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5 Findings

5.2 Student’s Cultural Identity After They Came to Norway

9,81% VT

VP: 1,17

19. O interesse que tenho pelos membros do grupo depende das coisas que dizem ou fazem 0,87

O terceiro factor da dimensão negativa engloba 2 itens que explicam 9,81% da variância da dimensão positiva. Este grupo de itens revela uma consistência interna (alfa de Cronbach) pouco satisfatória, α = .51.

Este factor corresponde a uma aceitação condicionada, onde o sujeito e os restantes membros do grupo estão sujeitos a um olhar condicionado entre eles sobre o que comunicam e realizam.

Como podemos verificar através do tratamento estatístico surge um agrupamento factorial, diferente do questionário de Relações Interpessoais em que foi inspirado com duas dimensões, uma positiva e outra negativa compostas por 3 factores em cada uma.

Cada uma destas dimensões a positiva com α = .76 e a negativa com α = .80 revelam uma fiabilidade interna bastante aceitável, mostrando cada um dos dois primeiros factores de cada uma dessas dimensões uma fiabilidade próxima destes valores. Para os factores positivos (genuinidade empática e aceitação incondicional) α = .81; e α = .63 respectivamente e α = .66; e α = .73 para os dois primeiros factores negativos (recusa interpessoal e incongruência de ligação), também por a ordem apresentada. Beneficiaria no entanto em nosso entender esta escala se fosse melhorado o terceiro factor da dimensão positiva (afecto condicional) com α = .35 e o terceiro factor da dimensão negativa (aceitação condicional), com α = .51.

Comparação de Instrumentos

O Inventário utilizado neste estudo que foi revisto por Hipólito e Tap 2004 e é composto 24 itens. Destes 24 itens 12 são positivos e 12 são negativos, referindo-se 4 deles (dois positivos e dois negativos) a cada uma das dimensões (congruência, compreensão empática e olhar positivo incondicional) em duas possibilidades de percepção de “mim para os outros “e “dos outros para mim”.

Analisaram-se as dimensões do agrupamento inicial proposto com os factores encontrados no tratamento estatístico deste trabalho de forma a perceber as suas semelhanças e diferenças.

Abaixo serão expressos os itens de cada uma das dimensões propostas e as encontradas ordenadas pelos factores estruturados estatisticamente.

Factor 1 da dimensão positiva – Congruência e Empatia

12. Os membros do grupo estão dispostos a dizer o que pensam, incluindo a percepção que têm sobre nós e o nosso relacionamento.

14. Normalmente sinto ou percebo o que os membros do grupo estão a sentir. 13. Sinto que sou genuíno com os membros do grupo

15. Percebo o que os membros do grupo querem dizer, mesmo quando têm dificuldade em se exprimir.

3. Os membros do grupo percebem aquilo que quero dizer, mesmo quando tenho dificuldade em me exprimir

1. Sinto que os membros do grupo são genuínos comigo

2. Os membros do grupo normalmente sentem ou percebem o que estou a sentir. 24. Estou disposto a dizer o que penso aos membros do grupo, incluindo a percepção que

tenho sobre nós e o nosso relacionamento.

Quando observamos o factor 1 da dimensão positiva denominado de congruência e empatia constatamos que nele estão englobados os itens positivos referentes à congruência de mim para os outros (itens 13 e 14), e dos outros para mim (itens 1 e 12) e à compreensão empática de mim para os outros (itens 14 e 15) e dos outros para mim (itens 2 e 3), existentes na escala em que nos inspirámos.

Factor 2 da dimensão positiva – Olhar Positivo Incondicional

6. O que os membros do grupo sentem por mim, não é afectado pelo facto de me sentir feliz ou infeliz comigo próprio.

18. O que sinto pelos membros do grupo, não é afectado pelo facto de se sentirem felizes ou infelizes consigo próprios

No Factor 2 positivo que denominámos de olhar positivo incondicional encontramos a dimensão composta pelos itens positivos de mim para os outros (item 18) e dos outros para mim (item 6) do olhar positivo incondicional da escala de base.

