3. Teori
3.3. Salutogen orientering
3.3.3. Stress og beskyttelse
Método, no sentido mais geral da palavra, é uma ordem que se deve impor aos diferentes processos, necessário para atingir certo fim ou resultado desejado. Para a ciência, é o conjunto de processos utilizados na investigação e na demonstração da verdade, segundo Cervo, Bervian e Da Silva (2010).
O termo "pesquisa" é definido por Andrade (2010, p. 109) como “um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos”. Já para Cervo, Bervian e Da Silva (2010), pesquisa pode ser compreendida com a atividade voltada para a investigação de problemas teóricos ou práticos por meio do emprego de processos científicos, partindo de uma dúvida ou problema, usando o método científico, na procura de uma resposta ou solução.
De acordo com Marconi e Lakatos (2009, p. 139) trata-se de "(...) um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais". Assim, a pesquisa busca respostas para indagações, fazendo uso de métodos científicos.
Quanto à classificação existente pode ser categorizada de diversas formas. Esta pesquisa é básica pura, pois se destina à ampliação do conhecimento, buscando satisfazer uma necessidade intelectual pelo saber (GIL, 2010). É exploratória, pois tem como objetivo trazer mais familiaridade ao problema, ou seja, que seja conhecido o problema. Andrade (2010) afirma a pesquisa exploratória é o primeiro passo para todo trabalho científico e, uma de suas funções, é proporcionar mais informações sobre um determinado assunto, ou seja, um trabalho preliminar ou preparatório para outro tipo de pesquisa.
Foi utilizado este método porque se busca compreender como a empresa utiliza o evento lúdico associado a um mágico, como experiência de marketing, para fazer com que sua marca/produto seja lembrado. Foram utilizados também alguns pontos da pesquisa descritiva, com as pesquisas advindas de questionários, e que, segundo Cervo, Bervian e Da Silva (2010, p. 53), “é a forma mais usada para coletar dados, pois possibilita medir com mais exatidão o que se deseja.” Foi utilizada também a entrevista, que, para estes autores (2010), é uma conversa orientada para um objetivo definido, colher dados para a empresa, através de questionamentos ao informante.
Em relação à abordagem, está classificada como exploratória, tendo em vista que possui atributos de ambas abordagens. Torna-se quantitativa quando "[...] apresenta uma descrição quantitativa ou numérica de tendências, atitudes ou opiniões de uma população,
estudando-se uma amostra dessa população"; as hipóteses e as questões de pesquisa são frequentemente baseadas em teorias que o pesquisador procura testar (CRESWELL, 2010, p. 177-178); e torna-se qualitativa, quando fornece uma explicação para comportamentos e atitudes e pode ser completada com variáveis, construções e hipóteses, ou quando não emprega procedimentos estatísticos na abordagem da pesquisa. É utilizada para investigar um determinado problema de pesquisa, cujos procedimentos estatísticos não podem alcançar devido à complexidade do problema como: opiniões, comportamentos, atitudes dos indivíduos ou grupo.
5.1 Instrumento para a coleta de dados
Para elaboração do questionário foi utilizado o método survey, com a proposição de questões estruturadas e do escalonamento do tipo Likert, o qual é definido por Malhotra (2012) como uma escala de mensuração que utiliza cinco categorias de respostas, que vai desde o discordo totalmente até o concordo totalmente, em que o entrevistado deve indicar um item para as afirmativas.
A escala Likert foi alterada de cinco para quatro campos, por assumir que não existe diferença entre a afirmativa concordo e concordo plenamente. Logo a escala está definida como: Discordo Totalmente, Discordo Parcialmente, Concordo Parcialmente e Concordo Plenamente. Foram também elaborados roteiros que orientaram as entrevistas com mágicos atuantes em eventos corporativos e com os gestores que contrataram seus serviços.
