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3.2 Stortingsmeldinger

Dias et al. (1997) dizem que nos processos de apoio à decisão, as fases de estruturação e de avaliação são muito bem caracterizadas, podendo ser ainda

identificada a recomendação dos cursos de ação que devem ser implementadas, como uma terceira fase.

2.3.2.1 Fase de estruturação

Problemática é o conjunto de atividades que, para um conjunto de atores e um contexto decisório, identifica claramente o tipo de situação ou avaliação que o decisor deseja (ZANELLA, 1996).

Segundo Wolf (2002) a problemática de decisão é aquela que pertence ao decisor e resume-se na questão: o que fazer? Na hipótese de não saber como resolver esta problemática o decisor busca ajuda de um facilitador. A problemática de apoio à decisão pertence ao facilitador e refere-se ao: como fazer? Neste caso, o facilitador deve elaborar um plano de trabalho apoiado em procedimentos técnicos que levem ao decisor o saber o que fazer. Ainda segundo o autor, determinar um plano de trabalho, que direcione o foco do problema, é a primeira atividade prática relativa à aplicação da metodologia multicritérios de apoio à decisão.

Representando cerca de 80% das atividades de um processo de apoio à decisão, a fase de estruturação aborda a formulação do problema e a identificação dos objetivos, procurando identificar e caracterizar os fatores relevantes ao processo (MELLO et al., 2003). Consiste, então, na definição dos objetivos do decisor, na identificação das alternativas viáveis, e no estabelecimento dos critérios que irão ser utilizados.

2.3.2.2 Fase de avaliação

A avaliação utilizando-se de métodos multicritérios propicia ao decisor opção de escolha entre as ações apontadas, considerando as conseqüências de sua implantação segundo os pontos de vista do decisor.

Avaliação Multicritérios é a principal operação de suporte à decisão utilizada em SIG, e é comumente realizada por um dos dois procedimentos a seguir: O primeiro envolve a sobreposição booleana de critérios, por meio da qual todos os critérios são convertidos a declarações lógicas apropriadas e, então, combinados por meio de um ou mais operadores lógicos, tais como a interseção (AND) e a união (OR). O segundo é

conhecido como Combinação Linear Ponderada - CLP - (Weighted Linear Combination - WLC) no qual os critérios são padronizados em uma escala numérica comum e, então, combinados por meio de uma média ponderada. O resultado é um mapa contínuo que pode então ser submetido a um ou mais mapas de restrições booleanas para acomodar critérios qualitativos e, finalmente, iniciar uma decisão final (EASTMAN, 2003).

Estes dois métodos, quando aplicados em um SIG, produzem resultados diferentes, porque são formas muito diferentes de como os critérios devem ser avaliados. A diferença dos resultados ocorre pela lógica de agregação, que no caso da CLP possibilita a compensação (tradeoff).

Processos decisórios em que a avaliação booleana é aplicada resultam em tomadas de decisão extremista. Se os critérios forem combinados com um AND lógico (operador de interseção), uma respectiva região de cada critério deve estar valorada adequadamente, para que a mesma esteja presente no resultado final. Se em um único critério, tal região não estiver como valor apropriado, a mesma estará excluída do resultado final. Este procedimento gera resultados de estrita aversão ao risco com estratégia cautelosa. Por outro lado, se um OR lógico (operador de união) for usado, o oposto se aplica, tendo, então, uma modalidade muito liberal de agregação. Uma região estará representada no resultado final se em pelo menos um dos critérios ela passar no teste de valoração. Neste caso, a estratégia adotada é presumidamente de muito risco (JIANG e EASTMAN, 2000; EASTMAN, 2003).

Comparando a estratégia booleana com a estratégia CLP, tem-se que no método da CLP é permitido fazer compensação nas qualidades dos critérios. Uma qualidade muito pobre em um critério pode ser compensada tendo um número de qualidades muito favoráveis em outros critérios. Esta operação não se enquadra nem como AND (aversão ao risco) nem como OR (atração ao risco), encontrando-se em algum lugar entre estes extremos (EASTMAN, 2003).

Para executar o processo de avaliação é necessário optar por um dos métodos disponíveis e que são classificados em métodos para problemas multiatributos, que possibilitam trabalhar com alternativas discretas, e para problemas multiobjetivos, que consideram um espaço contínuo de alternativas.

Para os problemas multiatributos é comum a classificação dos métodos usados pela Escola Americana e pela Escola Francesa.

A Escola Francesa é baseada em relações de prevalência e nela se destacam os métodos das famílias ELECTRE (ROY, 1968) e PROMETHEE (BRANS et al., 1984).

Os métodos da Escola Americana reduzem os vários critérios a um critério síntese, na grande maioria das vezes através de uma soma ponderada. Devido à sua aparente simplicidade matemática gozam de grande popularidade. Nesta linha destacam-se os métodos AHP (SAATY, 1980), TODIM (GOMES, 1987), MACBETH (BANA e COSTA e VANSNICK, 1997) e UTA (JACQUET-LEGREZE e SISKOS, 1982).

Dias et al. (1997) mencionam que, embora os métodos da Escola Americana apresentem alguma simplicidade operacional, existe certa dificuldade por parte dos decisores quanto à necessidade de atribuição de pesos aos critérios. Alguns critérios são realmente muito difíceis ou quase impossíveis de se mensurar, tal como o exemplo da necessidade de atribuir pesos aos critérios “custo de construção” e “probabilidade de acidentes fatais” durante a avaliação de um projeto para construção de uma obra. Atribuir esses pesos significaria especificar o preço de uma vida humana.

Mello et al. (2003) ressaltam que os problemas multiobjetivos apresentam normalmente maiores dificuldades do ponto de vista matemático, ainda que exijam a presença constante do decisor. Os autores citam que, se a preocupação do analista for a impossibilidade de o decisor fornecer informações coerentes, deve-se buscar o uso da interatividade dos problemas multiobjetivos que, se aliados ao uso de um software

de grande apelo visual, permitem ao decisor colocar implicitamente suas preferências e ir aprendendo ao longo do processo.