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Studiens kontekst- presentasjon av kriminalomsorgen

Fernando: – Ele está dizendo que o país é forte e pessoas ótimas se movem para defender uma ótima nação?

Alex: – Imediatamente seguindo os ataques?

Fernando: – Ele implementou um governo de emergência.. Elis: – Eles estavam preparados?

Fernando: – Os militares estavam preparados? Não sei, professora, é alguma coisa com militares. Time de emergência está trabalhando?

Diogo: – Esse time está trabalhando na Cidade de Nova York e em Washington? O resto eu não entendi.

O Fernando é o que mais arrisca. Eles todos sempre arriscam olhando para mim querendo confirmar suas deduções, suas adivinhações. Interessante quando Diogo disse que o resto ele não entendeu. Para mim isso é sinal de que está confiando na sua leitura. Ele me pediu para ficar com o texto e que o devolveria na próxima aula.

(Diário de 20/03/2013).

Penso que para quem não conseguiu segurar o texto anterior com as mãos, nem olhar para ele devido ao medo, ao estranhamento que foi tão forte, a nossa relação com o texto hoje foi surpreendente. Ainda assim, fiquei com a questão sobre a relação deles com o texto em língua materna.

3.3.3 Terceiro texto.

Para as aulas 9 e 10 tivemos outro texto. O terceiro texto, Timid Professionals (apêndice 3), foi o selecionado para abordarmos o outro assunto escolhido pelos estudantes: brainwashing. Até esse momento havíamos tido 8 aulas em meio a ajustes e negociações que, segundo Allwright, (2005), podem compor a fluidez da rotina na sala de aula. Reconheço que na leitura desse texto tudo fluiu com mais tranquilidade com relação talvez a operacionalização, afinal, tinham noção do que fazer, aquele estranhamento do texto em inglês parecia superado, eles sabiam de que maneira entrar no texto. Também a ideia de trabalhar sem dicionários e nos dedicarmos à construção de sentido a partir do que conhecíamos sobre o assunto e das diversas palavras conhecidas no texto também.

Novamente, seguimos as estratégias e, dessa vez, quando me pediram para fazer a leitura em voz alta, alguns se manifestaram para fazê-lo, entre eles, dois alunos que faziam parte do carteado no início da experiência. Mas pediram que eu fizesse a leitura uma vez e eles fariam depois. Começamos a refletir no título do livro de onde o texto

foi extraído: Disciplined Minds: A Critical Look of a Salaried Professionals and the Soul-Battering System that Shapes Their Lives.

Professora: – Pensando nesse título, o que vocês esperam do texto que iremos ler?

Alex: – Empregados controlados? Diogo: – Mentes disciplinadas!

Luciana: – Mentes que não pensam? Que obedecem? (Notas de campo – 27/03/2013).

Professora: – Tem a ver com o que pediram, brainwashing?

Os alunos concordaram. Concordaram que existe uma pressão por se formarem, que todos dizem que sem uma formação nunca serão alguém. Alguns falaram do desejo de ter um bom futuro, de viajarem, pelo menos duas pessoas falaram do desejo de fazer cursos fora do país, mas muitos não têm noção do que querem fazer (Diário reflexivo – 27/03/2013).

Continuando, fiz a leitura usando gestos e mímicas enquanto lia. O texto, contendo 4 parágrafos (dois deles bem curtos), foi lido e discutido na primeira aula, sem conseguirmos chegar a relacionar essas ideias que conseguimos perceber em cada parágrafo. Saímos da aula com ideias fragmentadas. Nessa discussão, toda feita em língua materna, a dificuldade de fazer relações parecia clara.

Abaixo cito um excerto dos dois primeiros parágrafos do texto em inglês nos quais o autor descreve duas cenas de trabalhadores a caminho do trabalho e, em seguida, cito excertos das minhas notas de campo e dos meus diários reflexivos que podem demonstrar a dificuldade de interpretação dos estudantes:

“No two people are allowed to read the same thing,” I said above the noise, gesturing toward the other passengers on the crowded subway car. My out- of-town visitor glanced around the clattering train. Indeed, the commuters hurtling toward their jobs in Manhattan's office buildings, restaurants, shops and other workplaces were reading such a wide variety of material that my joke almost held up. That typical weekday morning found riders engrossed in all kinds of magazines, paperback books, the Daily News, the Post, the Times, office documents, a software instruction book and, yes, the Bible. Those who weren’t reading were listening to headphones, talking to others or, apparently, just thinking.

Seeing this every day on the subway set me up for a surprise one morning when I went to catch a suburban commuter train to Manhattan. I had stayed overnight in Westchester County, an upscale New York City suburb where many executives and professionals live. I would be riding into the city with lawyers headed for big corporate law firms, financial analysts going to investment banks, editors bound for publishing conglomerates, as well as accountants, journalists, doctors, architects, engineers, public relations

specialists and a host of other professionals. Boarding the train felt something like entering a library. There were no conversations even though nearly all the seats were occupied. Almost everyone was reading. But the dozens of passengers were reading only two things: the New York Times and the Wall Street Journal. I could have formulated another joke about allowed reading matter, but the scene was too spooky, like the aftermath of an invasion of the body snatchers; everyone dressed the same, in suits, sitting silently in neat rows and columns, each holding up a large newspaper, absorbing the same information” (dois primeiros parágrafos do texto).