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5. Aims of the thesis

6.1.2 Study endpoints

Ao realizarmos as aulas que nos são propostas ao longo deste estágio profissional e, mesmo na vida futura enquanto docente, é necessário planificar as mesmas, de forma a existir um fio condutor nas aulas abordadas. Yinger (1986, citado por Zabalza (1994, p.45) afirma que “a planificação refere-se ao desenvolvimento de estruturas para conseguir a acção dirigida a metas.”. A planificação deverá ser uma previsão do que se pretende fazer, assim como é um instrumento que todos os docentes devem possuir, sendo esta uma orientação para os mesmos. Segundo Zabalza (2000, p.47), refere que planificar “trata-se de converter uma ideia ou um propósito num curso de ação.”. As planificações devem ser adequadas ao grupo-alvo que cada docente tem, ou seja, os docentes devem perceber quais as necessidades dos seus alunos, identificando os problemas da turma e adequando as estratégias necessárias, de forma a superar com sucesso as dificuldades encontradas. De acordo com Pérez e Lopéz (2001):

a planificação integra os elementos básicos do currículo, nomeadamente as capacidades, valores, atitudes, destrezas, conteúdos e métodos/procedimentos. A planificação é facilitadora para o desempenho do professor, pois, permite-lhe

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construir uma imagem mental da informação a abordar estando sempre ciente do meio cultural em que se encontra.

Para Braga et al. (2004) dizem o seguinte:

É necessário salientar que o facto de se elaborar um plano, é tão importante quanto é importante ser-se capaz de o pôr de lado. Uma aula deve “acontecer”, ser viva e dinâmica, onde a trama complexa de inter-relações humanas, a diversidade de interesses e características dos alunos não pretende ser um decalque do que está no papel.

Para o Ministério da Educação (2009):

planear o processo educativo de acordo com o que o educador sabe do grupo e de cada criança, do seu contexto familiar e social é a condição para qua a educação pré-escolar proporcione um ambiente estimulante de desenvolvimento e promova aprendizagens significativas e diversificadas que contribuam para uma maior igualdade de oportunidades. Planear implica que o educador reflicta sobre as suas intenções educativas e as formas de as adequar ao grupo, prevendo situações e experiências de aprendizagem e organizando os recursos humanos e materiais necessários à sua realização. (p.2)

A planificação e a avaliação estão interligadas, visto que só assim é que se pode perceber e melhorar o ensino-aprendizagem. Roldão (2009, p.62) refere que “a planificação é uma estratégia global à avaliação”.

Um dos desenhos curriculares utlizados nos Jardins-Escolas é o da planificação do modelo T, que implica a seleção de uma série de elementos, contribuindo para uma boa e adequada planificação. De acordo com Pérez (s.d., p.7), o modelo T consiste em “agrupar os objectivos fundamentais (capacidades – valores) e complementares (destrezas e atitudes) com conteúdos (formas de saber) e métodos/actividades gerais (formas de fazer) numa visão global e dinâmica.”. O mesmo autor salienta ainda que o Modelo T “serve de base ao desenvolvimento de actividades como estratégias de aprendizagem.”. (p.7)

Quadro 13 – Exemplo de uma planificação baseada no modelo T Conteúdos conceptuais Procedimentos / Métodos

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Quando falamos em conteúdos num plano, referimo-nos ao que se pretende trabalhar com os alunos. Segundo Pérez (s.d., p.8) os conteúdos são “formas de saber”. Os métodos ou procedimentos, segundo o mesmo autor, são “uma forma de fazer” ou “um caminho para”. Para Elbaz (1983, citado por Zabalza, 1994) existem cinco áreas de conteúdos no conhecimento prático:

1. Conhecimento de si mesmo: valores, crenças, metas pessoais, etc.;

2. Conhecimento do próprio meio: classe, relação com os colegas, administração;

3. Conhecimento da matéria ou área que se lecciona como corpo organizado de conhecimentos e destrezas;

4. Conhecimento do currículo: objectivos; necessidades do aluno; propriedades, função das diversas matérias;

5. Conhecimento da instrução: métodos de ensino, teorias da aprendizagem, procedimentos da avaliação, manipulação de recursos, etc. (p.52)

Os métodos são procedimentos que vão ser trabalhados de acordo com o conteúdo em questão e as necessidades dos alunos. Na sequência desta afirmação, que se relaciona com o termo currículo, Roldão (2009) define o mesmo como um:

conjunto de aprendizagens consideradas necessárias num dado contexto e tempo e à organização e sequência adoptadas para o concretizar ou desenvolver (…) o que transforma um conjunto de aprendizagens em currículo é a sua finalização, intencionalidade, estruturação coerente e sequência organizada. (p.32)

No entanto, Pacheco et. al (s.d., p.18) consideram que “o currículo é, hoje em dia, reconhecido como uma área de saber educativo indispensável na formação de professores.”.

