Para esse contexto, conceitua-se Dado, Informação e Conhecimento como:
2.4.3.1Dado:
Le Coadic (2004) afirma que dados são uma representação composta de informação codificada de uma forma a permitir colocá-las sob processamento eletrônico.
Turban (2003) afirma que os dados são nada mais que a matéria prima da informação.
Miranda (1999. P. 285), afirma que Dado é um conjunto de registros qualitativos ou quantitativos, organizado, agrupado, categorizado e padronizado.
“Dados são itens referentes a uma descrição primária de objetos, eventos, atividades e transações que são gravados, classificados e armazenados, mas não chegam a ser organizados de forma a transmitir algum significado específico” (TURBAN, MCLEAN E WETHERBE, 2004, PG. 63).
2.4.3.2 Informação:
Zeman (1970), afirma que o termo informação se resume na ideia de dar forma e representar uma ideia. Seria algo inteligível, um texto digitado no Word por exemplo.
“Informação é todo conjunto de dados organizados de forma a terem sentido e valor para seu destinatário. Este interpreta o significado, tira conclusões e faz deduções a partir deles. Os dados processados por um programa aplicativo têm uso mais específico e maior valor agregado do que aqueles simplesmente recuperados de um banco de dados. Esse aplicativo pode ser um sistema de gerenciamento de estoques, um sistema de matrículas online de uma universidade, ou um sistema de Internet para compra e venda de ações”. (TURBAN, MCLEAN E WETHERBE, 2004, PG. 63).
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Miranda (1999, p.285) afirma que Informação é: "dados organizados de modo significativo, sendo subsídio útil à tomada de decisão".
Moresi (2000), afirma que “Informação são estruturas significantes com competência de gerar conhecimento no indivíduo, grupo e sociedade, sendo assim ela pode ser definida como dados processados e exibidos em uma forma inteligível às pessoas”.
2.4.3.3 Conhecimento:
O conhecimento está nas pessoas. Portanto, entende-se que baseado em informações relevantes, se possa construir uma base de conhecimento que pode ser utilizada para obter algum tipo de vantagem, ou seja, na medida em que as pessoas são empodeiradas do conhecimento, fica mais fácil tomar decisões sem cometer erros. Assim, considerando que ele está nas cabeças das pessoas, constitui-se em um saber que é resultante de experiências ou pesquisas, que remete a informações, pesquisas, leitura, prática de busca contínua de buscar respostas, investigar, questionar. Daí se percebe que pensar em adquirir conhecimento passa pela fase quais informações se tem, se busca, é encontrada, qual a competência em saber a necessidade de buscar determinada informação, analisá-la criticamente, armazená- la, acessá-la, comunicá-la, ou seja, o conhecimento está associado à realidade de busca, análise, avaliação de cada pessoa. As que pesquisam mais sabem mais e podem utilizar o conhecimento na prática para errar menos ou para atingir objetivos. Segundo Luckesi (1985), o conhecimento é capacidade disponível no homem para ser utilizado em benefício próprio:
O conhecimento é uma capacidade disponível em nós, seres humanos, para que processemos de forma mais adequada a nossa vida, com menos riscos e menos perigos. O conhecimento tem o poder de transformar a opacidade da realidade em caminhos “iluminados”, de tal forma que nos permite agir com certeza, segurança e previsão (LUCKESI, 1985, P. 51).
O conhecimento é de cada um, não se transfere, pelo contrário, ele é adquirido por cada pessoa intencionalmente, individualmente e pode ocorrer gradativamente e ficando cada vez mais sólido baseado em experiência vivenciada em determinadas
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situações. Para Turban (2004), o conhecimento é resutante de dados processados e analisados de maneira crítica:
“Conhecimento consiste de dados e informações organizados e processados para transmitir compreensão, experiência, aprendizado acumulado e técnica, quando se aplicam a determinado problema ou atividade. Os dados processados para extrair deduções críticas e para refletir experiência e perícia anteriores fornecem a quem os recebe conhecimento organizacional, de alto valor potencial”. (TURBAN, MCLEAN E WETHERBE, 2004, PG. 63).
Considerando que um Dado é uma informação desorganizada, enquanto essas informações inteligíveis deixariam de ser um Dado e passariam a serem Informações e que para se adquirir o Conhecimento advindo dessas informações seria necessário entender o contexto, o real significado do que está escrito.
Percebe-se que todos os três termos se complementam, pois se pode construir o conhecimento através dos Dados e das Informações disponíveis. Basta saber o que é informação relevante e fazer uma análise científica da mesma. Mas para isso o sujeito precisa ser competente em informação para chegar ao nível de deter esse conhecimento.
Davenport (1998) apresenta de maneira bem clara a diferença entre esses termos:
Dado, Informação e Conhecimento.
DADO INFORMAÇÃO CONHECIMENTO
Simples observações sobre o estado do mundo.
Dados dotados de relevância e propósito.
Informação valiosa da mente humana;
Inclui reflexão, síntese, e contexto. Facilmente estruturado;
Facilmente obtido por máquinas;
Frequentemente quantificado;
Facilmente transferível.
Requer unidade de análise; Exige consenso em relação ao significado;
Exige necessariamente a mediação humana.
De difícil estruturação;
De difícil captura em Máquinas; Frequentemente tácito;
De difícil transferência.
Figura 8: Dado, Informação e Conhecimento (Adaptada de Davenport, Prusak - 1998 - p.18) Pensando na terceira dimensão “Conhecimento”, associado à Iniciação Científica como uma modalidade de se fazer pesquisas acadêmicas, percebe-se que para
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investigar é preciso participar de um processo de produção de conhecimentos. Portanto, nesse contexto, a produção de conhecimento seria a aquisição do conhecimento. Ou seja, é que o pensamento se ocupa do conhecimento no que necessita ser explicado, produzido e sistematizado de maneira científica.
Assim, investiga-se então nesse estudo, a produção de conhecimento dos alunos de graduação. Por isso ora se fala Iniciação Científica ora se fala em produção de conhecimento, pois a relação entre os dois termos se mistura no sentido que produção do conhecimento se traduz em produzir o conhecimento.