4 Diskusjon
4.5 Styrker og begrensninger ved studien
Os principais termos usados pelo líder movimento fascista para criar um sentimento de pertencimento, diferente do racial são: “Il cemento, il vincolo sacro dei nostri Morti”, “Migliaia di contadini, migliaia di braccianti vennero ad ingrossare le nostre file”, “popolo italiano.
Esses vocábulos objetivam estabelecer uma consciência de grupo, ou seja, levam as pessoas a pensarem em si mesmas como membros de uma sociedade ou comunidade que divide uma mesma simbologia, que expressa valores, aspirações e medos.
A “estirpe ariana mediterrânea”, o “Garibaldinismo”, a “Roma de Augusto”, a “Roma cristã”, “o sentido de italianidade” são exemplos das expressões usadas por Benito MUSSOLINI nos discursos analisados nesta tese para construir um ideal de afirmação nacional italiano, de uma “Raça” que divide: a tradição do Império Romano, uma religiosidade Católica Romana, uma mesma “mãe” a pátria “Itália”, uma mesma língua, um mesmo sangue, os mesmos heróis. O Fascismo enquanto sistema político pretendia viabilizar e impor esta ideologia na Itália.
CONCLUSÃO
No ano em que a Itália comemora os 150 anos de sua unificação política, ganha em relevância a coincidência histórica do desenvolvimento desta tese que procurou discutir e apresentar as estratégias políticas de um projeto de unificação identitária na Itália.
Tal objetivo foi alcançado através da metodologia da Análise Semiolinguística do Discurso Político, bem como de seus lugares de produção de sentidos que, segundo Charaudeau, a doutrina, a retórica e os elementos de justificação do discurso, além das categorias que explicitam as situações comunicacionais e os contratos de comunicação.
Todos esses itens foram examinados por meio de suas ligações interdisciplinares com distintas teorias das Ciências Sociais, que permitiram analisar os discursos de Benito Mussolini, entre os anos 1918 a 1930, período de maior ressonância desse líder político do sistema autocrático e totalitário do “Fascismo italiano”.
Nosso estudo buscou identificar que elementos discursivos-valorativos foram articulados para o programa de construção de uma identidade cultural e, portanto, nacional italiana, através das categorias raça, língua, religião e território.
A primeira resposta positiva às hipóteses trabalhadas foi o reconhecimento da legitimidade política do discurso fascista, fundado na apropriação dos valores da expectativa social, que se sustentava em um processo identitário nacional de ressurgimento e consolidação.
Ainda nessa perspectiva, foi possível verificar também a existência de uma linha orgânica da história da península itálica, com suas tradições institucionalizadas pelo Estado e pela Igreja, que, por sua vez, permitiu detectar um movimento de valorização da formação étnica italiana.
Nosso trabalho investigativo constatou que a presença de um Estado forte e intervencionista, favorecido pela consolidação da mídia, provocou o surgimento de novas vertentes do nacionalismo no contexto histórico entre as duas Grandes Guerras Mundiais.
Este processo representativo estabeleceu um novo efeito na dinâmica da comunicação política e na forma de representação da retórica estatal com a sua consequente espetacularização.
Outro fator de destaque derivado desse contexto histórico-político de definição de uma identidade nacional italiana é a questão linguística, que surge nesse ambiente como símbolo de identidade e/ou alteridade na estruturação do mundo, permitindo assim o reconhecimento das diferenças entre os que são italianos e os que não são italianos.
Ao trabalhar com textos de um período histórico que suscita ainda dores e olhares preconceituosos a qualquer discussão acadêmica sobre o tema na Itália ou no Brasil, a presente tese se traduz em um estudo imparcial e isento de forma a oportunizar os elementos necessários ao debate científico, para que, em um mundo contemporâneo marcado por intolerâncias, a história não se repita.
Nosso corpora foram os 7 discursos: Bologna, discurso em que Benito Mussolini apresenta uma síntese do que seria o corpo político fascista. Ancona, discurso em que o líder fascista faz uma clara apologia às conquistas
econômicas do sistema, e ao mesmo tempo define qual é o papel do povo na Itália e no Fascismo.
Em Torna, Torna, Garibaldi, Mussolini faz uma referência a uma canção do movimento de unificação política da Itália e apela aos valores de um herói nacional, o “Garibaldinismo”, na implementação da Itália no jogo das nações.
Vincolo di Sangue, discurso em que Mussolini defende a ideia de que o Fascismo é a salvação da Itália e de que ele é o sangue da Itália.
No discurso Per la grande Roma: Programma al governatore, o Duce define quais devem ser os programas de políticas públicas na capital da Itália.
Nos discursos Per l’educazione giovanile e Fascismo e Popolo o líder fascista estabelece como deve ser a educação dos jovens no Fascismo e as relações entre o regime e a massa proletária.
Finalmente, este trabalho destacou a desconstrução da retórica, e como tal da gramática discursiva de Mussolini, na tentativa autoritária de persuasão de todo o povo italiano na ideia de uma única Itália.
Por isso, podemos dizer que a principal contribuição da pesquisa foi a identificação de uma forte presença identitária,verificada a partir dos discursos, dos contratos e das situações comunicacionais que marcaram o ideário fascista, como o primeiro a ser pensado politicamente para a tentativa de construção de uma marca de “italianidade” ou “romanidade”, presente na cultura italiana, quer se queira ou não, até hoje na Itália.
