4 Metode og datagrunnlag
4.1 Studieobjekter
ORTODÔNTI COS
Desde 1949, DEWEL31 dem onst r ava pr eocupação em r elação aos dent es apr esent ar em um a inclinação de seus longos eixos par a m esial, var iando de acor do com sua f unção, sendo que qualquer desvio do nor m al, se apr esent a, pr incipalm ent e, com um aum ent o de sua inclinação. De acor do com o r ef er ido aut or , o cont at o pr oxim al ent r e os dent es é pr opor cionado por est a inclinação m esial específ ica, não som ent e na época da ir r upção, m as t am bém nos anos vindour os, quando os dent es sof r em desgast es pela pr ópr ia f unção na cavidade bucal, m as per m anecem unidos pelo com ponent e ant er ior de f or ças, que ser ia at ivado pela pr essão f uncional de oclusão dos dent es ant agonist as inclinados na m esm a dir eção.
Sabendo da im por t ância do cor r et o posicionam ent o m esiodist al dos longos eixos dent ár ios par a a m anut enção da est abilidade dos r esult ados obt idos pelo t r at am ent o or t odônt ico, HOLDAWAY50, em 1 9 5 2 , suger iu a incor por ação de angulações nos br aquet es subst it uindo as dobr as de segunda or dem nos f ios de nivelam ent o. Segundo o aut or , os br aquet es
devem ser angulados par a com pensar a f olga do f io or t odônt ico dent r o de suas canalet as nos dent es subm et idos a m aior es m ovim ent ações. Est e ar t if ício t am bém pode ser em pr egado no pr epar o de ancor agem e na subst it uição das dobr as ar t íst icas, r esult ando num a inclinação m ais diver gent e dos longos eixos dent ár ios, e pr opor cionando um a anat om ia m ais nat ur al, pr incipalm ent e no segm ent o ânt er o-super ior do ar co dent ár io. O aut or aler t ou ainda que m uit os casos er am concluídos sem a obt enção do par alelism o r adicular . Nos locais das ext r ações, as r aízes dos dent es adjacent es apr esent avam um a conf igur ação em “ V” , sendo est e um dos f at or es pr edisponent es à r eaber t ur a de espaço.
Nest e m esm o ano, BEYRON13 aconselhou que a dir eção das f or ças oclusais dever ia ser dist r ibuída pelo m aior núm er o de dent es, est ando o m ais pr óxim o possível dos longos eixos dos m esm os.
Ainda em 1 9 5 2 , buscando r elacionar f at or es que cont r ibuíssem par a a est abilidade dos t r at am ent os or t odônt icos e t ent ando m inim izar as r ecidivas, STRANG8 6 r elacionou o est abelecim ent o do posicionam ent o axial nor m al de cada dent e, ou de f or m a pr oposit adam ent e m odif icada, com o um a t ent at iva
de sobr ecor r eção, cr iando condições de um a m elhor r esist ência às f or ças que t endem a pr ovocar r ecidiva da m á oclusão, indicando que o pr ocedim ent o or t odônt ico cor r et ivo deve levar em consider ação o r elacionam ent o f inal das cor oas e r aízes dent ár ias.
Em 1963, DEMPSTER et al.30 desenvolver am um a pesquisa que dar ia início aos est udos m ais com plexos sobr e a anat om ia dent ár ia. Est udando quant it at iva e qualit at ivam ent e o ar r anjo das r aízes dent ár ias em 11 cr ânios secos com dent adur as com plet as, os aut or es objet ivar am det er m inar as inclinações axiais m esiodist ais e vest ibulolinguais dest a am ost r a pr ovinda da Í ndia e com padr ões oclusais sat isf at ór ios. Os dent es f or am ext r aídos dos cr ânios, hem i-seccionados e r einser idos nos r espect ivos alvéolos. Com o auxílio de um a br oca longa obt eve-se canais, que r eceber am f ios or t odônt icos par a evidenciar os t r ajet os dos m esm os por m eio de t eler r adiogr af ias em nor m a lat er al e f r ont al, e de f ot ogr af ias em t am anho nat ur al dos espécim es pr epar ados. Dest a f or m a, t or nou-se possível a quant if icação das inclinações r adicular es em r elação à anat om ia cr aniana est abelecendo m édias e desvios- padr ão par a t odos os dent es.
