devido às formas e funções dos edifícios, eles se agrupam de acordo com os diferentes tipos e estabelecem relações biunívocas com as formas urbanas. É a tipologia residencial edificada, como os quarteirões de Haussmann em Paris, dos bairros holandeses ou das cidades.jardim que vão originar as diferentes formas urbanas estudadas pela história.

A forma da edificação está relacionada diretamente com a forma do lote e com a superfície de solo que este ocupa. Desde as cidades mais antigas, a edificação urbana foi interdependente da divisão dos quarteirões em lotes, que separavam também o espaço público do privado. Na arquitetura moderna, o lote desaparece, no sentido em que o espaço urbano se torna público, e o edifício não ocupa o lote, mas é apoiado em pilotis, liberando todo o lote para o público.

Os quarteirões podem ser também uma parte mínima identificável da forma urbana, sendo considerado um elemento morfológico que dá origem à estrutura urbana. A divisão do território em quarteirões é um processo geométrico elementar, utilizado desde a formação das primeiras cidades. O quarteirão é delimitado por três ou mais ruas e é subdivisível em parcelas para a construção dos edifícios. Na escala do bairro, o quarteirão é um elemento morfológico determinante da cidade tradicional, por ser o resultado das regras de ordenamento do espaço urbano e um instrumento operativo na produção da cidade.

A ocupação do espaço do quarteirão pelas edificações é regulamentada em função do uso do solo e das atividades permitidas na região, através das taxas de ocupação do solo14e do índice de aproveitamento do terreno15. Determinam o percentual de áreas livres e edificadas em cada lote e no quarteirão, juntamente com os recuos e afastamentos obrigatórios. A altura permitida para as edificações e a sua uniformidade dentro do quarteirão estabelecem a rugosidade do local, que interfere no potencial de ventilação natural.

O quarteirão, como nos exemplos de Haussmann e de Cerdá, organiza as funções residenciais, comerciais, de serviços e de trabalho, em função do uso social do espaço público, a rua, do espaço semipúblico, no interior dos quarteirões, e privado, no interior das edificações. No movimento moderno, o quarteirão sofreu sucessivas transformações que

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A taxa de ocupação do solo é a porcentagem da área do terreno ocupada pela projeção horizontal das edificações.

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O índice de aproveitamento do terreno é o valor obtido pela divisão da área construída total pela área do terreno.

levaram ao seu abandono e produziram mudanças profundas na configuração da forma urbana.

Nas cidades tradicionais, as fachadas delimitam verticalmente o espaço urbano formando, junto com o solo, o recinto urbano. As fachadas desempenham importante função estética na composição dos espaços públicos, ao exprimirem as características da linguagem arquitetônica, do estilo e da expressão estética de uma época. No urbanismo moderno, com o edifício isolado no lote, a importância da fachada na morfologia urbana diminui, já que os outros lados do edifício também passam a ser vistos. Deixa de existir a fachada principal dando para a rua, e a orientação do edifício não é mais determinada pela orientação do lote.

As fachadas e as ruas delimitam o espaço do cânion urbano, caracterizado geometricamente pela relação entre a altura das edificações e a largura das ruas (H/W). Essa relação interfere na incidência da radiação solar no cânion e no desempenho térmico do ambiente. Os materiais de revestimento das superfícies das fachadas e do piso, a presença de água e de vegetação também são importantes no balanço da radiação dentro do cânion.

O traçado das ruas regula a disposição dos quarteirões e dos edifícios. É um dos elementos mais identificáveis na forma urbana, e reflete a relação entre o sítio e o espaço construído da cidade, cujo traçado tem importância direta no seu crescimento, ao regular os percursos e a movimentação das pessoas, dos veículos e dos bens. O gesto do traçado na criação das cidades tem um caráter de permanência, que resiste às transformações urbanas.

A praça é considerada um vazio dentro da cidade tradicional, como as ruas. É um lugar de permanência, de encontro, de práticas sociais e comunitárias. A praça, na cidade tradicional, é delimitada pelas fachadas dos edifícios que compõem os seus limites. Quando é delimitada pelas ruas, a praça perde um pouco do seu caráter de espaço fechado e melhor delimitado.

As praças, ruas e avenidas, quando bem arborizadas, são verdadeiros oásis nos centros urbanos, mitigando as condições de desconforto térmico e melhorando as condições ambientais urbanas em climas tropicais.

O espaço urbano pode ser analisado a partir desses elementos morfológicos, e as qualidades ambientais urbanas são determinadas pela forma como eles se relacionam, estruturando o tecido urbano. As relações entre os espaços cheios e vazios, os aspectos geométricos, os materiais de revestimento das superfícies desses elementos vão determinar o desempenho ambiental dos espaços urbanos e o conforto térmico dos indivíduos na cidade.