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Synthesis of the naphthalene trans-dihydrodiols

In document Naphthalene trans-dihydrodiols (sider 29-36)

Para descrever o capitulo II acerca do Projeto Um Computador por Aluno e sua formação de professores, foi feita uma análise de documentos oficiais do Ministério da Educação e Cultura (MEC), referentes ao UCA. Essa foi a primeira atividade de pesquisa em busca de angariar dados sobre como ocorreu a implantação do projeto em diversos Estados do Brasil, especialmente no Estado do Rio Grande do Norte.

Portanto, foram analisados documentos referentes ao plano de formação de professores, denominado “Formação Brasil: Projeto, planejamento das ações/curso”, do ano de 2009, elaborado pelo MEC. Esse é o documento norteador de ações de formação dos professores nas escolas beneficiadas pelo UCA. Além disso, foram analisados documentos digitais presentes no site do UCA, referentes aos módulos de formação que compunham a estrutura curricular do curso de formação oferecido pelos professores-multiplicadores aos profissionais que fazem parte das escolas.

Os documentos elegidos para serem analisados foram essenciais para adquirir conhecimento estrutural e funcional acerca da formação desenvolvida pelo Projeto UCA. Eles

nos apontaram a “perspectiva oficial” do programa, bem como as variadas maneiras que o programa pode ser comunicado (BOGDAN e BIKLEN, 1994).

Assim sendo, para chegarmos ao objetivo da análise dos documentos referidos e, portanto, aos dados que nos interessam, foi realizado, como orientam Laville e Dionne (1999), uma triagem sobre os conteúdos que compunham os documentos, extraindo apenas o que interessava à investigação. Foi adotada uma perspectiva critica de análise, julgando suas qualidades em função das necessidades da pesquisa.

Para a dinâmica da análise documental, nos ancoramos em Laville e Dionne (1999), os quais afirmam que a coleta da informação “resume-se em reunir os documentos, em descrever ou transcrever eventualmente seu conteúdo e talvez em efetuar uma primeira ordenação das informações, para selecionar aquelas que aprecem pertinentes.” (LAVILLE; DIONNE, p. 168, 199). Portanto, foi com base nessa concepção de análise que foram extraídos os dados necessários ao entendimento das funcionalidades da formação de professores UCA.

Ao final desta etapa, partimos para nossa inserção em campo. Observamos que a formação de professores inseridos no Projeto Um Computador por Aluno havia iniciado há poucos dias e que estavam dando andamento ao primeiro módulo da formação, o de apropriação tecnológica. Nesse módulo, os professores conheceram os recursos presentes no laptop, instrumentalizando os docentes para o uso do equipamento.

Nesta oportunidade, houve a aplicação do questionário com o intuito de conhecer os professores investigados e como eles estavam inseridos no universo digital.

As questões abordadas, as quais prezavam pela uniformização das perguntas, referiam-se à experiência desses professores com o universo da informática. Deste modo, a preocupação estava em que cada professor compreendesse as questões formuladas da mesma maneira, na mesma ordem e acompanhadas das mesmas opções de repostas, uma vez que facilitaria a compilação das respostas escolhidas em um aparelho estatístico no momento da análise (LAVILLE; DIONNE, 1999).

O questionário refletia aspectos sobre domínio de conhecimentos sobre informática. Nesse sentido, aspectos como domínio de editores de textos, planilhas eletrônicas, criadores de apresentações, Google e outras ferramentas de busca, e-mail, redes sociais e videocast foram as ferramentas citadas no questionário para verificar-se a relação dos professores com elas.

Esquematizou-se o resultado com base em dois gráficos: o primeiro relaciona os níveis gerais de conhecimento em ferramentas X professor; o segundo refere-se ao nível de conhecimento específico X ferramentas. Seguem os gráficos sistematizados abaixo:

Gráfico 01: Domínio de conhecimento geral dos professores sobre ferramentas da informática. Fonte: Elaborado pela pesquisadora.

Gráfico 02: Nível de conhecimento de específico, ou seja, de cada professor sobre as ferramentas indicadas no questionário.

Fonte: Elaborado pela pesquisadora.

Para podermos ajuizar sobre os gráficos apresentados, foi estipulado que o conhecimento de cada ferramenta é avaliado em cinco níveis: 1 - Nenhum conhecimento; 2 - Pouco

conhecimento; 3 - Conhecimento mediano; 4 - Conhece bem e 5 - Especialista.

Como são sete tipos de ferramentas, o máximo seria 35 e o mínimo 7. A média geral foi 20,53, o que gera uma média de 2,93 para cada ferramenta, significando que, em média, os professores entrevistados possuem um conhecimento mediano inferior (foi considerado que mediano seria a média 3, como classificado acima: 3 = mediano). Se considerarmos as ferramentas individualmente, notamos que a média das ferramentas - Editor de Texto, Buscas na Internet e E-mail - mostram que os professores, em média, têm conhecimento mediano

superior com elas, atingindo respectivamente 3,18; 3,47 e 3,29 de média. Interessante notar

Buscas na Internet e E-mail do que editores de texto, que é uma ferramenta que antecede o surgimento da internet. Logo seguido dos editores vem o uso das redes sociais, com 2,94 de média geral.

Com isso, podemos inferir que grande parte dos docentes investigados possui domínio considerado mediano acerca das ferramentas da informática.

Como mencionamos anteriormente, o questionário realizado com uma amostra de 17 docentes possibilitou o conhecimento dos sujeitos de pesquisa - saber quem são eles e sua familiaridade com a ambiência digital. Essa estratégia, a qual foge dos instrumentos utilizados tradicionalmente da pesquisa do tipo etnográfica, oportunizou a realização de um panorama de como estava a relação do professor, tanto profissionalmente como em sua prática social cotidiana, a respeito de sua relação com os mais variados meios tecnológicos.

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