Effekter av kadmiumbelastning på foreldreatferd hos ville lirypehøner
F- spesiering RAIN - Sogndal
Colocar Ficthe no debate pode parecer um tanto desproporcional, mas refletirmos um pouco para o conjunto da obra de Heidegger notaremos que ele rejeita todo tipo de doutrina a priori e universal, não para cair no existencialismo de Sartre, mas para buscar o ser em sua ultima instancia. Assim, debater com Fichte é colocar em pauta a fragilidade do romantismo e da ciência em geral para explicar Deus.
J. G. Fichte (1762-1814), nascido em Rammenau, na Saxônia no ano de 1762, proveniente de uma família modestaele era o primeiro de oito irmãos. Sempre se orgulhou de sua origem popular e camponesa. Menino muito inteligente e de memória notável, ingressou no ginásio de Pforta, porém devido a sua condição precária no campo financeiro esse período é muito difícil. Consegue ingressar na universidade de Jana em 1780, porém os proventos financeiros da família eram muito restritos o que o obrigava a lecionar aulas particulares para conseguir sobreviver.
No entanto, em 1790 ocorreu um fato que mudaria totalmente a vida de Fichte. Porque um estudante lhe pediu aulas particulares sobre Kant obrigado a estudar Kant, Fichte dedicou-se por inteiro a análise da obra do pequeno grande homem de Königsberg, cujo pensamento era desconhecido para ele até então. Esse foi o período mais feliz de sua vida porque a afirmação kantiana acerca da
liberdade o arrebatou de tal maneira que ficou muito entusiasmado, mas o que lhe aprouvera melhor fora a filosofia moral de Kant.
Os escritos filosóficos de Fichte não são de fácil compreensão por isso o autor escreveu alguns textos dedicados aos leigos. Um desses textos é de 1797 e se intitulava Primeira introdução à doutrina da ciência. Esse escrito parece muito importante porque ilustra as origens éticas do pensamento de Fichte, e indica as ilações que ele extraiu daquela afirmação da liberdade que encontrou em Kant e que tanto o impressionara.
Por meio desta introdução procuramos apresentar o pensamento fichtiano para indicar os motivos obscuros que estão escondidos nas abstrações da
doutrina da ciência.
Segundo o autor, não podemos inferir algo que tenha apenas o caráter especulativo sem poder existir de modo efetivo. Por isso, a doutrina da ciência não é algo que existe de maneira independente de nós. Muito pelo contrário, é algo que só pode existir e ser produzido pela liberdade de nosso espírito, atuando segundo uma direção determinada, caso essa liberdade de espírito exista.
Deste modo, a doutrina da ciência deve ser uma ciência da ciência em geral. Toda a ciência possível tem um princípio, que não pode ser demonstrado no seu interior, mas tende ser posto anteriormente, ou seja, deve serverdadeiro antecipadamente. Com isso, a doutrina da ciência tem duas coisas à fazer: fundar a possibilidade dos princípios em geral, ou seja, mostrar como, em que medida, sob que condições e talvez em que graus algo pode ser certo e o que quer dizer ser certo. A segunda coisa a fazer é demonstrar em particular os princípios de todas as ciências possíveis, porque esse princípio não pode ser demonstrado no interior delas mesmas.
Toda ciência, que não seja uma única proposição, possui forma sistemática. Ou seja, um sistema é fundamentado no EU, e por isso possuí decorrências necessárias, não podendo existir nada que esteja concatenado fora
do sistema. Deste modo, recai sobre a doutrina da ciência universal a incumbência de fundar a forma sistemática de todas as ciências possíveis.
A doutrina da ciência é uma ciência, por isso ela deve ter um princípio que não pode ser demonstrado. Essa proposição ou principio é certa e não pode ser superada por nenhuma outra proposição. Portanto, esta proposição que fundamenta a doutrina da ciência acompanha todo o saber, está contida em todo saber, e todo saber a pressupõe.
A doutrina da ciência deve ter uma forma sistemática própria. Por conseguinte a doutrina da ciência deve ter a sua própria forma e deve fundá-la em si mesma.