Um ano m ais t ar de, YOUNG9 6 obser vou que cada dent e encont r a-se posicionado conf or m e o t ipo de esf or ço r equisit ado, sendo que as suas dist int as inclinações cor r espondem a um m odelo per f eit o de est abilidade sob f unção. A inclinação par a dist al de seus ápices possibilit a a oclusão de dois dent es ant agonist as num a posição bast ant e vant ajosa, per m it indo que a f or ça oclusal seja t r ansm it ida par alelam ent e às suas r aízes. Quando ist o não ocor r e, obser va-se danos aos t ecidos de sust ent ação e aos dent es.
Segundo WHELLER9 4 (1965), nor m alm ent e os dent es apr esent am suas cor oas inclinadas par a m esial em gr aus var iáveis e em bor a dif er ent es cr ânios apr esent em discr epâncias quant o aos valor es absolut os, ger alm ent e obser va-se um a t endência a essa inclinação m esial. O aut or af ir m ou que cada dent e apr esent a a inclinação que m elhor r esist e às f or ças m ast igat ór ias e se algum dent e encont r ar -se m al posicionado, sua ef iciência f uncional t or na-se pr ejudicada, assim com o, sua est abilidade. Est a disposição espacial específ ica gar ant e a m anut enção dos pont os de cont at o pr oxim ais dent ár ios e a cor r et a dissipação das f or ças f uncionais.
Com pulsando a lit er at ur a per t inent e à est abilidade dos casos or t odont icam ent e t r at ados, GRABER4 4, em 1 9 6 6 , const at ou que a r eaber t ur a de espaços nos locais das ext r ações er a conseqüência do par alelism o r adicular inadequado.
O ar gum ent o de WHELLER94 cor r obor ou com as opiniões de SI CHER; DuBRUL84 que em 1 9 7 0 , af ir m ar am que as dist int as posições dos dent es no osso alveolar coincidem com a dir eção das f or ças m ast igat ór ias r esult ant es nest e pont o, sendo que est a obliqüidade axial r ef let e a dir eção das f or ças exer cidas pelos m úsculos elevador es da m andíbula.
Do est udo de GARI NO3 9, em 1971, concluiu-se que os dent es super ior es apr esent am seus ápices inclinados par a dist al obedecendo a um padr ão de inclinação axial m esiodist al nor m al que aum ent a pr ogr essivam ent e dos incisivos at é os pr é-m olar es. O pr im eir o m olar ent r et ant o, encont r a-se ver t icalizado, enquant o os out r os m olar es apr esent am um a inclinação m esial dos seus ápices. No ar co inf er ior , os incisivos est ão ver t icalizados e a par t ir do canino ocor r e um aum ent o gr adat ivo das inclinações dos ápices par a dist al.
Com o int uit o de pr evenir a r ecidiva em casos t r at ados or t odont icam ent e com ext r ação, EDWARDS3 2, em 1 9 7 1 , analisou 2 0 sít ios de ext r ação ( 1 0 pacient es com duas ext r ações) . O aut or suger iu um a cir ur gia per iodont al par a elim inar a dobr a gengival pr ovocada pela m ovim ent ação or t odônt ica r eduzindo, dest a f or m a, o núm er o de r ecidivas de r eaber t ur a de espaços. O par alelism o r adicular e o cont at o just o dos dent es apr oxim ados t am bém const it uem out r o f at or de est abilidade dos casos t r at ados com ext r ação.
ANDREWS1 0 ao apr esent ar o gr ande clássico da or t odont ia “ As seis chaves par a a oclusão nor m al” em 1972, incluiu as inclinações axiais m esiodist ais com o um a das “ chaves” par a a obt enção de um a oclusão “ nor m al” . O aut or colet ou um a am ost r a de 120 m odelos com oclusão nor m al e sem t r at am ent o or t odônt ico, onde obser vou que as por ções gengivais dos longos eixos das cor oas dent ár ias, encont r avam -se inclinadas par a dist al em gr aus var iáveis, m as de m aneir a pr evisível. Nos dent es ânt er o-super ior es, est a inclinação é cr ít ica, devido às alt ur as oclusogengivais de suas cor oas, já que o seu gr au de inclinação det er m ina a quant idade de espaço ocupado no ar co dent ár io, com im plicação na oclusão dos dent es post er ior es, além de sua im por t ância est ét ica par a o pacient e.
Nest e m esm o ano, ROCKE7 9, suger iu que os casos t r at ados or t odont icam ent e com ext r ações f ossem avaliados com r adiogr af ias per iapicais par a ver if icação do par alelism o r adicular ent r e os dent es que ser iam apr oxim ados, ant es m esm o do pr ocedim ent o cir úr gico ( exodont ia) . O aut or salient ou ainda que um a conver gência dos ápices dos caninos e pr é-m olar es ser ia necessár ia par a obt enção de um a m aior est abilidade do caso, em r elação à m anut enção do f echam ent o do espaço.
