8 NAVs bidrag til kvalifisering og sysselsetting av innvandrere
8.1 Bruk av arbeidsmarkedstiltak .1 Deltakelse i de ulike tiltakene
8.1.5 Sysselsettingsutvikling etter tiltaksdeltakelse for arbeidssøkende innvandrere
Bogdan e Biklen (1994) referem que “O plano geral do estudo de caso pode ser representado como um funil. Num estudo qualitativo, o tipo adequado de perguntas nunca é muito específico. O início do estudo é representado pela extremidade mais larga do funil: os investigadores procuram locais ou pessoas que possam ser objecto do estudo ou fontes de dados e, ao encontrarem aquilo
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que pensam interessar-lhes, organizam então uma malha larga, tentando avaliar o interesse do terreno ou das fontes de dados para os seus objectivos” (p. 89). Os estudos de caso podem aglutinar uma ampla variedade de fontes de informação, seja através de entrevistas, de dados de arquivo, dados de inquéritos, etnografias e observações (Eisenhardt, 2007).
O método de recolha de dados primários utilizado corresponde à entrevista em profundidade com questões direcionadas a cada uma das unidades de análise que fazem correspondência aos nove blocos do Business Model Canvas (Osterwalder & Pigneur, 2010), desenvolvida de forma semiestruturada e dirigida a Shriti Laxmidas, New Business Support Director da Farfetch, cujo documento de apoio à entrevista (guião) consta do Apêndice (documento 1A).
Os métodos de entrevista “permitem ao investigador retirar das entrevistas informações e elementos de reflexão muito ricos e matizados” (Quivy & Campenhoudt, 1995, p. 192). “Instaura-se, assim, em princípio, uma verdadeira troca, durante a qual o interlocutor do investigador exprime as suas percepções de um acontecimento ou de uma situação, as suas interpretações ou as suas experiências, ao passo que, através das suas perguntas abertas e das suas reacções, o investigador facilita essa expressão, evita que ela se afaste dos objectivos da investigação e permite que o interlocutor aceda a um grau máximo de autenticidade e de profundidade” (Quivy & Campenhoudt, 1995, p. 192).
Na entrevista semiestruturada “o investigador dispõe de uma série de perguntas- guia, relativamente abertas, a propósito das quais é imperativo receber uma informação por parte do entrevistado” (Quivy & Campenhoudt, 1995, p. 192). A entrevista é uma forma eficiente de recolha de dados empíricos substanciais, contudo são passíveis de provocar a sensação de que os dados são tendenciosos pela gestão de “impression management”, ou seja a gestão de uma possível influência sobre as perceções do caso e “retrospective sensemaking”, que corresponde ao conhecimento do caso colocado em retrospectiva (Eisenhardt, 2007).
A entrevista permite conhecer e perceber outras perspetivas, descrições e interpretações, espelhando os múltiplos pontos de vista do caso (Stake, 1995). “(…) é utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito,
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permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspetos do mundo” (Bogdan & Biklen, 1994, p. 134). A entrevistada aceitou colaborar em representação da empresa, no desenvolvimento do estudo de caso que integra a presente dissertação. Para tal, foram realizadas duas reuniões-piloto, onde foi exposto o propósito do estudo e decidida a operacionalização do mesmo, e três entrevistas realizadas a 2015/08/14, 2015/08/21 e 2015/09/11.
O instrumento (documento de apoio 1A que consta do Apêndice) contempla questões que permitem esclarecer e dar resposta a cada uma das proposições de estudo formuladas que correspondem diretamente aos nove blocos constitutivos do Canvas (unidades de análise).
De referir que, sendo a Farfetch uma empresa que está a vivenciar um crescimento exponencial no momento, sendo constantemente assediada pela comunicação social nacional e internacional assim como pelo âmbito académico, os contactos exploratórios, pautaram-se por uma grande dificuldade de resposta e aceitação na colaboração. Tal, deve-se às restrições que a própria empresa tem incutido na informação que é divulgada.
Dados estes constrangimentos, é de realçar a concretização deste estudo que apresenta um grau de profundidade elevado, que não teria sido possível sem a disponibilidade e o know-how de Shriti Laxmidas que se revelou essencial para atingir o objetivo de dar resposta às proposições levantadas.
Shriti Laxmidas integrou os quadros da Farfetch em 2010 com o cargo de
Business Mangement Director, que desempenhou até Outubro de 2014. Durante
este período, liderou o departamento de Account Management e restante rede de apoio às boutiques; foi responsável pelo desenvolvimento e divisão em áreas autónomas de departamentos-chave, como o Customer Service, Fraud
Management e Transports Logistics e implementou operações-chave assim como
programas comerciais no âmbito da área da gestão.
Atualmente exerce o cargo de New Business Support Director, sendo responsável pela criação de novas equipas de negócio e pelo lançamento de operações em mercados internacionais, mais recentemente no Japão, Austrália e Hong Kong, integrando-as no core business da Farfetch.
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No que concerne às fontes secundárias, estas complementaram e validaram a informação obtida nas entrevistas. Os dados secundários utilizados foram recolhidos essencialmente do site oficial da Farfetch, da imprensa com notícias de relevo, de artigos cuidadosamente selecionados e reportagens a colaboradores com cargos de relevo na empresa. Também de referir que foi útil assistir a várias palestras e conferências da empresa, assim como as visitas às instalações da empresa ocasionadas pelas reuniões e entrevistas desenvolvidas, o que permitiu assistir às dinâmicas de trabalho da Farfetch.
A conjugação de dados primários e secundários foi elaborada com recurso à triangulação que corresponde à utilização de uma multiplicidade de fontes no mesmo estudo (Carmo & Ferreira, 1998). A triangulação significa a conjunção no mesmo estudo de metodologias, teorias, investigadores ou dados (Carmo & Ferreira, 1998). “A combinação de dados permite ao investigador compensar a fraqueza de um método com as forças de outro” (Malhotra, 1999, p. 144).
No âmbito da intersecção e convergência de dados foram levadas a cabo várias sessões de brainstorming que resultaram na elaboração de uma tela Canvas (Osterwalder & Pigneur, 2010), em formato A0, cuja fotografia consta do Apêndice (Figura 36).
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