6 RESULTATDISKUSJON
6.1 Sykepleieres tilnærming til oksygenbehandling
Passemos, de imediato, à análise interpretativa dos dados referentes às suas duas subcategorias: “recursos nas escolas” e “prática pedagógica”, que compreendem 64 unidades de sentido, que representam, apenas, 9,8% do total da categoria.
A primeira das subcategorias diz respeito aos recursos e é constituída por quatro indicadores, sendo a menos relevante, pois as suas 28 unidades de sentido correspondem apenas a 43,8% da categoria em análise (Quadro XIX-A).
Os indicadores de maior peso relativo referem-se aos recursos materiais, apresentando valores acima da média da categoria (X =5) e da subcategoria (X =7). São
eles: “os alunos deviam estar numa escola maior”, com 12 unidades de sentido (18,8%) e “escolas melhor equipadas”, com uma frequência de f=8 (12,5%), referentes, cada um, às
narrativas de 2 das entrevistadas (13,3%), das quais foram extraídas as seguintes passagens:
(...) estas escolas com poucos alunos... (...) se eu mandasse, fazia vários núcleos... (...) penso que se os
meninos destas escolas fossem para esse núcleo... era óptimo (...) (D1)
(...) Para já apetecia-me equipar logo a escola... (...) (A3)
Quadro XIX- A
Envolvimento na reorganização curricular
Necessidades de mudança manifestadas – Recursos nas escolas Necessidades de mudança manifestadas
- Recursos nas escolas -
A B C D E Total 1*
% Total 2**
%
“Os alunos deviam estar numa escola maior “ 6 6 12 18,8 2 13,3
“Escolas melhor equipadas” 2 6 8 12,5 2 13,3
”Mais recursos humanos” 2 1 3 4,7 2 13,3
“Gostava de ter uma turma mais homogénea de alunos” 5 5 7,8 1 6,7
Total 2 13 0 13 0 28 43,8 --- ---
*Total 1 - número de respostas dadas (respostas múltiplas); **Total 2 - número de respondentes. N= 15 X = 7,0 (unidades de sentido); ( da categoria = 64 ; X = 5,0 ).
Os recursos humanos surgem menos valorizados, pois os indicadores que lhes estão afectos: “mais recursos humanos”, relativo a 2 respondentes (13,3%) e “gostava de ter uma turma mais homogénea de alunos”, correspondente a 1 entrevista (6,7%), somente abrangem, respectivamente, 3 (4,7%) e 5 (7,8%) unidades de sentido. Um e outro são expressos nos dois excertos seguintes:
(...) gostaria de ter aqui um professor de Educação Musical... (...) para dar apoio nas aulas de expressão
musical... gostaríamos de oferecer o Inglês em complemento curricular, gostaríamos de oferecer a informática (...) (E2)
(...) gostava de ter uma turma homogénea... (...) gostava de ter uma turminha em que todos pudessem fazer
o mesmo... (B3)
Em relação ao percurso da carreira, é de salientar que as unidades de sentido se concentram apenas nas etapas A, B e D, com destaque para as duas últimas.
É de lembrar que a etapa D evidenciava algum relevo na análise da categoria anterior (Quadros XVIII- A, B e C), o que, num contexto de alguma indiferença perante as mudanças propostas pela reorganização curricular (Quadros XV, XVI e XVII), que parece ser a atitude mais ou menos generalizada das professoras entrevistadas, pode querer significar que os docentes integrados na referida etapa D são os que mais revelam indícios de alguma inovação no desenvolvimento que fazem do currículo, o que não deixa de ser
curioso, dado encontrarem-se a caminhar para o fim da carreira. Será que pesa aí a sua experiência profissional?
Realça-se, também, que o indicador “gostava de ter uma turma mais homogénea de alunos” apenas está presente na etapa B.
A subcategoria “prática pedagógica” é a mais significativa das “necessidades de mudança manifestadas”, a que dão forma nove indicadores, com um total de 36 unidades de sentido, equivalentes a 56,3% da presente categoria (Quadro XIX-B).
