5.1 Drøfting rundt utvalget
5.1.2 Svakheter og styrker ved studien
Em um primeiro momento relacionam-se, a seguir, as dúvidas que foram mencionadas pelos estudantes e que poderão contribuir para que futuras adaptações possam ser feitas, visando melhoria e aperfeiçoamento do instrumento, para possíveis aplicações futuras. Em um segundo momento, apresenta-se as questões cujas dúvidas surgiram por justamente provocar grande mobilização subjetiva, mesmo que, a partir delas, também se possa fazer sugestões de aperfeiçoamento do instrumento.
Algumas dúvidas surgiram em relação à questão 05, que não especifica uma letra, em que pergunta: Que pessoas adultas convivem com você? Entre os itens descritos são: mãe de cuidados/mãe adotiva. Os adolescentes queriam compreender a diferença entre mãe adotiva e mãe de cuidados (caberia uma
explicação entre parênteses, como aparece em outras questões), para aperfeiçoamento do instrumento.
A grande maioria dos adolescentes apresentarem dúvidas em relação ao subitem D da questão 33, assim formulada:
Você tem a sensação de que está unido/a com tudo? “Alguns compreenderam que este ligado a tudo se referia às diversas religiões, como na seguinte afirmação: “Então...você tem várias religiões, as evangélicas por exemplo tem muitas denominações, eu não, eu estaria ligado ao protestantismo”. Outro adolescente entendeu que poderia se tratar de questões familiares, como no depoimento seguinte: “Eu pensei em outras coisas como questões familiares, espiritual, com os amigos, uma postura sobre como eu me coloco diante de tudo isso, em relação a tudo e não somente a questão de religião, em geral..assim.
Como a questão se apresenta de forma muito aberta e, precisaria ser melhor compreendida pelos participantes, sugere-se maior clareza na sua formulação. Na verdade, o que se busca investigar neste subitem é o quanto há uma percepção ecológica no modo de se vivenciar Deus, ou seja, aquilo que enquanto alguns autores chamam de “ligação cósmica” Freud (1974, p. 320) descreveu como “sentimento oceânico”, em Mal Estar da Civilização, empregando uma expressão de Romain Rolland. Em um trabalho mais recente, Borges (2008, p.102) discute a assimetria de opiniões relativamente a esta terminologia, ressaltando que, em Romain Rolland, existe a ênfase sobre “o sentimento religioso como vivência pessoal e substrato essencial das formações religiosas”.
Outra dúvida frequente foi em relação ao subitem D, da Questão 35: “Você frequenta uma aula de religião, que é oferecida pela sua igreja, centro ou comunidade religiosa” (na escola ou fora da escola?). Considerando-se as dúvidas apresentadas, constatou que esta questão ficou confusa, por se referir apenas ao final, e entre parêntesis, sobre ser a aula de religião (na escola ou fora da escola). Recomenda-se rever a redação para evitar a ambiguidade. Deste modo, também na versão final, poderá ser verificado que, nesta proposta de reformulação, sugere-se outro modo que redigir a questão, em consonâncias com as questões que a precedem.
Outra dúvida frequente foi em relação ao termo “clarividência”, que foi empregado no item C da Questão 17. Este questionamento foi feito pela maioria dos adolescentes tanto da escola pública, quanto privada, referindo que não sabiam do
que se tratava o termo clarividência, acompanhado do termo predição. Neste sentido, na reformulação proposta a partir desta experiência, há um breve esclarecimento, entre parêntesis, após o emprego do termo, esclarecendo do que se trata.
Com relação às questões que mais mobilizaram, a partir dos comentários e questões colocadas pelos jovens durante a entrevista, pode se relaciona as seguintes: que foi empregado no item D: Questão 30: Pense só na escola. Quanto as seguintes afirmações combinam com você?
D) Na escola, no caminho para a escola, você já foi, por um tempo mais longo, atormentado/a, atacado/a, rejeitado/a, ou intencionalmente excluído/a por alguém?
Um adolescente questiona: “se eu já fui perseguido para o caminho da escola?” Na verdade, a questão não refletia propriamente uma dúvida, mas mais uma reação de quem se sentiu mobilizado. O comentário do adolescente demonstra que ele ficou um pouco “mexido” com a questão, pois segundo ele muitas vezes sofreu bulling, a caminho da escola e também na escola. Mesmo reconhecendo este aspecto, como existe uma grande quantidade de termos diferentes a ser pensado em uma só questão, pode-se concluir que ele tenha ficado confuso. Caberia talvez empregar o termo bulling e desmembrar ou sintetizar os termos empregados entre parênteses, além de dar espaço para que o jovem descrevesse a natureza da discriminação sofrida. Isso possibilitaria ter mais informações sobre os aspectos que mobilizaram os sentimentos de exclusão destes jovens, quando for o caso.
Com relação ao item M: Questão 32: As pessoas, com as quais eu seguidamente convivo (p.ex. os meus pais, os meus professores/as, os meus amigos) têm distintas ideias de que eu deveria fazer da minha vida. Um adolescente que é católico não entendeu a questão e fez essa pergunta: “Eu preciso responder mais em relação a minha família ou na escola?” Em seguida, conta que discute e conversa sobre as suas ideias mais na escola do que em casa. De novo, aqui, foi mais uma questão de mobilização, o que é agravada pelo fato de a questão agrupar diferentes contextos numa única pergunta.
Com relação ao item A, Questão 22: Quanto você se sente?
A dúvida de um adolescente foi sobre como explicar seus sentimentos nas respostas desta questão. Preciso explicar como eu me sinto? Da mesma forma, aqui, devido ao que pode ser mobilizado com a questão, seria recomendável que ela seja mais clara em seu enunciado, conforme sugerido na versão final proposta em anexo.
Com relação ao item A, Questão 06: Você tem quantos irmão/ãs, meio- irmãos/ãs, irmãos/ãs de criação, adotivos/as ou de cuidados, com os/as quais você agora mora na maior parte do tempo da semana?
A) Quantidade de irmãos B) Quantidade de irmãs
“Seria quantos irmãos moram com você?” O adolescente mencionou que tinha um irmão, mas que morava em outra cidade para estudar, então comentou que tem um irmão, mas que não vive com a família. Alguns participantes entenderam de forma ambígua (ficou confusa, caberia uma explicação entre parênteses, como aparece em outras questões). Deste modo recomenda-se rever a questão, deixando espaço para estas diferentes situações, de modo que o jovem possa informar adequadamente.