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Et system med flere sykluser

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5.2 Kollaps og reorganisering

5.2.1 Et system med flere sykluser

Na construção do instrumento de coleta, foram seguidos os passos sugeridos por DeVellis (2003), os quais consistem em: especificar o que se pretende medir, gerar a maior quantidade possível de itens, solicitar aos especialistas no assunto que revisem e contribuam quanto à clareza, relevância e exatidão dos itens propostos, determinar o tipo de escala a ser utilizada para a avaliação dos itens, incluir, excluir e aperfeiçoar os itens, bem como otimizar o tamanho da escala, no sentido de facilitar seu preenchimento pelos respondentes.

Segundo DeVellis (2003), a construção do instrumento de coleta é um componente essencial para a qualidade das respostas encontradas, assim, as variáveis de interesse devem ser relativamente amplas (inicialmente). Ainda conforme o autor, quanto maior o número de pesquisadores que conhecerem um fenômeno no qual estejam interessados, bem como as relações abstratas que existem entre os construtos hipotéticos e as ferramentas quantitativas disponíveis, mais munidos eles estarão para desenvolver escalas confiáveis, válidas e usáveis.

De posse de todas as informações apresentadas partiu-se para a construção efetiva da escala, elaborada a partir de categorias extraídas da revisão de literatura e da análise de conteúdo das entrevistas em profundidade com especialistas e usuários do consumo colaborativo. Os itens foram divididos em oito grandes dimensões: economia de custos, conveniência, consciência socioambiental, crença no bem comum, identidade social, confiança, risco e intenção de uso.

Considerando os objetivos específicos do estudo, dentre eles o de identificar o impacto dos valores pessoais no consumo colaborativo, o instrumento de coleta de dados incluiu além das medidas de consumo colaborativo propostas nesse estudo:

(a) a escala Portrait Questionnaire Value (PQV) de Schwartz (1992) para composição da verificação dos valores pessoais, na versão validada no contexto brasileiro por Tamayo e Schwartz (1993) contendo 21 itens de mensuração;

(b) questões relacionadas a variáveis que compõe a base para caracterização do perfil dos participantes, bem como variáveis de motivação, perfil de uso e estilo de vida dos consumidores.

 Escalas utilizadas

Conforme já mencionado na Fundamentação Téorica, existem poucas pesquisas focando a busca de uma compreensão mais profunda sobre o comportamento do indivíduo com relação ao consumo colaborativo, principalmente se considerado o contexto Brasileiro. Por esse motivo, nesse estudo, para cumprir o objetivo maior de construir e testar uma escala para mensuração do consumo colaborativo, os itens das dimensões analisadas vieram de fontes distintas.

Importante ressaltar que a geração de itens, por vezes, demanda da possibilidade de adaptações das escalas originais, o que pode provocar uma situação de risco potencial em mesclar itens derivados de contextos distintos (BRASIL, 2005). Ainda assim, salienta-se que a opção de utilizar escalas distintas não comprometeu o rigor com os procedimentos para a operacionalização e validação do instrumento, que serão posteriormente apresentadas.

A maioria dos itens da escala proposta, referentes às dimensões de economia de custos, conveniência, consciência socioambiental, crença no bem comum, identidade social, confiança, risco e intenção de uso, foram adaptados principalmente dos estudos de Hamari e Ukkonen (2013), Shaefers (2012), Lamberton e Rose (2012), Ornelas (2012), tendo respaldo nos resultados das entrevistas em profundidade.

Os itens dos estudos que não possuíam versão na Língua Portuguesa - Hamari e Ukkonen (2013), Shaefers (2012), Lamberton e Rose (2012) - passaram por um processo de tradução para o português, levando em consideração a distinção entre os estudos originais e o estudo proposto. Posteriormente, dois acadêmicos de marketing e um especialista de mercado avaliaram a compreensão de cada um dos itens traduzidos.

Em síntese, o conjunto de variáveis utilizadas para cada construto e suas respectivas fontes são apresentadas no Anexo C.

