O grupo focal foi a estratégia utilizada logo após a aplicação dos questionários. Sabendo- se, portanto, sobre a relação do professorado com a tecnologia em seu cotidiano e também em contexto de sala de aula, era necessário ampliar o entendimento dessa relação. Pensou-se no grupo focal como estratégia metodológica para ser entendido o significado que as novas tecnologias tinham na vida do professor, identificando com mais profundidade como se estabelecia essa relação, bem como compreendendo a relação da construção da carreira de professor e o papel que as novas tecnologias tiveram nesse processo.
Perpassando esse universo de construção da carreira docente e sua relação com o uso das tecnologias, objetivou-se também reconhecer o papel da formação dos professores, promovida pelo Projeto UCA, para uso dos laptops educacionais. Assim sendo, o intuito era coletar os dados reunindo o grupo de sujeitos em uma situação de interação mais próxima da vida cotidiana.
Ao reuni-los na própria sala dos professores, foi estabelecido um diálogo sobre temas como: a escolha da profissão, o porquê de se tornar professor, contribuições da Universidade para a docência, familiarização com artefatos tecnológicos e contribuições da formação UCA para o dia-a-dia em sala de aula com o uso dos laptops educacionais.
Conseguir, pela introspecção de diferentes sujeitos, informações sobre a vida diária e como cada indivíduo é influenciado por outros em situação de grupo e de que maneira ele próprio influencia o grupo de indivíduos selecionados pelos investigadores, tendo em vista um tópico de pesquisa. A finalidade principal desta modalidade de pesquisa é extrair das atitudes e respostas dos participantes de grupo, sentimentos, opiniões e reações que resultariam em um novo conhecimento. (GOMES, 2005, p. 279)
Vislumbramos a técnica de grupo focal como instrumento de investigação, pois consideramos o método eficaz para apreensão da realidade, levando em consideração as vozes do universo pesquisado. Deste modo, foram obtidas “perspectivas diferentes sobre uma mesma questão, permitindo também a compreensão de ideias partilhadas por pessoas no dia- a-dia e dos modos pelos quais os indivíduos são influenciados pelos outros.” (GATTI, 2005, p. 11).
Algumas razões levaram a decidir pela utilização desta estratégia metodológica junto aos docentes inseridos no Projeto Um Computador por Aluno. Um dos fatores foi o fato de que os professores, como participantes ativos do projeto, poderiam fornecer informações mais esclarecedoras sobre o processo de desenvolvimento do plano de formação UCA e, assim, contribuir para um melhor entendimento do processo, dialogando e refletindo junto aos seus pares.
Outra razão para ser utilizado o grupo focal como método de pesquisa seria pelo fato de compreendermos que o mesmo possui dois propósitos - o de se constituir como o instrumento de coleta de dados, bem como o de haver um objetivo pedagógico, ou seja, o de estar relacionado ao fato de entendermos que essa técnica também poderia ser utilizada com o propósito de contribuir para a ressignificação da identidade do professor.
Nesse sentido, por meio das narrativas compartilhadas acerca de experiências, de revelações, de angústias, dificuldades e sucessos ali colocados, foi possível proporcionar um momento rico de reflexão. Essa inferência vem a ser ratificada por Domingues (2006), quando expõe sobre grupos dialogais, cuja conceptualização e aplicação da técnica se assemelham muito ao grupo focal. A mesma declara que a técnica promove o exercício da reflexão coletiva, causando uma corresponsabilização dos professores pela melhoria da prática, tendo em vista as necessidades docentes e uma profissionalidade desejada pela categoria.
O fato de estarmos dividindo vivências fez do nosso grupo focal um meio para que os professores ali se conhecessem em profundidade, consolidando opiniões e pensamentos em relação à reconstrução do fazer docente. Assim, compreendemos que os discursos pronunciados foram motivadores para um possível refazer da prática pedagógica do professor.
É importante deixar claro que foram efetivados dois grupos focais. Havia uma amostra inicial de 17 docentes, distribuídos em três turnos de atividades. Sendo assim, foi possível dividir essa amostra em dois subgrupos de professores. Obtivemos, desta forma, dois grupos heterogêneos e distintos um do outro. Cada grupo focal realizado seguiu uma dinâmica de exposição de temas, embora os mesmos estivessem inseridos em um roteiro de questionamentos comum para os dois grupos. Flick (2009) expõe que fatos como esse são comuns na condução deste método. Ele afirma que durante a interpretação dos dados, muitas vezes podemos encontrar problemas devido a essa diferença nas dinâmicas dos grupos.
