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1 Introduction

1.4 Testing, training, and detraining of high force and high velocity traits in football

1.4.1 Strength

A radiação solar pode ser tomada tanto como fator condicionador quanto como elemento dependente da latitude, altitude e época do ano. Ela é a maior fonte de energia para a Terra e o principal elemento meteorológico uma vez que afeta todos os outros (temperatura, pressão, vento, chuva, umidade, etc.).

Ao atravessar a atmosfera, a radiação solar sofre os fenômenos seletivos de reflexão, difusão e absorção. Segundo TUBELIS; DO NASCIMENTO (1983) uma parte da radiação solar atinge a superfície terrestre diretamente, sendo chamada de radiação solar direta. Outra parte atinge a superfície terrestre após sofrer o processo de difusão, sendo por isso denominada de radiação solar difusa ou do céu. Esses dois fluxos de radiação chegam à superfície concomitantemente e representam o total de radiação solar que atinge a superfície (radiação solar global), sendo uma parte absorvida e outra refletida.

PEREIRA; ANGELOCCI; SENTELHAS (2002) afirmam que a energia radiante que atinge a superfície terrestre destina-se a alguns processos físicos principais; e entre esses a convecção está relacionada ao aquecimento do ar e a condução ao aquecimento do solo, sendo, portanto, responsáveis pelas variações de temperatura nesses meios.

Em relação à latitude, seus efeitos estão relacionados às relações Terra-Sol, que envolvem o movimento aparente do Sol ao longo do ano. Como conseqüência do movimento de translação da terra, e também da inclinação do eixo terrestre em relação ao Plano da Elíptica, há variação espacial e temporal do ângulo de incidência dos raios solares na superfície. (PEREIRA; ANGELOCCI; SENTELHAS, 2002).

Em se tratando de altitude, que é relativa ao nível do mar, se mantidos invariáveis os outros fatores climáticos, seu aumento ocasiona diminuição da temperatura, em conseqüência da rarefação do ar e da diminuição da pressão atmosférica. Há em média um decréscimo de 0,60C a cada 100m de altitude, embora esse valor seja modificado pela concentração de vapor d’água na atmosfera.

Os fatores de oceanidade e continentalidade referem-se respectivamente à condição de um local situado próximo ao mar ou oceano, e no interior do continente, com efeitos decorrentes dessa condição. Mares e oceanos são moderadores térmicos, ou seja, sua flutuação térmica é menor ao longo do dia e do ano, devido ao maior calor específico da água em relação aos solos (vegetados ou não). Essa característica é transmitida à atmosfera de localidades litorâneas, onde a amplitude térmica do ar é menor que a das localidades situadas no interior do continente.

O tipo de corrente oceânica é dado pela movimentação contínua das águas oceânicas em função de diferenças de densidade, causada por diferenças de temperatura e de salinidade, e da rotação da terra; resultando em correntes que se movem de maneira organizada, mantendo características físicas diferentes do restante das águas adjacentes. (PEREIRA; ANGELOCCI; SENTELHAS, 2002).

Com relação aos elementos climáticos, ainda de acordo com PEREIRA; ANGELOCCI; SENTELHAS (2002), observa-se que:

A temperatura do ar é um índice que expressa a quantidade de calor sensível de um corpo, sendo um dos efeitos mais importantes da radiação solar. Suas variações

temporal e espacial são condicionadas pelo balanço de energia na superfície. Os autores afirmam que a temperatura máxima ocorre com uma defasagem de duas a três horas em relação ao horário de maior irradiância solar (12 horas em dias sem nuvens), enquanto que a temperatura mínima ocorre um pouco antes do nascer do Sol, em função do resfrimento noturno. Ela depende da latitude, da proximidade de corpos hídricos, do relevo e do deslocamento de grandes massas de ar e é expressa em graus Celsius (0C).

A temperatura radiante média -TRM também tem uma influência considerável nas condições de conforto das pessoas traduzindo o processo de transferência de calor por radiação das superfícies circundantes do ambiente para as pessoas.

Já a umidade do ar tem tendência de evolução inversa à da temperatura, desde que o ar não esteja saturado de vapor d’água. A existência de água na atmosfera e suas mudanças de fase desempenham papel importantíssimo em vários processos físicos naturais, como o transporte e a distribuição de calor na atmosfera, a evaporação e evapotranspiração, e absorção de diversos comprimentos de onda da radiação solar e terrestre, etc. Seu valor relativo é expresso em porcentagem variando de 0%, quando a quantidade de vapor d’água é nula, até 100%, quando o ar está saturado.

A chuva ou precipitação pluvial, nas regiões tropicais, é a forma principal pela qual a água retorna da atmosfera para a superfície terrestre após os processos de evaporação e condensação, completando assim o ciclo hidrológico.

Por fim, os ventos são deslocamentos de ar no sentido horizontal, originários de gradientes de pressão. Sua intensidade e direção são determinados pela variação espacial e temporal do balanço de energia na superfície terrestre, que causa variações no campo de pressão atmosférica. Ele se desloca da área de maior pressão (mais frias) para aquelas de menor pressão (mais quentes), e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas, maior será a velocidade de deslocamento.

A velocidade do vento é afetada pela rugosidade da superfície e pela distância vertical acima da superfície, assim, quanto maior é o efeito do atrito com o terreno,

maior o desacelerando do movimento e diminuindo a velocidade de deslocamento do ar.

Dentre os elementos do clima, o vento é o que melhor pode ser controlado e modificado pelo desenho urbano; já que elementos do desenho urbano como a densidade da área urbana, a altura e o tamanho dos edifícios, a orientação das ruas, o tamanho e a distribuição das áreas livres e os cinturões verdes podem ser alterados (GIVONI, 1998). Sua velocidade é expressa em metros por segundo (m/s) e sua direção em graus.