Existem várias estratégias que se podem aplicar num determinado tema que se quer trabalhar que vão variar de acordo com o grupo de crianças que esteja sob a orientação de um docente. Pérez (s.d., p.8) define estratégia como um “conjunto de processos de passos de pensamento”. Este afirma ainda que “a estratégia (…) é o caminho para desenvolver destrezas que desenvolvem valores, através de conteúdos (formas de saber) e métodos (formas de fazer).”. Quando se refere a este conceito de estratégia, Elbaz (1983, citado por Zabalza, 1994) afirma que existem três níveis de organização, no conhecimento prático:

1. As regras práticas: são declarações breves que indicam o que há para fazer e como fazê-lo em situações didáticas habituais e concretas;

2. Os princípios práticos: possuem um carater mais geral; expressam proposições de carater deliberativo e consciente que transcendem a aplicação a momentos concretos ou situações específicas. Costumam configurar-se como projecção, desenvolvida conscientemente pelo professor, da teoria (ou de algum principio teórico) à prática. Desempenham o duplo papel de guiar a acção e de justifica- la;

3. As imagens: são quadros mentais gerais que o professor gera intuitivamente e que contêm a sua perspectiva pessoal de abordagem adas questões educativas. Nelas se integram sentimentos, valores, necessidades, crenças etc. costumam adoptar a forma de analogias, metáforas, modelos genéricos, etc.

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Para além destes autores, existem outros como Roldão (2009), que refere que a estratégia “centra-se na concepção finalizada e organizada da acção de ensinar, operacionalizada em subestratégias, tarefas ou actividades, de entre as que várias tipologias proporcionam.”. Ou seja, para ensinarmos uma determinada matéria é necessário criar estratégias de forma que os alunos tenham uma aprendizagem significativa.

As capacidades e destrezas, tal como os valores e atitudes, de acordo com o modelo T são objetivos que se pretendem trabalhar de forma a contribuir para o desenvolvimento e crescimento dos alunos. Enquanto as capacidades e destrezas são objetivos cognitivos fundamentais e complementares, as atitudes e valores são objetivos afetivos gerais e complementares.

Quando se fala em capacidade num plano, esta traduz-se, segundo Pérez, (s.d., p.8) numa “habilidade geral, que utiliza ou pode utilizar um aprendiz para aprender, cujo componente fundamental é cognitivo.”. Existem vários tipos de capacidade que Pérez (s.d., p.8) classifica como ”cognitivas, de comunicação, psicomotoras e de inserção social.”.

Pérez (s.d., p.8) traduz a destreza como uma “habilidade geral, que utiliza ou pode utilizar um aprendiz para aprender, cuja componente fundamental é cognitiva. Um conjunto de destrezas constitui uma capacidade.”.

Em suma, existe uma diferença entre a capacidade e a destreza: a capacidade é mais ampla que a destreza e atua sempre como um fim, ao contrário da destreza que atua como um meio de aprendizagem.

A atitude tem como componente fundamental a afetividade. Pérez (s.d., p.8) afirma que “as atitudes desenvolvem-se na aula sobretudo por intermedio de técnicas metodológicas e condutas práticas. As normas e os conteúdos podem ajudar ao desenvolvimento de atitudes, mas são subsidiários dos métodos ou formas de fazer.”.

Os valores são um conjunto de atitudes. Segundo Pérez (s.d., p.8), os valores têm as mesmas componentes que as atitudes, tais como, “cognitivos, afectivos e comportamentais, ainda que a componente fundamental seja afectivo.”.

Ao contrário da planificação em modelo T, que é feita para oito semanas e apesar de nos Jardins-Escolas se basearem no mesmo, nestes últimos são feitos planos cuja durabilidade é de 20 a 60 minutos. Tem este nome, pois este modelo tem a forma de duplo T, sendo que um dos T se debruça sobre os objetivos que complementam as capacidades e os valores, e o outro T esquematiza os meios que consistem nos conteúdos e métodos.

Em termos gerais, o modelo T reflete a procura por uma educação completa associada um desenvolvimento estável das caraterísticas pessoais de personalidade do docente e que é adaptado conforme o grupo que se tem.

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2. Planificações em Quadro

Tanto no Ensino Pré-Escolar como no Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico serão apresentados dos planos, cada um referente a cada manhã de aulas e em diferentes bibes.

2.1. Planificações na Educação Pré-Escolar

Neste subcapítulo encontrar-se-ão duas planificações relativas ás aulas que lecionei durante o meu estágio no Ensino Pré-Escolar.

2.1.1. Plano de aula: Área do Conhecimento do Mundo

Conforme se pode observar no quadro 14, há uma planificação elaborada para a aula na área do Conhecimento do Mundo, abordando como tema o Natal. Esta aula teve a duração aproximada de trinta minutos, numa turma de 3 anos (Bibe Amarelo), que a educadora titular é a RA.

Quadro 14 – Plano de Aula: Área do Conhecimento do Mundo no Bibe Amarelo A Bibe: Amarelo A (3 anos) Nome: Sharika Mahomed

Educadora: R. A. N.º: 19

Duração: 30 minutos Turma: MEPE+1.ºCiclo A Data: 28 de novembro de 2011