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Stock of cash – relation to cash usage

In document Staff Memo (sider 34-42)

Neste ponto apresentam-se o tratamento e análise dos resultados desta ficha administrada em dois momentos da experiência - no final do tratamento da unidade temática «La Mode» e da unidade temática «L’ Argent de Poche», correspondendo, respetivamente, a quatro de Fevereiro e cinco de Março de 2011.

Tal como explicitámos no ponto 5.1.3.1 do capítulo anterior, a ficha Parler inclui três partes: A primeira constituída por sete questões que visam conhecer as estratégias utilizadas pelos alunos para falar. A segunda tem como objetivo conhecer e perceber as dificuldades dos alunos e a terceira pretende a reflexão do aluno sobre a sua progressão.

No quadro 5 encontram-se representadas, de forma comparativa, as estratégias que os alunos dizem mais utilizar para se expressarem oralmente. Correspondem ao tratamento de dados da parte 1 da ficha Parler, na primeira e segunda unidade.

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Quadro 5: As estratégias mais utilizadas pelos alunos para falar

Verifica-se uma maior incidência na leitura, em ambos os momentos. Pilar importante da nossa investigação, a leitura foi mais recorrente no tratamento da segunda unidade que no da primeira não só através de leituras feitas em casa pelos alunos, como orientadas na sala de aula. Talvez por isso se encontre entre as estratégias que os alunos dizem mais utilizar sem que, no entanto, se verifique distâncias com significado relativamente às outras. Depois da leitura, embora sem uma distância significativa, a atenção, ao vocabulário, à pronúncia, à construção gramatical, ao ouvir falar francês, assim como arriscar a falar.

Ter a coragem de se expor e de falar perante os outros é um dos maiores constrangimentos à expressão oral, mas a natureza destas tarefas, orientadas para uma pedagogia para a autonomia e autorregulação, levou a que os alunos se implicassem mais, assumindo o papel que se autopropuseram.

Se observarmos os resultados em termos comparativos, das estratégias utilizadas na primeira atividade e na segunda, diríamos que os números se mantêm na generalidade idênticos.

Na parte dois do questionário, quisemos saber se os alunos tinham sentido dificuldade na utilização de alguma estratégia. Decorrente do tratamento desses dados verificámos que o total de alunos que dizem não ter sentido dificuldades ou terem sentido poucas, é na primeira unidade de treze, enquanto na segunda, esse número é de dezoito. Talvez tivesse sido para os alunos um pouco mais difícil o tratamento do primeiro tema porque poderiam chegar onde quisessem, utilizando os recursos que quisessem, o que exigiu da parte dos grupos de alunos, espírito de iniciativa,

As Estratégias mais utilizadas para falar 1ª Unidade

temática

2ª Unidade temática 1ª Li os documentos que me foram enviados relacionados

com a área temática em estudo.

18 22

2ª Procurei prestar atenção à pronúncia 12 18

3ª Procurei prestar atenção ao vocabulário e à construção gramatical

10 15

4ª Procuro prestar atenção sempre que ouço falar francês 17 14

5ª Arrisquei a falar mesmo com erros e lacunas de vocabulário

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negociações, consensos e tomadas de decisão conjuntas, algo a que os alunos não estavam muito habituados. Por esse facto, talvez, e respeitando em ambos os casos, o espírito de uma pedagogia para a autonomia, os alunos se tivessem sentido mais confortáveis durante a segunda unidade com as restrições impostas no número de alunos por grupo e nas estratégias a utilizar.

À questão de quais tinham sido as dificuldades que tinham sentido, os alunos colocaram na primeira unidade, em primeiro lugar a dificuldade de leitura com nove alunos a referi-lo, enquanto na segunda unidade, a dificuldade mais apontada é a de memorização dos diálogos.

A amiga crítica teve oportunidade de presenciar e registar as oportunidades de interação que poderiam ter sido mais, caso os aluno se sentissem mais à vontade. Contudo este é um caminho que leva muito tempo a desenvolver e o primeiro passo, a nosso ver, é despertar no aluno a consciência das suas dificuldades e mostrar-lhes vias de possibilidade de ultrapassar os seus receios e incompetências, desde que acreditem.

Decorrente da pergunta anterior, em que se questionava quais as estratégias em que os alunos tinham sentido mais dificuldade, quisemos saber quais as intenções dos alunos para superar as suas dificuldades.

No topo das respostas os alunos referem a necessidade de estudar mais, com oito respostas a indicar essa necessidade. Salientaremos a consciência que o aluno tem da relevância do seu papel fundamental no processo de aprendizagem percecionando a necessidade de investir mais no estudo como estratégia primordial.

Situando-se os alunos na perspetiva de um desenvolvimento da oralidade, revelam consciência da relevância do ouvir e da atenção, da importância de uma escuta atenta da pronúncia e da língua francesa, conclusões que tiramos das respostas dos alunos que consideraram como estratégias para superar as suas dificuldades, dar uma maior atenção à pronúncia (cinco alunos) e de tentar ouvir falar mais francês (quatro alunos).

Na terceira parte do questionário pretendia-se que os alunos refletissem sobre a sua progressão. Desses registos elaborámos um quadro (cf. Anexo 5) com as respostas que os vinte e seis alunos deram, cada um, no final de cada uma das unidades temáticas, permitindo desse modo perceber as diferenças de registos de cada aluno numa perspetiva individual. À exceção de três alunos, todos referem ter melhorado. De modo a evidenciar as estratégias que os alunos reconheceram de maior utilidade para o desenvolvimento da oralidade, bem como os resultados da experiência decorrentes das reflexões dos alunos, elaborámos uma síntese categorial das estratégias que os alunos dizem tê-los ajudado mais (cf. Quadro 6).

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Quadro 6: Síntese categorial das estratégias mais utilizadas pelos alunos para falar

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Como se pode verificar, nem todos os alunos apontaram as estratégias utilizadas para a sua progressão, dizendo todos, no entanto, à exceção de três alunos, que tinham melhorado ou sentido alguma diferença. Alguns alunos referem mais do que uma estratégia e é no final da segunda unidade, que surgem mais referências às estratégias utilizadas, parecendo revelar assim, neste momento, uma maior consciência relativamente às estratégias que mais contribuíram para o desenvolvimento da sua oralidade.

Conforme o quadro 6, as respostas recolhidas em dois momentos da experiência consideram a leitura e o treino/prática da oralidade como as estratégias que mais contribuíram para o desenvolvimento da sua oralidade e vocabulário. Os alunos referem-se à leitura feita em casa dos documentos enviados, mas também na aula através da repetição dos diálogos em trabalho de pares/grupo, ou após a professora no contexto já enunciado (cf. metodologia, fases B e D). Um aluno atribuiu a sua progressão ao facto de lerem e escreverem mais talvez porque na nossa experiência, oralidade e escrita se foram desenvolvendo paralelamente, numa perspetiva de desenvolvimento integrado de competências e num processo onde a escrita desenvolvida de uma forma silenciosa, encontrava a sua voz através da oralidade.

Categorias de estratégias 1ªUnidade temática 2ª Unidade temática

Nº de aluno Nº de aluno

Estudo 14 1, 3, 12, 13

Prática da leitura 12, 13, 14 1, 2, 6, 11, 14, 17, 22

Prática da oralidade, treino 12, 13, 16, 17 2, 3, 6, 7, 8, 9, 12, 20,

22

Atenção à oralidade, à pronúncia 20 2

Escrita 17 8

Ajuda da professora, repetir após a professora

15 11

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