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2 Bakgrunnsteori og regelverk 2.1 Presentasjon av forbindelser

2.1.4 Sveiste forbindelser

Na Picardia, em uma região situada no norte de França, nasce, em 1744, Jean Batptiste Pierre Antoine de Moinet Chevalier de Lamarck, no seio de uma família de ilustre ascendência, mas, ao mesmo tempo, de escassos recursos econômicos. Quando chega o momento de escolher o futuro de Jean-Baptiste, o pai decide que ele deve se dedicar à Igreja, o que era algo que não agradava

absolutamente em nada ao jovem Lamarck. Por essa razão, ao morrer-lhe o pai, quando contava com dezessete anos de idade, Lamarck abandona o seminário e vai em busca de aventuras, alistando-se no exército. Naquele momento a França encontrava-se empenhada na Guerra dos Sete Anos e, nela, Lamarck viu a oportunidade de participar, intervindo numa ação em que se portou valorosamente, pelo que foi recompensado com a promoção a Tenente. Não obstante, percebe que o seu futuro na carreira das armas é muito duvidoso e, por isso, decide abandoná-la, dirigindo-se a Paris com uns poucos francos no bolso.

Na capital francesa levou uma vida em que se misturavam a boêmia e o estudo, e também as dificuldades econômicas.

A certa altura travou conhecimento com o Conde de Buffon, um cientista muito afamado, que lhe consegue um emprego no jardim botânico, que era, então, conhecido pelo nome de “Jardim Real”. O salário que recebia era bastante escasso, mas, mesmo assim, dedicou-se com interesse e entusiasmo à investigação.

A especialidade cultivada por Lamarck era a Botânica, sobre a qual ele, anteriormente, já havia publicado um livro com o título de “Flora Francesa”. Não obstante, o destino tinha-lhe reservado uma mudança na sua orientação, possivelmente causadora da sua descoberta da teoria sobre a evolução

Quando se encontrava no Jardim Real, ocorreu a Revolução Francesa, que pouca, ou nenhuma, influência teve na vida de Lamarck, a não ser num certo aspecto: o novo regime reorganizou as tarefas científicas do estudo da Zoologia, do qual se incumbia Lamarck juntamente com outro investigador de nome Geoffroy Saint-Hillaire.

Ambos decidiram, de comum acordo, dividir o reino animal em dois grandes grupos: vertebrados e invertebrados, cabendo, a Lamarck, o segundo.

Tal fato constituiu para Lamarck uma mudança radical. Havia se dedicado, anteriormente à Botânica e agora tinha de enfrentar um mundo que lhe era quase que totalmente desconhecido, além do quê, os invertebrados abarcam aproximadamente noventa por cento das espécies animais e, para o seu estudo, só se dispunha de uma classificação realizada por Lineu, que reunia toda a fauna invertebrada somente em dois grupos: insetos e vermes.

Lamarck compreendeu imediatamente que teria que estabelecer uma nova classificação de maior amplitude e, para tal, concebeu um plano. Fixou-se numa série de sistemas fisiológicos e órgãos anatômicos e situou os grupos em relação à

presença ou ausência dessas partes, assim como à sua maior ou menor perfeição. Tudo isso constituiu em amplo trabalho no qual aplicou vários anos de estudos e pesquisas. O resultado foi um sistema classificador que apresentou num livro ao qual deu o título de “Système nes animaux sans vertébres”. Acerca da qualidade desse trabalho, basta dizer que é a base da classificação que, atualmente, e com pequenas variações, continua a ser utilizada .

Esse estudo, realizado sobre os animais, leva-o a refletir sobre a progressiva diferenciação que se verifica à medida que se sobe pela árvore da vida, desde os seres mais simples até aos mais complexos. Perante ele surge uma escala de complexidade crescente, como se os seres fossem adquirindo, progressivamente, novas estruturas aperfeiçoadas.

O resultado dos seus estudos consubstanciou-se na publicação de um outro livro, intitulado “Recherches sur I'organisation des corps vivants”, em que expôs suas teorias acerca da evolução animal. Foi Lamarck quem, pela primeira vez, expôs de modo sistemático uma teoria acerca da evolução dos seres vivos. Ao elaborar a sua classificação zoológica, chegou à dedução de que existe uma escala de crescente complexidade nos animais, que considera dever ser atribuída à transformação que vão experimentando com o fim de cumprir melhor as funções que lhes permitem sobreviver. Os órgãos e sistemas animais nasceram pela necessidade de desempenhar certas funções, o que é expresso, abreviadamente, quando se diz que a função cria o órgão. E, as condições do meio ambiente e o uso são que aperfeiçoam esses órgãos enquanto o seu não uso produz a atrofia e, finalmente, o desaparecimento.

São vários os exemplos que Lamarck cita em apoio à sua teoria. Um deles refere-se ao sentido de visão da toupeira que pouco lhe é útil já que vive debaixo da terra; por isso, é um animal quase cego. Outro exemplo clássico é o das girafas: trata-se de uma espécie animal muito conhecida, devido, em especial, ao comprimento do pescoço. A girafa alimenta-se de folhas das árvores e isso a obriga a esticar o pescoço para alcançar a folhagem que está mais alta, ocasionando o crescimento, em comprimento das vértebras cervicais.

Na sua teoria, Lamarck faz emergir uma espécie de ato de vontade dos animais na modificação da sua anatomia, como que um impulso interno que dirige a evolução da espécie. Desde o princípio, a teoria lamarckiana não foi bem acolhida por várias razões. Uma delas era que não podia se aplicar o ato voluntário à

evolução dos vegetais. Por outro lado, podiam aduzir-se múltiplos casos que a desmentiam, como, por exemplo, a prática da circuncisão entre os judeus e outros semitas, era realizada há séculos e que não motivou nenhuma modificação permanente ainda que eles, compreensivelmente, assim o desejassem.

No tempo de Lamarck não se conheciam as leis da hereditariedade que excluem a transmissibilidade hereditária dos caracteres adquiridos e a influência do uso, desuso ou atrofia dos órgãos no seu desenvolvimento. Os avanços da Genética, que começa a ser conhecida no início do nosso século, fariam com que as teses lamarckistas fossem abandonadas definitivamente.

Já no fim da sua vida, Lamarck começou a ressentir-se da falta de visão em conseqüência dos vários dias de trabalho ao microscópio, até que ficou completamente cego. Suas teorias também não foram demasiado apreciadas no seu tempo, pois não era considerado um autêntico cientista, mas sim um excêntrico. Devido a esse fato a sua fama não foi grande, sendo o seu nome conhecido mundialmente, mas somente depois da sua morte, quando as teorias darwinistas começaram a entrar no seu apogeu. Em 1829, Lamarck morreu em Paris.