Factor 3 da dimensão positiva – Afecto Incondicional

20. Gosto, (ou não gosto) dos membros do grupo independentemente daquilo que disserem de si próprios

8. Os membros do grupo gostam, (ou não gostam) de mim, independentemente daquilo que lhes disser sobre mim próprio(a).

No factor 3 da dimensão positiva intitulada afecto incondicional engloba o item 20 das afirmações positivas do olhar positivo incondicional de mim para os outros, e o item 8 dos outros para mim da mesma dimensão nas afirmações positivas da escala que serviu de base.

Factor 1 da dimensão negativa – Incongruência e Ausência Empática 5. Os membros do grupo não me compreendem

9. Ás vezes sinto que os membros do grupo me respondem de maneira diferente do que estão a pensar

11. Os membros do grupo querem que seja um determinado tipo de pessoa 4. Os membros do grupo não percebem o quanto sou sensível a certas coisas que falamos

10. Os membros do grupo não comunicam as suas verdadeiras impressões ou sentimentos.

17. Não compreendo os membros do grupo

16. Não percebo o quanto os membros do grupo são sensíveis a certas coisas que falamos. A análise do Factor 1 da dimensão negativa intitulado de incongruência e ausência

empática agrupa os itens negativos de compreensão empática de mim para os outros (itens 16 e 17) e dos outros para mim (4 e 5) e de congruência dos outros para mim (itens 1 e 12) e também de olhar positivo incondicional dos outros para mim (item 11), da escala que serviu de base.

Factor 2 da dimensão negativa – Incongruência e Inaceitação

22. Não comunico as minhas verdadeiras impressões ou sentimentos aos membros do grupo.

21. Ás vezes sinto que respondo aos membros do grupo de maneira diferente do que estou a pensar.

23. Quero que os membros do grupo sejam determinado tipo de pessoas.

No Factor 2 da dimensão negativa que intitulámos de incongruência e inaceitação, encontrámos os itens negativos de congruência de mim para os outros (itens 21 e 22) e de olhar positivo incondicional dos outros para mim (item 23) da escala de partida.

Factor 3 da dimensão negativa – Aceitação Condicionada

19. O interesse que tenho pelos membros do grupo depende das coisas que dizem ou fazem.

7. O interesse que os membros do grupo têm por mim depende das coisas que digo ou faço.

O Factor 3 da dimensão negativa denominado aceitação condicionada engloba o item 19, das afirmações negativas do olhar positivo incondicional, de mim para os outros e o item 7, dos outros para mim também negativo, da escala de partida.

As hipóteses operacionais

Para dar resposta á hipótese genérica foram operacionalizadas três hipóteses que passamos a apresentar:

Hipótese 1: Os sujeitos que estiveram presentes em pelo menos 80% do grupo de encontro percepcionaram um aumento da sua congruência na relação com os restantes elementos do grupo e destes para com o sujeito.

É esperado que a presença consistente e assídua no grupo de encontro aumente a percepção que o indivíduo tem sobre a sua congruência e acerca da presença da congruência dos restantes membros do grupo. À medida que o grupo evolui poderá ser experienciada no aqui e agora uma coerência e uma tendência á unificação por parte da pessoa que num espaço de liberdade e confiança pode ser dada a conhecer à consciência.

Hipótese 2: Os sujeitos que estiveram presentes em pelo menos 80% do grupo de encontro percepcionaram um aumento da sua compreensão empática para com os restantes elementos do grupo, assim como destes para com o sujeito.

Prevê-se que a presença constante e contínua no grupo de encontro promova no sujeito a percepção e a comunicação de atitudes de empatia relativamente aos outros membros do grupo e destes para com o sujeito. Na interacção que se vai produzindo o sujeito percepciona- se como uma pessoa distinta dos restantes membros, tomando consciência da sua própria

individualidade e das particularidades de cada um dos membros do grupo como pessoa distinta com quadros de referência próprios através dos quais experienciam o mundo.

