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Synthesis of Findings

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Impulsionadas por pesquisas cada vez mais orientadas por dados, as universidades estão posicionadas de maneira única para reinventar seu papel na disseminação do conhecimento frente aos princípios da Ciência Aberta (HOWE et al., 2017).

Para Berg e Niemeyer (2018, p. 19)

Trabalhar abertamente deveria ser o modo padrão da ciência - afinal de contas, como podemos avançar o conhecimento “ao ficar de pé sobre os ombros de gigantes” se não podemos acessar ou ver esses ombros?

Os pesquisadores, as instituições acadêmicas e as agências de fomento à pesquisa passaram a assimilar que, os dados de pesquisa, quando preservados e bem gerenciados, são potenciais fontes de recursos informacionais e insumo para novas pesquisas (SALES, 2014).

Segundo Costa, Cunha e Boeres (2017, p. 132) algumas instituições de pesquisa utilizam sua autonomia para desenvolver políticas locais, ainda que de forma embrionária. Elas submetem projetos “aos editais de fomento internacionais, bem como às necessidades de diretrizes quanto ao armazenamento, à preservação e à reutilização de dados”. Um exemplo deste tipo de instituição é o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade. Em seu estudo, Costa, Cunha e Boeres (2017) constatam um movimento por parte dos pesquisadores em busca de apoio para a curadoria de seus dados, uma vez que algumas revistas internacionais exigem acesso aos mesmos para a publicação dos artigos.

O relatório Acesso Aberto a Dados de Pesquisa no Brasil, da Rede de Dados de Pesquisa Brasileira (RDP Brasil), detectou a existência de 15 repositórios de dados mantidos ou nos quais há participação de instituições brasileiras. Dentre estes, apenas dois são ligados unicamente a universidades, que são as responsáveis pela maior parte da pesquisa desenvolvida no país. São eles: a Base de Dados Científicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Sistema Maxwell, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) (ROCHA, 2018).

A RDP Brasil revela em seu relatório a baixa existência de inciativas nacionais voltadas ao compartilhamento dos dados de pesquisa e a urgência de se tratar desta temática de forma mais sistemática no país (ROCHA, 2018).

A pesquisa realizada por Costa (2017), com pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa, revela que quase metade dos entrevistados, não possui, à disposição, infraestrutura para a gestão de dados. A mesma pesquisa também mostrou que, de um universo de 21 instituições, somente os pesquisadores do INPA, IBICT, IEN e ICMBIO acreditam que suas instituições dispõem de uma política para a gestão de dados científicos. Ou seja, caso exista política de gestão de dados em alguma das universidades participantes da pesquisa, a mesma é desconhecida por seus pesquisadores.

Quanto à infraestrutura para a gestão de dados, Corrêa (2016 apud COSTA, 2018) afirma que se fazem necessárias algumas ações por parte das instituições, dentre elas as universidades: incentivo ao depósito; investimento na formação de pesquisadores, tanto como produtores quanto como usuários da infraestrutura de informação e dados; infraestrutura técnica e de organização; além do financiamento da infraestrutura para novos desenvolvimentos e logística de dados.

3 METODOLOGIA

Adotou-se o estudo de caso que é adequado ao se investigar o como e o porquê de um conjunto de eventos contemporâneos dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos. Este tipo de método é apropriado na fase exploratória da pesquisa porque permite ao pesquisador aprofundar a experiência acerca de determinado fenômeno. Sua utilização é indicada, principalmente, para aumentar a compreensão de “situações nas quais a intervenção que está sendo avaliada não apresenta um conjunto simples e claro de resultados” (YIN, 2005, p. 22;34).

A coleta de dados acerca do acesso aos dados abertos disponíveis nos sites das universidades brasileiras ocorreu conforme o Figura 4.

A estratégia de coleta de dados iniciou-se com a busca das 50 primeiras universidades brasileiras do Ranking Web of World Universities28,, do Cybermetrics

Lab. Em seguida, buscou-se saber se as universidades componentes da amostra disponibilizam, de alguma forma, os dados de suas pesquisas ou possuem políticas de gestão e curadoria deste tipo de dado. Para tanto, foram utilizados os sítios oficiais de cada uma das instituições, disponibilizados no ranking, nos quais foram realizados os seguintes procedimentos:

1. Busca, na página inicial da instituição, por link direto para repositório e/ou outra iniciativa voltada aos dados de pesquisa ou política de gestão e curadoria destes dados;

2. Quando não localizado o repositório e/ou outra iniciativa ou política de gestão e curadoria de dados de pesquisa, buscou-se, na caixa de busca, disponível na página inicial, pelo termo: “dados abertos de pesquisa”;

3. Em caso de insucesso após a execução dos passos descritos nos itens 1 e 2, realizou-se busca, no Google, com a seguinte estrutura: “Nome da Instituição” AND “dados abertos de pesquisa”.

A coleta de dados deu-se entre os dias 18 de outubro e 15 de dezembro de 2018.

28 Disponível em: <http://www.webometrics.info/es/Latin_America_es/Brasil>. Acesso em: 06 dez.

2017. Este ranking é uma iniciativa do Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa pertencente ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), o maior órgão público de pesquisa da Espanha.

A figura 4, a seguir ilustra, em fluxograma, os procedimentos metodológicos adotados nesta pesquisa para a seleção da amostra:

Figura 4- Fluxograma dos procedimentos metodológicos percorridos nos sites oficiais componentes da amostra

Fonte: Autoria própria.

3.1 JUSTIFICATIVA PARA ESOCLHA DO RANKING WEB OF UNIVERSITIES

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