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Subtheme B: Self-compassion and letting go of goals

4. Does MBCT Facilitate Self-Compassion?

4.3. Theme 3: Self-compassion attributed to mindfulness meditation

4.3.2. Subtheme B: Self-compassion and letting go of goals

Encontramos no final do séc. XIX algumas referências a Sacavém e ao seu convento que nos são úteis para perceber como se encontrava aquele património e a localidade. De facto, e apesar de infelizmente não serem detalhadas, elas transmitem-nos uma série de informações que não deixam de ser importantes para compreendermos o tipo de “evolução” que ocorreu.

Em 1852, na Revista O Panorama291, num artigo pouco simpático para a localidade, um pouco em contraponto com outros que, por sua vez a enaltecem e valorizam, refere- se que Sacavém, não se distingue por nada, entre outras coisas por “venerandos

monumentos”292, sendo que por “construcções que mereçam mencionar-se apenas se

contam em Sacavem a egreja e convento de Nossa Senhora dos Martyres (…)”293

Cerca de 1850 Charles Legrand realizou uma série de gravuras de paisagens/sítios; entre eles, inclui-se Sacavém. A gravura (Fig.36), enquadrada num primeiro plano por uma cena de pastoreio, mostra-nos o rio, os seus barcos em actividade e, sobretudo a igreja e os edifícios que constituíam o convento; são visíveis, mais ou menos detalhadamente (embora não esquecendo a liberdade do autor…), a arquitectura. Então a igreja encontrava-se rodeada de “acrescentos” e outras construções que ajudavam a inseri-la ainda mais no contexto do convento. O convento, à semelhança de outros, apresentava-se como um conjunto de habitações, mais ou menos “desorganizadas” que aqui conheciam uma ainda maior evidência fruto da sua localização geográfica e da ,mas onde não se deixa de fazer referência à sua história, nomeadamente à batalha aqui travada por D. Afonso Henriques e à fundação do convento.

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Em 1906, mais propriamente em Fevereiro, surge uma dúvida acerca da propriedade dos terrenos exteriores e junta da igreja paroquial; não se sabia se eram propriedade do Ministério da Guerra ou da Junta da Paróquia. Não se chegou a nenhuma conclusão. Doc. SPatr/DIE, Cx. nº1, Proc. nº1, vol.1, ap.4. Tal facto é indiciador, muito provavelmente, de uma tentativa de crescimento do quartel, necessitando para isso definição da propriedade.

291

O Panorama, Vol. I, 3ª Série, Outubro 16, 1852, pp.329-330

292

Idem, p.329

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imponência da igreja a que estavam ligadas. No local onde o Padre Filinto viria a construir umas dependências para albergar o cartório e sacristia, existia já um pequeno edifício, muito provavelmente, para as mesmas funções.

No Archivo Pittoresco, nº32 de 1864 encontramos mais uma referência a Sacavém; mais uma vez se alude, para além dos dados relativo à freguesia, entre outras coisas, ao convento e à sua fundação. No entanto, é sobretudo a imagem (Fig.37) que acompanha este artigo que acaba por se revelar interessante; a gravura, de título Sacavém, assinada por B. Lima e Pedrozo mostra-nos, tal como a de Legrand, embora menos pormenorizadamente por ter uma maior amplitude, em fundo a ponte e o conjunto de edifícios que constituem o convento e a sua igreja – são visíveis, mais uma vez, as pequenas casas que o circundavam, algumas que faziam parte do convento, uma pequena torre que existiria próxima da entrada; conseguimos ainda vislumbrar parte da zona de Sacavém de Cima, o rio, a ponte, e, sobretudo, a forma como o conjunto se impunha na paisagem, ainda muito rural, e na localidade.

Logo em 1878 é publicada uma extensa e completa referência a Sacavém no Portugal

Antigo e Moderno294… de Pinho Leal, obra a que já aqui fizemos referência. Numa interessante e preciosa descrição sobre a história e o então presente da localidade os mais variados aspectos são mencionados, as quintas e capelas são enumeradas e, como não podia deixar de ser, o Mosteiro é mencionado; infelizmente, para além de referir aspectos relacionados com a sua fundação e com os privilégios que foi recebendo dos sucessivos reis, apenas faz menção à pia baptismal, referindo que “era a cúpula de um mirante, pertencente ao mouro, governador do castello que ali existiu, onde houve a referida acção. O que é certo é ser uma obra de grande merecimento artístico.”295

Na Historia das Ordens Monasticas em Portugal

Infelizmente não existe mais nenhuma referência ao conteúdo / decoração da igreja ou do convento.

