• No results found

Greatest risks the coming year

In document A blast in the midst of crises (sider 42-0)

Em síntese, a pesquisa obedeceu ao fluxograma apresentado na Figura 5.

Figura 5 – Fluxograma da pesquisa

Fonte: Elaborada pela autora. 4.2.2.1 Início da pesquisa

A pesquisa iniciou com a escolha do tema: competências empreendedoras na formação profissional. A escolha dessa temática foi 125

fruto da visão multidisciplinar da pesquisadora, desenvolvida no ambiente acadêmico do mestrado no PPGEGC e também na sua formação anterior, das experiências profissionais, influências do ambiente familiar, profissional atual e dos conhecimentos adquiridos, especialmente em empreendedorismo. Tudo isso associado ao fato de ter aderência à linha de pesquisa de gestão do conhecimento, empreendedorismo e inovação tecnológica.

Após a definição do tema, foi possível determinar os objetivos geral e específicos que a pesquisa busca alcançar e partir para pesquisa e elaboração do referencial teórico.

4.2.2.2 Referencial Teórico

Para construção do referencial teórico desta pesquisa, foi realizada busca pelo tema em base de dados científicos, livros, trabalhos acadêmicos, publicações, dentre outros. Isto é necessário conforme menciona Triviños (2008, p. 104), “não é possível interpretar, explicar e compreender a realidade sem um referencial teórico.

Assim iniciou-se a busca por meio da realização de uma revisão sistemática integrativa da literatura, cuja busca foi realizada nas bases de dados Scopus e WoS, complementada pela busca e seleção de outras fontes de pesquisa, quais sejam: livros, dissertações, teses, outros artigos não referenciados nas bases de dados, bem como artigos que foram referenciados nas bibliografias dos artigos selecionados na revisão sistemática. A revisão sistemática integrativa da literatura na sua íntegra compõe o capítulo 1 desta dissertação. A partir do arcabouço levantado, foi possível escrever o referencial teórico que deu luz aos fenômenos estudados e que se encontra no capítulo 3.

4.2.2.3 Definição do modelo de competência empreendedora

Por meio da revisão sistemática integrativa da literatura, foi possível identificar a inexistência de estudos primários sobre análise de competências empreendedoras em professores, verificou-se que os dois modelos basilares encontrados na literatura para análise de competências empreendedoras são os de Cooley (1990) e de Man e Lau (2000).

Entretanto, o modelo de Man e Lau (2000), apesar de ser mais recente, foi desenvolvido para análise de competências empreendedoras em micro e pequenos empresários e os estudos encontrados que utilizam esse modelo eram todos voltados para a iniciativa privada.

Já o modelo de Cooley (1990) tem sido amplamente utilizado por diversos pesquisadores há mais de duas décadas, em diversos tipos de organização.

Visando ao objetivo desta dissertação, cabe destacar que o modelo de Cooley (1990) foi recentemente utilizado por Schmitz (2012), Souza (2013) e Wolf (2014), cujos estudos eram na área de educação. Assim, o modelo escolhido para esta dissertação foi o modelo adaptado do modelo de Cooley (1990).

Outro fator importante que contribuiu para a escolha de Cooley (1990) foi o fato de Schmitz (2012) tê-lo usado, dada a grande similaridade de objetivos e o fato de ela ter obtido êxito em sua pesquisa. Enquanto ela desejava identificar as competências empreendedoras requeridas pelos gestores das Instituições de Ensino Superior, nesta dissertação deseja-se analisar as competências empreendedoras presentes em professores.

4.2.2.4 Definição da instituição a ser pesquisada

Após realizada a escolha do tema, a pesquisadora começou analisar em que instituição ela deveria realizar o estudo de caso. Pública ou privada? Federal, estadual ou municipal? Com professores da pré- escola, nível fundamental, ensino médio, ensino técnico, ensino profissionalizante, ensino superior ou pós-graduação? Para delimitar o estudo, optou por realizar no IFSC, uma instituição centenária, considerada o melhor Instituto Federal do país por seis vezes consecutivas, e, especialmente, por entender que a missão da instituição vem ao encontro da possibilidade de “mudar o mundo”, mencionada na contextualização.

Missão: Promover a inclusão e formar cidadãos, por meio da educação profissional, científica e tecnológica, gerando, difundindo e aplicando conhecimento e inovação, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural (IFSC, PDI 2015-2019, p. 24).

Além disso, uma das finalidades da instituição, prevista na Lei nº 11.892 (BRASIL, 2008) é “VIII - realizar e estimular a pesquisa aplicada, a produção cultural, o empreendedorismo, o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico” (IFSC, PDI 2015-2019, p. 28).

Outra questão determinante foi o fato de a pesquisadora trabalhar na instituição, assim teria mais facilmente autorização da gestão para sua realização, acesso aos professores, uma vez que a pesquisa é uma de suas atividades. Além disso, sendo conhecedora da cultura da organização, acredita que sua pesquisa poderá contribuir efetivamente para o desenvolvimento organizacional do instituto, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento dos professores.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) foi criado em 2008 pela Lei nº 11.892 (BRASIL, 2008) a partir da transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (CEFET-SC), antiga Escola Técnica Federal de Santa Catarina (ETFSC). É uma Autarquia Federal, com autonomia administrativa e pedagógica, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC). Tem como propósito a oferta de educação profissional e tecnológica desde a formação inicial continuada até a pós-graduação. Possui uma estrutura multicampi e registra em seu PDI sua visão:

Visão: Ser uma instituição de excelência na educação profissional, científica e tecnológica, fundamentada na gestão participativa e na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão (IFSC, PDI 2015-2019, p. 24).