Apesar das dificuldades na aplicação do método referentes à difícil conciliação operacional envolvendo espaço e tempo, à incorporação no grupo focal e às discussões que não faziam parte de nossos objetivos – como reclamações sobre más condições de trabalho do professorado –, foi possível identificar aspectos comuns nas discussões, especialmente no momento em que se discutia o funcionamento do Projeto UCA na escola e os encontros de formação de professores. Dentro desse recorte tido como polêmico, no desenrolar dos grupos focais, muitas questões e posicionamentos foram debatidos, os quais foram reproduzidos nas próximas seções da presente tese.
4.1.3 Observando o espaço de compartilhamento da tecnologia
A realização do grupo focal nos instigou ainda mais a procurar entender a fundo de que maneira os professores incorporavam as novas tecnologias em seu cotidiano profissional. A observação do contexto geral de trabalho e dos professores em sala de aula foi o método que enxergamos ser mais significativo naquele momento para estar revelando as atitudes dos professores frente ao uso dos laptops educacionais.
Buscava-se, com apoio da técnica da observação, atender às especificidades do objeto referente aos saberes docentes e às transformações em suas práticas sociais, advindas da inserção do UCA, além da dinâmica complexa o que o envolvia. Portanto, julgou-se que o próprio lócus da investigação exigia uma atitude observacional participativa para a compreensão do grupo-sujeito, pois como nos apresentam Laville e Dionne (1999):
A observação revela-se certamente nosso privilegiado modo de contato com o real: é observando que nos situamos, orientamos nossos deslocamentos, reconhecemos as pessoas, emitimos juízos sobre elas. Sem alongar inutilmente essa lista,
convenhamos que, em nossas atividades quotidianas, não há quase exemplos que não deixem espaço à observação. (LAVILLE; DIONNE, 1999, p. 176)
Assim sendo, ao elegermos a observação do tipo participante, estaria sendo construído um contato real e significativo com o objeto da pesquisa, pois se trata de um estudo de campo que ultrapassa a exploração reflexiva do ambiente investigado. A nossa participação entra em jogo no intuito de promover os objetivos da pesquisa, uma vez que “ser-se investigador significa interiorizar-se, á medida que se recolhem os dados no contexto, assim conforme se vai investigando, participa-se com os sujeitos de diversas formas.” (BOGDAN e BIKLEN, 1994, p. 128).
Nesse sentido, com o intuito de principiar o processo de observação, foi adotada uma postura de integração com os sujeitos da investigação, postura essa iniciada sem objetivos definidos, na fase de exploração da pesquisa. Logo após de realizado o grupo focal, foi feito um distanciamento do campo de investigação por um determinado período, para interpretação e análise dos dados obtidos com a aplicação do método, retornando, depois de alguns meses, o contato com os investigados. O intuito foi estabelecer uma relação mais amigável, e desse modo, lançar um olhar reflexivo investigativo as sobre as ações no contexto de trabalho.
Estabeleceu-se, portanto, uma organização para o processo de observação. A intenção inicial na aplicação do método foi compreender como se estruturava o lócus da pesquisa, sobretudo o funcionamento da escola em geral, especialmente em relação à sistematização de uso dos laptops do Projeto UCA ou qualquer outra sistemática de uso de Novas Tecnologias no contexto escolar. Com isso, foi possível identificar onde estavam localizados os sujeitos da pesquisa, ou seja, em que estrutura/organização administrativo-social nosso grupo-sujeito estava imerso. Após conhecer o contexto local da pesquisa, foi possível reconhecer as condições oferecidas pela escola para trabalhar com uso das Novas Tecnologias em geral. Depois dessa etapa, foi possível colocar em prática o lado participante da observação.