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294

LEAL, A. Soares Pinho, “Sacavem”, Portugal Antigo e Moderno […], Vol.VIII, Lisboa, Livraria Editora de Matos & Companhia, 1878, pp.310-319

295

Idem, p.316

296

BRANCO, Manuel Bernardes, Historia das Ordens Monasticas em Portugal, vol.III, Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 1888

, Manuel Bernardes Branco, imbuído de um espírito muito próprio alude à igreja e a Sacavém: “Meu amigo leitor

vamos mais uma vez ver o convento de N. Senhora dos Martyres, fundado por Miguel de Moura, e vamos ver a linda egreja d’aquelle mosteiro. Ah! Ella é tão bonita! (…) Sacavem era uma das povoações de Portugal, que relativamente para com a sua pequenez, estava mais abarrotada de templos. Por toda a parte egrejas! E teve hoje se

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quiz ter egreja parochial decente, teve de lançar mão do templo, fundado por Miguel de Moura vae para quatro séculos! Quasi todos os mais estão em ruínas. (…) Mas é linda na realidade aquella egreja, cujas paredes estão revestidas d’azulejos lindissimos, representando a historia de José do Egypto. E quadros pelas paredes tambem são numerosos.”297

Em o “Passeio a Sacavém”

Esta é, infelizmente, uma das poucas fontes existentes que nos faculta, embora de uma forma muito vaga, algum tipo de informação quanto ao “recheio” do templo. Permite- nos no entanto, referenciar positivamente a origem dos referidos azulejos como fazendo parte daquela igreja.

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A pia baptismal é deveras curiosa; segundo a tradição, era a cúpula de um mirante pertencente ao mouro, governador do castelo que ali existiu. É certamente obra de merecimento artístico; a ornamentação parece-me renascença, muito decadente no gosto, no desenho, mas de boa execução; efectivamente, a forma geral daquela grande peça de mármore não lembra uma pia baptismal; cúpula de mirante não me parece também; seria uma taça de jardim, de varanda ou mirante, que Miguel de Moura aproveitasse, fazendo-a ornamentar ao gosto da época, para a aplicar à sua piedosa fundação? (…) Só junto da igreja, atrás da capela mor, no muro que deita para o rio, vi uma pedra com uma grande espiral esculpida que me parece de grande antiguidade.”

outras informações nos são fornecidas; tal como na descrição anterior, também aqui se alude à ruína das igrejas assim como à igreja do convento e a algumas curiosidades que albergava : “ Há em Sacavém igrejas de antiga

fundação, mas têm sofrido muito de terramotos, e, dos homens, nos arranjos e reconstruções, e um vasto e enorme edifício que foi mosteiro de freiras franciscanas, coma invocação de Nossa Senhora da Conceição. Começou a edificar-se em 1577. (…) a construção da igreja demorou muito tempo, de 1577 aos últimos anos do século: é um grande edifício ao findar do século XVI. Lá estão na verga do côro, nas campas da capela mor, inscrições que lembram os padroeiros da casa e pessoas de sua família.

299

Igualmente interessante é a fotografia que surge na Illustração Portugueza de 7 de

Agosto de 1905 (nº92) – Arrebaldes de Lisboa – Um aspecto de Sacavém (Fig.39). Nela observa-se o casario aglutinado em torno da igreja; desde a inauguração, a

297

Idem, pp.361-364

298

In Estudos diversos: arqueologia, historia, arte, 1934, reedição do artigo “inventário dos objectos de arte e de arqueologia em Portugal” in Revista Arqueológica, 1890

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conduta de água do Alviela, “obra prima” da construção da altura, constituía motivo de interesse e deu origem a fotos e postais (Figs.38,39,53,54). O enquadramento do “arco” da conduta, com a igreja e o rio, eram perfeitos e contrastantes, e tal contribuiu para que diversas fotos fossem, e continuem a ser tiradas.

Só em 1954 encontramos um novo artigo relativo a Sacavém em o Arquivo Alfacinha

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; aqui, na rubrica Arrabaldes d’outrora, debruçam-se então sobre Nossa Senhora dos

Mártires, de Sacavém – Algumas notícias sobre esta povoação. Tomando,

essencialmente, como ponto de partida Pinho Leal e os dados que fornece no seu extenso e completo artigo sobre a localidade, acrescenta outros aspectos de igual interesse. Refere, por exemplo, que “a capela mor do templo é do fim do século XVII e

o corpo da igreja do reinado de D. Pedro II, com excelentes azulejos”; tememos, no

entanto que esta informação não seja correcta, referente antes à igreja de Nossa Senhora da Vitória. Na altura em que o artigo é escrito já não se encontrariam vestígios dos azulejos, e não dizendo em que fonte se baseia, e, parecendo apoiar-se sobretudo em Pinho Leal301