Hipótese 3: Os sujeitos que estiveram presentes em pelo menos 80% do grupo de encontro percepcionaram um aumento do seu olhar positivo incondicional para com os restantes elementos do grupo, assim como dos elementos do grupo para com eles.

É esperado que a assiduidade e a consistência da presença do sujeito no grupo de encontro se venha a traduzir na percepção de um aumento do seu olhar incondicional positivo face aos restantes elementos do grupo e destes para com o sujeito. Os sujeitos à medida que vão percepcionando um clima de maior segurança e confiança, vão gradualmente retirando as suas máscaras e fachadas mostrando-se como as pessoas que verdadeiramente são. Vão percebendo gradualmente que podem aceitar e acolher sem julgamento todos os sentimentos expressos pelos restantes elementos do grupo, comungando numa cada vez maior tendência à actualização.

Procedimento

Esta investigação decorreu no workshop de grupo de encontro realizado entre o dia 11 e 22 de Outubro de 2004, cujas sessões se realizavam entre as 17h e as 20h30m com intervalo entre elas das 18h30 às 19h. Este workshop estava estruturado em sessões de grande grupo e de pequeno grupo. A 1ª, 8ª, 12ª e 20ª sessões foram efectuadas em encontro de grande grupo, e as remanescentes dezasseis em reuniões de pequeno grupo. O seu funcionamento de calendário era coincidente com o do início do ano lectivo para os referidos cursos. O seu horário foi escolhido tendo em atenção a possibilidade de englobar até onde possível as disponibilidades dos alunos que frequentavam os turnos de dia e o turno da noite.

Este grupo de encontro era aberto (as pessoas podiam entrar em qualquer momento em que a sessão de grupo estivesse a decorrer, assim como em qualquer sessão), podendo ser

integrado pelos alunos das duas licenciaturas acima citadas, mediante a sua disponibilidade e vontade.

O local da realização situou-se no “Edifício do Palácio” da UAL e no “Edifício administrativo também desta Universidade onde normalmente funcionam as aulas curriculares.

Foi solicitado aos facilitadores dos pequenos grupos que pedissem aos alunos aí presentes que preenchessem os questionários de relações interpessoais no início da primeira sessão de pequeno grupo. Resultaram desta recolha 103 questionários relativos ao grupo A.

Na última sessão de pequenos grupos foi igualmente pedido aos participantes pelos facilitadores dos grupos que fossem preenchidos os instrumentos de medição pelos 61 elementos que compunham o grupo B.

Em cada uma das 20 sessões foi elaborada uma lista de presenças que permitiu o controlo das comparências de cada sujeito.

CAPÍTULO 7

Análise Comparativa Dos Grupos

Neste Capítulo são apresentados os resultados obtidos através da comparação dos dois grupos A e B utilizando a análise estatística denominada Teste T. Na nossa análise será considerado um coeficiente de significância de p< .05.

Comparação entre grupos por factores

Na Tabela 10 são apresentados os resultados apurados após ser verificada a comparação entre os grupos A e B relativos ao aumento da congruência e empatia.

Tabela 10

Teste T Congruência e Empatia

Grupos Média Valor do F Proba.

Congruência e Empatia (factor 1 positivo) A 28,33 1,05 .30 NS B 30,25

Como podemos observar apesar de existir um ligeiro aumento na média das respostas no grupo B comparativamente ao grupo A no Factor que contempla a congruência e empatia os valores não são significativos (t = 1,05; NS).

Na Tabela 11 são apresentados os resultados obtidos após ser efectuada a comparação entre os grupos A e B relativos ao aumento do olhar positivo incondicional.

Tabela 11

Teste T Olhar Positivo Incondicional

Grupos Média Valor do F Prob.

