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Systemrisiko og virkemidler

Neste item exploraremos referências da quantidade de espaço físico de solo dedicada aos carros em relação aos demais espaços físicos da cidade.

No que diz respeito ao espaço viário, considerando que o carro transporta poucas pessoas e os ônibus muitas, há uma justa distribuição de espaço físico requerido pelas pessoas transportadas? Existe uma quantidade padrão de espaço para os carros em relação aos outros meios de transporte?

Com a exemplificação da Figura 1.8 podemos interpretar que a predominância de uso de carros em relação aos demais meios de transporte faz requerer mais espaço de circulação, no caso de novas urbanizações, e tende a reprimir o espaço de cir- culação dos demais meios de transporte em áreas urbanizadas.

Figura 1.6 Esquemas de acessibili- dade em sistema viário hipotético. Fonte: (MEDEIROS, 2006, p.102).

Figura 1.7New Road (Brigthon/En- gland) antes e depois. Fonte: (GEHL, 2010, p.15).

Petersen (2002) sugere algo afim à nossa interpretação anterior e lança luz para alguns de seus efeitos.

[...] Os requerimentos de espaço para um determinado modo de transporte reduzem o espaço disponível para os demais e impõem barreira ao seu uso. Quanto maior for a extensão e largura das vias, menor será a acessibilidade a pé e em bicicletas. Por outro lado, as vias exclusivas de ônibus reduzem o espaço dos outros modos motorizados, o que desestimula o uso dos carros. Adicionalmente, a introdução de vias de trânsito rápido, por exemplo, favo- recem a reorientação do uso e ocupação do solo, levando ao aumento das distâncias nas viagens. (PETERSEN, 2002, p.18, tradução nossa 5)

Paradeda (2014) denuncia a ineficiência do carro, em termos de capacidade de transporte versus ocupação física do espaço, e Cardoso e Senna (2012) ressaltam a comparação com o transporte público, demonstrando sua maior atratividade em relação aos carros:

Em termos de incidência do uso as vias, o transporte público demonstra ser uma alternativa atraente. Num exercício simples, para efeito ilustrativo, considerando uma via com duas pistas, uma destinada exclusivamente para ônibus e outra exclusivamente para automóveis, teremos uma grande diferença nas capacidades de transportar pes- soas em cada uma delas. Aquela destinada a automóveis considerando que cada automóvel transporta, em média, 1,6 passageiros, e que a capacidade máxima da via é de 1.200 veículos por hora (andando a uma velocidade média de 30 km/h) tem capacidade de transportar aproximada- mente 1.920 pessoas por hora. Já aquela destinada para ônibus, considerando que cada ônibus (também a uma velocidade média de 30 km/h) transporta, em média, 25 pessoas, tem capacidade para transportar 12.500 pessoas por hora. (CARDOSO e SENNA, 2012, p.171)

Para Echavarri (2005), é de máximo interesse avaliar o grau de aproveitamento de espaço físico por cada um dos meios de transporte, dada a escassez de solo disponível em áreas densa- mente urbanizadas.

Os dados são conclusivos e incontestáveis, o carro cons- titui-se como o meio de transporte com menor aprovei-

5Los requerimientos de espacios para un

modo reducen el espacio disponible para los otros e imponen barreras a su uso. Más y más amplios caminos reducen la accesibilidad de los destinos a pie o en bicicleta. Por otro lado, los carriles de buses reducen el espacio para los otros vehículos a motor, lo que desalienta el uso del automóvil. Segundo, mejores condiciones para modos más rápidos inician reorientación espacial de ciuda- danos e interesados comerciales lo que lleva a distancias de viajes aumentadas.

Figura 1.8 Comparação de uso do espaço de solo por um mesmo nú- mero de pessoas em carros, ônibus e bicicletas. Fonte: (GEHL, 2010, p.15).

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tamento do solo, ou, em outras palavras, o carro é o meio de transporte que mais requer espaço de solo: três vezes mais que o a pé ou em bicicletas, seis vezes mais que o ônibus e quinze vezes mais que um trêm metropolitano (ECHAVARRI, 2005, 7-8, tradução nossa 6)

A União Internacional de Transporte Público – UITP - de- fende que o transporte público permite um uso mais eficiente do sistema viário. Para tanto, mostra que a relação entre uso do transporte público e espaço viário a ele destinado é inversa: onde o transporte público é mais utilizado em áreas metropoli- tanas, menor porcentagem de área em relação ao total da área urbanizada é destinada a ele.

