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Suburban Distribution of Trees and Large Bushes

In document economic study (sider 57-61)

4.1. 4 Other Fixtures

4.2.2 Suburban Distribution of Trees and Large Bushes

De acordo com a economista Chacon (2013) “o economista é o profissional que viabiliza a melhor distribuição dos recursos escassos diante das necessidades ilimitadas dos agentes do sistema.”

O mercado de trabalho para os economistas é bastante competitivo para o setor público e privado. O economista, que atua com a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços, torna-se mais importante quando a economia do país está em expansão e as possibilidades de produção e investimentos se ampliam. Para os economistas bem qualificados, há oportunidades em alguns setores que estão crescendo: empresas de seguros e previdência privada, setor de transportes, de energia e de telecomunicações. (BRASIL PROFISSÕES, 2013).

Para atender as novas demandas, Chacon (2013) afirma que “a essência da formação do economista permite a sua perfeita adaptação a um cenário que se caracteriza pela necessidade de respostas rápidas e também complexas, que retratem uma visão ampla da realidade. O economista é capaz de utilizar as ferramentas que aprendeu, aplicando-as na correta avaliação da realidade em que atua, combinando o conhecimento dos aspectos locais e globais.”

De acordo com a regulamentação profissional do economista do Conselho Federal de Economia – COFECON (2013, p. 1) “a atividade profissional do economista exercita-se em empreendimentos públicos, privados ou mistos, ou por quaisquer outros meios que objetivem, técnica ou cientificamente, o aumento ou a conservação do rendimento econômico.”

Chacon (2013), destaca que:

O economista, mais que qualquer outro cientista, precisa estar constantemente atento à realidade em que atua, de modo a perceber rapidamente os sinais que podem compor novos cenários e definir novas estratégias de atuação para empresas, governos ou investidores individuais. As áreas de atuação dos economistas estão se ampliando rapidamente. Além da atuação tradicional no mercado financeiro, de assessoria pública e privada, e do ensino e pesquisa, o profissional pode optar ainda por se especializar em novas áreas como meio ambiente, Terceiro Setor, saúde e trânsito. Além disso, a elaboração e avaliação de projetos é um nicho de atuação tradicional do economista que hoje se renova com novas oportunidades geradas por atividades relacionadas com a captação de recursos e formatação de Planos Diretores municipais.

Conforme a regulamentação profissional do economista do Cofecon (2013) as atividades inerentes à profissão de economista são assessoria, consultoria, estudos de mercado, elaboração de projetos, estudo de viabilidade, produção de estatísticas econômicas, planejamento, avaliação patrimonial, análise financeira, estudos de orçamentos públicos e privados, perícia econômico-financeira, auditoria, estudos de mercado, finanças internacionais, entre outros.

Segundo Fonseca Neto (2012):

Nas atividades de planejamento, seja no setor público ou privado, a elaboração de cenários macro e microeconômicos é indispensável. No mesmo sentido, a elaboração de projetos de viabilidade econômico- financeira exige a identificação de dimensões, momentos e ritmos dos projetos que demandarão pesquisas de mercado e correto acompanhamento da conjuntura e tendências econômicas. Enquanto na perícia econômico-financeira, a utilização de cálculos financeiros e econométricos, além da aplicação de indicadores econômico-financeiros, são requeridos, fazendo do economista o profissional mais habilitado.

O Conselho Regional de Economia – CORECON (2013) descreve as principais áreas de atuação no mercado de trabalho do economista, apresentadas resumidamente no Quadro 1, a seguir.

Quadro 1 – Áreas de atuação do economista

A área acadêmica e o mercado financeiro são fortes áreas de atuação dos economistas. Entretanto, em várias outras atividades o envolvimento de economistas é importante não só por ampliar o seu campo de atuação, mas pelo seu potencial de prestar serviços mais adequados que outros profissionais, sempre que sua formação específica possibilitar, elevando a eficiência na utilização dos recursos, com implicações favoráveis sobre os resultados do contratante e, como a própria teoria econômica postula, sobre o bem-estar social. (FONSECA NETO, 2012).

Contudo, para a inserção profissional do economista no mercado de trabalho é necessário que a educação formal proporcione o desenvolvimento de habilidades e qualificações para executar as atividades que lhe são requeridas.

Vérnières (1997 apud ROCHA-DE-OLIVEIRA et al., 2012, p. 48) define que a “inserção profissional é o processo pelo qual os indivíduos que jamais participaram da população ativa ingressam em uma posição estável no sistema de emprego”. O conceito de inserção profissional proposto está diretamente relacionado ao término dos estudos e à busca de um emprego com relação direta com o curso realizado.

Segundo Rocha-de-Oliveira et al. (2012) o curso universitário normalmente ocorre em paralelo com alguma atividade profissional. Essa necessidade de inserção é vista tanto como um meio de garantir maior liberdade e independência financeira quanto o momento de iniciar a construção de uma carreira por uma socialização inicial no ambiente de trabalho. Os profissionais focam desde cedo o desenvolvimento profissional e se incomodam quando o crescimento na empresa não ocorre no curto prazo.

Em alguns casos, no processo de inserção profissional, nasce uma vocação empreendedora ligada à vontade de maior liberdade na forma de gestão ou como um caminho de ascensão mais rápida para um posto de gestor. Para os estudantes que objetivam seguir a carreira acadêmica, a inserção no mercado de trabalho representa um período de confirmação de que o caminho na grande empresa não corresponde às suas expectativas.

