No que concerne às recomendações, pelo apresentado, há necessidade de continuidade de estudos sobre competências empreendedoras. Conceitualmente falando, corroborando Zampier, Takahashi e Fernandes (2012), percebe-se a necessidade de revisar a terminologia adotada em estudos dessa natureza, com a apropriação do tema competências em linha com a acepção que vem recebendo na literatura especializada, a saber, como contribuição e entrega.
Além do supracitado, sugere-se que essa metodologia seja aplicada com os servidores técnicos administrativos da instituição, visto que os mesmos são fundamentais para o funcionamento desta. Além dos técnicos administrativos em educação, sugere-se também a aplicação com professores de outras instituições de ensino, para que posteriormente se possa comparar se as competências apresentadas em professores de uma instituição diferem-se das apresentadas em outras. E, ainda, neste ínterim, a influência da gestão e da cultura empreendedora da organização.
Destaca-se também a oportunidade de dar continuidade a este estudo, analisando se a presença de professores empreendedores nos cursos técnicos subsequentes pode despertar nos alunos a “vocação empreendedora” ou as competências empreendedoras tão necessárias atualmente.
Por fim, preconiza-se a revisão, atualização e se necessário for, a criação de uma legislação e de regras jurídicas para os empreendedores e seus empreendimentos, especialmente no Brasil, que estejam alinhadas ao conceito contemporâneo do empreendedor e do empreendedorismo, respeitando as diferenças entre empreendedores e empresários.
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