5.2 Amostra da pesquisa
A amostra desta pesquisa foi dividida em três (03) grupos determinados: os mágicos, os gestores, representantes das empresas que promoveram o evento, e os espectadores, o público que assistiu ao evento. Para o grupo dos mágicos e dos empresários, foi realizada uma entrevista com intuito de averiguação de fatos e determinação de sentimentos a respeito do evento. A entrevista foi conduzida com a utilização de roteiro, com perguntas pré-estabelecidas com a finalidade de obter dados que não são encontrados em fontes documentais. Para o grupo dos espectadores foi elaborado um questionário estruturado, de perguntas fechadas, de múltipla escolha, e disponibilizado online, com o intuito de saber o que este percebeu sobre o evento que participou.
Foram entrevistados seis gestores e cinco mágicos. Para os gestores foram feitas seis perguntas, buscando compreender por que utilizaram eventos com mágica para atingir seus clientes. Para os mágicos, foram feitas três perguntas para entender qual foi a percepção deles
em relação aos eventos para os quais foram contratados. Com relação aos espectadores, cinquenta e um responderam a nove perguntas para verificar se realmente o que foi proposto pela empresa foi atingido.
5.3 Formulário e aplicação
O formulário de aplicação, consistiu em uma entrevista para gestores e mágicos, e um questionário para o público, que foram elaborados considerando-se a tabela 2 descrita abaixo:
Tabela 2 – Matriz para elaboração da entrevista e questionário
Conceito teórico Pergunta Objetivo
Ao criar valor superior para o cliente, a empresa os conquista, tornando-os satisfeitos e, consequentemente, os retém, fazendo-os fiéis consumidores dos produtos/serviços disponibilizados pela empresa (KOTLER, 2007).
Qual a intenção da empresa quando utilizou o marketing de experiência para atingir seus clientes?
Entender com qual objetivo as empresas utilizam o marketing de experiência para atingir seu público
Britto (2002) afirma que os eventos ganham destaque por serem ações concretas e de permanentes resultados positivos. Também reitera que o evento é o somatório dos afincos e atuações programadas com o intuito de atingir metas estabelecidas junto ao seu público-alvo.
Executivo: você faz
recall/medição do impacto que os
eventos com
mágicos trazem para a empresa?
Compreender o tempo de lembrança do evento
Espectador: Há quanto tempo foi ao evento? Do que se lembra? Lembra da marca patrocinadora? Verificar a lembrança do espectador sobre o evento, o que o marcou e recordação da marca.
Tabela 2 – Matriz para elaboração da entrevista e questionário (continua)
Conceito teórico Pergunta Objetivo
De acordo com Britto (2012) os eventos podem ser classificados em dois tipos, o que permitirá que o organizador de eventos defina e capte corretamente o seu público-alvo, real e potencial como: o institucional é quando sua intenção é criar ou firmar o conceito e a imagem de uma empresa, entidade, governo ou pessoa; o promocional ou mercadológico é quando objetiva a promoção de um produto ou serviço de uma empresa, governo, entidade, pessoa ou local (no caso de turismo), em apoio ao marketing, visando portanto, fins mercadológicos. Mágico: Em quais tipos de eventos o mágico mais participa? Conhecer quais tipos de eventos o mágico trabalha Mágico: Qual o resultado oferecido? Compreender qual é o valor oferecido pelo mágico nestes eventos.
Segundo Kotler (2012, p.564), “a ideia não é vender algo, mas demonstrar como uma marca pode enriquecer a vida de um cliente”.
Empresário: Quais diferenciais apresentados no evento?
Por que a empresa acredita que oferece algo que a diferencia ao cliente? Verificar se a empresa realmente oferece algo diferenciado ao cliente
Segundo Schmitt (2002), o marketing de experiência está em todo lugar. É uma nova forma de oferecer uma abordagem às marcas, que antes eram vistas como estáticas, não é um mero identificador, mas sim um fornecedor de experiências Qual experiência buscou se passar neste tipo de evento? Compreender a estratégia utilizada para organizar as experiências no evento.
Para Dallabona e Mendes (2004), a utilização do lúdico propicia uma melhor evolução e aprendizagem, pois existe prazer, alegria e entretenimento. Não se trata da concepção ingênua do passatempo. A utilização dos elementos lúdicos, modificou o feedback dado pelos clientes sobre o aprendizado da marca? Compreender se o lúdico realmente ajuda ao aprendizado da marca.