 Escala proposta

Neste estudo a geração dos itens iniciais da escala, conforme já mencionado, se deu primeiramente por meio da revisão das principais escalas existentes sobre consumo colaborativo e entrevistas em profundidade. Logo, procedeu-se com o processo de confirmação da estrutura teórica da escala através de conversas pessoais por telefone com três experts da área de marketing e dois experts no tema consumo colaborativo no Brasil, a fim de receber suas contribuições.

Como principais contribuições dos experts nessa etapa foi sugerido: a adequação de alguns itens em dimensões teóricas diferentes daquelas propostas originalmente, a eliminação de itens pela redundância aparente de conceito em certos indicadores dentro de uma mesma dimensão e a construção de forma mais ampla de determinados itens, como forma aumentar a qualidade ao estudo.

Além disso, os experts auxiliaram na escolha de uma nova grafia para algumas variáveis de forma que fossem melhor compreendidas pelos futuros respondentes da pesquisa. A incorporação da sugestão dos experts deu-se através de uma reavaliação dos indicadores, análise mais profunda das entrevistas e revisão de literatura.

Considerando e esclarecido o processo de formação da escala, apresenta-se, no Quadro 6, a primeira versão da escala multi-item para mensurar o construto de consumo colaborativo.

Quadro 6 – Escala Proposta para Mensuração do Consumo Colaborativo (continua)

Dimensão Código e indicadores* adaptado de Referência,

Ec

onomi

a de

c

ustos

CC1 Eu utilizo o serviço de compartilhamento de carros porque possibilita a redução dos meus custos.

Hamari, Ukkonen (2013); Ornelas (2012)

CC2 Participar do compartilhamento de carros me beneficia financeiramente.

Hamari, Ukkonen (2013)

CC3 Eu utilizo o compartilhamento de carros porque é mais barato do que outros meios de transporte.

Shaefers (2012)

CC4 Eu utilizo o compartilhamento de carros porque eu pago apenas pelo tempo de uso.

Proposição original da autora C onve niênc ia

CC5 Eu aprecio utilizar o carro compartilhado e não precisar me preocupar com garagem e ou estacionamento.

Lambert e Rose (2012); Ornellas (2012); Shaefers (2012)

CC6 Eu valorizo não precisar me preocupar com os horários do transporte coletivo (ônibus, metrô, trem, balsa, catamarã) para meus deslocamentos.

Proposição original da autora

CC7 Eu valorizo não precisar me preocupar com o abastecimento do carro.

Proposição original da autora

CC8 O compartilhamento de carros permite que eu tenha sempre um veículo disponível para uso quando eu precisar.

Lamberton e Rose (2012)

CC9 Prefiro a liberdade de utilizar o meu carro a qualquer momento do que usar um carro compartilhado. *

Quadro 6 – Escala Proposta para Mensuração do Consumo Colaborativo (continuação)

Dimensão Código e indicadores* adaptado de Referência,

CC10 A possibilidade de utilizar diferentes modelos de veículos, de acordo com a minha necessidade, é um atrativo do compartilhamento de carros.

Ornellas (2012), Lamberton e Rose (2012)

CC11 Utilizar o carro compartilhado me poupa tempo.

Hamari, Ukkonen (2013)

CC12 Eu aprecio a comodidade de utilizar o carro compartilhado nos deslocamentos que realizo.

Efthymiou, Antoniou, Waddell (2013) C onsc iênc ia soc ioambienta

l CC13 O uso do carro compartilhado É um modo

sustentável de consumo.

Hamari, Ukkonen (2013)

CC14 O uso do carro compartilhado reduz o consumo dos recursos naturais.

Lamberton Rose (2012)

CC15 Utilizar os serviços de compartilhamento de carros significa pensar em prol do meio ambiente. Hamari, Ukkonen (2013) C re nç a no b em comum

CC16 Deixar um carro parado e sem uso (ocioso) na maior parte do dia me parece inadequado.