Valendo-se também da participação da pesquisadora no Projeto UCA como tutora, houve a tentativa da mesma de se inserir nos espaços de conversas entre professores, gestores e/ou coordenadores. Os assuntos abordados nas rodas de conversas informais sempre envolviam o UCA e suas dificuldades de aplicação em sala de aula. Compartilhávamos ideias e, só aos poucos, nossas considerações foram sendo bem aceitas. A partir desse momento é que foi possível perceber uma abertura para solicitar a inserção em sala de aula, com o objetivo da observação da prática do professor ao fazer uso dos laptops educacionais.
Entretanto, alguns dos professores investigados ainda não se sentiam à vontade para abrirem suas salas de aula para observação. Era uma intimidade que, por motivos particulares,
não pudemos adentrar. Dos 17 docentes que compunham nosso grupo-sujeito, apenas quatro deles nos concederam permissão para adentrar seu universo de trabalho, a sala de aula. Portanto, acertamos que seriam observadas duas aulas de cada docente com uso dos laptops.
Deste modo, foi possível considerar que a observação do lócus da pesquisa ocorreu de forma progressiva, no sentido de serem extraídas informações iniciando a observação/reflexão de fora do espaço de sala de aula para dentro deste espaço, por meio de uma participação conquistada dia a dia e do desenvolver da confiança entre os professores.
Toda a preocupação no processo de observação estava em ter objetivos definidos ao ser inserida em sala de aula como observadora. Almejava-se que esse método se tornasse eficiente para responder ao objetivo da pesquisa. Nesse sentido, nos ancoramos em Ludke e Andre (2012), pois para eles a observação apenas se tornará um instrumento válido e fidedigno de investigação científica quando for controlada e sistematizada. Isso implica a existência de um planejamento cuidadoso do trabalho e uma preparação rigorosa do observador. (LUDKE e ANDRE, 2012, p. 25).
Em momento anterior à observação, buscou-se traçar objetivos com a utilização deste método. Era sabido que um deles seria identificar o conteúdo abordado na aula, bem como identificar objetivos para aprendizagem dos alunos, ou seja, o que o professor gostaria que os alunos aprendessem, utilizando a tecnologia - neste caso, os laptops do UCA -, como um meio para ensinar o conteúdo.
Outro objetivo refere-se à forma como os professores estariam fazendo uso do laptop educacional. Sabendo que nem sempre a tecnologia é tida como um recurso didático, ou seja, como um meio para mediar/auxiliar o processo de ensino e aprendizagem dos alunos, e sim como um fim em si mesmo, onde os aparatos tecnológicos muitas vezes são utilizados de forma instrumental e restrita às possibilidades técnicas do equipamento.
Ao definir tais objetivos para iniciar o processo de observação, foi evidenciada uma visão acerca do uso das Novas Tecnologias em sala de aula, a qual preza pelo alinhamento dos aparatos tecnológicos às necessidades de aprendizagem dos alunos, bem como com as questões relativas à interação crítica/reflexiva entre as pessoas e os recursos tecnodigitais.
Nossa preocupação, nesta etapa da pesquisa, foi a de encontrar meios para que conseguíssemos respostas aos objetivos definidos para a observação participante. Procurava- se “ver longe”, levar em consideração as variadas facetas da situação observada sem isolá-las umas das outras, resultando em uma observação do todo objetivado.
Torna-se importante deixar claro que o principal instrumento para realizar o registro da aplicação da técnica da observação participante foram algumas notas descritivas e analíticas
da observadora. Nessas notas, buscou-se fazer relatos descritivos, no sentido de detalhar determinados aspectos que estavam sendo relevantes para a investigação, como por exemplo, a disposição da sala, a distribuição dos laptops para os alunos, as condições de armazenamento e carregamentos dos mesmos, os passos metodológicos das aulas observadas, entre outros.
Além disso, foram registradas notas analíticas, nas quais expomos reflexões pessoais sobre os fatos observados, ideias, dúvidas, encaminhamentos para a pesquisa, entre outros apontamentos. Tais registros analíticos nos respaldaram quanto a ações teórico-metodológicas do estudo, bem como complementaram e ampliaram a compreensão acerca do objeto analisado.