Olhar Positivo Incondicional (factor 2 positivo) A 6,03 ,46 .49 B 6,18

Como podemos verificar apesar de existir um ligeiro aumento na média das respostas no grupo B comparativamente ao grupo A no Factor que considera a aceitação incondicional os valores não são significativos (t = ,46; NS).

Na Tabela 12 são mostrados os resultados aferidos após ser efectuada a comparação entre os grupos A e B relativos ao aumento da afectividade incondicional .

Tabela 12

Teste T Afectividade Incondicional

Grupos Média Valor do F Prob.

Afectividade Incondicional (factor 3 positivo) A 5,71 1,61 .20 B 5,72

Tal como podemos verificar ao compararmos o grupo B com o grupo A no Factor que considera a afectividade incondicional os valores não são significativos (t = 1,61; NS).

Na Tabela nº 13 são apresentados os resultados para verificar a hipótese expressa na análise ao factor 1 negativo incongruência e ausência empática.

Tabela 13

Teste T Incongruência e Ausência Empática

Grupos Média Valor do F Prob.

Incongruência e Ausência Empática (factor 1 negativo) A 15,21 ,00 .95 B 13,92

Como podemos verificar existe uma ligeira diminuição da média nas respostas no grupo B comparativamente ao grupo A, tal como seria de esperar dado que este factor é negativo, esta diminuição não é no entanto significativa para considerar que existiu uma diminuição da incongruência e ausência empática ( t = ,001; NS).

Na Tabela 14 são apresentados os resultados para verificar a hipótese expressa na análise ao factor 2 negativo incongruência e inaceitação.

Tabela 14

Teste T Incongruência e Inaceitação

Grupos Média Valor do F Prob.

Incongruência e Inaceitação (factor 2 negativo) A 5,83 1,63 .20 B 5,15

Podemos verificar que existe uma ligeira diminuição da média nas respostas no grupo B comparativamente ao grupo A, tal como seria de desejável face a um factor negativo. No entanto a diferença ainda é insuficiente para ser considerada como significativa para afirmar que existiu uma diminuição da incongruência e ausência empática (t = 1,63; NS).

Na Tabela nº 15 são apresentados os resultados obtidos para verificar a hipótese expressa na análise ao factor 2 negativo aceitação condicionada.

Tabela 15

Teste T Aceitação Condicionada

Grupos Média Valor do F Prob.

Aceitação Condicionada (factor 3 negativo) A 5,69 2,13 .14 B 5,43

Também aqui podemos observar uma ligeira diminuição da média nas respostas no grupo B relativamente ao grupo A, tal como seria de desejável perante um factor negativo. Apesar desse facto, a diferença ainda é insuficiente para ser considerada como significativa para afirmar que existiu uma diminuição da aceitação condicionada (t = 2,13; NS).

Na Tabela nº 16 são apresentados os resultados obtidos para verificar se existem diferenças quando estão englobados todos os itens pertencentes aos factores positivos e negativos.

Tabela 16

Teste T Conjunto dos Factores Positivos e Negativos

Grupos Média Valor do F Prob.

Factores Positivos A 40,07 1,93 .16 B 42,15 Factores Negativos A 26,74 ,026 .87 B 24,49

Tal como podemos verificar existe um aumento da média quando comparamos o grupo B com o grupo A no conjunto dos factores positivos. Esta é no entanto insuficiente para a considerarmos significativa (t = 1,93; NS).

Relativamente ao conjunto dos factores positivos do grupo podemos observar uma ligeira diminuição da média nas respostas no grupo B relativamente ao grupo A, tal como seria de desejável. No entanto essa alteração não pode ser considerada significativa (t = 2,13; NS). As Médias por item dos factores positivos revelam uma evolução do grupo A para o grupo B.

Enquanto que no grupo A a M= 3.34, no grupo B é de M= 3.51. Quanto aos factores negativos sofre uma diminuição de A, M=2.23 e no grupo B, M= 2.04, valores que apesar de evoluírem na direcção das hipóteses não são suficientemente significativos.