Lamberton e Rose (2012)

CC17 Utilizar os serviços de compartilhamento de carros significa pensar em prol do próximo e da comunidade.

Proposição original da autora

CC18 Eu me sinto bem quando compartilho

recursos e evito o consumo excessivo. Ozanne (2010)

Ide nti da de S oc ial

CC19 Usar o compartilhamento de carros me permite fazer parte de um grupo de pessoas com interesses semelhantes.

Lamberton e Rose (2012)

CC20 Usar o compartilhamento de carros melhora a minha imagem perante a comunidade e sociedade

Hamari, Ukkonen (2013)

CC30 Eu me sinto aceito perante a comunidade e sociedade quando faço uso do compartilhamento de carros. Malone, Pillow, Osman (2012) C onfia nç a

CC21 Eu confio no modelo de operação do compartilhamento de carros.

Lamberton e Rose (2014); Fioravanti (2013)

CC22 Eu confio nos serviços de compartilhamento

de carros que eu utilizo. Lamberton e Rose (2014); Fioravanti (2013)

CC23 Eu confio nos membros que participam do

programa de compartilhamento de carros. Lamberton e Rose (2014) CC24 O serviço de compartilhamento de carros é

Quadro 6 – Escala Proposta para Mensuração do Consumo Colaborativo (conclusão)

Dimensão Código e indicadores* adaptado de Referência,

R

isco

CC25 Eu temo não poder utilizar o carro compartilhado na hora em que eu precisar usá-lo.*

Lamberton e Rose (2012)

CC26 Eu temo não conseguir me familiarizar com os controles e comandos de carros diferentes a cada vez que eu utilizá-los. *

Lamberton e Rose (2012)

CC27 Eu temo que o carro não esteja em condições de uso (manutenção, limpeza) na hora em que eu precisar usá-lo.*

Proposição original da autora

CC28 É inconveniente ter que reservar o carro em toda a vez que eu precisar usar. *

Lamberton e Rose (2012)

CC29 É inconveniente procurar o ponto de retirada do carro. * Lamberton e Rose (2012) Inte nç ão d e uso

CC31 Utilizar um carro compartilhado ao invés de transporte privado (como veículo próprio ou taxi) nos meus deslocamentos de rotina no próximo mês

Proposição original da autora

CC32 Utilizar um carro compartilhado ao invés de transporte público (como ônibus, metrô ou trem) nos meus deslocamentos de rotina no próximo mês.

Proposição original da autora

CC33 Abrir mão da aquisição de veículo particular devido ao uso do carro compartilhado.

Ornelas (2012); Shaheen, Sperling, Wagner (1998) CC34 Utilizar o carro compartilhado com mais

frequência, se houver pontos de retirada (POD) mais próximos da minha residência

Proposição original da autora

CC35 Utilizar o carro compartilhado com mais frequência se o custo, comparado ao uso de taxi, for semelhante.

Proposição original da autora

CC36 Participar de outros programas de compartilhamento de bens ou serviços como, por exemplo, bicicletas, hospedagem, espaços de trabalho (coworking), etc.

Lamberton Rose (2012); Hamari, Ukkonen (2013) * itens reversos

Fonte: A autora (2015).

Todos os itens da escala foram medidos a partir de escalas tipo Likert, com sete pontos e legendados nos extremos. Com exceção da dimensão “Intenção de uso”, que foi mensurada com o uso de escala de probabilidade (“1- Muito improvável até 7- Muito Provável”). Em todas as demais dimensões foram utilizadas escalas de concordância (“1- Discordo Totalmente até 7- Concordo Totalmente”).

Escalas dessa natureza vêm sendo amplamente utilizadas nas ciências sociais e têm uma relação lógica com as discriminações psicológicas que a maioria dos consumidores pode fazer com relação a um atributo (ROSSITER, 2002). Além disso, são muito empregadas em estudos que utilizam a modelagem de equações estruturais (BYRNE, 2010).

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