Considerando o exposto, organizou-se a observação de oito aulas, sendo duas para cada professor, conforme especificado no quadro abaixo:
QUADRO 01:
SISTEMATICA DE OBSERVAÇÃO DAS AULAS COM USO DOS LAPTOPS PROJETO UCA PERÍODO DA OBSERVAÇ ÃO ANO / DISCIPLINA RECURSOS
UTILIZADOS SEQUENCIA DIDÁTICA OBSERVAÇÕES
Novembro / 2012 6º Ano / Ciências (Tema: Poluição Ambiental) Livro didático Caderno Laptops PROJETO UCA (Programa KWord – Editor de Texto) Projetor Multimídia
1. Ligar laptops; 2. Professor digita situação problema usando o Kword; 3. Apresenta a situação problema aos alunos usando projetor multimídia; 4. Orienta os alunos a responderem a situação-problema consultando livro didático; 5. Digitar resposta no Kword; 6. Recomenda enviar atividade por email.
O projetor multimídia não foi montado pelo professor e sim pelo técnico do laboratório de informática da escola.
Os alunos não tinham e-mail, e precisava-se, portanto, fazer o cadastro dos mesmos em algum e-mail, o que não foi dado importância pelo professor.
Alunos disseram que não tinham como entregar a atividade, pois não tinham como enviar. Novembro / 2012 7º Ano / Ciências (Tema: Evolução da Biodiversidade) Livro didático Caderno Laptops PROJETO UCA (Programa KWord – Editor de Texto) Projetor Multimídia
1. Ligar laptops; 2. Professor digita situação problema usando o Kword; 3. Apresenta a situação-problema aos alunos usando projetor multimídia; 4. Orienta os alunos responderem a situação problema consultando livro didático; 5. Digitar resposta no Kword; 6. Recomenda enviar atividade por e-mail.
Repetem-se as mesmas observações da aula anterior. Inclui-se o fato de que alguns laptops nesta aula já estavam descarregados, tendo em vista que a turma do 7º ano utilizou os mesmos laptops da turma do 6ª ano.
Novembro / 2012 5ª ano / Professora Polivalente - Aula de Língua Portuguesa (Pontuação) Texto Laptops PROJETO UCA
1. Entrega do texto; 2. Leitura do texto pela professora; 3. Digitação do texto impresso no KWord (editor de textos)
Não houve leitura compartilhada e nenhum momento foi destinado ao trabalho de interpretação do mesmo. Não foi oportunizado aos alunos se posicionarem e refletirem sobre o texto. Alguns alunos, ainda com dificuldades de leitura, não conseguiam reproduzir o texto no computador, pois não reconheciam determinadas letras. Alguns laptops descarregaram no meio da realização da atividade. A professora não soube instruir para salvamento do arquivo com o documento digitado pelos alunos.
Novembro / 2012 5ª ano / Professora Polivalente - Aula de Língua Portuguesa Continuação da Aula (Pontuação) Texto Laptops PROJETO UCA 1. Continuação da digitação do texto no KWord (editor de textos)
Foi escolhido um texto longo, e isso demandou muito tempo dos alunos na digitação, o que fez ocupar outra aula. Nessa aula, 2 alunos mais experientes no editor de texto acabaram a digitação antes dos demais e pediram a professora para formatarem o texto, utilizando recursos da barra de ferramentas do KWord. A professora não permitiu que os alunos realizassem a formatação. Inferimos que o fato de não deixar os alunos formatarem o texto se traduz em uma autodefesa da professora, pois não sabia mexer na barra de ferramentas e, portanto, não saberia sanar possíveis dúvidas dos alunos.
Novembro / 2012 6º ano / Língua Portuguesa (Tema: História em Quadrinhos) Laptops PROJETO UCA Pesquisa na internet sobre Ziraldo e Maurício de Sousa Cadernos
1. Ligar laptops, uso de duplas; 2. Fazer buscas na internet sobre a vida e obra dos autores Ziraldo e Maurício de Sousa; 3. Escrever os resultados da pesquisa no caderno.
As atividades realizadas fazem parte de um projeto maior da professora sobre “Histórias em quadrinho”. Ganharam destaque no projeto os autores citados. A professora, prevendo dificuldades com a conexão simultânea da internet, resolveu diminuir o número de computadores conectados, fazendo os alunos trabalharem em duplas ou trios. Desta forma, o uso da internet para
pesquisa foi satisfatório, e todos conseguiram resultados para apresentar à professora na aula seguinte. Houveram momentos de dúvidas da professora quanto ao procedimento exigido para conectar os laptops na rede wireless. A pesquisadora auxiliou nesse momento com vista a dar continuidade ao desenvolvimento da aula.