Segundo os est udos de GLI CKMAN41, de 1 9 7 4 , as f or ças oclusais decom põem -se em diver sas dir eções em f unção dos planos inclinados dos dent es e t endem a m ovim ent á-los par a m esial devido um com ponent e r esult ant e de f or ça ant er ior . Est a f or ça ser ia t r ansm it ida dos dent es post er ior es par a os ant er ior es por m eio dos pont os de cont at o pr oxim ais. Na linha m édia, ent r et ant o, ocor r er ia um a neut r alização pela f or ça hom óloga pr ovenient e do out r o hem i-ar co.
Relacionando os objet ivos do t r at am ent o or t odônt ico às f unções desem penhadas pelo apar elho edg ewise, RENFROE7 7, em 1 9 7 5 pr econizou a colocação dos acessór ios par alelam ent e às f aces oclusais e incisais dos dent es, obt endo assim , um a inclinação apr opr iada dos dent es em r elação ao plano oclusal.
Salient ou ainda que na dent adur a per m anent e as cor oas dent ár ias apr esent am um a inclinação m esial pr opor cionando boa est ét ica e f unção oclusal adequada e sendo assim , quando os br aquet es encont r am -se cor r et am ent e posicionados nos dent es inclinados, os longos eixos dos acessór ios e dos dent es não coincidem .
Objet ivando avaliar um a oclusão est át ica que cor r espondesse às necessidades f uncionais, em 1976, ANDREWS1 1 novam ent e cor r elacionou os vár ios aspect os das suas “ chaves par a a oclusão nor m al” à f unção desenvolvida. Relacionou a cor r et a inclinação m esiodist al das cor oas dos dent es ant er ior es à obt enção de pont os de cont at o sat isf at ór ios e ao pr eenchim ent o de espaço no ar co dent ár io, posicionando cor r et am ent e os dent es post er ior es, com pont os de cont at os pr oxim ais cer r ados, cont r ibuindo t am bém com a est ét ica dest a r egião. O aut or pr econizou dif er ent es gr aus de inclinação par a os dent es super ior es. Par a os incisivos cent r ais e lat er ais, r ecom endou angulações de 50 e 90 r espect ivam ent e, pr opor cionando pont os de cont at os adequados, est ét ica e f unção sat isf at ór ia além de per m it ir um cor r et o posicionam ent o dos dent es no ar co dent ár io. Os caninos super ior es apr esent ar iam inclinação de 110, de m aneir a, que dur ant e os
m ovim ent os de lat er alidade, est es cont at assem com apenas seus hom ólogos inf er ior es. Se os caninos super ior es apr esent ar em -se m uit o ver t icalizados poder iam int er f er ir , em alguns m ovim ent os excur sivos, com os pr im eir os pr é-m olar es inf er ior es e per m it ir iam um a desoclusão post er ior pr em at ur a com pr om et endo a oclusão ant er ior m ut uam ent e pr ot egida. Por ém a desoclusão post er ior , dur ant e o m ovim ent o pr ot r usivo, pode t or nar -se pr ejudicada se os caninos super ior es est iver em excessivam ent e inclinados par a m esial. No caso dos pr é-m olar es, par a que suas cúspides vest ibular es deslizem sem t oque ent r e as cúspides dos dent es ant agonist as nos m ovim ent os de lat er alidade, devem apr esent ar um a posição r elat ivam ent e ver t ical. Já os m olar es super ior es, necessit am de um a inclinação dist al de seu longo eixo ( 50) par a pr opor cionar um cont at o adequado com seus ant agonist as.
Nest e m esm o ano, int er essado na avaliação do par alelism o r adicular dos dent es apr oxim ados par a f echar o espaço, HATASAKA4 8 encet ou um est udo com r adiogr af ias per iapicais e int er pr oxim ais de 28 pacient es t r at ados or t odont icam ent e com ext r ação de pr im eir os pr é-m olar es. O aut or obser vou quat r o possíveis sit uações de r elacionam ent o r adicular ao f inal do t r at am ent o: r aízes par alelas sem espaço
ent r e as cor oas, r aízes diver gent es, r aízes conver gent es sem t oque dos ápices e r aízes conver gent es e ápices t ocando. Um a nova avaliação nest es m esm os locais num t ot al de 110 quadr ant es f oi ef et ivada depois de um per íodo de cont enção e pós-cont enção var iando de 1 a 13 anos. O aut or concluiu que os m elhor es r esult ados, em t er m os de par alelism o r adicular e m anut enção do f echam ent o do espaço ao longo do t em po, incluíam os casos que apr esent ar am , ao t ér m ino do t r at am ent o, r aízes par alelas com um a inclinação axial adequada e com quant idades pr opor cionais de osso de supor t e.
