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Strafferettslig reaksjon

5.4 Reaksjoner ved uriktig forklaring

5.4.1 Strafferettslig reaksjon

ADFP - Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional ADM - Amplitude do Movimento Articular

AFMP - Associação Fernão Mendes Pinto AIVD - Actividades Instrumentais de Vida Diária ARSC - Administração Regional de Saúde do Centro AVC - Acidente Vascular Cerebral

AVD - Actividades de Vida Diária

CDEC - Centro de Desenvolvimento Educativo de Cantanhede - Lagoa

CMRRC-RP - Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais CRC - Casa de Repouso de Coimbra

E.C.L. - Equipa de Coordenação Local FM - Força Muscular

HAJC - Hospital Arcebispo João Crisóstomo HTA - Hipertensão Arterial

IMC - Índice de Massa Corporal

INSN – SCMVNP - Irmandade Nossa Senhora das Necessidades – Santa Casa da Misericórdia Vila Nova de Poiares

LS – DV - LorSenior – Domus Vitae MMSE - Mini Mental State Examination

N-GAG S.A. - Naturidade – Gestão de Alojamentos Geriátricos S.A. OMS - Organização Mundial de Saúde

PAMPI-AVC - Protocolo de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa após Acidente vascular Cerebral

QV - Qualidade de Vida

RNCCI - Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados SB - Solar Billadonnes

SCMA - Santa Casa da Misericórdia de Arganil SCMP - Santa Casa da Misericórdia de Penela SNC – Sistema Nervoso Central

INTRODUÇÃO

O processo de envelhecimento é considerado como um processo dinâmico, fazendo parte do desenvolvimento normal da pessoa. A melhoria das condições gerais de vida associadas aos avanços nas ciências da saúde, levou a um aumento da esperança de vida, verificando-se que muitos cidadãos atingem idades avançadas.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE, 2012a), o envelhecimento da população é actualmente um dos fenómenos demográficos mais preocupantes nas sociedades modernas, apresentando a tendência crescente do número de pessoas com mais de 65 anos, de forma generalizada em todo o território, deixando este de se caracterizar por um fenómeno localizado apenas no interior do país, traduzindo-se o índice de envelhecimento da população por um aumento do número de pessoas idosas de 102% em 2001, para 128% em 2011, significando que por cada 100 jovens existem 128 pessoas idosas, agravando-se, assim, o fosso existente entre jovens e pessoas idosas e, em termos regionais, o Alentejo e a região Centro são as regiões, que apresentam maiores índices de envelhecimento, 178% e 163%, respectivamente. O mesmo organismo (INE, 2012b), quanto à incapacidade funcional na população idosa, segundo o censos 2011, entende que esta condição assume particular importância, uma vez que cerca de 50% da população idosa apresenta muita dificuldade ou não consegue realizar pelo menos uma das seis actividades do dia-a-dia (ver, ouvir, andar, memória/concentração, tomar banho/vestir-se, compreender os outros/fazer-se entender).

A CIPE-versão1 (2006, p.53) preconiza envelhecimento como “Desenvolvimento Humano com as características específicas: processo de desenvolvimento físico, normal e progressivo, durante a transição da idade adulta para a velhice; de acordo com a idade aproximada e estádios de desenvolvimento, é acompanhado pelo declínio dos processos corporais devido à diminuição da capacidade para regenerar as células, levando à perda de massa e coordenação musculares e de competências psicomotoras, …”.

A perda de autonomia e de independência, como consequência das doenças crónicas, aumentam com o avançar da idade. Com a perda da sua independência e autonomia, as pessoas idosas, encontram-se assim dependentes de terceiros para a satisfação das suas necessidades fundamentais.

Paúl (2005,p.38) afirma que “A percepção da doença e das capacidades de cada um, ou seja, a auto-avaliação, que o sujeito faz da sua condição de saúde, corresponde a uma avaliação subjectiva e complexa dos indicadores biológicos percepcionados”.