Os dados publicados no PDI vigente (2015-2019) apontam que, atualmente, a sua configuração organizacional abrange uma Reitoria, localizada em Florianópolis e 22 campus, localizados nas cidades de: Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Garopaba, Gaspar, Geraldo Werninghaus, Florianópolis, Florianópolis-Continente, Itajaí, Joinville, Jaraguá do Sul, Lages, São José, Palhoça-Bilíngue, São Carlos, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Tubarão, Urupema e Xanxerê.

Assim, optou-se por realizar a pesquisa no Campus Florianópolis-Continente, pela sua proximidade, facilidade de acesso ao campus, à gestão, aos servidores e pelo seu contexto de criação. Por fim, optou-se pelos professores dos cursos técnicos subsequentes8, pois entre os cursos técnicos é o tipo de oferta (subsequente) onde se concentra o

8 O curso técnico subsequente é um curso técnico pós-ensino médio, cujo nível de escolaridade exigido para o ingresso é o ensino médio completo e sua duração média é de 1 a 2 anos, dependendo do curso.

maior número de matrículas e vagas no referido campus9 (IFSC, ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA PRÓ-REITORIA DE ENSINO, 2016). 4.2.2.5 Pesquisa de Campo 1

A pesquisa de campo 1 foi realizada por meio de uma enquete junto aos gestores do IFSC, Campus Florianópolis-Continente, com o objetivo de identificar professores que realizaram projetos e processos de sucesso para a organização, ou seja, os professores empreendedores. Esses professores indicados na enquete serão os sujeitos da pesquisa, arguidos na pesquisa de campo 2.

É importante destacar que antes da realização da enquete os gestores foram informados que se tratava de uma pesquisa científica, bem como, quais seriam os procedimentos da pesquisa. Assim, estando de acordo em participar voluntariamente da mesma, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) que se encontra no Apêndice A.

Creswell (2010, p.188) corrobora a escolha dos sujeitos da pesquisa quando diz que “a ideia por trás da pesquisa qualitativa é selecionar propositalmente participantes ou locais mais indicados para ajudar o pesquisador a entender o problema e a questão de pesquisa.” 4.2.2.6 Pesquisa de Campo 2

Na pesquisa de campo 2, serão realizadas entrevistas semiestruturadas face a face com os sujeitos da pesquisa. É importante destacar que antes da realização das entrevistas os professores serão informados que se trata de uma pesquisa científica, bem como, quais serão os procedimentos da pesquisa. Assim, estando de acordo em participar voluntariamente da mesma, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) que se encontra no Apêndice A.

Essas entrevistas serão com foco em incidente crítico e seu objetivo é identificar as competências empreendedoras. Neste contexto, salienta-se a fala de Triviños (2006), para quem:

9 Como critério para a escolha, foram considerados apenas os cursos de educação formal: técnico, tecnologia e especialização (lato sensu). Excluindo-se deste total os cursos tipo FIC – Formação Inicial e Continuada, por serem de curta duração.

A entrevista semiestruturada é um dos principais meios que tem o investigador para realizar a coleta de dados. Este tipo de entrevista parte de certos questionários básicos, apoiados em teorias e hipóteses que interessam a pesquisa, e que, em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo a medida que se recebem as respostas do informante (TRIVIÑOS 2006, p. 146).

Já para Cresweel (2010) a vantagem da coleta de dados ser realizada por meio de entrevista face a face, dá-se ao fato de poder ser realizada quando os participantes não podem ser observados diretamente. No que tange às desvantagens, as informações são indiretas, filtradas através das visões dos entrevistados.

Todavia, no que diz respeito às entrevistas serem realizadas com foco em incidente crítico, optou-se pela utilização da técnica de incidente crítico (TIC), elaborada por Flanagan em 1954.

Por incidente crítico, entende-se qualquer atividade humana observável que seja suficientemente completa em si mesma para permitir inferências e previsões a respeito da pessoa que executa o ato. Para ser crítico um incidente deve ocorrer em uma situação onde o propósito ou intenção do ato pareça razoavelmente claro ao observador e onde suas consequências sejam suficientemente definidas para deixar poucas dúvidas no que se refere aos seus efeitos (FLANAGAN 1973, p.100).

Assim, os sujeitos da pesquisa, na pesquisa de campo 2, deverão relatar incidentes críticos, arguidos por uma entrevista semiestruturada face a face com a pesquisadora. Esses incidentes serão narrados a partir da visão dos próprios sujeitos, porém de tal forma que o ato fique claro ao pesquisador.

4.2.2.7 Análise dos dados

Na primeira pesquisa de campo, os dados da enquete serão utilizados para a identificação dos professores empreendedores indicados pelos gestores. Na segunda etapa, as entrevistas serão analisadas por meio da análise de conteúdo, à luz da teoria presente no referencial teórico.

4.2.2.8 Definição das competências empreendedoras presentes nos professores

As competências empreendedoras dos professores serão definidas após a elaboração da análise de conteúdo, que determinará quais competências foram referenciadas pelos entrevistados e sua frequência.

4.2.2.9 Elaboração do relatório final de dissertação

O relatório final da dissertação será elaborado a partir dos resultados obtidos nessa pesquisa, ou seja, com as competências empreendedoras presentes nos professores e com as demais observações extraídas dos resultados.

4.2 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO CAPÍTULO

Neste capítulo, desenhou-se o caminho a ser percorrido para que o objetivo desta pesquisa seja atingido, uma vez que, diante da diversidade de definições e abordagens, cabe ao pesquisador posicionar- se a respeito do caminho utilizado.

A apresentação e análise dos resultados compõem o capítulo 5, seguido das considerações finais e recomendações para futuros trabalhos (capítulo 6).

In document A blast in the midst of crises (sider 42-0)