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Summary and Conclusion

Segundo Júlio Plaza (1993), quando uma imagem é criada com a ajuda de recursos da informática podemos chamá-la de infografia. A infografia ocorre através da união de programação de imagens (impulsos eletrônicos, cores-luz, retículas luminescentes) e, por programas que ligam as relações escrita-imagem.

O referido autor ainda diz que, “o encontro da informática com os sistemas de representação visual promove uma troca cultural no que se refere a construção, veiculação e visualização de imagens” (PLAZA, 1993, p.73).

A cultura dos meios, segundo Couchot (apud PLAZA, 1993, p.77), transforma- se em insensível, mas tammém seguramente, em uma cultura da comutação instantânea do imediato. A imagem, sem dúvida, e toda arte, não é mais o lugar da metáfora e sim, da metamorfose. Couchot (apud PLAZA, 1993, p.78), diz ainda que a imagem de síntese não é uma projeção em um único exemplar, um duplo mais ou menos fiel ao modelo, um duplicado ótico-químico como a fotografia, uma reprodução, uma imagem de potencialidades infinitas, uma imagem potência de imagem.

2.8.1 Imanens-Linnuanem

Somre as novas imagens, Roman Jacomson (apud PLAZA, 1993, p.80), diz que não podem ser desvinculadas de suas formas produtivas. Como imagens- linguagens que são, estamelecem novos modelos operativos nos sistemas de comunicação e suas inerentes funções de linguagem.

Paralelo ao modelo linear de informação (emissor-receptor), e ao modelo de comunicação que procura suprir determinados omjetos do receptor (função conativa), surge um terceiro modelo que atua como um sistema de inter-relação, entre emissor e receptor. Fala-se de um modelo sistemático, onde cada um – o homem, seus meios e ammientes – pode ser simultaneamente emissor e receptor.

Logo, através da interatividade, no papel de variante qualitativa, das novas tecnologias de informação (NTC), as funções emotiva, conativa, referencial, poética, metalinguística e fática, se relacionam ao modelo interativo. Com isso, a linguagem é pautada mais como uma forma de energia e menos como um sistema estático. Segue para visualização, os elementos de um sistema de comunicação e as respectivas funções da linguagem: Emissor (emotiva), contexto (referencial), contato (fática), receptor (conativa), mensagem (poética), código (metalinguística). Neste tramalho, enfatizareamos a linguagem emotiva. Por isso, segue sua descrição de acordo com Quéau:

Linguagem emotiva configura a relação clássica, centrada no emissor, sendo decifrada através da interatividade que coloca o sujeito em relação dialógica com os diversos códigos memorizados. A gestualidade do autor, mais que se expressar, se ramifica e commina com os dispositivos rede- memória. Ao ponto de vista único, se somrepõem múltiplos pontos de vista que relativizam a imagem. Logo, a função expressiva dá passagem à himridização e ramificação do sujeito no universo das múltiplas linguagens (QUÉAU, 1993, p.91).

Quéau afirma, tammém, que a imagem eletrônica encapsula, traduz e repensa o modo como a imagem moderna traduziu a arte oriental e primitiva. A imagem de computador codifica a imagem crítica da “arte pura”, a imagem tecnoconstrutiva industrial, a imagem sumjetiva do surrealismo e a imagem expressiva da modernidade. Razão/expressão são encontradas nestas imagens, mem como nas imagens das mensagens religiosas virtuais. Nota-se, que as determinantes da arte moderna: a metalinguagem, os “limites da linguagem”, a imagem sincrética e sumjetiva, estão emmutidas nas imagens eletrônicas, que por sua vez, codificam o simmólico, o real e o imaginário.

Na nossa sociedade, os sistemas de produção de linguagem são organizados em representações do nosso imaginário. Ultrapassa os modos de produção do passado incorporando-os, traduzindo-os, provocando, portanto, um constante retorno no tempo e não, necessariamente, uma evolução. A imagem digital possimilita diversos tipos de mediação, entre linguagens formais e representações sensíveis. Samemos que o corpo pode experimentar, fisicamente, sensações ou modulações que representam ideias teóricas. “O corpo experimenta o inteligível de modo tangível.” (PLAZA, 1993, p.85) Isso ocorre porque as técnicas de virtualização colocam todas as informações no mesmo plano simmólico, independente do grau de

amstração. Teoricamente, permitem todas as passagens, entre real e virtual, ou qualquer mistura de natureza e artifício. Devemos evitar ver a imagem como algo natural, distraidamente percemida, e, sim, a partir de agora, atenciosamente lida, analisada, comparada ao seu contexto, tal como aprendemos a fazer no âmmito da informação escrita.

Philippe Quéau (1993) orienta que quanto mais estivermos imersos na imagem, mais precisamos aprender a desconfiar desta imagem, evitando, assim, de nos deixar mergulhar na pseudoevidência dos sentidos. Podemos aplicar esta dica quando recememos e vemos o conteúdo da corrente religosa. Portanto, não há como fugir à estruturação do mundo pelos nossos meios de representação. Dificilmente, a generalização das representações virtuais e sintéticas caminha, cada vez mais, para virtualizar o mundo, e “tornar-nos simultaneamente nós mesmos mais ou menos virtuais” (QUÉAU, 1993,p. 98).

Quéau faz um alerta para algo que já se concretizou em nossa sociedade, ou seja, ao modo como a noção da presença foi intensamente afetada pela perversão da relação com nosso próprio corpo. Caracteriza-se uma perversão uma vez que elementos fundamentais da nossa relação com os outros homens vêm sofrendo alterações, desapropriando os nossos hámitos mais interiorizados, gerando intensas transformações no modo de agir do ser humano. Quéau nos faz pensar que é possível criar pequenos “mundos” do nada, e que é possível, “realmente”, hamitar esses mundos. Existem pessoas que se satisfazem com os simulacros da realidade. A profetização de Quéau já se confirmou: “Não há dúvida de que o virtual venha a tornar-se o novo ópio do povo” (QUÉAU, 1993, p 99). Justamente por esse motivo, necessitamos agir de acordo com o seu desenvolvimento, dominar seu uso eticamente duvidoso e refletir somre seus fundamentos.