Para elucidar o que afirmamos tomamos como exemplo o ouro, ou seja, quando dissemos que o ouro é um corpo, nesta expressão está pressuposta a existência de um conteúdo e de uma forma.
Portanto, nenhuma proposição pode ser verdadeira sem conteúdo ou sem forma. Ou seja, tem de haver algo de que se sabealgo ealgo que se sabe desse algo. Portanto, toda a proposição da doutrina da ciência tende ter conteúdo e forma. Deste modo,várias podem ser as proposições, mas apenas um é o princípio da doutrina da ciência, ou seja, o próprio EU. Por isso, o princípio deve ser um só, pois se fosse mais de um perderia a sua identidade e A não seria mais igual aA.
Caso haja várias proposições nadoutrina da ciência, então todas as proposições devem ser determinadas enquanto forma e conteúdo, pelo princípio fundamental. Portanto, a doutrina da ciência determina por si mesma, a forma de seu todo.
A doutrina da ciência tem validade necessária para o seu conteúdo, porque o princípio absolutamente primeiro é imediatamente certo, ou seja, sua forma só caminha para o seu conteúdoe seu conteúdo somente caminha para sua forma.
No entanto, não basta a doutrina da ciência dar um fundamento para si mesma. Ela deve conceder um fundamento à todas as ciências possíveis, e garantir, além da forma, a validade dessa forma.
Segundo Fichte,se nossa proposição é correta e há um princípio absolutamente primeiro de todo o saber, o conteúdo dessa proposição fundamental teria de ser aquele que contivesse, em si todo o conteúdo possível, mas por sua vez não estivesse contido em nenhum outro conteúdo. Ou seja, seria o conteúdo pura e simplesmente, o conteúdo absoluto.
Pressupor a existência da doutrina da ciência é pressupor que no saber humano há efetivamente um sistema. Desta forma, é possível demonstrar que existe um princípio absoluto da doutrina da ciência .
Mas se indagarmos sobre o fundamento do saber humanopercebemos a sua fragilidade. Porque as certezas obtidas sempre são muito precárias.
Deste modo, caso não tenhamos uma certeza o nosso conhecimento não passaria de uma concha de retalhos. Ou seja, diariamente teríamos de esperar que se manifeste uma nova verdade inata. E por isso não seria necessário um fundamento único da doutrina da ciência.
No entanto, se é, como afirmamos, necessário um fundamento único para as ciências em geral, todas elas devem estar firmadas em um único elo comum, que se sustenta por sua própria força e o próprio sistema.
Por tudo isso, não é possível afirmar que tal sistema ou princípio não existe porque não foi encontrado. Isto seria uma arrogância tamanha que nem mereceria refutação. Portanto, um princípio que só existe por si mesmo é que pode fundamentar o saber no EU. Por conseguinte pode derivar um sistema verdadeiro e coerente. Desta forma o saber é sistemático porque se funda no próprio EU. Ou seja, o EUé o primeiro e único saber de todas as ciências. Com isso, a doutrina da ciência é o fundamento da lógica. Portanto, conteúdo e forma estão juntos e no
caso especifico da lógica a forma é o próprio conteúdo dela. Por causa disso ela é uma ciência particular que se preocupa com a forma do saber.
Deste modo, a fenomenologia da vida Religiosa de Heidegger quer evidencia a vivencia da fé nos seres individuais e na busca ultima da revelação conforme muito bem aponta nas cartas que ele comenta no texto.
Nem o ceticismo de Hume e tampouco o idealismo de Fichte podem colocar sombra sobre sua critica a ontoteologia que Heidegger funda em Parmênides apontando a distinção entre ser e Deus. Logo, a fenomenologia da religião ganha espaço e desenvolve em terreno fértil, embora a academia a acuse de falta de objeto.
A religião52 vista como um modo para revelar Deus coloca o homem mais
perto da verdade. A crítica dura de Heidegger ao Cristianismo de sua época é plenamente compreensível se consideramos que toda a teologia fundada no ser pôs o homem na prisão das coisas. Ao estar preso ao ente permanecemos totalmente alijados da busca pelo ser e sua verdade ultima.
52 Entendida como pratica da Fé, para ver a controvérsia em MORA a religião pode ser entendida