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O processo de envelhecimento poderá estar relacionado com a interacção do envelhecimento biológico e das condições de saúde subjacentes, mas também de mudanças sociais.

Novo (2003) citado por Paúl, et al., (2005), define o “bem-estar psicológico como a qualidade de funcionamento psicológico, o que incluirá a autonomia, o domínio do meio, as relações positivas com os outros, os objectivos na vida, o crescimento pessoal e a aceitação de si mesmo” (p.77).

Tornou-se imprescindível uma melhor avaliação, face às acções terapêuticas, a que as pessoas são submetidas. Actualmente deveremos estar despertos não só para a ausência de risco decorrentes de determinadas intervenções, mas, fundamentalmente, direccionados para a efectividade da sua avaliação.

O acidente vascular cerebral (AVC) poderá ser considerado uma síndrome neurológica, localizada numa área do encéfalo, em virtude de nos depararmos com uma complexidade de sintomas de deficiência neurológica.

A condição de saúde – AVC, não sendo exclusiva da terceira idade, assume uma maior prevalência neste grupo etário, colocando, assim, desafios particulares a que os prestadores de cuidados informais e formais têm de dar resposta.

Para as pessoas idosas acometidas de AVC, o restabelecimento da autonomia e da independência constituem o principal desafio, já que muitos se encontram numa situação de dependência no que respeita, por exemplo, à sua mobilidade (actividade motora). A actividade motora é, por excelência, um foco com aspectos de saúde evidentes para a prática de enfermagem, a CIPE/ICNP (2005), entende como actividade motora “ um tipo de função com as características específicas: motilidade e movimento das partes do corpo envolvidas nos movimentos, servido e guiado pelas funções cerebrais” (p.32). Neste sentido, partindo da avaliação da actividade motora (avaliação diagnostica), poder- se-ão depreender implicações e alterações a partir das modificações identificadas (acção diagnostica) na pessoa idosa após AVC.

Neste sentido, o envelhecimento da população, torna-se cada vez mais uma preocupação crescente, pois a população de pessoas idosas aumentou consideravelmente nos últimos anos, apontando para que as pessoas idosas que sejam acometidas de AVC, futuramente, sejam abordadas de maneira diferente pelos profissionais de saúde.

Costa (1999, p.15), perspectiva que “…há em algumas Instituições uma certa racionalidade higiénica que não tem permitido validar com os nossos utentes idosos o

sentido dos cuidados que lhes são prestados, para que não sejamos fazedores de actos automáticos e rotineiros, mas capazes de responder a aspectos físicos, psicossociais e emocionais que são os dos doentes que ali estão e que se interessam pela própria saúde”. A mesma autora, ao fazer referência à dinâmica assistencial no contexto hospitalar, entende que esta se constitui na configuração de algumas lógicas, designando-as, como a individualização institucional, cuja consequência se objectiva na individualização e na fragmentação do doente e da doença (Costa, 2002).

Com a implementação da RNCCI, pretendeu-se optimizar as respostas de saúde e de apoio social com a perspectiva da continuidade de cuidados, tendo como foco a melhoria das condições de vida e de bem-estar das pessoas em situação de dependência, com o propósito da maximização possível da autonomia e da participação dos destinatários. Neste sentido, (Stuck e col., 1993) citados por Botelho (2005, p.113) afirmam que “A avaliação da funcionalidade tem como objectivos identificar perturbações funcionais, físicas, mentais e sociais, e contribuir para a intervenção com vista à manutenção e/ou recuperação de capacidades”. A mesma autora conclui que “Uma atitude activa, a nível pessoal e de grupo de trabalho, conducente à implementação de uma avaliação habitual da funcionalidade dos idosos, poderá fazer a diferença para uma melhor preparação no acompanhamento preventivo e de reabilitação dos indivíduos à medida que envelhecem”(p.131).