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ANEXOS (OS DISCURSOS DE BENITO MUSSOLINI E SUAS TRADUÇÕES PARA A LÍNGUA PORTUGUESA)
DISCORSO DI BOLOGNA
Questo discorso fu pronunciato a Bologna, al Teatro Comunale, il 3 Aprile 1921. Anche questo è un discorso sintetico, in cui appaiono le basi essenziali e le idee-forza del Fascismo. Con esso, al 1° Maggio d'infausta memoria socialista si opponeva il 21 Aprile fascista, data del Natale di Roma, consacrato al Lavoro e alla Nazione. Fra le persone citate nel discorso, giovi rammentare che Giulio Giordani fu assassinato in Bologna da un'aggressione rossa nel Palazzo d'Accursio, in pieno consiglio comunale. L'avv. Grandi è il futuro Ministro degli Affari Esteri; i nomi di Bucco, Zanardi e Bentini, note personalità del socialismo, sono presi ad esponente di tutta una categoria di uomini che, pur facendo i politicanti rossi, non avevano neppure il coraggio di una possibile rivoluzione.
Fascisti dell'Emilia e della Romagna ! Cittadini bolognesi ! Tutte le circostanze, a cominciare dalle accoglienze di ieri sera, dai canti di questa notte, a questo magnifico mareggiare di teste, al saluto che io accettai con trepida venerazione, dalla vedova del nostro indimenticabile Giulio Giordani, (applausi) alla presenza in un palco di due donne eroiche, vedove di eroi grandissimi: parlo di Battisti e di Venezian (applausi); tutto ciò potrebbe trascinarmi sopra un terreno dell'eloquenza che non è la mia. Ma io credo, io sono quasi certo che voi non vi attendete da me un discorso retorico, ma vi attendete da me un discorso duro ed aspro, come è nel mio costume. Ed allora noi ci parleremo schiettamente, fascisticamente.
Io ringrazio l'avv. grandi che mi ha presentato a voi con parole troppo lusinghiere: io le accetto e credo di non commettere un peccato di orgoglio. Potrei dirvi socraticamente che se ognuno deve conoscere se stesso, anche io conosco e devo conoscere me stesso (applausi) . Come è nato questo Fascismo, attorno al quale è così vasto strepito di passioni, di simpatie, di odi, di rancori e di incomprensione? Non è nato soltanto dalla mia mente o dal mio cuore: non è nato soltanto da quella riunione che nel 1919 noi tenemmo in una piccola sala di Milano. E' nato da un profondo, perenne bisogno di questa nostra stirpe ariana e mediterranea che ad un dato momento si è sentita minacciata nelle ragioni essenziali della esistenza di una tragica follia e da una favola mitica che oggi crolla a pezzi nel luogo stesso dove è nata (applausi). Noi sentimmo allora, noi che non eravamo i maddaleni pentiti; noi che avevamo il coraggio di esaltare sempre l'intervento e le ragioni delle giornate del 1915; noi che non ci vergognavamo di avere sbaragliato l'Austria sul Piave e di averla poi mandata in frantumi a Vittorio Veneto; noi che volemmo una pace vittoriosa, noi sentimmo subito, appena cessata l'esaltazione della vittoria, che il nostro compito non era finito. Difatti ad ogni volgere di stagione si dice che il mio compito e il compito delle forze che mi seguono, sia finito. Nel Maggio 1915, quando i fasci di azione rivoluzionaria avevano spazzato da tutte le strade, da
tutte le piazze e le vie d'Italia, perfino nei più piccoli borghi d'Italia il neutralismo parecchista, si disse: Mussolini non ha più niente da dire alla nazione. Ma quando vennero le tragiche e tristi giornate di Caporetto, quando Milano era grigia e terrea perché sentiva che se gli austriaci passavano e venivano nella città delle cinque giornate sarebbe stata la fine dell'Italia tutta, allora noi sentimmo di avere ancora una parola di dire. E dopo la vittoria, quando sorse la scuola della rinunzia più o meno democratica, che intendeva amputare la vittoria, noi fascisti avemmo il supremo spregiudicato coraggio di dirci imperialisti ed antirinunciatari.
Fu quella la prima battaglia che demmo nel Teatro della Scala nel Gennaio 1919. Ma come? Avevamo vinto, avevamo vinto noi per tutti, avevamo sacrificato il fior fiore della nostra gioventù, e poi si veniva a noi coi conti degli usurai, degli strozzini. Ci si contendevano i termini sacri della patria, e c'erano in Italia dei democratici, la cui democrazia consiste nel fare l'imperialismo per gli altri e nel rinnegarlo per noi (applausi) , che ci lanciavano questa stolta accusa, semplicemente perché intendevamo che il confine d'Italia al nord dovesse essere il Brennero, dove sarà fin che ci sarà il sangue di un italiano in Italia (applausi) . Intendevamo che il confine orientale fosse al Nevoso, perché la' sono i naturali, giusti confini della Patria e perché non eravamo sordi alla passione di Fiume e perché portavamo nel cuore lo spasimo del fratelli della Dalmazia, perché infine sentivamo vivi e vitali quei vincoli di razza che non ci lega soltanto agli italiani da Zara a Ragusa ed a Cattaro, ma che ci lega anche agli italiani del Canton Ticino, anche a quegli italiani che non vogliono più esserlo, a quelli di Corsica, a quelli che sono al di la' dell'Oceano, a questa grande famiglia di 50 milioni di uomini che noi vogliamo unificare in uno stesso orgoglio di razza (applausi) . Si notavano già le prime avvisaglie della offensiva prussista. Milano il 16 Febbraio assistette, fra lo sgomento e il terrore di una borghesia infiacchita e trepidante, ad una sfilata di 20 mila bolscevichi i quali, dopo aver inneggiato a Lenin dall'alto dei torrioni del castello, dissero che la rivoluzione bolscevica era imminente.
Allora io uscii all'indomani con un articolo che fece una certa impressione anche ad alcuni amici. Era intitolato:" Contro il ritorno della bestia trionfante" .Era un articolo in cui si diceva: noi siamo disposti a convertire le piazze delle città