Os caminhos que se constroem a partir da experiência no mercado de trabalho nem sempre conduzem à grande empresa. Alguns indivíduos veem no mercado de trabalho a oportunidade de adquirir conhecimentos práticos para futuramente abrir seu próprio negócio. Aqueles que se direcionam para a academia

têm na inserção profissional um momento de negação do vínculo com as empresas e buscam na universidade preparar-se para a continuação dos estudos no mestrado tão logo concluam a graduação. (ROCHA-DE-OLIVEIRA et al., 2012).

Rocha-de-Oliveira et al. (2012, p. 68) ainda destaca que:

Para jovens, o serviço público surge como um espaço que possibilita formação e aprimoramento profissionais. Embora os concursos para ingresso no setor público sejam considerados difíceis, demandando bastante empenho e estudo, a iniciativa privada é considerada ainda mais exigente, requerendo um perfil específico com competências além daquelas que eles conseguem por meio da formação universitária. Assim, o ingresso no emprego público seria um meio de se aprimorar e, em alguns casos, de adquirir a qualificação que acreditam necessária para que possam se candidatar a emprego no setor privado.

Contudo, a universidade é reconhecida tanto como espaço de formação como meio de desenvolvimento de carreira. Assim, conhecendo as principais características do mercado de trabalho e das expectativas organizacionais e ao começarem a elaborar a ideia da carreira, os indivíduos voltam-se para áreas específicas, passando a pleitear uma vaga no mercado de trabalho.

É possível encontrar vários estudos que os resultado tiveram como foco a relação da trajetória profissional com a satisfação no cargo, a relação entre a universidade e o mercado de trabalho, competências adquiridas no curso, habilidades interpessoais e treinamento vocacional.

Delaney (2004 apud TEIXEIRA et al., 2008, p. 106) “apresenta pesquisa com egressos de uma universidade do noroeste dos Estados Unidos. A partir dos resultados obtidos, apresentou um modelo que argumenta permitir avaliar a efetividade de um sistema de educação de nível superior em preparar seus alunos para o trabalho e para a vida. Os resultados revelaram um alto nível de satisfação dos egressos com relação ao programa acadêmico e na preparação para a carreira profissional. O feedback dos alunos revelou também um aumento de senso de comunidade; sentem-se satisfeitos com sua experiência na universidade, bem como com sua vida social, e estão mais propensos a recomendar seu curso para candidatos interessados.”

Investimento realizado pelos egressos em tempo e recursos econômicos com o curso tem relação direta com os impactos positivos em suas carreiras. Os dados da pesquisa de Hilgert (1995 apud TEIXEIRA et al., 2008, p. 107) mostraram

que “a experiência educacional influenciou os níveis pessoal de satisfação com a carreira e da satisfação para com as relações interpessoais mais significativas.”

Portanto, a pesquisa realizada por Ferreira (2012, p. 47) com egressos do curso de Ciências Econômicas da UFC aponta que os economistas estão satisfeitos com o investimento realizado com o curso, independente de está atuando na área ou não. Os entrevistados afirmaram que não foi em vão, ao reconhecerem que o tempo não foi perdido, porém encontram muitas dificuldades para exercer a profissão.

Ainda de segundo Ferreira (2012, p. 46):

Para os gestores da instituição, cabe ressaltar a importância de olhar mais adiante o que acontece com esses profissionais fora da Universidade, pois a graduação é o inicio de uma carreira profissional. O curso precisa ser tratado de forma mais coerente com o que o mercado de trabalho espera.

Assim, baseado na própria experiência, o egresso de um curso pode, efetivamente, avaliar os responsáveis pela gestão do curso e determinar quais são os valores tradicionais do curso que devem ser conservados, além de indicar quais as mudanças inovadoras devem ser implementadas para assegurar aos estudantes o posicionamento voltado para suas mudanças profissionais e para a realidade do mercado de trabalho. (DELANEY 2004 apud TEIXEIRA et al., 2008).

Segundo Pappas (2004 apud TEIXEIRA et al., 2008, p.105):

Há, atualmente, interesse considerável no uso de processos de avaliação de egressos de cursos como uma ferramenta de avaliação do programa. Os autores utilizam um modelo baseado na aprendizagem que busca focalizar a avaliação do curso no fim do processo educacional, [..], ou mesmo na maneira pela qual os objetivos do curso são propostos. Os egressos retornam com avaliação positiva do programa, desde que o curso possa lhes oferecer perspectivas significativas com respeito ao nível da preparação profissional relacionada com suas necessidades.

O perfil do profissional requisitado pelo mercado de trabalho se constrói em função das transformações pelas quais passa o mundo do trabalho. O desafio de uma universidade, como fator de produção de conhecimento e formação de profissionais, é ampliar e diversificar sua atuação junto à sociedade, no sentido de atender as exigências colocadas pela complexidade da dinâmica social na formação e qualificação de profissionais para um mercado de trabalho configurado e em constante transformação.

O perfil do egresso de um curso de graduação se caracteriza, como ponto central, ao se considerar a aferição da qualidade de um programa de graduação. “Verificar o cumprimento da meta de formação de alunos que consigam desempenhar as funções para as quais foram preparados durante o seu curso e pesquisa, certamente, representa o objetivo principal da avaliação de um programa de graduação.” (TEIXEIRA et al., 2008, p. 102).

Entretanto, para realização de pesquisa com egressos de curso superior, a obtenção de informações sobre suas posições profissionais após a realização dos cursos determinam como os programas dos cursos foram capazes de preparar seus então alunos para a atuação profissional.

4 METODOLOGIA

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