Consideramos assim que ao promover os Cuidados de Enfermagem com essa missão e direccionalidade, as acções terapêuticas desenvolvidas pelo enfermeiro de reabilitação com a pessoa idosa após AVC, que se encontram a experienciar um percurso de reabilitação nos cuidados continuados em enfermagem, apontam para a compreensão do significado de viver a experiencia do processo de envelhecimento após a condição de saúde-AVC, conhecer os mecanismos, que afectam o ajustamento e o bem-estar por um lado e perspectivar estes, como momentos de oportunidade no accionar de recursos pessoais, sendo importante para a promoção máxima de independência possível, de acordo com o potencial motor e cognitivo de cada individuo e que, para que isso possa acontecer, será necessário atender aos conhecimentos, atitudes, valores e competências psicomotoras da pessoa idosa, garantido a sua inserção social na família e comunidade, responsável pelo sentimento de bem-estar biopsicossocial e espiritual da pessoa.

Neste estudo pretendemos estudar a actividade motora da pessoa idosa após AVC, no processo de reabilitação na RNCCI do distrito de Coimbra. Neste sentido, colocamos então duas questões centrais: I) Quais os contornos e especificidades da actividade motora da pessoa idosa após AVC?; II) Como podem as intervenções de enfermagem

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contribuir para a melhoria da actividade motora da pessoa idosa acometida de AVC?, com os seguintes objectivos:

x Estudar que factores ligados à actividade motora mais influenciam o bem-estar da pessoa idosa após A.V.C.

x Estudar de que forma os domínios da actividade motora, físico, psicológico, espiritual, e social se interligam com o bem-estar da pessoa idosa após A.V.C.. Apontamos assim como finalidades desta investigação:

x Contribuir para uma maior e mais abrangente compreensão da pessoa idosa após A.V.C.;

x Contribuir para a melhoria dos cuidados de enfermagem à pessoa idosa após A.V.C.

Este trabalho encontra-se estruturado em três partes:

Parte I – Enquadramento conceptual e contextual, dividimos em cinco capítulos, sendo quatro referentes ao enquadramento conceptual e um ao enquadramento contextual, onde integrámos a revisão da literatura que sustenta o quadro teórico do estudo.

Parte II – Metodologias e estudos subsequentes, dividimos em quatro capítulos, sendo que no primeiro, enquadrámos os procedimentos metodológicos, a problemática, os objectivos e etapas de investigação; no segundo, num estudo (preliminar), com a finalidade de conhecer as dificuldades e expectativas relacionadas com a actividade motora na pessoa idosa após AVC na RNCCI, apresentamos o enquadramento metodológico (abordagem fenomenográfica) e os procedimentos inerentes a este tipo de estudo de natureza qualitativa, assim como a proposta de um instrumento de colheita de informação resultante deste primeiro estudo, comportando este, seis partes; no terceiro capítulo, estudo II, apresentamos o percurso metodológico com o propósito de testar a proposta inicial, avaliar as características psicométricas de fidelidade e validade do mesmo e a sua construção e validação na versão final do protocolo; no quarto e último capítulo, estudo III, sustentados na informação obtida no estudo anterior, caracterizámos a actividade motora e outros aspectos da vida das pessoas idosas após AVC, em algumas unidades de internamento da RNCCI no distrito de Coimbra.

Parte III - Discussão, Contributos e Conclusões, dividimos, em três capítulos. No primeiro abordamos os dados dos estudos efectuados, procurando realizar alguma discussão e emanar alguns contributos, relativamente à compreensão do fenómeno em estudo, apresentando no final algumas sugestões para novas investigações. No segundo capítulo, entendemos destacar alguns aspectos como desafios para a intervenção qualificante de enfermagem, finalizando, no terceiro capítulo com as sínteses

conclusivas, procurando neste recapitular a evidência reunida quanto à actividade motora da pessoa idosa após AVC, no percurso de reabilitação, em algumas unidades de internamento da RNCCI no distrito de Coimbra.