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8. Discussion

8.1 Methodological considerations…

8.1.2 Statistics

O quadro 16 demonstra a planificação que elaborei para uma aula de Português na turma do 2.º ano de escolaridade (Bibe Verde). Nesta aula abordei a classificação morfossintática dos verbos. Teve a duração aproximada de sessenta minutos.

Quadro 16 – Plano de Aula de Português

Bibe: Verde A (2.ºano) Nome: Sharika Mahomed Duração: 50/60 minutos N.º: 17

Professora: R.C. Turma: MEPE +1.ºCiclo A Data: 19 de março de 2012

Área do Português

Conteúdos conceptuais Procedimentos / Métodos

Classificação Morfossintática de verbos

(revisões)

 Relembrar a noção de verbo (utilizando uma ficha informativa e placares):

o Definição;

o Rever (Três conjugações; Modos (Infinitivo e Indicativo) e tempos (Presente, Pretérito Perfeito, Pretérito Imperfeito e Futuro); Pronomes Pessoais.)

 Distribuir cartões com formas verbais escritas, em diferentes tempos do Modo Indicativo;

o Identificar em que tempo estão as formas verbais;

o Colocar os verbos no Modo Infinitivo.

 Ouvir uma música onde se encontram verbos no Modo Infinitivo;

 Preencher as lacunas na letra da música com verbos no Modo Infinitivo.

Capacidades e Destrezas Objetivos Valores e Atitudes  Expressão Oral: Interpretação; Vocabulário.  Desenvolver a memória.  Responsabilidade: Saber ouvir; Estar atento.  Respeito: Tolerar;

Respeitar o ritmo individual de cada aluno. Recursos: Cartões, Ficha informativa (revisões), proposta de trabalho e música

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Fundamentação Teórica

No âmbito do conteúdo proposto para esta área, comecei por relembrar com os alunos a noção de verbo, recorrendo a uma ficha informativa e placards, assim como as três conjugações, os modos (Infinitivo e Indicativo) e tempos (Presente, Pretérito Perfeito, Pretérito Imperfeito e Futuro) e os pronomes pessoais. Quando se fala em verbo, Pinto (2000, p.297) afirma que este termo “exprime a acção, as qualidades ou os estados, situando-os no tempo. O verbo é o elemento fundamental do grupo verbal e a palavra mais flexionável da língua. Com efeito, pode variar em número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz.”.

A construção destes placares constitui um valioso suporte, visto que representavam esquemas que estavam interligados com a ficha informativa fornecida. De acordo com Pereira (2002, p.47) “o docente deve proporcionar às crianças actividades de classificação, implicando estas o agrupamento de situações mediante um critério ou esquema.”.

Na sequência desta revisão, distribuí cartões com formas verbais escritas, em diferentes tempos do modo indicativo, em que tinham de Identificar em que tempo estavam as formas verbais e colocar os verbos no modo infinitivo.

Por fim, ouviram uma música onde se encontram verbos no modo infinitivo e tinham, como desafio, preencher as lacunas na letra da música com verbos nesse mesmo modo. Para a audição da música fora necessário a utilização de meios informáticos. Conforme Pouts-Laujs e Riché-Magnier (1998, p.80), “qualquer disciplina ensinada pode beneficiar das tecnologias de informação e de comunicação, através da utilização de programas especificamente concebidos (…).”.

Já para as O.C.P.E.P. (2009, p.74), “as novas tecnologias são formas de linguagem com que muitas crianças contactam diariamente.”.

É de extrema importância relacionar as áreas curriculares com as expressões, sendo neste caso a expressão musical interligada numa atividade de Português. Segundo Sousa (2003, p.18) a Expressão Musical tem como objetivo a “formação como ser, como pessoa, o desenvolvimento equilibrado da sua personalidade.”.

163 2.2.2. Plano de aula: Área de Estudo do Meio

De seguida apresento o quadro 17 respeitante à aula de Estudo do Meio no 1.º ano de escolaridade (Bibe Castanho). Nesta aula falei sobre o Dia de África (25 de maio). Teve a duração aproximada de sessenta minutos.