Quadro XIX - B
Envolvimento na reorganização curricular
Necessidades de mudança manifestadas – Prática pedagógica Necessidades de mudança manifestadas
- Prática pedagógica - A B C D E Total 1* % Total 2** %
“Mais trabalho em conjunto com os colegas” 1 1 1 1 4 6,3 4 26,7
“Maior participação dos alunos no processo de aprendizagem” 10 10 15,6 2 13,3
”Maior articulação entre as componentes local e nacional do currículo” 8 8 12,5 1 6,7
”Provas de aferição que considerem os projectos das escolas” 5 5 7,8 1 6,7
“Maior articulação entre o currículo dos quatro anos” 3 3 4,7 1 6,7
“Maior articulação entre as áreas de cada ano” 3 3 4,7 1 6,7
”Maior valorização da componente local do currículo” 1 1 1,6 1 6,7
“Maior relevância do desenvolvimento das competências pessoais dos alunos” 1 1 1,6 1 6,7
“Mudança de método de aprendizagem da leitura e da escrita” 1 1 1,6 1 6,7
Total 0 8 2 25 1 36 56,3 --- ---
*Total 1 - número de respostas dadas (respostas múltiplas); **Total 2 - número de respondentes. N= 15 X = 4,0 (unidades de sentido); ( da categoria = 64 ; X = 5,0 ).
O indicador que as entrevistadas mais referiram (4 respondentes ou 26,7%) foi: “mais trabalho em conjunto com os colegas”, com 4 unidades de sentido (6,3%), sendo assim reafirmada a valorização do trabalho conjunto, como já foi evidenciado anteriormente (Anexo V-3, por exemplo).
Segue-se o indicador: “maior participação dos alunos no processo de aprendizagem”, com uma frequência de f=10 (15,6%), alicerçada no discurso de 2 entrevistas (13,3%), uma das quais afirmou:
(...) Gostava (...) de fazer... com que os miúdos tivessem uma actividade maior, com mais... mais
participação.... (...) Torná-los mais activos na participação de actividades (...) (D2)
De entre os restantes indicadores, recolhidos todos em apenas 1 entrevista, cada um (6,7%), há a considerar um conjunto relativo à articulação curricular: “maior articulação
“maior articulação entre o currículo dos quatro anos” e “maior articulação entre as áreas de cada ano”, com 3 unidades de sentido (4,7%), cada um. As seguintes passagens, de algumas entrevistas explicitam o sentido atribuído a estes indicadores:
(...) Um aluno (...) não pode simplesmente ficar limitado àquilo que o rodeia (...) Também deve saber as
realidades dos outros meninos (...) Teria de haver uma parte que seria de acordo com a realidade de cada escola... uma opção da escola... e uma outra parte comum para todos os alunos... (...) (D1)
(...) quando se faz a programação ou o currículo vá... dos quatro anos... do 1º ciclo... (...) deve-se fazer
uma articulação logo dos quatro anos, nas diferentes áreas... (...) (B2)
(...) Gostava de fazer grandes temas, desenvolvê-los abrangendo a matéria toda... isso acho que consigo
fazer! Cinco ou seis grandes temas... por ano, a partir dos interesses deles e tentando abranger todos os temas que vêm no programa... (...) (B3)
O meio local, já referido nesta categoria e numa anterior (Quadro XIV-B), está presente no indicador “maior valorização da componente local do currículo”, com 1 unidade de sentido (1,6%).
Os restantes indicadores têm pouco significado, dado estarem reduzidos, cada um deles, a uma única unidade de sentido, algo lateral ao contexto da subcategoria.
No que às etapas da carreira se refere, é de salientar o facto do indicador “mais trabalho em conjunto com os colegas” figurar, à excepção da primeira, em todas elas, o que contribui para enfatizar a importância que já lhe foi atribuída.
Os restantes indicadores distribuem-se singularmente pelas etapas B, C e D, pelas quais se encontram pulverizadas as suas unidades de sentido.
Destaque-se, ainda, que a primeira etapa não regista qualquer frequência e que, ao invés, a etapa D regista um valor bastante elevado de ocorrências, facto já verificado aquando da análise da categoria e da subcategoria anteriores.
Por último, julgamos ser pertinente voltar a evidenciar o facto desta categoria, relativa à identificação de necessidades de mudança, ser a menos significativa do tema em análise. Este dado, associado à circunstância dos seus indicadores mais significativos não estarem relacionados, de modo directo, com intenções de mudança quanto ao processo de desenvolvimento curricular, e aliado à indiferença denotada para com os
novos documentos de trabalho e as novas áreas curriculares (Quadros XVI e XVII), parece configurar um cenário de fraco envolvimento das protagonistas do estudo na reorganização curricular. Em termos gerais, somente as entrevistadas que se encontram na etapa D parecem dar mostras mais evidentes de alguma evolução, no sentido de uma maior participação dos professores no processo de desenvolvimento curricular, o que não deixa de ser pouco auspicioso em termos de futuro, dado que as mesmas se encontram numa das últimas etapas da carreira.