Dois anos m ais t ar de, est udando espécim es dissecados, BERKOVI TZ; HOLLAND; MOXHAM1 2 const at ar am a t endência ao par alelism o r adicular e à inclinação dos ápices par a dist al cor r obor ando com os est udos ant er ior es. E ainda af ir m ar am que as f or ças m ast igat ór ias incidiam sobr e as super f ícies oclusais dos dent es com um a r esult ant e no sent ido m esial, podendo est e f at or est ar r elacionado às inclinações axiais dos dent es.
Est udando casos de discr epâncias de t am anho dent ár io posit iva na r egião ânt er o-super ior , TUVERSON8 9, em 1980, r essalt ou a possibilidade, por m eio do aum ent o da
inclinação m esiodist al dos longos eixos dos caninos e incisivos, de se ocupar m ais espaço no ar co dent ár io. O aut or af ir m ou que, com est a condut a t or na-se possível o f echam ent o de espaços em at é 2 m ilím et r os sem , cont udo, pr ovocar t r anst or nos f uncionais e est ét icos ao pacient e.
Am pliando as pesquisas sobr e as f or ças oclusais e obser vando o per iodont o de sust ent ação, em 1983, GOLDMAN; COHEN42, consider ar am que a m anut enção dest as est r ut ur as depende da axialidade dos esf or ços oclusais, pelo f at o de que 2/ 3 das f ibr as do ligam ent o per iodont al encont r am -se dir ecionadas par a supor t ar est e t ipo de pr essão. O com ponent e ant er ior par t icipa da dissipação das f or ças oclusais, sendo conseqüência da cor r et a dist r ibuição dest as.
Cont r ibuindo signif icant em ent e par a o apr im or am ent o das t écnicas or t odônt icas, em 1984, VI GORI TO92, at ent ou os pr of issionais sobr e os det alhes da m ont agem de um apar elho f ixo da t écnica edg ewise. Em r elação à colocação dos br aquet es, o aut or pr econizou que est es dever iam posicionar em -se par alelam ent e às bor das incisais ou oclusais dos dent es, ou ent ão, f or m ando um ângulo em r elação àquelas bor das. Nos dent es ânt er o-super ior es e caninos
inf er ior es, as angulações de 3o par a o incisivos cent r ais, 4o par a os lat er ais e 5o par a am bos os caninos, no sent ido dist ocer vical, per m it ir iam , ao f inal do t r at am ent o, a obt enção das cor r et as inclinações axiais m esiodist ais ( posicionam ent o ar t íst ico) . Nos pr im eir os m olar es inf er ior es, est as inclinações, quando em pr egadas, objet ivar iam um pr epar o de ancor agem . Par a or ient ar a colagem angulada dos br aquet es, o aut or suger iu a const r ução de angulador es de 3o, 4o e 5o com o f io r et angular .
Na t ent at iva de elim inar t ot alm ent e a cont enção or t odônt ica na r egião ânt er o-inf er ior , WI LLI AMS9 5, em 1 9 8 5 apr esent ou seu est udo longit udinal de 21 anos. Dur ant e esse t em po, dedicou-se ao est udo da est abilidade pós-t r at am ent o nest a r egião. Suger iu que, ao t ér m ino do t r at am ent o, os incisivos inf er ior es apr esent em os ápices m ais inclinados par a dist al do que nor m alm ent e é obser vado, sendo os incisivos lat er ais m ais que os incisivos cent r ais. Af ir m ou t am bém que as cor oas dest es dent es t endem a apinhar quando as r aízes encont r am -se conver gent es ou at é m esm o par alelas.
O m ecanism o de t r ansm issão das f or ças axiais f oi objet o de est udo de CAMPOS JR.2 0, em 1 9 8 6 . O aut or inf er iu que a dist r ibuição dest es esf or ços pode est ar r elacionada com a
int egr idade dos pont os de cont at o pr oxim ais em um a oclusão cúspide-em br asur a, car act er íst ica dos objet ivos do t r at am ent o or t odônt ico onde ocor r e o r elacionam ent o de um dent e cont r a dois.
Cor r obor ando com a opinião de VI GORI TO9 2, em 1986, I NTERLANDI5 2 r ecom endou que os br aquet es dos incisivos super ior es e caninos super ior es e inf er ior es f ossem angulados, na m ont agem do apar elho, par a obt enção do posicionam ent o ar t íst ico elim inando, dest a f or m a, a