7. Discussion
7.1 Alternative Policies
7.1.1 Land and Water Conservation Fund
7.1.1.1 Sustainable LWCF Ripple Effects
O método da corrente crítica usa técnicas distintas das tradicionais para acompanhar a execução dos projetos, este sub-capítulo trata delas. O item 2.5.1 aborda como o consumo dos pulmões comparado ao avanço do projeto é usado como indicador de saúde do projeto e gatilho para tomada de ações corretivas. O item 2.5.2 discute a eliminação de controles calcados em datas intermediárias de início e término de atividades e quais controles surgem em sua substituição
O item 2.5.3 aborda como gerenciar um ambiente de múltiplos projetos pelo método da corrente crítica e como é regulada a liberação de pacotes de trabalho para recursos críticos e compartilhados de modo à evitar o congestionamento desses recursos e a conseqüente postergação dos projetos.
2.5.1. Gerenciamento dos pulmões
Talvez a característica mais marcante do método da Corrente Crítica seja a inserção de atividades denominadas pulmões, posicionadas como uma reserva de tempo, ao final das cadeias restringidas por recursos do cronograma. Esses pulmões serão consumidos, caso haja uma variação na duração de atividades que compõem a cadeia. Uma parte importante do método CCPM, portanto, é a gestão dos pulmões, a qual passa pela investigação da proporção de consumo dos pulmões em relação ao progresso do projeto.
Austeng (2006) afirma que o processo de planejamento de cronograma em condições estocásticas envolve análise de influências e estimativas de durações representadas por distribuições de probabilidade. Essa análise, presente na técnica de Montecarlo, por exemplo, é elucidativa para o gerente de projetos em termos de prever intervalos prováveis de duração do projeto, mas precisa ser complementada por técnicas que detalhem bem onde inserir a proteção no cronograma assim como gerenciar seu consumo no do dia-a-dia do projeto. O método da Corrente Crítica
supre essa necessidade porque oferece não apenas um método de como alocar a variação no cronograma, mas também ferramentas de gestão para administrá-la durante a execução, As ferramentas são o dimensionamento e posicionamento preciso de pulmões e fever charts que indicam quando tomar ação corretiva.
Nokes, Greenwood e Goodman (2003) apontam que, mais do que reservas para proteção, os pulmões e seu consumo servem de indicador de saúde do projeto, e também um alarme que marca a necessidade de tomada de ação de recuperação.
Já Leach (2004) define o consumo do pulmão como a divisão das unidades de tempo consumidas do pulmão pelo tamanho original do pulmão em unidades de tempo.
A fórmula apresentada acima mede o percentual do pulmão consumido num dado momento do projeto. As unidades de tempo já consumidas do pulmão derivam do atraso acumulado pelas atividades da cadeia protegida pelo pulmão em questão, num dado momento do projeto, medido na mesma unidade de tempo que o pulmão (dias, meses, etc.). Além disso, o consumo do pulmão deve ser sempre comparado com o percentual de progresso físico do projeto e se manter proporcional a ele.
O status do pulmão fornece uma ferramenta para decidir qual atividade deve ser trabalhada em seguida, resolvendo o conflito quando existe mais de uma atividade programada para execução. O recurso deve trabalhar na atividade que causa o maior percentual de consumo do pulmão. (LEACH, 2004, p. 27)
A comparação entre o grau de consumo do pulmão e o avanço de projeto pode ser feito de maneira gráfica, conforme representado na Figura 15. Essa comparação é denominada fever chart (gráfico de febre), numa clara alusão à saúde do projeto.
No gráfico a seguir são determinados limiares que, se ultrapassados, indicam a necessidade de formalizar o planejamento da recuperação do pulmão, de modo que cada membro crítico da equipe tenha, em mãos, planos de como recuperar o atraso na corrente crítica do projeto. A região de planejamento da recuperação está em amarelo no gráfico da Figura 15. Existe também um limiar de consumo do pulmão para a tomada de ação (uma linha, no gráfico), que indica a necessidade de
executar imediatamente a ação de recuperação anteriormente planejada. A região de tomada de ação imediata é a região representada em vermelho no gráfico.
% progresso do projeto
↑
%
Pulmão
usado
100% Limiar de Planejam Limiar de ação 100% 50% 50% 0%Figura 15: Gráfico de controle do uso do pulmão – fever chart Fonte: adaptado de Leach (2004, p. 139)
Não foram encontrados, na literatura pesquisada, valores absolutos para estipular limiares de planejamento da recuperação e limiares de ação. Os pacotes de software que suportam programação por corrente crítica permitem que o usuário defina esses limiares de acordo com sua aversão ou propensão ao risco. Leach (2004) recomenda que usuários iniciantes estabeleçam limiares da seguinte forma:
A linha que separa a região verde da amarela começa no percentual de consumo do pulmão em 15% e termina no percentual de consumo 75%;
A linha que separa a região amarela da região vermelha começa no percentual de consumo do pulmão em 30% e termina no percentual de consumo 90%.
À medida que o usuário adquire experiência, ele pode calibrar esses parâmetros de acordo com as necessidades específicas de seu ambiente.
A afirmação de que o método da Corrente Crítica possui seu foco principal na execução do projeto é sustentada por Ribera e Grasas (2003, p.14), que defende que “a execução do projeto é controlada através dos pulmões. Através do controle dos pulmões os gestores são capazes de otimizar o processo de tomada de decisão que ajuda a empresa a atingir a meta de orçamento e cronograma estipulada.”