5. RESULTATER
5.1 F ELTOMRÅDE 1. S KATVAL , S TJØRDAL
5.1.3 Step- pool
Fonte: arquivo pessoal de Georgiane Estrela Dantas.
No registro, o momento religioso de Georgiane Estrela Dantas ao entrar na clausura. Portando sobre a cabeça um véu de cor bege e no pescoço um cordão com uma cruz, a religiosa segue sorridente, desvelando os primeiros sinais do universo espiritual que ela deseja construir no Carmelo.
Ao entrar na vida monástica, a candidata certifica-se de que o momento faz parte de um rito de iniciação e que sua aprovação pelo grupo de religiosas ainda não é definitiva. É no
decorrer da experiência que a descoberta e o gosto pela vida claustral vão dando o seu contorno em ambas as realidades: tanto na pessoa que passa a conviver na comunidade, como nas pessoas que a receberam, neste caso, as monjas professas.
As depoentes que passaram pela fase do postulado comentam que no decorrer da experiência a caminhada torna-se mais sólida, cabendo à religiosa manter o desapego das coisas, a começar pela renúncia aos gostos particulares, como por exemplo: a preferência por alimentos. É o lapidar da alma que para elas dá os primeiros sinais dos sacrifícios.
O postulado, requer um vínculo mais aproximado com a comunidade e com as dificuldades pelas quais a ordem vivencia, tendo em vista a formação e a participação nos ofícios em comum e nas atividades diárias. Ele representa dessa maneira, uma fase de ajuste para que a pessoa se conheça e conheça o verdadeiro sentido que é o Carmelo.
Ao todo, o período do postulado é de dois anos. Porém, de acordo com o amadurecimento espiritual daquela postulante, a comunidade pode conduzi-la num prazo de tempo menor para o noviciado.
4.4.7.6 O noviciado
Da mesma forma que as outras cerimônias de consagração, o noviciado faz parte de um rito solene.
Como de costume, a missa é organizada na capela do mosteiro pela própria comunidade para receber a irmã que passará para uma nova fase da vida religiosa. A celebração eucarística, apenas fecha o ritual de consagração, ao passo que a vestidura já foi realizada no interior da clausura, unicamente na presença da comunidade monástica.
É na fase do noviciado que ocorre a vestidura de um religioso. E, sendo ele do sexo masculino ou feminino, recebe o hábito contendo uma túnica e um escapulário de cor marrom, juntamente com uma capa de cor creme. Com esses acessórios, acompanha um cinto que lhe é colocado em volta da cintura e uma alpercata de couro simples.
Quando do sexo feminino, a religiosa recebe sobre a sua cabeça uma touca e um véu de cor branca. As vestimentas do monge simbolizam as trajes que os próprios eremitas usavam quando viviam nas imediações do monte Carmelo.
Portando o hábito de noviça, a carmelita, acredita que se orna das vestes nupciais e se prepara para contrair o matrimônio com o cordeiro imaculado que é Cristo.
Assim como as vestes, a religiosa ao consagrar-se ao sagrado, recebe um novo nome, sendo geralmente de um santo da própria Ordem e também de sua devoção.
Presenciamos um dos rituais de noviciado que buscamos citar em nosso trabalho para melhor esclarecimento da mística que envolve a espiritualidade carmelitana. É sobre essa cerimônia que falaremos a seguir.
No mês de novembro de 1999, a comunidade monástica carmelitana se reuniu para a celebração de Missa em ação de graças pela vestidura de três postulantes que entraram para o noviciado. Por volta das nove horas da manhã, chegamos à Capela do colégio João XVIII, situado na cidade de João Pessoa-PB. O presidente da celebração e co-celebrantes, em tom de silêncio aguardavam as irmãs se apresentarem. No ritual de procissão de entrada, uma das carmelitas professas portando nas mãos um cesto de palha com flores, abriu a cerimônia das três noviças. Enquanto o cortejo seguia em direção ao altar, as monjas de clausura entoaram o canto de entrada, acompanhando esse momento tão especial para o Carmelo descalço.
Chegando próximas ao altar, as irmãs permaneceram sentadas em um dos bancos, separadas da comunidade monástica e de frente para os celebrantes. Tomando a palavra, o presidente comentou sobre o propósito da missa solene, pedindo aos presentes que fizessem o sinal da cruz, invocando a santíssima trindade. Dando continuidade ao ritual, o mesmo rezou junto com a assembleia o ato penitencial e puxou um canto de louvor.
Na sequência, um representante da assembleia fez a leitura bíblica e outra pessoa salmodiou. O padre que auxiliava na celebração, leu uma passagem do evangelho e promoveu a homilia sobre as escrituras.
Após esse momento, os sacerdotes num gesto de acolhimento, receberam as religiosas que, na ocasião, se ajoelham diante do altar.
Dando sequência à celebração, os religiosos distribuíram a comunhão entre os fiéis que se encontravam na capela do colégio. Em seguida, a priora saudou a cada uma das irmãs consagradas, dando-lhes um forte e singelo abraço e as conduziu para junto da comunidade monástica.
Os presbíteros abençoaram a todos os que estavam presentes, inclusive as monjas que se encontravam em um canto reservado da capela, fechando o momento com fotos e muita conversa com as carmelitas, pois era um dia de festa para o Carmelo Monástico Feminino da Paraíba.
Para nós, foi um momento de reflexão e de mistério, por enxergar tanta alegria e paz nas religiosas, sobretudo, naquelas irmãs que haviam passado para a fase do noviciado, de optar por viver ali, onde muitas delas se referem ser a clausura o coração da Igreja.
A foto abaixo, confirma esse momento religioso da comunidade de clausura:
Foto 21 – Ritual de Noviciado de uma Carmelita Descalça