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Strategic Refugee Flows and Civilian Massacres

In document Protecting Civilians in Conflicts (sider 43-52)

Ladislau H.F.L. ; Santos, T.D., Borba, J.M.C., Pereira-da-Silva, M.S., Rocha-de-Melo, A. P.

Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Departamento de Nutrição. Av. Prof. Moraes Rego S/N, 50.670-901.

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Resumo: Tendo em vista que os países industrializados aumentaram significativamente o consumo de gordura este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de dietas com diferentes fontes e teores lipídicos sobre o consumo alimentar, peso corporal, hepático e esplênico, gordura visceral e perfil lipídico em ratos.

Durante a gestação e lactação, três grupos de ratas Wistar foram alimentados com diferentes dietas: normocalórica contendo óleo de soja 7% (Grupo C); normocalórica com GVH 7% (GVH-N) e hipercalórica GVH 14% (GVH-H). Após o desmame, os filhotes foram mantidos com a mesma dieta das mães. Foram verificados o consumo alimentar semanal e o peso dos filhotes no 1º, 7º, 14º, 21º, 30º, 60º e 90º dias. Aos 90 dias, o sangue foi coletado para as dosagens bioquímicas (glicose, colesterol, HDL, VLDL, LDL e triglicerídeos) e foram pesados o fígado, baço e a gordura visceral. Os animais do grupo C e GVH-N apresentaram maiores pesos no 1º e 7º dias comparados ao GVH-H. Aos 90 dias, os grupos GVH-N e GVH-H apresentaram maior deposição de gordura visceral que o grupo C. O triglicerídeo foi menor no GHV-H comparado aos outros dois grupos, quanto ao colesterol, apresentou-se maior no grupo C comparado ao GVH-H. A gordural visceral foi maior nos grupos com GVH. Portanto, pode-se sugerir que a qualidade e quantidade de gordura na dieta podem influenciar no peso e na composição corporal de ratos.

Palavras-chaves: Obesidade; Gordura Vegetal Hidrogenada; consumo alimentar.

Introdução: A dieta é um dos fatores importantes para promoção e manutenção da saúde. Estudos revelam a existência de uma forte associação entre tipos de dieta e algumas doenças crônicas 1,2. A obesidade, por exemplo, é uma doença crônica e o principal fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças inter-relacionadas. Vários estudos têm mostrado o aumento da incidência mundial de sobrepeso e de obesidade 3, 4 e 5. No Brasil, a prevalência de obesidade em adultos representa um dos principais problemas de saúde pública 4 e 6. As causas dessa epidemia ainda não estão completamente esclarecidas, porque a obesidade é uma doença complexa e multifatorial 7. Entretanto, várias pesquisas têm mostrado a relação entre o aumento na disponibilidade e no consumo de dietas hiperlipídicas, altamente calóricas e palatáveis combinados com o estilo de vida sedentário e a incidência da obesidade 8, 9. A qualidade do lipídio da dieta, por exemplo, pode interferir positiva ou negativamente no crescimento e desenvolvimento fisiológicos, como também pode contribuir para a prevenção ou para o surgimento de algumas patologias, como por exemplo, as doenças cardiovasculares 10, 11. A indústria alimentícia vem usando cada vez mais a gordura vegetal hidrogenada (GVH), rica em ácidos graxos trans (AGT) como ingrediente nos seus produtos, visando aumentar a “vida de prateleira” do alimento, bem como melhorar a sua palatabilidade 12, 13. Tendo em vista o elevado consumo de produtos ricos em GVH pela população, o presente trabalho teve como objetivo investigar os efeitos crônicos de uma dieta normolipídica e hiperlipídica a base da gordura vegetal hidrogenada sobre o ganho de peso dos filhotes, pesos de órgãos como fígado, baço e gordura visceral, bem como sobre parâmetros bioquímicos de ratos.

Metodologia: Durante a gestação e a lactação, foram constituídos três grupos de ratas