Comparação entre grupos por itens

Na Tabela 17 apresentam-se os valores relativos a cada um dos 24 itens analisados. Serão expressos em primeiro lugar os itens positivos e em seguida os itens negativos pela mesma ordem encontrada nos factores.

Tabela 17

Teste T de todos os Factores e Itens

Grupos Média Valor

do F Prob.

12. Os membros do grupo estão dispostos a dizer o que pensam, incluindo a percepção que têm sobre nós e o nosso relacionamento. Factor 1 positivo

A 3,37

2,83 .09

B 3,43

14. Normalmente sinto ou percebo o que os membros do grupo estão a sentir.

Factor 1 positivo

A 3,66

1,09 .29

B 3,92

13. Sinto que sou genuíno com os membros do grupo. Factor 1 positivo

A 3,92

0,95 .32

B 4,26

15. Percebo o que os membros do grupo querem dizer, mesmo quando têm dificuldade em se exprimir.

Factor 1 positivo

A 3,57

2,29 .13

B 3,79

3. Os membros do grupo percebem aquilo que quero dizer, mesmo quando tenho dificuldade em me exprimir.

Factor 1 positivo

A 3,27

,20 ,64

B 3,48

1. Sinto que os membros do grupo são genuínos comigo Factor 1 positivo

A 3,27

,23 ,62

B 3,89

2. Os membros do grupo normalmente sentem ou percebem o que estou a sentir

Factor 1 positivo

A 3,19

,11 ,73

B 3,66

24. Estou disposto a dizer o que penso aos membros do grupo, incluindo a percepção que tenho sobre nós e o nosso

relacionamento. Factor 1 positivo

A 4,07

,92 ,33

Tabela 17 (continuação) Teste T de todos os Factores e Itens

Grupos Média Valor

do F

Prob.

6. O que os membros do grupo sentem por mim, não é afectado pelo facto de me sentir feliz ou infeliz comigo próprio.

Factor 2 positivo

A 3,08

,16 ,68

B 3,02

18. O que sinto pelos membros do grupo, não é afectado pelo facto de se sentirem felizes ou infelizes consigo próprios

Factor 2 positivo

A 2,95

,62 ,43

B 3,16

20. Gosto, (ou não gosto) dos membros do grupo independentemente daquilo que disserem de si próprios

Factor 3 positivo

A 3,01

,04 ,82

B 2,93

8 .Os membros do grupo gostam, (ou não gostam) de mim, independentemente daquilo que lhes disser sobre mim próprio(a). Factor 3 positivo

A 2,70

,36 ,54

B 2,79

5. Os membros do grupo não me compreendem Factor 1 negativo

A 1,86

,97 ,32

B 1,80

9. Ás vezes sinto que os membros do grupo me respondem de maneira diferente do que estão a pensar

Factor 1 negativo

A 2,35

1,33 ,25

B 2,23

11. Os membros do grupo querem que seja um determinado tipo de pessoa

Factor 1 negativo

A 1,78

,15 ,69

B 1,67

4. Os membros do grupo não percebem o quanto sou sensível a certas coisas que falamos.

Factor 1 negativo

A 2,48

1,12 ,29

B 2,31

10. Os membros do grupo não comunicam as suas verdadeiras impressões ou sentimentos.

Factor 1 negativo

A 2,57

,03 ,84

B 2,16

17. Não compreendo os membros do grupo Factor 1 negativo

A 1,76

,75 ,38

B 1,52

16. Não percebo o quanto os membros do grupo são sensíveis a certas coisas que falamos.

Factor 1 negativo

A 2,42

,96 ,32

B 2,21

22. Não comunico as minhas verdadeiras impressões ou sentimentos aos membros do grupo

Factor 2 negativo

A 2,07

,00 ,98

B 1,79

21. Ás vezes sinto que respondo aos membros do grupo de maneira diferente do que estou a pensar

Factor 2 negativo

A 2,09

,40 ,52

B 1,89

23. Quero que os membros do grupo sejam determinado tipo de pessoas

Factor 2 negativo

A 1,68

5,92 ,01

Tabela 17(continuação)

Teste T de todos os Factores e Itens

Grupos Média Valor do

F

Prob.