Alguns autores se dedicaram a apresentar referências so- bre a quantidade de espaço físico requerido pelo sistema viário nas cidades. A Organização de Cooperação e de Desenvolvimen- to Econômico – OCDE – estimou que entre 25 e 30% do espaço urbano é dedicado a infraestruturas de transportes e Eduardo Vasconcellos estimou que essa razão seria de 21% para o caso de São Paulo e 20% em cidades de países em desenvolvimento (VIALLE, 2012, p.17-8, 24).

Outros autores se dedicaram a apresentar referências sobre a quantidade de espaço físico requerido para a circulação dos diferentes meios de transporte nas cidades.

Os dados da Tabela 1.3 comparam o espaço de rua e estacionamento requeridos em viagens ao trabalho com dura- ção de 20 minutos em diferentes modos de transporte, medidos em metros quadrados por minutos. Eles incluem, assim, o fator tempo, que permite verificar a ociosidade de um determinado espaço viário em função da hora do dia. Os dados indicam que a ocupação de espaço pelos carros, quando parados, pode ser 20 vezes maior em relação aos pedestres, 10 vezes maior em rela- ção às bicicletas e 10 vezes maior em relação aos ônibus.

participação do transporte público

raz

ão en

tr

e solo urbaniz

ado e solo viário

Figura 1.9 Área utilizada em função da participação do transporte públi- co. Fonte: (UITP, 2015, p.8).

6Los datos son concluyentes e incontes-

tables, el vehículo privado constituye el medio de transporte con el más bajo aprovechamiento del suelo o, lo que es lo mismo, el vehículo privado es la forma de desplazamiento más exigente en ocu- pación de suelo: tres veces más que el desplazamiento a pie o en bicicleta, seis más que el autobús y 15 veces más que en ferrocarril metropolitano .

Os dados da Tabela 1.4 apresentam a demanda de espaço físico em um determinado espaço de tempo, em condições de fluidez para cada um dos meios de transporte, segundo suas ve- locidades médias e a largura de via hipotética. Eles incluem como fator de comparação o usuário. Nesse caso, verificamos que um usuário de carros pode chegar a demandar mais que 67 vezes o espaço de um pedestre, mais que 5 vezes o espaço de um ciclista e mais que 31 vezes o espaço de um usuário de bonde/VLT.

A Tabela 1.5 compara os valores anteriores, segundo suas fontes.

Modo (pass./h/faixa)Capacidade Velocidade (km/h) Demanda de espaço (m²/pass.)

Pedestre

23.500

4,7

0,7

Bicicleta

5.400

12

8

Motocicleta

2.400

12

17,5

Carro - rua urbana

1.050

12

40

Carro - via expressa

3.000

40

47

Ônibus - 55 lugares

7.700

10

4,5

Ônibus ou VLT - 150 lugares

18.000

10

2

VLT - 250 lugares

24.000

10

1,5

Metrô

40.000

25

2,5

Tabela 1.4 Espaço físico requerido por diferentes meios de transporte em condições particulares de opera- ção. Fonte: Petersen, 2002, p.10.

Kodukula, 2011 Petersen, 2002

parado movimento parado movimento

Pedestre 1 3 - 0,7 Bicicleta 2 9 - 8 Motocicleta - - - 17,5 Ônibus 2 2 - 4,5 Carro (baixa velocidade) 10 30 - 40 Carro (alta velocidade) 20 300 - 47 Bonde/VLT - - - 1,5 Trem - - - -

Tabela 1.5 Espaço viário médio por usuário requerido quando em dife- rentes meios de transporte. Elabora- ção própria.

Modo Parado (m²) Em movimento (m²) Espaço dinâmico (m²/min.)

Estacionamento dinâmico

(m²/min.) total (m²/min.)Área dinâmica

Pedestre - 5 km/h

1

3

120

x

120

Bicicleta - 15 km/h

2

9

360

960

1.320

Ônibus - 25 km/h

2

2

80

x

80

Tabela 1.3 Espaço físico requerido por meio de transporte. Fonte: (KO- DUKULA, 2011, p.5). 7

7 Identifica-se que para o cálculo do

espaço dinâmico foram consideradas as viagens de ida e de volta. Para o cálculo do estacionamento dinâmico foi consi- derada uma permanência de 480m (8h) que corresponde a uma jornada diária de trabalho.

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Vialle definiu a ocupação de espaço público destinado aos