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TÅLEGRENSER FOR OVERFLATEVANN

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TÅLEGRENSER FOR OVERFLATEVANN

Muitos pensadores trabalharam o problema da arte e sua relação com o fenômeno religioso e o modo de viver essa relação. Hume entendia que o gosto é uma questão particular, individual dos sujeitos e isso implica uma individualidade do gosto humano pela arte, pela religião pelos hábitos.

Deste modo, há diferentes modos de entender a relação da arte, da expressão com a religião e com a cultura em geral.

Heidegger percebe na arte a possibilidade da relação do homem com Deus pois é justamente o poeta quem melhor e o artista, se quisermos, que melhor se

relaciona e se aproxima de Deus. Experienciar não significa “tomar-conhecimento

(HEIDEGGER,M. 2010, p.9.)Experienciar se aproxima muito mais do colocar-se

diante de ou confrontar-se com p.64 (Sich-Auseinander-Setzenmit”) o

experienciado”(HEIDEGGER,2010, p.09).

Segundo Heidegger eunão experiencio a mim mesmo na vida fáctica como um complexo de vivências nem como um conglomerado de atos e processos, nem tampouco como um eu-objeto qualquer em sentido delimitado, mas sim no que realizo, sofro, no que me vem ao encontro, nos meus estados de depressão e euforia, etc...

Ao realizar e sofrer sobre a consequência se pode pensar na criação artística ou na poesia como meio para superar o limite cético imposto por Hume.

Tampoucoexperiencio meu eu em separação, mas, sim, estou sempre atrelado ao mundo ao redor. Esse

experienciar-se-a-si-mesmo não é uma ‘reflexão’ teórica,

nem uma ‘percepção interna’, etc., senão experiência do mundo do si mesmo (HUME, 1973: p. 13).

De maneira alguma podemos esperar que isto se torne imediatamentecompreensível, mas apenas que estas coisas se tornem acessíveis

no processo contínuo do filosofar, que se desenvolve semprenovo. “Aqui estamos

preocupados somente em conseguir o ponto de partida para o entendimento da filosofia ela mesma.”(HUME, 1973: p. 14).

A filosofia só pode ser reprovada por voltar-se constantemente às questões preliminares se o critério para avaliação partir da ideia das ciências, e se for demandado da filosofia a resolução de problemas concretos e a construção de uma visão- de-mundo. Na história da filosofia, foram muitas as tentativas de “elevar a filosofia ao patamar da ciência” (HEIDEGGER,2010, p.4-9).

A vida na sua facticidade é um contexto de significância. Que representa uma forma de ver e se relacionar com o mundo do Dasein. É claro que asignificância pode ser nivelada pela tendência humana à reificação ou ‘objetificação’ – de fato, a tendência à objetificação tem sido postulada na filosofia moderna como a ideia do conhecimento científico ele mesmo.

Entretanto, a objetificação deve ser concebida como a ‘des-vivificação’ da vida.A vida é privada de sua ‘vida’, sua estrutura tendenciosa e as relações de significância com seu mundo. A vida, que facticamente se dá em contextos de significância, existe em ‘situações’”(PÖGGELER, 1985: p.17).

Estas situações representam na verdade modos de expressão do Dasein que é uma unidade, mas se mostra de diferentes formas. Nesse ponto entendemos de modo distinto de todo a fortuna critica ate agora elencada. Entendemos o pensamento de Heidegger como um meio de pensar a ontologia partindo do ser ai que busca uma unidade, ou seja, identificar o sentido do ser e como consequência não existem diferentes períodos em Heidegger. O que existe são temas sendo abordados, mas todos eles convergem para a unidade ontológica.

O problema se coloca claramente quando o próprio Heidegger elenca o

esquecimento do ser. Ora é o caminho do Dasein, do particular ao geral. “Aí a

atitude não está ligada à materialidade das coisas, mas está livre em termos de seus conteúdos materiais.

Também está livre de qualquer ordem de estágios: eu não preciso percorrer asgeneralidades inferiores para ascender gradualmente à ‘generalidade maior’‘objeto em geral’ (HEIDEGGER, 2010: p. 58)

Heidegger aponta um dos problemas do pensamento contemporâneo que mais lhe afeta, a falta de criatividade, os seres deixaram o ser para traz e seguindo os sofistas apenas embelezam seus discursos e a procura pela verdade se perde na teia do palavras que são vazias.

Hoje se sente o histórico com mais força como peso. Ele inicia

nossa ingenuidade de criar. A consciência histórica acompanha continuamente comouma sombra toda tentativa de nova criação.Logo a seguir, se aviva aconsciência da transitoriedade e tira de nós o entusiasmo pelo absoluto. Namedida em que se insistenuma nova cultura espiritual, a consciência históricaneste sentido oneroso deve ser extirpada e, assim, o afirmar-se contra o histórico é mais ou menos uma luta aberta contra a história. (HEIDEGGER, 2010 p. 36).

Para romper este ciclo é imprescindível o retorno ao pensamento de Parmênides especialmente ao caminho ser e sua duas vias. A verdade e o caminho propriamente dito o caminhar.

Isso colocaria novamente o ser no centro de toda a discussão e todo nominalismo resultante do pensamento do segundo Wittegensteinpoderia ser reorganizado em aprimoramento da linguagem que busca uma verdade. E mesmo que nunca a encontro libertaria a teologia das amarras do relativismo e colocá-la- ia em seu lugar de origem, a busca de explicar Deus.

O primeiro caminho postula a norma absoluta como uma realidade superior contra o histórico. O segundo caminho renuncia às normas; ele vê a realidade no histórico ele mesmo, nas ‘culturas’. O terceiro caminho reconhece um mínimo de valores absolutos, mas dados apenas em formas relativas no histórico.A realidade histórica é, em todos os três caminhos, postulada como um

serobjetivo (Heidegger 2010: p. 47-8).

Destes três caminhos, o caminho do ser, o caminhar em busca da verdade e a busca da teologia para explicar Deus, entendemos que é no caminho do ser que deve estabelecer a distinção entre ser e Deus. E esta distinção livraria a teologia ocidental de sua cela, e a colocaria na trilha de Deus. Mas isto não é um caminho místico é um caminho criativo, feito e vivido pelo ser ai, este homem que olha o mundo e precisa construir um sentido.

Um sentido para sua vida, para seu Ser. Por isso que a linguagem não é mera retórica vazia, se quisermos retomar o ser e o sentido, devemos construir uma ontologia que não coloque o ôntico como ontológico, que não coloque o ter acima do ser.

Este processo de construção começa com um método que para Heidegger é a fenomenologia. E partindo de Husserl, mas indo além da suspensão do juízo,e caminhando na direção da construção do sentido Heidegger quer um Ser que não permaneça perdido no muno, mas que faça do mundo uma relação de serese não de coisas.

CAPITULO II.

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