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Iniciando com uma síntese do histórico apresentado no sítio eletrônico de Santa Catarina, são apresentados os principais fatos que marcaram a história do Estado e resultaram na sua formação atual.

Quanto à denominação do Estado de Santa Catarina, há divergência entre autores. Alguns acreditam que o nome possui origem em uma homenagem à esposa de Sebastião Caboto – expedicionário italiano, a serviço da Espanha – que se chamava Catarina Medrano. Outros autores afirmam que se trata de uma homenagem à Santa Catarina de Alexandria (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011).

Acerca do início do povoamento catarinense, Piazza e Hübener (2003, p. 24) relatam que “está intimamente ligado, nos seus primórdios, aos interesses de navegações portuguesas e espanholas que tiveram o nosso litoral como ponto de apoio para atingirem principalmente a região do Rio da Prata”. Portanto, a ocupação do Estado se deu basicamente por parte dos desertores e sobreviventes de naufrágios dessas expedições.

Os bandeirantes paulistas expandiram suas áreas de influência no Brasil, durante o período de domínio espanhol, para captura de índios, tendo assim as primeiras fundações

vicentistas no Estado. Esse processo deu início ao povoamento do litoral catarinense, com a fundação, primeiramente, de São Francisco do Sul, seguida por Desterro (atual capital catarinense, Florianópolis) e Laguna (LUZ, 2000, p. 32). Nota-se um primeiro interesse no litoral, principalmente por se encontrar em uma zona estratégica das navegações.

Após esse primeiro momento de ocupação litorânea, o povoamento do interior, segundo Piazza e Hübener (2003, p. 54), teve início com o comércio pecuarista do Rio Grande do Sul para as regiões mineradoras de São Paulo e Rio de Janeiro, assim foi aberto “o caminho do sul”. Lages foi fundada, e seu surgimento relacionou-se “não só com a proteção dos habitantes da região, mas com o desenvolvimento da agricultura e das fazendas de gado e também como elemento estratégico contra a investida dos espanhóis” (PIAZZA; HÜBENER, 2003, p. 59), sua ligação ficou por conta da Serra do Rio do Rastro. Santa Catarina começa a estabelecer-se no cenário nacional, pois se tornou ponto de ligação com o Rio Grande do Sul e fornecedor para os grandes centros do País.

Passados os conflitos territoriais entre Portugal e Espanha, outros povos europeus migraram para Santa Catarina com o objetivo de colonizar a região. Os alemães chegaram a Santa Catarina, ocuparam os vales e planaltos e foram responsáveis pela fundação de cidades como São Pedro de Alcântara, Blumenau e Joinville. Os italianos se instalaram basicamente ao sul do Estado de Santa Catarina e criaram cidades como São João Batista, Criciúma e Tubarão. Os eslavos vieram a Santa Catarina e ocuparam o meio-oeste catarinense (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011).

O movimento separatista da Guerra dos Farrapos, iniciada no Rio Grande do Sul, possui passagem no território catarinense com destaques para a atual cidade de Laguna e para heroína catarinense Ana Maria de Jesus Ribeiro – a Anita Garibaldi – esposa de Giuseppe Garibaldi, que juntos lutaram pelos ideais farroupilhas (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011).

Após a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, nomeou-se como governador do Estado Tenente Lauro Severiano Müller (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011). A primeira Constituição Federal do Brasil foi promulgada em 1891, seu art. 1° determinou que “a Nação brasileira adota como forma de Governo, sob o regime representativo, a República Federativa, (...), e constitui-se, por união perpétua e indissolúvel das suas antigas Províncias, em Estados Unidos do Brasil” (BRASIL, 1891), ficando estabelecida a união dos estados autônomos. Santa Catarina torna-se então um estado. No

mesmo ano foi assinada a Constituição do Estado de Santa Catarina, na qual ficou eleito o governador que já atuava, Lauro Müller (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011).

Atualmente, o Estado de Santa Catarina encontra-se situado no centro da Região Sul do Brasil. Sua área total é de 95,7 mil km² (IBGE, 2010), distribuída entre 293 municípios. Sua capital, Florianópolis, é uma das três capitais insulares do país.

Figura 1: Principais regiões do Estado de Santa Catarina.

Fonte: GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (2011).

Como se observa no mapa, o Estado encontra-se dividido em oito regiões: Litoral, Nordeste, Vale do Itajaí, Planalto Norte, Planalto Serrano, Sul, Meio-Oeste, Oeste. E as principais cidades, respectivamente, são: Florianópolis, Joinville, Blumenau, São Bento do Sul, Lages, Criciúma, Joaçaba e Chapecó (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011).

Segundo o último censo demográfico, Santa Catarina possui 6.248.436 de habitantes (IBGE, 2010). A principal origem do seu povo é européia, o que contribuiu tanto para cultura quanto para o desenvolvimento do Estado. Santa Catarina oferece aos seus residentes elevados índices de qualidade de vida, educação, crescimento e renda per capita. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Estado possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,8400 e fica na segunda posição nacional (PNUD, 2005).

Sob o aspecto econômico, Santa Catarina possui aproximadamente um PIB R$ 123.283 milhões (IBGE, 2010) e ocupa a sexta posição no Brasil. A origem dessa riqueza é basicamente da forte agroindústria, grande parque industrial, extrativismo mineral e a pecuária. Outro setor que merece destaque é o turismo, pois o território catarinense está entre os destinos mais procurados do País (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011).

Segundo a Lei Complementar n.º 381, de 07 de maio de 2007, o Estado administrativamente organiza-se sob dois níveis: o Setorial, que deve “planejar e normatizar as políticas públicas do Estado”, e o Regional, que são agências de desenvolvimento com a finalidade de executar as políticas públicas do Estado (SANTA CATARINA, 2007). Os

integrantes da Administração Direta são: o Gabinete do Governador do Estado, o Gabinete do Vice Governador do Estado, as Secretarias de Estado, as Secretarias Executivas e as Secretarias Especiais (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2011). O modelo de gestão do Estado se dá por meio de políticas públicas e políticas de resultado, por meio de indicadores de avaliação (SANTA CATARINA, 2007).

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