0 10 2 0 3 0 4 0 50 6 0 70 8 0 9 0 10 0
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Fonte: Fundação Sistema Estadual Análise de Dados - Seade
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e PNUD (dados censitários)
Como pode ser observado no Gráfico 3, excetuando-se os municípios de Holambra (53,7%), Engenheiro Coelho (77,1) e Itatiba (77,5%), os demais municípios da região alcançam percentuais superiores a 85% de população residindo em áreas urbanas.
Esse fenômeno da acelerada urbanização na totalidade da RMC e em cada
município resulta num quadro de precariedade “... desigualdade interna, privilegiando alguns territórios em detrimento daqueles especialmente de áreas de fronteira (...)” (PNAS/2004).
Como afirma Caiado (2002), o padrão de urbanização brasileiro é próprio do desenvolvimento econômico de um capitalismo periférico “O modelo de desenvolvimento econômico excludente refletiu no meio urbano gerando espaços urbanos segregados, onde residem grandes parcelas das populações excluídas do processo de integração econômica e social”.
Precários serviços e deficiente infra-estrutura urbana principalmente àqueles relacionados à administração dos recursos hídricos44, serviços de transporte e habitação45, afetando diretamente a qualidade e condições de vida das famílias e dos indivíduos que residem nos municípios da região.
Se por um lado o desenvolvimento econômico da região, facilitado pela malha viária e pelo considerável pólo científico com universidades de ponta e mão de obra qualificada, ofereceram oportunidades de trabalho, por outro lado, o desenvolvimento social não acompanhou o mesmo desempenho, verificando-se sérios problemas de transporte, saneamento básico, serviços de saúde, degradação ambiental, déficit habitacional entre outros.
Cano e Semeghini (1992), já alertavam para a ausência de uma política de gestão metropolitana paralela à constituição do processo de metropolização que tende a agravar consideravelmente e progressivamente somado a outros problemas do território nacional.
Nesse contexto, apesar de todo dinamismo econômico que confere a região, a população convive com graves questões sociais e ambientais que vêm se acentuando progressivamente com mais intensidade em áreas específicas.
A distribuição da população por grandes grupos etários na RMC aponta uma
tendência de “envelhecimento relativo da população com o aumento do peso relativo das faixas etárias de 15 a 59 anos e maiores de 60 anos”46, e uma diminuição no grupo etário de 0 a 14 anos.
44 Recursos hídricos. Incluindo-se a captação, tratamento e abastecimento de água, coleta e
tratamento de esgoto e resíduos sólidos.
45 O problema do transporte urbano é agravado na medida em que há o aumento de mobilidade
pendular da população como já referido anteriormente, e o problema habitacional resulta da atração exercida pelo pólo dinâmico industrial da região, segundo a análise integrada realizada por Cano, Brandão e Fernandes (2002), ocorre uma espécie de ‘transbordamento’ do município sede da metrópole para “sub-núcleos”, e por toda a periferia quando a população de mais baixa renda é “empurrada” crescentemente para áreas de terrenos mais baratos, acentuando-se os processos de horizontalização e periferização populacional. (ver mais, Cano, Brandão: 2002).
46 A maior concentração de população na faixa de 0 a 14 anos da região encontram-se nas áreas
com maior concentração de famílias de baixa renda, Sumaré, Monte Mor e Hortolândia, no outro extremo, Pedreira, Americana, Valinhos e Itatiba, apresentam os maiores percentuais de população de 60 anos ou mais. (NEPO/NESUR-IE/Unicamp.Campinas: Diversidades Sócio Espaciais. 2003)
GRÁFICO 4–ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS DA RMC 0 10 2 0 3 0 4 0 5 0 6 0
A m e ric a na V a linho s C a m pina s P e dre ira
V inhe do It a t iba S t a . B á rba ra D 'O e s t e S t o . A nt o nio de P o s s e N o v a O de s s a J a gua riúna Inda ia t uba C o s m ó po lis
A rt ur N o gue ira P a ulí nia H o la m bra E ng C o e lho S um a ré M o nt e M o r H o rt o lâ ndia
Fonte: Fundação Sistema Estadual Análise de Dados - Seade
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e PNUD (dados censitários)
Os municípios de Americana e Valinhos apresentam os maiores percentuais de índice de envelhecimento, atingindo mais de 50%, apesar dos demais municípios não alcançarem essa mesma taxa, evidencia-se a tendência, de aumento da população de pessoas de 60 anos ou mais, seguindo a tendência nacional do rápido envelhecimento populacional dada à redução das taxas de fecundidade geral e o aumento da longevidade.
O envelhecimento populacional coloca desafios centrados em três eixos prioritários47: 1- como possibilitar um envelhecimento saudável na agenda do desenvolvimento (políticas de urbanismo, iluminação pública, transporte público, calçamento, sinalização de trânsito, etc.); 2- como desenvolver políticas de meio
47 Nota da autora: À medida que uma população envelhece, a vulnerabilidade a doenças e agravos é
fortemente condicionada pela associação entre idade e pobreza. Um grande problema enfrentado por esta população, e até agora não se tem apresentado soluções efetivas nos municípios desta região, engloba àqueles idosos (as) que se encontram em situação de dependência (física e financeira), e não dispõe de recursos financeiros e nem de uma rede familiar garantidora de acolhida nessa etapa da vida; restando como única alternativa, o asilamento e, por mais bem organizados que estes se apresentem, impõe regras e normas que pouco tem contribuído para uma velhice digna desses sujeitos que ali se encontram. Situação esta, já discutida por vários autores que se preocupam com a problemática do envelhecimento.
ambiente tanto física como social que atendam às necessidades dessa população e; 3- como readequar o sistema de saúde a esta demanda populacional.
Pessoas de 60 anos ou mais, residindo em famílias com renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo constituem-se numa importante variável para construção de diagnósticos locais para subsidiar o planejamento de Assistência Social nos municípios que apresentam elevados índices de envelhecimento populacional, conforme indicado na NOB/SUAS, 2004.
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Em (%)
GRUPOS DE IDADE (EM %)
MUNICÍPIOS
0 A 4 ANOS 5 A 15 ANOS 16 A 59 ANOS 60 ANOS OU +
Americana 7% 18% 65% 10% Artur Nogueira 9% 21% 63% 7% Campinas 8% 18% 65% 10% Cosmópolis 8% 21% 63% 8% Engenheiros Coelho 10% 20% 63% 7% Holambra 9% 19% 65% 7% Hortolândia 10% 22% 62% 5% Indaiatuba 8% 20% 63% 8% Itatiba 8% 19% 63% 9% Jaguariúna 8% 19% 64% 8% Monte Mor 10% 22% 61% 7% Nova Odessa 8% 20% 64% 8% Paulínia 8% 20% 65% 7% Pedreira 8% 19% 63% 10% Santa B D'Oeste 8% 20% 64% 8% Santo A de Posse 9% 20% 61% 10% Sumaré 9% 21% 63% 6% Valinhos 7% 18% 65% 9% Valinhos 7% 19% 65% 9% RMC 8% 19% 64% 9% Fonte: IBGE - 2000
Em números absolutos de população residente nos municípios da RMC,
registram-se os percentuais mais elevados nas faixas de 16 (dezesseis) a 59 (cinqüenta nove) anos, atingindo a média de 64% do total da população seguidos por grupo etário de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos.
As áreas com maiores proporções de população na faixa de 0 a 15 anos, estão localizadas nos municípios de Monte Mor, Hortolândia, Holambra e Sumaré, registrando os índices mais expressivos desse grupo etário no total da população,