Quadro 17 – Plano de Aula de Estudo do Meio

Bibe: Castanho A (1.º ano) Nome: Sharika Mahomed Duração: 50 minutos N.º: 17

Professora: S.S. Turma: MEPE +1.ºCiclo A Data: 25 de maio de 2012

Área do Estudo do Meio

Conteúdos conceptuais Procedimentos / Métodos

Dia de África (25 de maio)

 Mostrar o planisfério, identificando os continentes;  Explorar o continente africano:

o Destacando alguns países: - Marrocos (religião e especiarias);

- Cabo Verde (música e dança: funaná): Dançar ao som da música;

- Kongo (máscaras); - Munapo (palhotas). o Destacando:

- Savanas;

- Deserto do Saara (camelos).  Explicar o Dia de África – 25 de maio.

Capacidades e Destrezas Objetivos Valores e Atitudes  Expressão Oral: Compreender; Vocabulário.  Participação;  Escutar.  Responsabilidade: Saber ouvir; Estar atento.  Respeito: Tolerar;

Respeitar o ritmo individual de cada aluno. Recursos: Planisfério, suporte informático: computador, data-show e colunas e mandioca.

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Fundamentação Teórica

Este tema foi-me proposto para trabalhar neste preciso dia, visto ser o dia em que se comemora o Dia de África. Ao longo desta aula foram utlizados os mais diversos materiais que ajudaram a explorar este continente; no entanto não se deixou de fazer referência a outros continentes do planeta Terra, aproveitando desta maneira este e outros conhecimentos já adquiridos anteriormente pelos alunos desta faixa etária. Para aproveitar os conhecimentos que os alunos tinham, foram sendo colocadas questões para levá-los à transmissão dos mesmos. Vasconcelos (2005, p.81) realça a importância das questões como “promoção do pensamento.”. Indo ao encontro deste autor, Martins el al. (2009, pp.12- 13) defendem “a necessidade de se desenvolver a capacidade de observação das crianças e a vivência de situações que responda, a sua curiosidade e interesse pela exploração do mundo.”.

Ao explorar este continente, fiz referência a determinados países, conhecidos pelos alunos, em que abordei o mais pertinente sobre cada um deles. Esta aula foi, sem dúvida, um desafio para mim e para os alunos, pois ambas as partes colaboraram positivamente para a realização desta aula. Um dos desafios colocados aos alunos foi dançar ao ritmo de uma música. Para dançarem esta música coloquei um videio com a coreografia da mesma. Este desafio foi sem dúvida um dos pontos mais altos desta aula, visto que os alunos não se inibiram em dançar. Segundo Figueiredo (2004, p.30) “todas as actividades e muitas outras precisam de ser garantidas e estimuladas (…).”.

É de extrema importância dar aulas que levam os alunos a conhecer outras culturas, tornando assim uma escola multicultural. Para Souta (1997, p.140), “criar uma Escola Multicultural, na qual a diversidade étnica, linguística, de género e de classe dos seus alunos fosse respeitada e valorizada, reconhecida como factor de desenvolvimento pessoal e social e capaz de conduzir ao sucesso escolar.”. O mesmo autor salienta que este tipo de escola visa “assegurar a igualdade e a dignidade de todas as crianças e promover a sua identidade cultural.”. (p.140)

Para Banks (1991, citado por Tarré, 2001, p.22) a Educação Multicultural engloba “os programas para ajudar a melhorar os resultados académicos das comunidades étnicas e imigrantes e/ou informar os grupos de estudantes maioritários sobre as culturas e experiências dos grupos minoritários nos seus países.”.

Segundo Cabral (1998, citado por Tarré, 2001):

a Educação Multicultural nasceu da necessidade de aprofundar o conhecimento e a interpenetração de culturas, e de promover a erradicação das situações de injustiça. O caminho do medo levou, assim, a um projeto de redenção, que envolveu dominadores e dominados num processo de alargamento e de aprofundamento das praticas da democracia, da justiça e da liberdade. (…) A Escola desempenha, assim um papel crucial no desenvolvimento desses grupos e é por isso que não concebo uma educação Multicultural que não inclua estes dois aspectos principais: (1) a

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educação da criança numa perspectiva Multicultural, se possível num contexto Intercultural, e (2) a construção de um mundo mais democrático, mais justo e mais livre. (pp. 24-25)

Com esta aula, pretendi levar os alunos a tomarem consciência de outras culturas. O papel tomado por mim foi de mediadora de conhecimento, pois, para além de aproveitar os conhecimentos dos alunos, alarguei esses mesmos conhecimentos transmitindo-lhes outros, complementando desta forma a sua aprendizagem.

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CAPÍTULO 3: Dispositivos de