19. O interesse que tenho pelos membros do grupo depende das coisas que dizem ou fazem

Factor 3 negativo

A 2,56

,01 ,91

B 2,51

7. O interesse que os membros do grupo têm por mim depende das coisas que digo ou faço.

Factor 3 negativo

A 3,13

2,77 ,09

B 2,92

Nesta Tabela podemos observar que apenas o item número º12, dos itens respeitantes aos factores positivos possui uma tendência significativa (t = 2,83; p<.09) e que relativamente aos itens que estão englobados nos factores negativos, tal tendência se verifica nos itens nº 23 e 7.

Da análise estatística foi possível verificar que existiu uma evolução dos valores no sentido das hipóteses apresentadas. No entanto essa evolução não se mostrou suficientemente significativa para podermos confirmar as nossas hipóteses das possíveis razões para tal acontecimento foi elaborada uma reflexão no capítulo que se segue.

CAPÍTULO 8

Conclusão

A Licenciatura em Psicologia da Universidade Autónoma de Lisboa promove no início de cada ano lectivo um workshop de duas semanas de grupo de encontro alicerçado nos fundamentos da Abordagem Centrada na Pessoa.

Esta actividade tem por objectivos colocar os alunos desta área do saber com uma experienciação pertinente na sua aprendizagem, com o contacto da formação centrada na aprendizagem e na pessoa proposta pelo Tratado de Bolonha, com a construção de uma cultura transversal a todos os anos do curso e com um meio de desenvolvimento pessoal imprescindível à prática da Psicologia.

Neste trabalho foi estudado se esta ultima dimensão se pronunciaria de uma forma estatisticamente significativa nos sujeitos que integraram o workshop realizado no início do ano lectivo de 2004/2005.

Partimos das hipóteses de que esse workshop de grupo de encontro iria promover uma mudança positiva no desenvolvimento das atitudes de congruência, compreensão empática e olhar positivo incondicional do sujeito para com os restantes membros do grupo e destes para com o sujeito.

Os resultados obtidos infirmaram as nossas hipóteses, apesar de ser perceptível uma evolução estatística no sentido do que era esperado. Não nos é assim permitido afirmar que a presença em mais de 80% do grupo de encontro estudado, aumentou a percepção das atitudes referidas por entre os seus membros.

Estes resultados merecem uma reflexão a três níveis. Em primeiro lugar sobre as fragilidades encontradas em dois dos factores do instrumento de medição, em segundo sobre o contexto em que decorre, seguidamente sobre as premissas do processo de mudança da direcção promotora do crescimento. Estas duas últimas dimensões aparecem por vezes interligadas.

Como já foi abordado o instrumento construído apresenta algumas fragilidades em dois dos seis factores encontrados. Esta circunstância não permite aferir com o maior rigor os resultados encontrados, colocando a tónica na necessidade de desenvolvimento futuro das suas capacidades métricas. Há que referir apesar de tudo, que duas terças partes do instrumento apresentem uma fiabilidade bastante satisfatória não sendo possível explicar por este facto toda a margem de significação que não foi constatada.

Debrucemo-nos então sobre as duas outras possibilidades de compreensão sobre os resultados encontrados.

Relativamente à contextualização, importa referir que o workshop de grupo de encontro se realizou durante o período de aulas e fazendo parte do seu Curriculum. Embora esta actividade não tivesse sido de presença obrigatória, fazia parte do clima de aprendizagem o que podia ter levada de alguma forma alguns dos participantes a não estarem presentes com o mesmo objectivo que normalmente leva as pessoas a tomarem parte deste tipo de grupos, ou seja a vontade de realizar uma experiência de contacto e comunicação em grupo num clima de total