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2.2 Radiomics

2.2.5 Step 5: Modelling and Evaluation

A Comissão das Comunidades Europeias definiu Responsabilidade Social da Empresa como “a integração voluntária de preocupações sociais e ambientais por parte das empresas nas suas operações e na sua interação com outras partes interessadas”, ou seja, as empresas decidem, numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e um ambiente mais limpo”.

A Responsabilidade Social (RS) é uma “obrigação moral das organizações que reflete o contributo das suas iniciativas para o desenvolvimento da comunidade envolvente” (Lisboa et

al., 2008:140). Segundo os mesmos autores, a responsabilidade social emerge como um conceito inerente a todo o tipo de organização, na medida em que estas são constituídas por indivíduos socialmente integrados numa comunidade que acolhe a sua vida privada e onde incrementam a sua atividade profissional.

A responsabilidade social, na perspetiva de Teixeira (2004) já não é mais uma opção meramente voluntária ou um privilégio das grandes empresas pelo que cabe a todas as organizações, independentemente da sua natureza, dimensão e setor de atividade procurar um equilíbrio entre as suas necessidades e as questões económicas, ambientais e sociais a que têm de dar resposta.

Santos et al. (2006) observa que a Responsabilidade Social das Empresas (RSE) está presente quando as organizações ao gerirem a sua atividade abraçam as preocupações, os interesses e os benefícios dos stakeholders e agem, promovendo ações de pro-atividade, no sentido de melhoria das condições atuais, com o espírito de fomentar o desenvolvimento sustentável da envolvente.

A responsabilidade social constitui-se como um conceito-chave no que respeita aos estudos sobre a relação entre os negócios e a sociedade (Windsor, 2001), e, neste sentido, à semelhança da gestão da qualidade, a responsabilidade social de uma empresa deve ser considerada como um investimento e não como um custo.

Num contexto da globalização e de mutação industrial em larga escala, a longo prazo, o crescimento económico, a coesão social e a proteção ambiental são indissociáveis.

De acordo com o Livro Verde para a RSE da Comissão Europeia, as organizações “responsáveis” seguem um modelo de gestão baseado no “Triple bottom line”, também conhecido por três P´s que tem em consideração o impacto económico (profit), social (people) e ambiental (planet) de todas as atividades da organização (Portal da Empresa, 2014).

Na responsabilidade social das organizações o desempenho global, que se prende com o respeito e preservação do meio ambiente, assim como o cumprimento das melhores práticas sociais, é avaliado numa abordagem de longo prazo, baseada em três P´s (people, planet e

profit), mencionado anteriormente, desenvolve-se em responsabilidade ambiental, social e

económica e pode ser vista do ponto vista interno e externo (Rodrigues e Duarte, 2012).

Assim, a Responsabilidade Social compreende duas dimensões: a interna e a externa.

A dimensão interna prende-se essencialmente com a própria empresa, por um lado com os seus colaboradores, onde as práticas socialmente responsáveis pressupõem o investimento

nos recursos humanos, na saúde, na segurança e na gestão da mudança. Por outro lado, as práticas ambientalmente responsáveis estão associadas à gestão dos recursos naturais que são explorados no processo de produção (Portal da Empresa, 2013).

A dimensão interna da RS envolve práticas socialmente responsáveis consagradas aos colaboradores da organização e relacionam-se na sua maioria com questões de desenvolvimento do capital humano, designadamente, da saúde, da segurança no trabalho, da comunicação, da gestão da mudança. Paralelamente aborda aspetos relativos à gestão do impacto ambiental e dos recursos naturais (Livro Verde da Comissão das Comunidades Europeias, 2001).

A dimensão interna da RS está mais centrada numa perspetiva intra-organizacional, ou seja, questões relativas ao local de trabalho. Esta perspetiva pode ser dividida em sub-dimensões: gestão de recursos humanos; saúde e segurança no trabalho; adaptação à mudança; gestão do impacto ambiental e recursos naturais (Livro Verde da Comissão das Comunidades Europeias, 2001).

Conclui-se que os programas de qualidade de vida e melhoria no ambiente de trabalho correspondem ao estabelecimento de boas condições, no que respeita ao ruído, temperatura, humidade, ventilação, segurança e conforto das instalações, desenvolvimento pessoal e profissional e o relacionamento interpessoal da organização, independentemente da categoria profissional e hierarquia dos trabalhadores.

A dimensão externa vai para além das fronteiras da organização, envolvendo na sua estratégia os acionistas, parceiros comerciais, fornecedores, clientes, autoridades públicas, ONG e toda a comunidade envolvente. Contrariamente à dimensão interna, a dimensão externa está essencialmente dirigida aos agentes externos da empresa, ou seja, à comunidade local, nomeadamente, associações, populações, autarquias, entre outros (Santos, 2006).

Relativamente à dimensão externa, a mesma assenta no facto de que a responsabilidade social passa para além da esfera da própria empresa e estende-se à comunidade local. Ao nível das partes interessadas, para além dos colaboradores e acionistas, estão os clientes, fornecedores, parceiros comerciais e autoridades públicas (Portal da Empresa, 2013).

Tal como na dimensão interna, a externa também está dividida em quatro sub-dimensões, nomeadamente: comunidades locais; parceiros, fornecedores e consumidores; direitos humanos; preocupações ambientais e globais.

Conclui-se que as estratégias de responsabilidade social empresarial na sua dimensão externa são responsáveis pelo acréscimo da consciência e interesse pelas causas sociais, mobilizando colaboradores e a comunidade a participarem em atividades dirigidas para o bem comum.

As empresas que se envolvem em projetos de responsabilidade social estão assim a integrar os valores do desenvolvimento sustentável na sua gestão. Deste modo, as organizações “responsáveis” não trabalham apenas para satisfazer as suas próprias necessidades, mas também para o bem-estar da sua geração e das gerações futuras (Portal da Empresa, 2014).

As empresas que se envolvem em projetos de responsabilidade social estão assim a integrar os valores do desenvolvimento sustentável na sua gestão. Deste modo, as organizações “responsáveis” não trabalham apenas para satisfazer as suas próprias necessidades, mas também para o bem-estar da sua geração e das gerações futuras. Quando cumprem a sua responsabilidade social, as empresas estão a zelar e a respeitar os interesses de todos (Portal da Empresa, 2014).

Sustentabilidade é, cada vez mais, entendida como um imperativo transversal às organizações, independentemente da sua natureza.

A Responsabilidade Social das Empresas (RSE) deve fazer parte integrante da estratégia da organização e todos os intervenientes da mesma devem estar imbuídos no conceito, defendê- lo, mas sobretudo colocá-lo em prática. A mesma deve estar ao mesmo nível das preocupações económicas e não deve ser usado apenas como um efeito de “cosmética” na imagem da organização. A organização deve assumir a RSE como parte integrante da gestão, cujas mais-valias estão para lá do universo económico e financeiro.

Considera-se fundamental reforçar que a responsabilidade social das empresas é um tema atual e, nos últimos anos, vem sendo consolidada à crença de que as empresas devem assumir um papel mais amplo perante a sociedade que não somente o de maximização de lucro e criação de riqueza.