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VIDEREFØRING I HOVEDPROSJEKT

2.3 ANDRE STUDIER AV ENERGIBRUK I BYGNINGER

Segundo estudo desenvolvido pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo – CNC, e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, em 2008, com a implantação do Estatuto das Micro e Pequenas Empresas, “as MPE têm se multiplicado no setor formal e empregado boa parte da mão de obra do Setor de Comércio” (A COMPETITIVIDADE NOS SETORES DE COMÉRCIO, DE SERVIÇOS E DO TURISMO NO BRASIL: PERSPECTIVAS ATÉ 2015, 2008, p.31).

Entre 1996 e 2004, as microempresas comerciais cresceram 55% e as pequenas empresas cresceram 77% em número de estabelecimentos formais, enquanto as médias e grandes tiveram crescimento mais moderado, de 25% e 23% respectivamente.

O número de pessoas ocupadas formalmente nas microempresas aumentou 52% e nas pequenas 71%, frente ao aumento menos expressivo das médias e grandes, 26% e 30% respectivamente.

As micro e pequenas empresas respondiam pela quase totalidade de empresas no País. Em 2004, elas representavam 99,66% das empresas do comércio e 98,89% do total de serviços.

Ainda de acordo com aquele estudo, apesar de representarem a maioria em número de estabelecimentos no País, as micro e pequenas empresas geravam relativamente pouco produto em relação às empresas de porte médio ou grande.

Em países desenvolvidos, como Estados Unidos, o segmento de pequenas empresas contribui com mais da metade do Produto Interno Bruto e emprega mais de 50% da mão de obra, enquanto na Itália os pequenos negócios viabilizam mais de 40% das exportações (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, 2001, apud CNC- SEBRAE 2007).

Conforme diagnosticado e relatado nesse Estudo, muitos gargalos eram percebidos como causadores da alta taxa de mortalidade das empresas, tais como:

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• Falta de acesso ao crédito,

• Elevados custos de logística,

• Custos tributários e burocráticos proporcionalmente elevados.

Além disso, atribuíam também a estes fatores as causas de muitas de estas empresas estarem operando na informalidade no Brasil.

Por ocasião do Estudo CNC-SEBRAE foram traçadas tendências e um cenário econômico do Setor Terciário brasileiro.

À época, anteviam-se queda de juros e expansão do crédito como mecanismos para dinamização da economia brasileira, os quais acabariam por readequar a estrutura ótima de capital das empresas, e de consequência levar à viabilização de atividades até então estagnadas em decorrência de falta de perspectivas no médio e longo prazo, como seria o caso dos investimentos em infraestrutura.

Uma vez consolidadas estas estimativas, tanto Agropecuária quanto Indústria se tornariam mais competitivas no mercado internacional alavancando seus negócios e trazendo juntos Comércio e Serviços no mesmo impulso.

Investimentos em infraestrutura ainda são reclamados nos dias atuais, mas, por outro lado, os produtos brasileiros chegaram ao mercado internacional, contribuindo também para o crescimento econômico brasileiro, impactando no aumento da renda da população e expansão do consumo interno também.

Assim, o número de empreendimentos comerciais de pequeno porte de fato se multiplicou, o que possivelmente tenha deixado em maior evidência obstáculos estruturais registrados no Brasil.

Como já previsto no cenário então traçado, a reorganização da economia brasileira, atrairia maior fluxo de capital estrangeiro, endereçado a Setores que ainda não haviam avançado em modernização, notadamente aqueles com problemas de gestão.

Setores como Saúde, Educação, Limpeza e Vigilância eram apontados como candidatos em processos de fusões e aquisições.

Ainda com olhar para ganhos de escala, apontando para as micro e pequenas empresas,

previa-se que a formação de “clusters12” e arranjos produtivos locais, permitiria ganhos de

produtividade.

12Clusters definidos como sendo concentrações geográficas de empresas de determinados setores de atividade

e organizações correlatas, que, buscando pelos mesmos recursos, se organizam para ganharem em economia de escala.

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Como premissa elementar seriam caminhos interessantes mas que para serem trilhados haveria que se dispor de uma “abertura mínima de mentalidade empresarial” nem sempre identificada nas pessoas de baixa escolaridade.

De acordo com o Estudo CNC-SEBRAE, “as deficiências de mão de obra não se limitavam a segmentos associados a conhecimento e tecnologia (2008, p.52).

A qualificação deficiente é um problema também verificado entre os empresários, principalmente de MPE. A falta de preparo específico dos empresários é apontada como uma das principais causas de alta mortalidade das pequenas e médias empresas brasileiras.

Sem uma bagagem satisfatória de conhecimentos comerciais, gerenciais e tecnológicos, poucos empreendedores conseguem sustentar seus negócios por muito tempo (2008, p.52).

Em um mercado cada vez mais competitivo, é crescente a importância do conhecimento gerencial na condução dos negócios. Modelos eficazes de gestão proporcionam melhor alocação dos recursos – a partir da melhoria continua dos processos e otimização dos resultados – e possibilitam que o valor gerado seja adequadamente distribuído à sociedade como um todo.

Administrar uma organização envolve de uma forma geral, planejamento, identificação e solução de problemas, organização e alocação de recursos, coordenação e controle. No desempenho dessas funções, três são os fatores críticos de sucesso: liderança, conhecimento técnico e conhecimento gerencial (2008, p. 107).

Em resumo, características como estas não são encontradas em grande parte do povo brasileiro, inclusive dos seus micro e pequenos empresários, conforme relatado anteriormente. Além disso, observando-se o cenário mais recente da economia brasileira e utilizando uma das constatações do Estudo CNC-SEBRAE, apontando que “em momentos de recessão, nos quais há aumento do desemprego na maioria dos setores, muitas pessoas buscam a alternativa de abrir seu próprio negócio” (2008, p.31), é de importância fundamental que medidas sejam adotadas como forma de mitigar e não agravar o problema de mortalidade prematura de empresas no País.

Vale destacar esta constatação, em especial neste momento em que a economia brasileira dá sinais de dificuldades, que, se confirmadas e refletidas em maior desemprego, poderá elevar o contingente de novos empreendedores buscando se estabelecerem com negócio próprio.

4.6. Evidências de maiores dificuldades nas empresas instaladas nas regiões mais pobres