(Grupo C) contendo óleo de soja 7%; e duas dietas contendo gordura vegetal hidrogenada (GVH) com diferentes teores calóricos: uma normocalórica/normolipídica com GVH 7% (Grupo GVH-N) e uma dieta hipercalórica/hiperlipídica contendo GVH 14% (Grupo GVH-H). Após o desmame (21 dias de idade), os filhotes permaneciam com a mesma dieta das respectivas mães até a idade adulta, constituindo os grupos C (n=19); GVH - N (n=23) e GVH - H (n=30). A partir do nascimento, o peso corporal dos filhotes foi verificado no 1º, 7º, 14º e 21º dia de vida e após o desmame os filhotes foram pesados no 30º, 60º e 90º dias de idade. Aos 90 dias, após um jejum de 12 horas os ratos foram anestesiados com Ketamina e Cloridrato de Xilazina (1ml/kg de peso) para coleta de sangue por punção cardíaca. Em seguida, as amostras foram encaminhadas para as análises bioquímicas de glicose plasmática, colesterol total, HDL, VLDL, LDL e triglicerídeos. Após a coleta do sangue foram retirados para pesagem o fígado, baço e a gordura visceral. Foi empregado ANOVA para comparação dos dados. Em todos os casos, o nível de significância considerado para rejeição da hipótese nula foi de 5%.

Resultados: No 1a e 14a dias de idade, os animais alimentados com dieta controle (C = 6,98g ± 0,59; p<0,05) e com dieta normolipídica à base de GVH (GVH- N = 6,71 ± 0,67; p<0,05) apresentaram peso corporal maiores do que os ratos alimentados com dieta hiperlipídica à base de GVH (GVH-H = 6,01 ± 0,59; p<0,05). Porém não foram encontradas diferenças significativas aos 14°, 21°, 30º, 60º e 90º dias de idade. Aos 90 dias, com relação aos parâmetros bioquímicos, o teor de triglicerídeo foi menor no grupo GHV-H (GVH-H = 49,2 ± 4,89; p<0,05) em relação aos outros dois grupos (GVH-N = 64,72 ± 14,12; e C = 61,1 ± 2,35; p<0,05). O grupo C (C = 79,1 ± 14,73; p<0,05) apresentou um teor de colesterol total maior quando comparado ao grupo GVH- H (GVH-H = 76,0 ± 11,55; p<0,05). Não foram observadas diferenças significativas quanto aos parâmetros: glicose plasmática, HDL, VLDL e LDL. Também aos 90 dias, o peso dos depósitos de gordural visceral foi maior nos grupos contendo GVH (GVH – N = 16,83 ± 4,87 e GVH – H = 18,90 ± 4,63; p<0,05) quando comparados ao grupo C (C = 11,72 ± 4,15; p<0,05). Porém, não foram encontradas diferenças significativas no peso hepático (C = 9,43 ± 1,53; GVH – N = 9,88 ± 0,79 e GVH – H = 9,36 ± 1,73; p>0,05) e esplênico (C = 0,610 ± 0,14; GVH – N = 0,74 ± 0,23 e GVH – H = 0,62 ± 0,19; p>0,05) entre os grupos estudados.

Discussão: Estudo demonstra que a exposição dos filhotes à AGTs ainda no útero e durante a lactação poderia promover a obesidade e alterar o controle glicêmico dos mesmos na idade adulta.14 WOODS et al (2004)6 mostraram que quando ratos ou humanos são submetidos a dietas com elevados teores de lipídeos regularmente, apesar dos mecanismos de regulação do peso corporal, a quantidade de energia estocada como lipídeo pode aumentar e ocorrer o desenvolvimento de obesidade, porém, no presente trabalho foi verificado um menor ganho de peso corporal no grupo de animais alimentados com dieta hiperlipídica quando comparados aos animais dos grupos com dietas normocalóricas. Entretanto, não foi encontrada diferença significativa aos 14°, 21°, 30º, 60º e 90º dias de idade entre os grupos estudados. Sabe-se que hábitos alimentares inadequados constituem a principal causa do surgimento de dislipidemias, sendo que a gordura saturada (como a GVH) leva ao aumento do colesterol e de triglicerídeos.15 Paradoxalmente, no presente trabalho os níveis de triglicerídios e colesterol total estavam aumentados no grupo C quando comparado ao grupo GVH-H, além disso foi demonstrado também que o grupo GVH-N apresentou níveis mais elevados de triglicerídios em relação ao grupo GVH-H. Estudos demonstram que gordura saturada (como a GVH) presente na dieta apresenta também significativa correlação entre adiposidade visceral e percentual de gordura total.16 Aos 90 dias, os

animais submetidos às dietas contendo GVH (grupos GVH – N e GVH – H) apresentaram maior deposição de gordura visceral em relação ao grupo controle, apesar da manutenção do peso corporal aos 90 dias. Porém, quanto ao peso hepático e esplênico não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos estudados. Conclusão: A qualidade e a quantidade de gordura dietética podem influenciar no ganho de peso corporal, nos perfis séricos de colesterol total e triglicerídeos, e nos depósitos de gordura visceral em ratos.

Apoio Financeiro: FACEPE. Referências:

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