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Summary of Possible Approach to Integrate SAVs or AVs

4. CHAPTER FOUR – POSSIBLE APPROACH TO INTEGRATE SAVS

4.5. Summary of Possible Approach to Integrate SAVs or AVs

Segundo a OMT (2004) os indicadores são conjuntos de informações formalmente selecionadas para serem usadas em uma base regular de forma a medir importantes mudanças no desenvolvimento e gestão do turismo. São medidas da existência ou da gravidade de problemas atuais; sinais de problemas futuros;

medidas de risco e necessidade potencial de ação e; meios para identificar e medir os resultados de ações antrópicas.

Os indicadores podem fornecer orientações cruciais para a tomada de decisões. Eles podem traduzir o conhecimento das ciências física e social em unidades gerenciáveis de informações, que podem facilitar o processo de tomada de decisão. Podem ajudar a medir e calibrar o progresso em direção às metas de desenvolvimento sustentável e fornecer um aviso prévio, soando o alarme a tempo de evitar danos econômicos, sociais e ambientais (UN, 2001).

Nesse sentido, Ciegis (2009) concorda que os indicadores são desenvolvidos como uma ferramenta simplificada, que facilita a comunicação, e serve de base para as decisões políticas em busca de sustentabilidade. Para o autor, os indicadores e índices de sustentabilidade utilizados para medir características e processos humanos e ambientais, devem garantir sua continuidade e funcionalidade.

Para Gallopin (1997) apud Roberts e Tribes (2008) um indicador é um sinal, é algo que ajuda a entender onde você está, a direção que está seguindo e quão longe se está daquilo que quer ser. Mitchell (1996) define um indicador como um meio criado para reduzir uma grande quantidade de dados até sua forma mais simples, retendo significado essencial para as questões solicitadas. Nesse entendimento, os indicadores podem medir: a) alterações nos fatores internos e na própria estrutura do turismo; b) mudanças nos fatores externos que afetam o turismo; c) os impactos causados pelo turismo, dentre outros. Informações quantitativas e qualitativas podem ser usadas nos indicadores de sustentabilidade (MITCHELL, 1996).

Um indicador é normalmente escolhido entre uma gama de possíveis conjuntos de dados ou fontes de informação, pois é significativo com relação a questões fundamentais às quais os gestores de turismo devem responder. A utilização do referido indicador pode levar a ações destinadas a antecipar e prevenir indesejáveis (ou insustentáveis) situações no destino (WTO, 2004).

Para o IBGE os indicadores reportam-se a fenômenos de curto, médio e longo prazo. Tornam viável o “acesso integrado à informação já disponível sobre temas relevantes para o desenvolvimento, assim como apontam a necessidade de geração

de novas informações” (IBGE, 2008). Servem ainda para identificar variações, comportamentos, processos e tendências.

Nessa perspectiva, a OMT criou um conjunto de indicadores básicos, elaborados para uso em diversos destinos turístico. Depois, foram sendo criados indicadores complementares concebidos para tipos específicos de destinos, como: resorts costeiros, cultural, ecoturismo, dentre outros, de maneira que acabaram por complementar as informações do conjunto anterior. De acordo com a OMT (2001) existem diferentes tipos de indicadores, cada um com sua finalidade própria. Embora os mais úteis sejam aqueles que ajudam a prever problemas, existem vários outros gêneros conforme mostra a Quadro 3.

Tipos Finalidade (exemplo)

Indicadores de alerta Mensurar o declínio no número de turistas que pretendem regressar.

Indicadores de pressões sobre o sistema Mensurar a escassez de água, ou índices de criminalidade.

Indicadores do estado atual da indústria Mensurar taxa de ocupação, a satisfação do turista.

Indicadores de mensuração do impacto do desenvolvimento do turismo sobre os ambientes biofísicos e socioeconômicos

Mensurar os índices do nível de desmatamento, mudanças de padrões de consumo e níveis de renda nas comunidades locais.

Indicadores de esforço de gestão Mensurar o custo de limpeza de descontaminação costeira.

Indicadores de medidas do efeito de gestão Mensurar se os níveis de poluição mudaram; mensurar se maior número de turistas de retornaram.

Quadro 3 - Tipos e finalidades dos indicadores Fonte: Baseado em OMT, 2001.

Em qualquer destino, os melhores indicadores são aqueles que respondem aos principais riscos e preocupações em relação à sustentabilidade do turismo, e também fornecem informações que podem ajudar a esclarecer questões e dar respostas. Os indicadores normalmente respondem a questões relativas aos recursos naturais de um destino, as preocupações relativas à sustentabilidade econômica, as questões relativas aos bens culturais e valores sociais, e mais amplamente a questões de organização e gestão do destino (WTO, 2004).

Nesse contexto, o desenvolvimento e a utilização de indicadores são, cada vez mais vistos, como uma parte fundamental do planejamento e gestão dos

destinos e um elemento integrante dos esforços para promover o desenvolvimento sustentável do turismo em todas as escalas (WTO, 2004).

Desse modo, segundo Brasil (2004), o destino turístico deve ser monitorado e avaliado constantemente, bem como, seus avanços e retrocessos devem ser monitorados e medidos por meio de indicadores, tendo em vista que não existe sustentabilidade permanente, em função dos seus fatores condicionantes serem muitos e se modificarem ao longo do tempo. Assim, se é possível afirmar que o turismo contribui para a sustentabilidade das comunidades indígenas, essa contribuição deve ser passível de medição.

Outro fator a considerar no turismo indígena, é que quando a reputação de um destino cresce mais turistas chegam, muitas vezes modificando o mercado local e afetando a população residente em algum momento. O aumento do fluxo turístico, por outro lado, impacta nos recursos locais, os moradores modificam lugares ou atividades tradicionais e provocam alterações no estilo de vida tradicional. Em alguns casos, as comunidades podem se tornar hostis aos turistas, culpando-os por todos os problemas. Todas estas questões podem surgir, a menos que as comunidades estejam ativamente envolvidas no planejamento e gestão do turismo. Ajudando a definir as condições em que elas desejam que o turismo ocorra em sua comunidade, definindo o que é ou não negociável (WTO, 2004).