Novembro / 2012 6º ano / Língua Portuguesa (Tema: História em Quadrinhos) Laptops PROJETO UCA Caderno Discussão sobre os resultados da pesquisa
1. Discussão junto com a professora sobre os resultados obtidos na pesquisa, com participação de todos os alunos; 2. Entrega do texto produzido em folha de caderno para correção ortográfica.
Houve participação na discussão de quase todos os alunos. Vimos que todos haviam tido oportunidade de ter pesquisado na internet e tinham orgulho de socializarem os resultados obtidos. A professora também fez alguns questionamentos sobre a vida e obras dos autores eleitos para serem pesquisados; muitos responderam. Ao final da aula, os alunos entregam textos produzidos com base nas pesquisas realizadas para correção ortográfica. Dezembro/ 2012 EJA _I Ciclo (Tema: Gêneros Textuais _ Propaganda) Laptops PROUCA KPresent (Criador de Apresentações- Slides) Caderno 1. Retomada de conceitos/conteúdos vistos em aula anterior; 2. Apresentação/Exposição do conteúdo da aula; 3. Atividade: Desenvolver uma propaganda com imagem e texto no KPresent; 4. Distribuem e ligam laptops; 5. Abrem o programa KPresent; 6. Professora explica o passo a passo com auxilio de desenhos das telas no quadro; 7. Alunos repetem no laptop o passo a passo para abertura do programa ao mesmo tempo em que a professora explica; 8. No caderno, estruturam e escrevem frase de efeito como forma de vender um produto (propaganda); 9. Correção individual do texto pela professora.
Professora dedicada e com profundo conhecimento acerca da manipulação dos recursos presentes no laptop PROJETO UCA. Alunos em fase de alfabetização, em sua maioria, nunca haviam manipulado um computador e/ou laptop. O PROJETO UCA é um elemento motivador na aprendizagem. Participaram ativamente da aula.
Dezembro/ 2012 EJA _I Ciclo (Tema: Gêneros Textuais- Propaganda) Laptops PROJETO UCA KPresent (Criador de Apresentações- Slides) Caderno 1. Uso do KPresent para elaboração do “cartaz”, por meio da criação slides; 2. Pesquisa de imagens (ilustrações) na internet com uso de ferramenta de busca para compor a propaganda criada; 3. Finalização do slide com propaganda; 4. Socialização das propagandas criadas no KPresent.
Aula animada. Alunos desinibidos e empolgados para mostrar aos demais suas propagandas. À medida que os alunos iam terminando de fazer os slides, a professora realizava uma correção individual, orientando a forma correta da escrita das palavras. Alunos satisfeitos com as atividades realizadas.
O processo de observação participante durou dois meses (de Novembro a Dezembro do ano de 2012), pois elas eram feitas de acordo com a disponibilidade do professor e agendamento prévio. Foi observado que, em algumas aulas, os objetivos estavam indefinidos e o conteúdo a ser ensinado com apoio do laptop acabou ficando em segundo plano. As
maiores preocupações dos professores durante as aulas estavam na manipulação do equipamento e na conexão à internet.
Aulas que exigiam digitação de textos ganharam destaque, e foram identificados, ainda, objetivos que conflitavam entre os que foram apreendidos por meio da observação e os objetivos que os professores nos passavam como sendo os da aula.
As observações realizadas serviram para ratificar o entendimento acerca das aulas com uso dos laptops UCA, pois sabíamos que as mesmas não ocorriam com frequência e que os docentes haviam “se preparado” para a ocasião, além de compreendermos que muitos deles tinham dificuldade em manipular os recursos do laptop.
Um fato que surpreendeu foi o caso do professor de ciências, o qual lecionava para turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Ao acordamos nossa observação, combinamos de observar as turmas do 6º e 7º ano do professor. Observamos e fizemos notas acerca da primeira aula observada, no 6º ano, tomando o cuidado de procurar repostas para os objetivos destinados à observação. Contudo ao adentrarmos a sala para observar a segunda aula, no 7ª ano, o professor repetiu a mesma sequência didática da aula anterior, ou seja, estávamos